domingo, 11 de outubro de 2009

Deltas

Este ano há coisas quero fazer diferente. Mais e melhor.
Papoila

Ellen Degeneres, Biography Channel

Não me deixaram ver porque ela é guy (não gay, mas guy) e, sendo um gajo, não é normal. Expliquei-lhes que ela é fantástica, que a homossexualidade não é uma doença e que tinha muito interesse em conhecer-lhe a biografia. Mas, enfim, ela é guy, e não me permitiram tamanho delito.
Suspiro. Mas que vida.
Papoila

sábado, 10 de outubro de 2009

Amália Rodrigues

Porque antes da selecção, a cantar Portugal para o mundo, estiveste tu. Com muito mais alma, com muito mais fé, com muito mais carinho e tolerância. Orgulho-me de ti, portuguesa de voz e de face, de expressões e de raizes, que, com tanta tristeza, continuaste. E deste de ti até ao fim.


Papoila

PS: Visitem o CCB e vejam a exposição. Vale a pena.

Histórias do Bom Deus

Outro livro da colecção Quasi terminado. Desta vez é de Rainer Maria Rilke, um autor que me foi apresentado discretamente pela Papoila e ambas ficámos com muita curiosidade para a escrita deste autor alemão. Não sei se este será o livro indicado para começar a conhecê-lo, mas é um livro bonito. Mais um livro espiritual, que me deixa encantada com o deslumbramento que Deus dá a quem acredita. Por vezes tenho pena de não ser assim crente, o meu interesse e fascínio pelas religiões e pela fé tem aumentado, mas a minha própria fé não sei onde está neste momento. Mas esta divagação fica para outro post.
O livro é, basicamente, constituido por histórias em que surge, de uma forma directa ou dissolvida nas personagens, o bom deus, histórias estas contadas por uma personagem que espalha estes contos por quem encontra. É uma forma curiosa de apresentar a espiritualidade do autor, com a poesia nas palavras (vá, neste já encontro a poesia! ) e a fidelidade ao coração.
Enquanto não chegam os livros de fora, viro-me de novo para Portugal e vou começar com a Balada da Praia dos Cães. Veremos!

Orquídea

Do Outro Lado

Enfim, é um filme bonito que acabei de ver. Obrigada, papoila, por me chamares a vê-lo. Já tinha saudades de um filme destes, dos sérios, sem zombies nem vampiros nem bonecos nem ordinarices. Viva a cultura. E o meu interesse pela Turquia e o Islão aumenta.

Orquídea

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Conversas

Durante lanche nos jardins do CCB.

P: Dá cá o teu guardanapo para eu deitar fora.
O: Oh, ainda não! E depois como é que limpo a boca?
P: Limpas à minha.

Coisa fofa.

Orquídea

O Alquimista

Sim, o do Paulo Coelho. Li-o porque o A. me disse "You can't talk about Paulo Coelho if you haven't read The Alchemist." And so I did. Já posso falar então?
Nop. Não mudei de ideias. É um livro bonito, inspirador, que me fez por vezes sonhar em deixar o curso e seguir outros caminhos mais emotivos, mas é apenas isso. É mais um livro espiritual, com muita referência a Deus, à Lenda Pessoal, a sonhos e afins. Faz-nos sonhar também, é bonito de ler. Mas não o posso comparar a outros autores literários. Talvez seja eu, mas não lhe encontro essa poesia nas palavras, a subtileza das frases, a mensagem sem texto, a emoção que não se compreende, a beleza da sonância das sílabas dentro de nós. Não sei explicar.
Portanto, o Alquimista é um livro bonito, mas não vai para o topo. Está numa prateleira diferente, não se compara.

Orquídea

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Apetece-me

ir às compras!

O Colombo está aberto hoje?
Papoila

Banco de Leite

Dezasseis mulheres, apelidadas de "mães verdadeiras heroínas", inscreveram-se como dadoras no primeiro Banco de Leite Humano, que começou a funcionar em Agosto, na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa.
*
"Trata-se de mães verdadeiras heroínas, que não só se preocupam com os seus filhos, como têm generosidade para pensar nos prematuros de outras mães com pouco ou nenhum leite", descreve a unidade de saúde.
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Numa primeira fase, o leite recolhido é para bebés prematuros da MAC, mas já houve contactos de coordenadores de outras unidades da área de Lisboa e de Coimbra para que os seus prematuros também possam consumir o leite pasteurizado a "curto prazo".
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"As reservas vão-se esbatendo com o esclarecimento e com os resultados", refere ainda a unidade, lembrando que no Norte da Europa é "praticamente impensável um bebé muito prematuro não tomar leite humano, independentemente de a mãe ter ou não".
*
Jornal de Notícias, Aqui
Papoila

Ídolos

Serei a única a achar que o concurso só deveria estar acessível a maiores de 20? Ou será normal embaraçarem crianças de 16 e 17 anos, deitando-as abaixo e deixando-as nervosas a um limite de doença? E, pior ainda, será normal explorarem isto de um modo extremamente comercial?

Fiquei impressionada ao ver, na noite passada, a forma como a SIC aproveitou as imagens da garota de 16/17 anos, a chorar desalmadamente, nervosa e a tremer por tudo aquilo que era sítio.

Com esta idade, será que terão a capacidade de avaliar os momentos em que estão ou não a ser manipuladas? E, se por acaso são dotadas de uma voz com qualidade e avançarem no concurso, não ficará para trás a escola? Tanta fama, com uma idade tão jovem, pode muito bem destruir a vida de quem não tem a maturidade para a saber gerir.

Enfim, cada vez estamos mais próximos da mentalidade americana.

Papoila

domingo, 4 de outubro de 2009

Want to tell you that I love you because I really do

The Gift - 645

Faz hoje dois anos que este clip foi filmado. Faz dois anos que ali estávamos, a ser filmadas no meio da multidão, de mãos trémulas, alma surpresa, feliz, corpo desperto e uma vontade gigante de juntar as mãos de novo. Quis dizer-te logo tudo, tanta era a revolta que tinhas dado em mim. Foi ali, meu bem, há dois anos, que celebrámos o início de algo que nos mantém seguras. Ali, poucas horas depois de tudo começar.

Feliz aniversário para nós, meu bem.

Orquídea

4th October '07

Sentámo-nos no muro do CCB, viradas para o rio. Fazia frio. Brisa nocturna. Já era tarde e estavas cansada. Deitaste-te, com cabeça nas minhas pernas, e afaguei o teu cabelo.

Foi nessa noite que soube que nunca iria desistir.

Parabéns a nós, meu amor. Não contes a ninguém que não preparei surpresa para hoje, sim? =(

Sou muito feliz contigo. =)

Papoila

sábado, 3 de outubro de 2009

Ellen Degeneres


Porque valem muito a pena e, como não sei se conhecem, achei que devia partilhar. Hope you enjoy it! *
Papoila

Conversas de provadores

M: Vocês agora andam sempre aos miminhos?!
Papoila: Hmm, não sabes da história a metade...
M: Qualquer dia ainda se viram para vocês e dizem que são lésbicas!
Orquídea: (sorri)
Papoila: E nós responderemos: com muito gosto!

Bem... não, o desfecho da conversa não foi assim. Mas um dia será.

Papoila

Vida de Laboratório

Durante esta semana tive a oportunidade de trabalhar num dos melhores institutos portugueses de investigação científica básica. Um edifício mais pequeno do que aquilo que se antevia quando se imagina 'um dos melhores institutos' mas, ainda assim, suficientemente grande para albergar algumas das últimas tecnologias de ponta (que tive, orgulhosamente, oportunidade de ver).

Não é que a investigação seja a minha vocação (para além de gostar muito de medicina clínica, não tenho a paciência necessária para passar horas a olhar para gráficos, ler artigos científicos extremamente específicos, dedicar-me à estatística e, muito menos, passar ainda mais horas fechada num cubículozinho), mas a verdade é que foi revelador.

Para além de me mostrarem o outro lado da vida de laboratório (e ficar com um conhecimento deveras mais realista sobre as dificuldades e as facilidades de ser investigador, as exigências e as extravagâncias), conheci gente muito interessante e vi coisas que nunca julguei ver.

Para a realização do protocolo, e no papel de actores principais, tivemos estas maravilhas. Espanholas, mais saudáveis que cada um de nós, com uma lista de análises maior à que nós alguma vez viremos a ter, e que custam a módica quantia de 400€ cada. Não são giros?



Papoila

Blue Chocolat

Hoje ofereceu-me um relógio para poder contar o tempo que não estou com ela.

Não estava à espera. Desta vez apanhou-me mesmo de surpresa (a verdade é que tenho um jeito inato para antever as suas surpresas, o que a deixa sempre um pouco triste, mas não desta vez). Sentou-me no sofá, depois de uma noite de passeio saloio com cheiros e gentes muito diferentes, e falou-me de nós. A determinada altura, já estava eu nostálgica e perdida de amores por ela, pediu-me para fechar os olhos e passou-me esta maravilha para as mãos. Não é bonito?

I'm in love with you.
Papoila

While I was out

Não me remodelaram a casa mas, ainda assim, a azáfama foi grande. Sei que estive ausente deste cantinho e dos seus vizinhos da blogosfera, mas não foi intencional. As primeiras semanas de aulas, a infecção respiratória viral, o nariz vermelhinho de tanta assoadela, o cansaço extremo e a tristeza encurtaram-me os horizontes. Agora que as coisas estabilizaram, voltou a disponibilidade mental para escrever. E pronto. Um pequeno post para informar que estou de volta e que (e esta é para as meninas das sugestões de locais para lanchar bons crepes) já arranjamos um tempinho para comer um com MUITO chocolate!

Papoila

Bruno Nogueira, pela causa.

Aqui
Papoila

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Surpresa

Quando chego a casa ao fim-de-semana, depois de cinco noites fora, tenho sempre uma pequena esperança de que alguém me tenha deixado alguma surpresa em cima da cama, um miminho, um postal, um livro, qualquer coisa de que já me tinha esquecido e me faça sorrir. Nunca tenho sorte, a cama está sempre vazia.
Da última vez, lembrei-me da tua cama e anotei na memória, para quando chegar a altura de ser eu a surpreender, não me esquecer de miminhos para ti.

Orquídea

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Só porque me ri com isto.

Orquídea

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Viagens


Ai, meu bem, estou ansiosa para poder viajar contigo. Já escolheste o destino?

(E sei que és a melhor companhia para viagens quando nos nossos passeios decidimos entrar nas mesmas lojas de souvenirs e te cansas da brincadeira exactamente na mesma altura que eu.)

Orquídea

Mãos no Volante

É em momentos destes, em que conduzo apenas contigo a meu lado, com a tua mão escondida no fundo da minha nuca quando o momento é propício, a liberdade de ir, o silêncio só nosso e os sorrisos pacíficos, que sei que posso ser feliz.

Orquídea

Singularidades #11

Como me pedes para tirar o passe de metro da mala quando ainda nos falta passar a rua, atravessar o estacionamento, descer as longas escadas do metro e chegar à máquina para comprar mais viagens.

Orquídea

Crepe


Temos tido alguma dificuldade em arranjar tempo e sitio para satisfazer o desejo do requinte por um crepe destes. Fica aqui um, para comer com os olhos.

Alguma sugestão de lugar com crepes assim?

Orquídea

Campanhas

Estou farta farta destas campanhas. Fazem-nos de parvos. Soube bem saber que a campanha para as legislativas já tinha terminado, mas depois apercebi-me.
Vamos ter duas semanas de campanha autárquica. E depois disso... Meses de campanha natalícia.

Acho que vou desligar a televisão.

Orquídea

sábado, 26 de setembro de 2009

Sobre o Aniversário

Há aniversários e aniversários. Para certas pessoas, vagamente conhecidas, uma pequena mensagem poderá bastar e um esquecimento até pode nem nos preocupar. Para aqueles amigos Amigos, que nos emocionam por estarem a nosso lado, tentamos festejar o melhor possível com eles, dar os parabéns da forma mais bonita e verdadeira, oferecer algo original, cúmplice da amizade, significativo. E depois, um dia, surge aquela pessoa a quem nem isso chega. É preciso tudo.
Eu queria dar-te o melhor. Mais do que a qualquer outra pessoa. Algo que te fizesse saber tudo o que sinto, o quanto és para mim, única e insubstituível. Porque o merecias, porque te queria feliz, mais do que nunca. Cada vez mais. E, por isso, procurei tanto. Sabia o que te alegraria, mas também sabia a tristeza que certas coisas te dariam e eu não queria nunca ter um pequeno factor de tristeza no que te oferecesse. Tinha de ser perfeito.
Procurei e deixei os dias passar. Atrasei-me porque, enfim, esqueci-me que a perfeição não se encontra assim. Mas tu não precisavas disso, só precisavas de mim e de um carinho que não fui capaz de dar por te querer demasiado.
Foi só preciso um pouco mais de atenção. De recordar-nos há uns tempos atrás, quando nos doíam os músculos da cara de tanto sorrir, e, a partir daí, foi tão simples. Como tu dizes, não pedes assim tanto.
Levei-te a "Paris" e foste feliz comigo de novo.

Orquídea

Curiosidade

Porque será que agora já ninguém tem a delicadeza de dizer "Santinho!" depois de alguém espirrar mas optam pela nova versão "Gripe A!!"?...

Orquídea

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Sono


Doentinha, aninhas-te na cama, por cima do cobertor, numa tarde de sol. Preparo o chá, desligo o portátil que os teus olhos já não aguentam e sento-me a teu lado. Lembro-me da primeira vez que te vi assim, adormecida.
Estavas muito cansada, nesse dia, as noites andavam a ser agitadas e as manhãs exigentes. Estavas feliz. E eu também, que te tinha descoberto e tinhas acabado de me dar uma força nova e poderosa para os meus dias. Para a minha vida, aliás. E quis agradecer-to tantas vezes nesses dias, quis dar-te o (meu) melhor. Trouxe-te a casa para descansares um pouco e quis mostrar-te uma música de que gostava muito mas que nem se aplicava ao ambiente de silêncio e calma que gostarias. Mesmo assim ouviste e, aos poucos, encostada nas almofadas junto ah parede, próxima de mim, aconchegada no meu braço, fechaste os olhos e adormeceste. E fiquei ali, enternecida, a olhar para ti.
Tão bonita, meu bem, que não soube medi-lo, não soube controlar o amor que senti pela tua figura a invadir-me. Quis ir apagar a música, envergonhei-me por te ter deixado adormecer com aquele grande batuque de fundo, queria ter-te dado uma música mais apropriada. Não pude ir desligar, o meu braço tinha uma grande importância debaixo da tua cabeça. Deixe-me estar. A olhar-te a dormir. Feliz, tão feliz. Sem imaginar o que nos aconteceria algum (pouco) tempo depois.
Adoro ver-te a dormir. És a coisa mais bonita e fofinha que já vi. Dito por outras palavras!

Orquídea

Aniversários


Gosto quando fazes anos. Gosto de te surpreender, de te mimar. De arquitectar os teus presentes, personalizá-los à tua altura. Gosto de jantar contigo, de ver o teu sorriso, de quando choras a rir.

Mas detesto quando faço anos. Só quero que passe depressa. Fecho os olhos e desejo que seja o dia seguinte.

Papoila

Meu querido avô,

já foste para longe, mas ainda te vejo no sofá, com o jornal na mão trémula. Ainda adivinho os teus braços fatigados, apoiados nas pernas vagas, segurando aquilo que te mantinha ligado ao mundo (sempre achei que a leitura era uma das tuas maiores riquezas). Já não saias de casa. O teu corpo não te autorizava, não te concedia a força... e assim te ficaste. Meses corridos na varanda coberta, vendo os raios de sol a entrarem por entre a videira que tanta sombra deu aos teus netos. Os teus netos, meu avô. Os teus catorze netos, que tanto te gostavam. Estiveram longe enquanto partias, deixaram apenas o teu corpo ir. Há esta maldade inocente no corpo de um jovem. De querer viver tudo, de ser egoísta, de não saber parar e ficar. De ter a efervescência do movimento no sangue... da aventura e da emoção. Não lhes aguentavas a maré agitada. E eles não suportavam a tua inabilidade, a tua condição de velho. Mas gostavam-te.

Criaste uma família muito bonita, avô. À qual me orgulho de pertencer. Uma família que se junta e que partilha. Que considera todos. Que ajuda. Uma família que se conhece bem e que se junta. Que conversa horas a fio. E que, apesar de enorme, sempre se manteve una.

Cuidem bem da vossa avó. E cuidaremos, avô. Vai em paz.

Papoila