To Be Seen
Há 9 horas
Meu amor, quando acordares amanhã e pensares 'Oh não! É hoje que faço exame oral!' - pensa nesta imagem. Sou eu, a olhar para os recônditos da tua cavidade oral, tentando descortinar os pilares posteriores do véu do palato (por detrás das tuas amígdalas praticamente inexistentes) e analisar o teu V lingual, limitado anteriormente pelas tuas funcionantes papilas calciformes. Fica descansada que estás longe de ser reprovada!
Ontem decidimos ir à livraria britânica. Tudo o que começa com eng e acaba em ish interessa-nos às duas e, como é óbvio, foi com grande entusiasmo que percorremos o rato à procura do estabelecimento. Ia eu com intenção de comprar um livrozeco de exercícios de inglês, para me ir preparando para o exame... e não é que a Orquídea mo oferece? Assim sem mais nem menos? Um livro que é mais caro que um perfume dos bons, mais caro que ir e voltar do Porto em alfa-pendular, mais caro que aquela viagem da easyjet para a Irlanda a 7€ e que eu, plena do meu juízo mental, nunca poderia comprar?

Hoje, em conversa com uma amiga (e a propósito de um trabalho de farmacologia, que é o mais surpreendente) veio à tona este velho desenho animado. Ainda se lembram da famosa Carrinha Mágica? Aquela que se ajustava aos sonhos de qualquer miúdo e que, para além de entreter, ensinava?
Acordam as florzinhas de estufa, cedinho cedinho tendo em conta a hora a que se deitaram, e decidem fazer uma tarte de maçã. A Orquídea descascou, com muito aprumo, as maçãs do avô da Papoila. A Papoila cortou em fatias e dispôs, harmoniosamente, sobre a massa folhada comprada no supermercado mais próximo. Tudo corria angelicalmente até então. Toca de enfiar o preparado no forno, ligar a coisa, e salivar na expectativa de uma das melhores tartes do século. Eis que não, percebem que o amigo forno havia decidido partilhar o seu gás com o mundo exterior, aromatizando a cozinha com o seu monóxido de azoto potencialmente letal. Resultado: lá se foi a tarte. E o fogão. A fome é que ficou. A fome e a loiça por lavar.
Falou bem, sim senhora. E mostrou a certeza e convicção que estava à espera. Se lhe deposito a minha esperança? Não. Mas ainda assim devo dizer que confio que ela venha a melhorar, nem que seja por limar arestas, o estado lastimável da educação em Portugal. Que reveja por fim o Estatuto do Aluno (desta vez para melhor e não enfeitando os meninos com coroas angelicais), que reformule a Carreira Docente e que permita algum diálogo e seja receptiva aos professores. Já agora, se não for pedir muito, que dê alguns toques no programa das Novas Oportunidades e que o transforme em mais que uma forma de melhorar os dados estatísticos com os quais nos comparamos à Europa.


So... the thing is: she cut her hair and now she's incredibly sexy. I just can't avoid kissing her in all those tinny wreckage seconds, between the 5th and the 6th floor. This can become a serious issue in what concerns to discretion, since I found myself doing exactly the same thing in the subway or, even worse, in the presence of those who shouldn’t (ever) know about flowers that fall deeply in love with each other. But my eyes say it all, don’t they?