Porque é que, cada vez que penso que amanhã é feriado, o pensamento instantâneo que tenho é de que é dia de Carnaval? E, pior que isso, tenho plena consciência que o Carnaval é em Fevereiro? Estarei a ficar esquizofrénica?
Gosh.
Gosh.
Papoila
Passámos horas de volta de um ECG estranhíssimo. Enfarte da parede anterior do miocárdio, correntes de lesão, artéria afectada, intervalos e segmentos alterados e porquê, FC e ritmo. Enfim. Para quem ainda não entendia muito do assinto, foi feito digno de lusíadas. E, no fim, ainda me disse 'O meu coração gosta de ti em todas as derivações.'. E esta ficou para a história como a declaração de amor mais nerd que alguma vez me fez.
Para ajustarmos contas com um jantar incrível em casa do M, namorado da A, convidámo-los para mais um double date, desta vez em casa da Papoila. Não há nada como celebrar o natal entre amigos. Houve espaço para troca de prendas, receitas e conhecimentos das respectivas áreas profissionais (vai um bocadinho de medicina para ali, vem um bocadinho de engenharia para aqui!). São coisas simples, como estas, que nos permitem imaginar o futuro, quando tivermos as nossas casinhas e um conforto que a vida de estudante ainda não permite, sem nunca esquecer que as amizades permanecem apesar dos diferentes caminhos que cada um toma.
Eis o primeiro desafio recebido em casa. Vindo da Four Simple Words (espertinha, que aqui tem dose dupla! =P), o seu objectivo é revelarmos um bocadinho de nós e sermos cuscas ao delegar o mesmo desafio a mais cinco bloguistas. Assim, desafiamos os blogs This is not simply a methaphore, Rainbow street, ViagemLes, Pano P'ra Mangas, (...) a responderem sem esquecer de colocar este selo na carta de confissão.You are the brightest diamond
I can see you shining
For miles, and miles, and miles, and miles
Everybody here's wearing long faces
But you
And Mary wants to hold your face
And kiss you for her birthday
Are you coming
I can see you shining
I can see you shining
You are the brightest diamond
Hidden in my pocket
Oh how glorious you must feel, splendid
You must feel, splendid
But you have spit out beauty
Like an idiot
Why did you chew up shinies
With a paper shredder
You are the brightest diamond
Hidden on my wrist
You are now untouchable
Now untouchable
Now untouchable
Reaching through the space between
Your universe and mine
A warm light shines
And will until all breath and sigh
Expend, expend
Estes dias aproveitei para uma escapadela à terra do avô. Avô já não está, mas tenho a avó com o seu coração fraco e muita família para aquecer o peito. E, por entre isso, lá vamos apanhando as azeitonas que fazem o azeite que todos usamos... e que nada tem a ver com aquele que se compra lá fora.
Meu amor, quando acordares amanhã e pensares 'Oh não! É hoje que faço exame oral!' - pensa nesta imagem. Sou eu, a olhar para os recônditos da tua cavidade oral, tentando descortinar os pilares posteriores do véu do palato (por detrás das tuas amígdalas praticamente inexistentes) e analisar o teu V lingual, limitado anteriormente pelas tuas funcionantes papilas calciformes. Fica descansada que estás longe de ser reprovada!
Ontem decidimos ir à livraria britânica. Tudo o que começa com eng e acaba em ish interessa-nos às duas e, como é óbvio, foi com grande entusiasmo que percorremos o rato à procura do estabelecimento. Ia eu com intenção de comprar um livrozeco de exercícios de inglês, para me ir preparando para o exame... e não é que a Orquídea mo oferece? Assim sem mais nem menos? Um livro que é mais caro que um perfume dos bons, mais caro que ir e voltar do Porto em alfa-pendular, mais caro que aquela viagem da easyjet para a Irlanda a 7€ e que eu, plena do meu juízo mental, nunca poderia comprar?

Hoje, em conversa com uma amiga (e a propósito de um trabalho de farmacologia, que é o mais surpreendente) veio à tona este velho desenho animado. Ainda se lembram da famosa Carrinha Mágica? Aquela que se ajustava aos sonhos de qualquer miúdo e que, para além de entreter, ensinava?
Acordam as florzinhas de estufa, cedinho cedinho tendo em conta a hora a que se deitaram, e decidem fazer uma tarte de maçã. A Orquídea descascou, com muito aprumo, as maçãs do avô da Papoila. A Papoila cortou em fatias e dispôs, harmoniosamente, sobre a massa folhada comprada no supermercado mais próximo. Tudo corria angelicalmente até então. Toca de enfiar o preparado no forno, ligar a coisa, e salivar na expectativa de uma das melhores tartes do século. Eis que não, percebem que o amigo forno havia decidido partilhar o seu gás com o mundo exterior, aromatizando a cozinha com o seu monóxido de azoto potencialmente letal. Resultado: lá se foi a tarte. E o fogão. A fome é que ficou. A fome e a loiça por lavar.