sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Louçã e Sócrates, Bastidores


Isto vale a pena ver.
via Diário de Notícias
Papoila

sábado, 5 de setembro de 2009

Tu

Foste quem vi primeiro. Vinhas tão bonita só para mim. Trouxeste o vestido alegre e os olhos atentos. Sorriste, ligeiramente, como apenas te confortando por saberes que estava bem. E eu amei-te.
Tinha tantas saudades da tua pele. A mão insistia em prová-la, em sentir a tua face bonita e aninhar-se ali, junto à esquina da mandíbula, aquecida e amorosa. Sorri-te, sempre. Sorriste-me, mais. Demos as mão quando não deviamos, beijámo-nos mais do que a sorte poderia deixar. Somos felizes. Os corpos consolam-se e as palavras têm nova companhia.
Não sei o que seria de mim, de nós, se não tivessemos tido estes dias. Incompletos, é verdade, faltou-nos um pouco mais de nós, apenas nós, mas ainda assim bonitos. Vimos paisagens incríveis, estivemos em sítios novos, matámos saudades de lugares antigos (como o lugar atrás da orelha), e sentimo-nos de volta. Juntas, como devemos estar sempre.
Ninguém nos vai tirar isto, meu bem, somos fortes, crescemos juntas e somos puras.
Cada vez mais lamechas, cada vez com menos vergonha.

Orquídea

Singularidades #10

Como consegues lavar as mãos tanta vez num curto espaço de tempo. Como cada toque de dedos em qualquer superfície a caminho da cozinha é suficiente para termos de voltar atrás e lavar de novo. Como demoras muito mais tempo que eu a lavar as mãos, com muito maior eficácias que eu (podes ir para Cirurgia, eu, está visto, não). Como me fazes não importar e sentir-me bem mais limpinha depois de cada lavagem.

Orquídea

Contei-lhe

Conheci, nesta viagem, entre várias pessoas, uma rapariga em particular. Muito bem disposta, com humor, sonhadora, muito inteligente e com quem adorei conversar. Falámos de tanta coisa e uma das coisas de que mais falámos foi da sua religião, o Islão. Muito religiosa, cumpre as três rezas diárias de viajante, cumpriu o primeiro dia de Ramadão (como viajante, não é obrigada a fazê-lo) e fala da sua religião com muito amor, explica, mostra o quão semelhante pode ser em algumas mensagens relativamente a outras religiões - é amor - e confessa que é através da religião que se sente mais próxima do que procura.
Conheci muita gente diferente, mas aproximei-me de duas ou três pessoas em particular e, uma delas, foi esta rapariga. Senti uma boa amizade a ser criada e estimada e, especialmente por isso, quis contar-lhe. Não precisava, não íamos ficar juntas por muito tempo e não tenho de lhe contar da minha vida. Mas queremos partilhar certas coisas que nos são importantes com pessoas que acreditamos que merecem. E senti-me por vezes falsa por não ser completamente honesta. Já antes tinha perguntado discretamente a sua opinião sobre o tema. Compreendera que não era um tema fácil, mas não fui capaz de me conter. Demorei. Mas contei-lhe.
Foi, como esperado, uma reacção diferente de todos os outros amigos com quem já tivemos a mesma conversa. Ficou em choque, como me disse, tinha o mundo muito seguro e de repente surge isto. Sempre fugira do tema, mas agora estava ali. Não sabia o que dizer. Tentei mostrar-lhe o quão semelhante pode ser, o quão verdadeiro e puro. Contei-lhe por palavras doces. Fez perguntas directas com difíceis respostas, mas fiz o que pude para lhe deixar à vontade. Não ficou, claramente, à vontade. Não era capaz de deixar de pensar que era uma rapariga, apesar de todas as descrições de amor soarem verdadeiras. Comentou um livro que andava a ler, também com a mesma temática. Esforça-se por compreender toda a gente. Disse-lhe que esperava não descer degraus na sua consideração e ela diz que seria incapaz de o fazer. A voz treme-me em toda a conversa, não sei quais as melhores palavras, mas compreendo que precisa de ficar a sós, que talvez se sinta ameaçada por mim. Peço desculpa. Saio, amanhã será um novo dia.
Os restantes dias até à despedida decorreram normalmente, sem voltarmos a tocar no assunto, com as brincadeiras e a cumplicidade do costume. Chegou a altura da despedida e o abraço que esperava. Tive medo daquela despedida, de sentir que seria mesmo o fim desta amizade por ela não tolerar esta ideia. Não senti no abraço dela a saudade futura que gostaria. Talvez apenas por medo de não o sentir, talvez por não ser dela estes carinhos, talvez, quem sabe, por não estar mesmo lá essa saudade.
Voltei há seis dias e não soube mais nada dela. Estou à espera. Ela é uma rapariga inteligente, confio na sua capacidade de compreender o que realmente importa. Eu espero.

Desculpem a longa conversa, mas penso que também é importante para todas estas histórias. Quando receber notícias dela, eu aviso.

Orquídea

Sweet September

Meu amor, Setembro chegou!
Falta uma semana para o nosso regresso!


E para os nossos planos, passeios, espectáculos e explorações à capital. Regressou o tempo, o espaço, a liberdade, o amor livre de olhos inquisidores e controladores!

Smile! We're back!
Papoila

The Return

Ela está de volta.

Todos olhavam para a saída de passageiros, à espera de um cabelo loiro e de uns olhos cansados. Fui eu quem os viu primeiro, não te conhecesse todos os perfis. Ao meu sinal, tua mãe correu para ti, abanando o peluche barulhento. Mais tarde disseste-lhe que te envergonhava seres recebida por tal aparato, mas brincavas... sei o quão lame consegues ser. Eu caminhei atrás e, após os habituais cumprimentos à família, abracei-te como se estivéssemos sozinhas. Um abraço dqueles apertados e longos. Daqueles que sabem ao primeiro. Mas não disse nada. E ali estávamos, reunidos. Eu em silêncio, incapaz de participar na conversa, a tomar consciência de que estavas efectivamente ali.

Passámos uma semana exaustiva. Para aqui, para ali. Sempre acompanhadas ou, quando não acompanhadas, em lugares impróprios para algum carinho ou maior intimidade.

Mas soube muito bem. Namoro à século XVIII. Oculto mas real.

Papoila

Pros and Cons

Quando estamos longe, o que sentimos maior falta de Portugal é:

Caldo Verde e as restantes sopas
O oceano e a praia com areia
A nossa (boa) música

E assim que chegamos apercebemo-nos de que não sentíamos a mínima falta de:

Jornalismo da TVI
Gente mal criada que arrota alto no autocarro
Cara do Paulo Portas a dizer que cada vez mais gente pensa como ele (e restantes políticos)

Vale-me sempre alguém que me lembra o que estou aqui a fazer.
Casa. Contigo.

Orquídea

De Volta

Nota-se mesmo que temos mais que fazer do que escrever no blog, não é?

Matar saudades sabe bem.

Orquídea

domingo, 30 de agosto de 2009

Amanhã seremos nós, meu amor*

Aqui
(surpresa pequenina)
Papoila
É amanhã.

Orquídea

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Vidas de Cão e Vidas de Gato

Há sonhos de uns que podem destruir sonhos de outros. Não deveriam os sonhos ser convergentes?

Vê-lhe o sorriso, ao fundo, mas ela desconhece-lhe o sofrimento. Sente-lhe o entusiasmo e a novidade, mas ela desconhece-lhe o tédio e a fadiga. Vê-lhe a esperança e a alegria, mas ela desconhece-lhe o desespero e a solidão. Vê o mundo, mas ela desconhece a sua prisão.

Amor é quando vemos A pessoa.
Indiferença é quando a desconhecemos.

Papoila

O Roubo do Arco-Íris

Cat Power, The Greatest
Aqui

once I wanted to be the greatest

Papoila

terça-feira, 25 de agosto de 2009

No mesmo lugar. Eternamente à tua espera.

Papoila
Onde estás?

Orquídea

Infâncias

É pequenina e corre no campo. Tenho-lhe pena. Desconhece o que a espera. Esbanja sorrisos (julgo que, se soubesse que mais tarde lhe iriam escassear, teria poupado alguns) e alegria pura e honesta. Todos lhe invejam a vivacidade e a vagem da idade. É muito bonita e tem olho quase verde, características que lhe proporcionam os mais ridículos elogios (ou pelo menos assim os sente). Não gosta que lhe comentem atributos. Prefere passar discreta, incógnita, uma entre milhões.

E lá vai ela. Caça borboletas, Robin dos Bosques feminino, Pocahontas lusitana, Peter Pan na Terra do Nunca. Lá vai ela. Astronauta. Lá vai ela.

E ela foi. Sozinha. E há de resistir a todas as provações, sozinha. E há de vencer, sozinha. E há de lá chegar, realizar seus sonhos, sozinha. E há de ser feliz.

Papoila

Ela. E as outras pessoas.

Não existem prioridades. Diz 'amanhã vai ser diferente'. Eu acredito. A diferença está no quanto a minha dor vai crescer. E já entorna por todos os lados.

Papoila

Have you ever really loved a woman?

I miss you quite a lot.
Five days to go.

To really love a woman, to understand her
You gotta know her deep inside
Hear every thought, see every dream
An' give her wings when she wants to fly
Then when you find yourself lyin' helpless in her arms
You know you really love a woman

When you love a woman
You tell her, that she's really wanted
When you love a woman you tell her that she's the one
'Cuz she needs somebody
To tell her that it's gonna last forever
So tell me have you ever really
Really, really ever loved a woman?
Yeah

To really love a woman, let her hold you
Til' you know how she needs to be touched
You've gotta breathe her, really taste her
Til' you can feel her in your blood
An' when you can see your unborn children in her eyes
You know you really love a woman

When you love a woman
You tell her that she's really wanted
When you love a woman you tell her that she's the one
'Cuz she needs somebody
To tell her that you'll always be together
So tell me have you ever really
Really, really ever loved a woman?

Oh
You've got to give her some faith, hold her tight
A little tenderness, you gotta treat her right
She will be there for you, takin' good care of you
You really gotta love your woman, ya

And when you find yourself lyin' helpless in her arms
You know you really love a woman

When you love a woman
You tell her that she's really wanted
When you love a woman you tell her that she's the one
'Cuz she needs somebody
To tell her that it's gonna last forever
So tell me have you ever really
Really, really ever loved a woman?
Yeah

Just tell me have you ever really
Really, really, ever loved a woman?
Oh
Just tell me have you ever really
Really, really, ever loved a woman?

Have you ever really loved a woman?
Brian Adams

(verdadeiramente lame, meu amor, mas para ti, read it carefully)

Papoila

Bússola Eleitoral


Pelo menos uma coisa tod@s teremos em comum no resultado:
a distância do Partido Nacional Renovador!

Papoila

Ténnis

Hoje vou jogar até ficar com esta cara.
Mas o que me apetecia mesmo era um jogo de futebol.
Papoila

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Happy Family

Isto dá-me alguma força.
Papoila

Romance

Queria um conto de fadas. Queria ramos de flores a perder o fim. Ou só um, com nota, entregue ao destinatário por um carteiro. Queria pedidos de amor secretos. Queria namorar à janela. Queria sentir-me voar, como no Titanic, contigo a cantar-me ao ouvido. Queria jantares românticos, velas acesas, sala vazia e música de fundo. Queria dançar com paixão, contigo nos meus braços. Queria lançar um balão de ar quente com os nossos nomes, à noite, quando se vê o pavio arder. Queria pedir-te, na Torre Eiffel, para casares comigo. Ou em qualquer lugar mais bonito que descubra entretanto. Queria um anúncio na rua com uma declaração de amor, anónima para todas as outras pessoas. Queria namorar numa praia deserta.

Queria tanto.

Papoila

Resposta

Hoje disseram-me que neste castelo, como lhe chamaram, costumam fazer casamentos. Tem uma ponte de madeira em frente que passa por cima de um rio pequeno, cheio de patinhos castanhos que, talvez por influencia do que já tenho visto por aqui, se transformam em cisnes. Há muita relva arranjada e uma pequena floresta, se assim quisermos chamar, com arvores e frescura.
Parece-te bem? Posso reservar?...

Orquídea

Memórias

Perguntaram-me como eras. Sorri, geralmente quem sabe de *nós* já te conhece e não tenho a oportunidade de te contar o que vejo em ti.
A primeira palavra que usei foi "humilde". Expliquei-lhe que dás tudo por quem estimas e que te doi tanto quando não o vês de volta. Digo-lhe que não és má para ninguém, que apenas te doi.
Contei-lhe do teu amor pela Medicina, de como falas com os velhotes e com as crianças da mesma forma carinhosa e apropriada para quem vai exercer esta profissão. Disse-lhe que, apesar das tuas dúvidas quando a sobrecarga de trabalho não te mostram os resultados que querias, era exactamente ali que devias estar.
Falei-lhe da fotografia. Contei-lhe de como era uma grande paixão tua e como consegues tirar fotografias felizes, de cores claras e alegres, como também tens um olho diferente para olhar o que te rodeia e descobrires a melhor forma de o captar.
Falei-lhe do teu riso, aquele que contagia quem está à tua volta, aquele que dás a quem adoras e que queres fazer feliz. Contei-lhe da entrega que tens pelas amizades sérias.
Disse-lhe que tinhas as ideias no lugar, que tinhas tudo bem organizado na tua cabeça, que sabias responder a tudo e que, por isso, tinhas um enorme sentido de justiça. E que te custava muito quando as pessoas não o respeitam.
Tinha tanto para contar, meu bem. A E. acordou e criou nova conversa e achei melhor terminar por ali. Os dias passam e acrescento detalhes. De qualquer das formas, serei incapaz de te descrever inteiramente. É esse o grande mistério. É o meu amor.
Orquídea

domingo, 23 de agosto de 2009

Eu também sei

Não era aquilo que me querias dizer. Mas eu também sei, também te conheço, sei o que queres realmente dizer com aquilo. Não deixo que acredites naquilo. Não deixo que te enganes a ti própria porque sei quem és, já passou tanto tempo que seria impossível não sabê-lo já.
Por isso, meu bem, não vou a lado nenhum. Sei que não me largas a mão e eu não quero deixar de sentir a tua. Lutamos juntas. Sempre.
Orquídea

Sonhos

A certa altura disseram:
Quem me dera estar aqui com com quem amo a ver esta chuva de folhas, a ouvir aquele concerto, pôr a cabeça no seu ombro.
Sorri por dentro. Estava a pensar no mesmo.
É curioso como chego a uma cidade que me deslumbra e em vez de a beber toda de uma vez, de tentar absorver tudo o que tem para me dar, tento deixá-la intacta, saber apenas onde tenho de ir, onde me aventurar, para que daqui a uns tempos, quando voltar contigo, seja tudo perfeito.
Esta cidade espera por nós.

Orquídea

Gia and Linda


Talvez seja o único filme sobre o qual não consigo tecer qualquer comentário em especial. É fantástico, envolvente e extremamente triste. E fico por aqui. Tento, mas não consigo mais.

Meu amor, alguma vez te disse que a Linda me lembra de ti? Tem um papel tão bonito no filme. Tão doce, tão querido. She's just perfect. Just like you are. (Well, maybe not that perfect.)

Papoila

On your way

Vens a caminho. Abri o Google Earth e tentei descortinar, por entre todas as serras, o percurso que estás a fazer. Perdi-me várias vezes, mas julgo que o consegui percorrer na totalidade. Atentei aos nomes das localidades, namorei as fotos, e sonhei contigo dentro do comboio.

Vais cansada, cabeça tombada para o vidro quente e tremeliço. Dormes de boca aberta, como tanto te envergonhas de fazer. Acalmo-te dizendo que é normal quando se está exausta. Uma das minhas mãos vai afastando a madeixa de cabelo que insiste em incomodar a tua bochecha, rosada. Encolhes-te com as cócegas e voltas a entrar no sono profundo, tão tipicamente teu.

Prometi acordar-te quando chegasses. Beijo nos lábios, beijo no ombro. E os teus olhos-mar abrem-se para mais uma noite.

Hoje prometo não me assustar. Não te assustar.

Perfect, Alanis Morissette
(música que acompanhou o processo criativo)
Papoila
Não li mais as tuas cartas, meu amor. Guardo-as, (a)perto, paras as sentir ali, mas não as leio. São demasiado tu para me dar ao luxo de te sentir a meu lado sem ter um corpo onde me perder.

Papoila

I Love You Tender

Amo-te. Amo-te tanto que deixarei que sejas sempre tu a acabar o bolo de natas com bolacha, cantares pela casa o mais alto que puderes sem dizer que saltaste um ou dois tons (para cima ou para baixo). Amo-te tanto que não me importarei de ser sempre eu a limpar a casa (para cuidares das tuas costas frágeis, que adoro). Amo-te tanto que serei infinitamente capaz de ouvir as tuas histórias, over and over again, com todos os pormenores que te sentires capaz de acrescentar.

Amo-te tanto que quero casar contigo, sem nunca antes ter querido casar.


Papoila

Desabafos #5

Most of the time pain can be managed but sometimes the pain gets you where you least expect it.

Papoila