sábado, 17 de outubro de 2009

Vidinha

Tem sido dificil.
Temos dois sítios fechados. Um é uma casa onde moram um irmão e uma mãe. Espera-se que não apareça ninguém entretanto e as probabilidades de isso acontecer são incalculáveis. O outro é um quarto partilhado por outra rapariga estranha que tem igualmente uma vida não expectável. Escondemo-nos nas próprias casas. O coração não descansa. Nunca.
Já andamos nestas andanças há demasiado tempo. Precisamos de um lugar mais livre. Precisamos de ar e luz solar. Precisamos de descansar algures. Sem perguntas, sem olhares, sem horas.

Sugestões?...

Orquídea

Conversas II

No centro comercial, para jantar...

Pai: Então, o que vais comer?
Irmão: UMA GAJA!
Pai: Ai é? Então também quero! E tu, O., o que vais comer? Também queres uma gaja?
Orquídea: Sim.

Pronto. Ele fica feliz, eu fico feliz e muda-se o tema porque a piada já terminou. Talvez um dia me pergunte a sério.

(Btw, a resposta verdadeira seria "Não, já estou bem servida, obrigada!" ^^ )

Orquídea

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

CocoRosie

A mais recente paixão. Oiçam aqui (e aqui com o Antony).
Papoila

A consulta

Por 20 euros esperávamos consulta de médico ortopedista mas, eis que não, aparece-nos um jovenzito entroncado, metro e oitenta, cabelinho esvoaçante, t-shirt de alguns consideráveis números abaixo do tamanho ideal e calça justa o suficiente para se adivinhar toda a conjuntura. Nenhum comentário pejorativo a fazer excepto quando, para além de analisar pormenorizadamente a Orquídea e os seus olhos azuis, passa de um tratamento profissional para um demasiado pessoal: eu para cá, tu para lá. Como é típico da Papoila, vá de dar um passo atrás e franzir o sobrolho. A coisa piorou quando lhe pediu o número de telemóvel para combinarem a entrega de um documento pdf, ao que a Papoila se adiantou.

Galifanjo: 'Qual vos dá mais jeito? O 91 ou o 96?'
Papoila: 'O 96.'
Galifanjo: 'Ah, têm a certeza? É que o 96 é de trabalho e o 91 é mais pessoal...'
Papoila: [?!] Não, o 96 é o ideal.

A consulta lá caminhou para o término quando, simulando grande delicadeza, questiona 'Há mais alguma coisa que me queira dizer e em que a possa ajudar?'. A Orquídea olha para mim, como que a reflectir e a pedir conselho, quando é interrompida pelo relato mais inoportuno e descontextualizado de sempre.

Galifanjo: Ah, sabem, é que uma vez fiz esta pergunta a uma professora da Faculdade de Letras e ela respondeu 'Sim, tenho falta de sexo!'
Papoila: [?!]

É claro que a Orquídea, ditada pelo seu gosto e jeito inato pela psiquiatria, adorou a consulta. Maneirismos e formas de estar entretêm-na, muito facilmente, numa análise do pobrezito. Cá para os meus lados a conversa já é diferente.

Papoila

Finalmente, algum equilíbrio...


Finalmente dou alguma paz de espírito aos meus dias! Recomeçámos a natação, 4 fantásticas vezes por semana, ainda comprámos duas malinhas todas giras para levar a toalha e afins!

Digam lá: não estão orgulhosas de ter duas meninas a competir com os gorilaços trintões que ocupam o resto das faixas de natação? =]

Papoila

DocLx, nós vamos!

Janine Baker

Holanda, 2008, 50'

The Mamas and the Papas retrata um casal gay e um casal de lésbicas que pretendem ter um bebé e educá-lo em conjunto. O filme parte do desejo destes em tornarem-se pais e segue o processo da gravidez, o parto e os primeiros meses do recém-nascido. Mas nem tudo corre como previsto. Iris e Manon, Edward e Patrick percebem que as boas intenções podem não ser suficientes.

Nós vamos (em principio). Anyone else?

Programação apetitosa do DocLx, aqui!
Orquídea

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Party & Co

(3 Pizzas pelo preço de 2) x (6 alminhas felizes) x (Jogo da selecção 4:0) x (Party & Co) = Delicious Night
Papoila

Desabafos #4


Fará sentido que as mesas das bibliotecas da faculdade sejam depositórios de livros pessoais, ocupando espaço como quem guarda o lugar ao dono, enquanto este toma cafés de hora e meia? Não é que não compreenda a ideia (é claro que também gosto de ter lugar à minha espera) mas... não seria justo dar oportunidade de assento a quem chega depois?

Por outras palavras: já não é surpresa entrar numa biblioteca repleta de livros e malas, mas sem vivalma à vista.

Papoila

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Manhã molhada

Nem costumo ser uma pessoa distraída mas, hoje, confesso que o sistema de rega do HSM me apanhou desprevenida. Ia eu, descontraidamente ao encontro da Orquídea (sim, porque geralmente sou eu a responsável pela papelada relativa a matrículas, inscrições nas mais variadas coisas e informações académicas, e hoje não foi excepção) quando dou comigo a ser aspergida sem misericórdia por uma destas máquinas cuspidoras de água. E lá fui eu, pernoca e braço a escorrer água e calças às pintinhas. Haverá melhor maneira de começar a manhã? Ela até disse que eu tinha um ar fresco! =]

Papoila

domingo, 11 de outubro de 2009

Roy Orbison

Um exemplo daquele que terá sido recortado de revistas pop culture e fitacolado em inúmeros guarda-roupas a nível nacional e internacional. Um borrachão dos anos pós guerras mundiais. Aquele por que as nossas tias mais velhas suspiraram (e fantasiaram) ao ouvir nas rádios mais ousadas do momento. Mais vanguardistas.

É recorrente começar a cantar uma música sem saber de onde a conheço. Não identifico a banda nem o vocalista. Hoje calhou Roy Orbison e, graças ao motor de pesquisa da google, consegui descobri-lo!

Provadores - Pretty Woman & You Got It

Papoila

Diana Krall

Suspiro. Ela veio cá e eu não fui ver.

Com um marido sem dúvida original (que deve dar imensas dores de cabeça), e dois filhos gémeos, continua com um corpo assim. Bonito e arranjadinho.

Papoila

Deltas

Este ano há coisas quero fazer diferente. Mais e melhor.
Papoila

Ellen Degeneres, Biography Channel

Não me deixaram ver porque ela é guy (não gay, mas guy) e, sendo um gajo, não é normal. Expliquei-lhes que ela é fantástica, que a homossexualidade não é uma doença e que tinha muito interesse em conhecer-lhe a biografia. Mas, enfim, ela é guy, e não me permitiram tamanho delito.
Suspiro. Mas que vida.
Papoila

sábado, 10 de outubro de 2009

Amália Rodrigues

Porque antes da selecção, a cantar Portugal para o mundo, estiveste tu. Com muito mais alma, com muito mais fé, com muito mais carinho e tolerância. Orgulho-me de ti, portuguesa de voz e de face, de expressões e de raizes, que, com tanta tristeza, continuaste. E deste de ti até ao fim.


Papoila

PS: Visitem o CCB e vejam a exposição. Vale a pena.

Histórias do Bom Deus

Outro livro da colecção Quasi terminado. Desta vez é de Rainer Maria Rilke, um autor que me foi apresentado discretamente pela Papoila e ambas ficámos com muita curiosidade para a escrita deste autor alemão. Não sei se este será o livro indicado para começar a conhecê-lo, mas é um livro bonito. Mais um livro espiritual, que me deixa encantada com o deslumbramento que Deus dá a quem acredita. Por vezes tenho pena de não ser assim crente, o meu interesse e fascínio pelas religiões e pela fé tem aumentado, mas a minha própria fé não sei onde está neste momento. Mas esta divagação fica para outro post.
O livro é, basicamente, constituido por histórias em que surge, de uma forma directa ou dissolvida nas personagens, o bom deus, histórias estas contadas por uma personagem que espalha estes contos por quem encontra. É uma forma curiosa de apresentar a espiritualidade do autor, com a poesia nas palavras (vá, neste já encontro a poesia! ) e a fidelidade ao coração.
Enquanto não chegam os livros de fora, viro-me de novo para Portugal e vou começar com a Balada da Praia dos Cães. Veremos!

Orquídea

Do Outro Lado

Enfim, é um filme bonito que acabei de ver. Obrigada, papoila, por me chamares a vê-lo. Já tinha saudades de um filme destes, dos sérios, sem zombies nem vampiros nem bonecos nem ordinarices. Viva a cultura. E o meu interesse pela Turquia e o Islão aumenta.

Orquídea

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Conversas

Durante lanche nos jardins do CCB.

P: Dá cá o teu guardanapo para eu deitar fora.
O: Oh, ainda não! E depois como é que limpo a boca?
P: Limpas à minha.

Coisa fofa.

Orquídea

O Alquimista

Sim, o do Paulo Coelho. Li-o porque o A. me disse "You can't talk about Paulo Coelho if you haven't read The Alchemist." And so I did. Já posso falar então?
Nop. Não mudei de ideias. É um livro bonito, inspirador, que me fez por vezes sonhar em deixar o curso e seguir outros caminhos mais emotivos, mas é apenas isso. É mais um livro espiritual, com muita referência a Deus, à Lenda Pessoal, a sonhos e afins. Faz-nos sonhar também, é bonito de ler. Mas não o posso comparar a outros autores literários. Talvez seja eu, mas não lhe encontro essa poesia nas palavras, a subtileza das frases, a mensagem sem texto, a emoção que não se compreende, a beleza da sonância das sílabas dentro de nós. Não sei explicar.
Portanto, o Alquimista é um livro bonito, mas não vai para o topo. Está numa prateleira diferente, não se compara.

Orquídea

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Apetece-me

ir às compras!

O Colombo está aberto hoje?
Papoila

Banco de Leite

Dezasseis mulheres, apelidadas de "mães verdadeiras heroínas", inscreveram-se como dadoras no primeiro Banco de Leite Humano, que começou a funcionar em Agosto, na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa.
*
"Trata-se de mães verdadeiras heroínas, que não só se preocupam com os seus filhos, como têm generosidade para pensar nos prematuros de outras mães com pouco ou nenhum leite", descreve a unidade de saúde.
*
Numa primeira fase, o leite recolhido é para bebés prematuros da MAC, mas já houve contactos de coordenadores de outras unidades da área de Lisboa e de Coimbra para que os seus prematuros também possam consumir o leite pasteurizado a "curto prazo".
*
"As reservas vão-se esbatendo com o esclarecimento e com os resultados", refere ainda a unidade, lembrando que no Norte da Europa é "praticamente impensável um bebé muito prematuro não tomar leite humano, independentemente de a mãe ter ou não".
*
Jornal de Notícias, Aqui
Papoila

Ídolos

Serei a única a achar que o concurso só deveria estar acessível a maiores de 20? Ou será normal embaraçarem crianças de 16 e 17 anos, deitando-as abaixo e deixando-as nervosas a um limite de doença? E, pior ainda, será normal explorarem isto de um modo extremamente comercial?

Fiquei impressionada ao ver, na noite passada, a forma como a SIC aproveitou as imagens da garota de 16/17 anos, a chorar desalmadamente, nervosa e a tremer por tudo aquilo que era sítio.

Com esta idade, será que terão a capacidade de avaliar os momentos em que estão ou não a ser manipuladas? E, se por acaso são dotadas de uma voz com qualidade e avançarem no concurso, não ficará para trás a escola? Tanta fama, com uma idade tão jovem, pode muito bem destruir a vida de quem não tem a maturidade para a saber gerir.

Enfim, cada vez estamos mais próximos da mentalidade americana.

Papoila

domingo, 4 de outubro de 2009

Want to tell you that I love you because I really do

The Gift - 645

Faz hoje dois anos que este clip foi filmado. Faz dois anos que ali estávamos, a ser filmadas no meio da multidão, de mãos trémulas, alma surpresa, feliz, corpo desperto e uma vontade gigante de juntar as mãos de novo. Quis dizer-te logo tudo, tanta era a revolta que tinhas dado em mim. Foi ali, meu bem, há dois anos, que celebrámos o início de algo que nos mantém seguras. Ali, poucas horas depois de tudo começar.

Feliz aniversário para nós, meu bem.

Orquídea

4th October '07

Sentámo-nos no muro do CCB, viradas para o rio. Fazia frio. Brisa nocturna. Já era tarde e estavas cansada. Deitaste-te, com cabeça nas minhas pernas, e afaguei o teu cabelo.

Foi nessa noite que soube que nunca iria desistir.

Parabéns a nós, meu amor. Não contes a ninguém que não preparei surpresa para hoje, sim? =(

Sou muito feliz contigo. =)

Papoila

sábado, 3 de outubro de 2009

Ellen Degeneres


Porque valem muito a pena e, como não sei se conhecem, achei que devia partilhar. Hope you enjoy it! *
Papoila

Conversas de provadores

M: Vocês agora andam sempre aos miminhos?!
Papoila: Hmm, não sabes da história a metade...
M: Qualquer dia ainda se viram para vocês e dizem que são lésbicas!
Orquídea: (sorri)
Papoila: E nós responderemos: com muito gosto!

Bem... não, o desfecho da conversa não foi assim. Mas um dia será.

Papoila

Vida de Laboratório

Durante esta semana tive a oportunidade de trabalhar num dos melhores institutos portugueses de investigação científica básica. Um edifício mais pequeno do que aquilo que se antevia quando se imagina 'um dos melhores institutos' mas, ainda assim, suficientemente grande para albergar algumas das últimas tecnologias de ponta (que tive, orgulhosamente, oportunidade de ver).

Não é que a investigação seja a minha vocação (para além de gostar muito de medicina clínica, não tenho a paciência necessária para passar horas a olhar para gráficos, ler artigos científicos extremamente específicos, dedicar-me à estatística e, muito menos, passar ainda mais horas fechada num cubículozinho), mas a verdade é que foi revelador.

Para além de me mostrarem o outro lado da vida de laboratório (e ficar com um conhecimento deveras mais realista sobre as dificuldades e as facilidades de ser investigador, as exigências e as extravagâncias), conheci gente muito interessante e vi coisas que nunca julguei ver.

Para a realização do protocolo, e no papel de actores principais, tivemos estas maravilhas. Espanholas, mais saudáveis que cada um de nós, com uma lista de análises maior à que nós alguma vez viremos a ter, e que custam a módica quantia de 400€ cada. Não são giros?



Papoila

Blue Chocolat

Hoje ofereceu-me um relógio para poder contar o tempo que não estou com ela.

Não estava à espera. Desta vez apanhou-me mesmo de surpresa (a verdade é que tenho um jeito inato para antever as suas surpresas, o que a deixa sempre um pouco triste, mas não desta vez). Sentou-me no sofá, depois de uma noite de passeio saloio com cheiros e gentes muito diferentes, e falou-me de nós. A determinada altura, já estava eu nostálgica e perdida de amores por ela, pediu-me para fechar os olhos e passou-me esta maravilha para as mãos. Não é bonito?

I'm in love with you.
Papoila

While I was out

Não me remodelaram a casa mas, ainda assim, a azáfama foi grande. Sei que estive ausente deste cantinho e dos seus vizinhos da blogosfera, mas não foi intencional. As primeiras semanas de aulas, a infecção respiratória viral, o nariz vermelhinho de tanta assoadela, o cansaço extremo e a tristeza encurtaram-me os horizontes. Agora que as coisas estabilizaram, voltou a disponibilidade mental para escrever. E pronto. Um pequeno post para informar que estou de volta e que (e esta é para as meninas das sugestões de locais para lanchar bons crepes) já arranjamos um tempinho para comer um com MUITO chocolate!

Papoila

Bruno Nogueira, pela causa.

Aqui
Papoila

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Surpresa

Quando chego a casa ao fim-de-semana, depois de cinco noites fora, tenho sempre uma pequena esperança de que alguém me tenha deixado alguma surpresa em cima da cama, um miminho, um postal, um livro, qualquer coisa de que já me tinha esquecido e me faça sorrir. Nunca tenho sorte, a cama está sempre vazia.
Da última vez, lembrei-me da tua cama e anotei na memória, para quando chegar a altura de ser eu a surpreender, não me esquecer de miminhos para ti.

Orquídea