quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Lembras, meu amor? #3

Conta-me uma história sem sentido. Deixa-o à espera, como cão ensinado, sem trela.
E leva-me com permissão silenciosa,
De quem possui razão, sem possuir coisa nenhuma.

Nada é sem sentido, mesmo a loucura dos corpos,
Que não é loucura.
É cura.

Papoila
Hoje à noite, meu amor, tinham escrito um livro. Era um romance. Tinha-mo-lo lido e estávamos agora a percorrer os locais onde se havia desenrolado. O sonho foi vago, ou tão dinâmico que não tive tempo de assimilar, mas sei que lá estivemos as duas. Jantámos num restaurante, numa sala que dava para o mar, onde passavam barcos de pesca e da polícia marinha. O oceano estava bravo e dava-nos que ver. Vivia-se previsões de uma meteorologia anglo-saxónica, aquela que dá sensação de frio e que pede corpos juntos. Lembro-me de ter vontade de te encostar a mim. O restaurante era um dos locais onde se moviam as personagens do livro.

Não consigo recordar mais, o telemóvel tocou. Eras tu e ias a caminho do trabalho.

Papoila

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Quando dói, bate com mais vida. E é assim que descubro que ainda não morri.

Papoila

Conforto

Foi uma das primeiras conversas que tivemos. Disseste-me que gostavas muito da palavra conforto. Na altura discutíamos muito as palavras (entretanto o hábito perdeu-se).

Hoje abracei uma toalha. Tinha estado ao sol, a secar. Sol das 2h da tarde.

Surpreendi-me com o conforto que o abraço me deu. Quase calor de pessoa. Calor de amor de Verão. E juro que fechei os olhos por uns segundos.

Papoila
Nunca ames demais.
...
Papoila

Carinhos

Há muita coisa aqui, mas faltam carinhos. Há conversas estimulantes e piadas internacionais, mas não há quem abrace quando a distância nos aperta o peito. Há alguma cumplicidade e companheirismo, mas não há cabelos afagados quando alguém o merece.
É complicado quando culturas se cruzam e certos países com hábitos contidos se cruzam com países quentes como o nosso. Não lhes quero mudar nada. Só queria um pouco mais de casa.
De ti.

Orquídea

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Desabafos

#1 As flores deste jardim ainda vão ter bons dias para aproveitarem em Setembro. Assim pode ser que o tempo que demora até se voltarem a encontrar passe mais facilmente.
#2 Não gostava que me vissem a sair de uma loja chamada Princess. Ou Top Moda. Especialmente com sacos. Não me fica muito bem.
#3 Há gente preocupada com o que comprar para levar aos seus conhecidos. Eu preocupo-me com o que posso encontrar para ela. As folhas têm sido uma boa solução.
#4 Adoro o cheiro da camisola que me emprestaste. Traz-me paz.

Orquídea

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

How could I not?

Flushed Chest - Joan as Policewoman

Às vezes, quando me perguntas o porquê, o que me vem logo à cabeça é este verso, nesta voz calma, segura, certa. How could I not?...

Orquídea

Lembro-me de ti quando...

#1 ...trago uma pedrinha do rio para ti e me esqueço de trazer outra para mim.
#2 ...consigo imaginar como tirarias a fotografia de um determinado pormenor da igreja, do céu, do cenário e nem penso que talvez eu consiga fazer o mesmo (eu sei, não tenho a tua câmara...)
#3 ...não sou capaz de arrancar um sorriso de uma menina de 3 anos que não fala a minha língua e sei que tu, por esta altura, já estarias a brincar com ela sem problemas.
#4 ...tropeço.
#5 ...vejo sapatos de muito boa qualidade e sei que mos irias aconselhar por isto e aquilo, com aquelas justificações de que não me lembraria mas que fazem todo o sentido.
#6 ...leio PIP num papel .
#7 ...não sei a quantos graus devo lavar a roupa de cor. Nem a branca. Nem que detergente escolher.
#8 ...sinto a falta de braços à minha volta.
#9 ...me falam de países distantes e as viagens que quero fazer precisam da companhia ideal.
#10 ...respiro (tinha de terminar com uma lame, desculpa lá ^^ ).

Orquídea

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Particularidades #9

Até quando choras, és bonita e irresistível...

Orquídea

Meu amor...

...já passaram duas semanas. Já não falta muito, metade já foi...

We'll get through this... Mais uma vez.

Orquídea

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Guide her

ao som de Madredeus, Oxala
Aqui
Papoila
E a I. acabou de por Beirut a tocar. O meu coração aperta, sinto saudades de casa(ie, de ti) e controlo a lágrima do olho emocionado.

*em português*

Orquídea

A culpa é tua


Não sei se já temos esta música no nosso blog, mas quis recordá-la de novo. Tenho ideia que me mostraste a música antes do nosso "início". Sorrio sempre que penso nisso porque associo-o tanto a nós, à nossa descoberta, aos dias em que nos afundavamos uma na outra sem compreendermos bem porquê. E, a certa altura, ofereceste-me esta canção. Falávamos de amizade nessa altura, mas algo em nós já borbulhava algo mais. E veio esta canção. A Alanis já nos compreendia e quis contar-nos logo o que se passava. Não lhe demos ouvidos, sorriamos e cantávamos juntas, concordavamos na beleza da letra e da música.
Mas eramos nós, meu amor. Como é que não vimos logo?
Orquídea

Waiting for you

Deve ser a primeira vez que, durante a viagem, espero por ti para falar contigo. Estás num sitio que me é muito familiar e deixa-me feliz que passeies por aí. Espero que tragas um pouco de mim para casa.
É verdade. Ias aproveitar tão bem esta viagem. Para além das fotografias fabulosas que ias tirar, a experiência académica, a cultura diferente, a língua, as possibilidades, as pessoas e tudo o resto, saberias absorver tão bem, aprender, crescer. Saberias aplicar a lei. Carpe Diem.
Sinto muito a tua falta. Não tenho quem me diga o quão totó sou por não saber lavar roupa. Preciso de ti para fotografias fofinhas, desculpas para mimos públicos. Queria-te comigo para me tirares da cama onde desperdiço tempo e me levasses a passear, só as duas e uma camara fotográfica, o mapa e o entusiasmo de descobrir coisas novas. Iamos entrar nas lojas e tentar aprender a língua. Iamos ver os detalhes que já mais ninguém vê. Iamos olhar para cima e não apenas para os pés. Iamos ver.
Fazes-me falta.
Voltarei cá contigo e o deslumbramento será maior.

Orquídea

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Boa noite, meu amor*

Antes de adormeceres, contas-me uma história?
Papoila
Ontem tudo o que eu queria era subir ao teu corpo
eu passei no teu medo e esqueci o teu ego
És tudo o que eu vejo

Convite - Pluto

Orquídea

São só coisas

Tudo em mim te respira. Tudo em mim anseia a tua pele.

Cheiro a tua camisa e sinto-me em casa. Desejo, por momentos, conseguir respirar só com a inspiração para poder sentir o teu odor constantemente, sem pausas.

Dormi com a tua camisola na minha almofada. Dormi contigo e foi a noite mais longa desde que aqui cheguei.

Orquídea

Recordações

de praia, noite, idade imatura

A diferença entre o meu vestido ratado e o teu top preto, manga cava, tipicamente masculino.

Nunca saberás, mas este foi um abraço que me arrendou um quarto.

Papoila

Velocímetro Animal

Tu ficas-te pela tartaruga e eu situo-me algures entre a avestruz e o cavalo.
Papoila

Ironias

What goes around, comes around.
Papoila

Quando o sol se põe

Papoila: A., dói-me a alma. Tens aí paracetamol?
A.: Tenho, mas isso não trata o teu problema...
Papoila: E brufen 600mg?
A.: Experimenta 47Kg de orquídeacetamolofeno! Mas tem que ser per os, nada de intra musculares ou endovenosos.

Papoila

Restauração da Monarquia

I Know that this will amuse you quite a lot.
isto, meu amor!

Papoila

Carta nº 2

No final, fica sempre um aperto no peito.
Papoila

Escrita

Leio-te cada texto. Corrijo-te ou chamo a tua atenção para pequenos pormenores. Digo-te que o terceiro parágrafo tem frases demasiado longas. Ou que não gosto desta ou daquela vírgula. Questiono o porquê deste termo e não de outro. Sugiro mudanças. Digo não gosto. Digo consegues melhor. E digo está perfeito, não lhe mexas mais. E, no meio de tudo, cresce o sonho de que um dia passarás mais tempo a fazer aquilo para que nasceste. Tens um jeito inato para as palavras. Há períodos em que andam esvaecidas, não lhes consegues dar o uso que tanto me deleita. São as preocupações que consomem a teia que usas para tecer as palavras e te tornam incapaz de produzir. Agora que tudo o resto está em standbye, regressaste. Regressaste vistosa, reluzente, como nos dias em que nos fomos atando uma à outra. E é tão bom reviver a tua escrita.

ao som de Be Be Your Love
Papoila

domingo, 9 de agosto de 2009

Fofinho

Queria ela um post fofinho para si. E depois, pela webcam, faz-me aqueles olhinhos irresistíveis, por cima dos óculos, brilhantes, de cabeça deitada e mãos dadas ao lado da cara, com o sorriso enorme e apetecível. E depois quer que eu consiga escrever algo tão fofinho como ela.

No way.

Orquídea

Trouxe Confettis!

Digam lá que não é algo de mágico quando não vos dá mesmo jeito nenhum nenhum nenhum que o período apareça antes de determinada actividade aquática e, apesar de estar para aparecer há já 3 dias, consegue adiar-se para uma hora depois de terminarem a tal actividade, exactamente na altura em que conseguem, finalmente, ir à casa-de-banho confirmar que não ocorreu nenhuma desgraça durante a paródia.

Tenho o meu endométrio tão bem treinado que até parece mentira! Estou orgulhosa, I must say.




Period sucks.


Orquídea

Prós e Contras


Adoro o rio.

Odeio abelhas.

Orquídea

Mentirinhas

Perguntam novamente se tenho namorado. Nego. Não minto, é verdade, mas fica algo por dizer.
Podem contar o que quiserem das suas relações. Do tempo que já partilharam, dos planos para casar, da cara bonita que tem, falem do que quiserem. São incapazes de me convencer que partilham um carinho semelhante ao que tenho contigo. Ninguém tem aquele brilho nos olhos e o sorriso certo, ou falam demasiado ou escondem com alguma vergonha. O que é certo é que, mesmo não lhes dizendo tudo o que poderia dizer, não sinto que soubessem o que é. Deve ser impressão minha.
Vaidosices, talvez. Mas somos especiais.

Orquídea

PS: Tão fofinha que é, não justificou o texto!

My Lovely Mirror


When I'm sad she comes to me
With a thousand smiles
She gives to me, free
It's alright, it's alright' she says
Take anything you want from me
Anything

Little Wing, The Corrs
Aqui
Papoila