sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Top 12 New Year's Resolutions

1) Procurar saber mais e melhor de medicina;
2) Recomeçar a natação e ter a perseverança e auto-controlo de não desistir;
3) Juntar dinheiro para uma viagem com a Orquídea;
4) Aprender mais sobre cozinha, com especial atenção à estrangeira;
5) Desenvolver a técnica fotográfica e recomeçar a participação em concursos;
6) Ser mais optimista e confiar mais nas minhas capacidades (*não esquecer desta);
7) Arranjar tempo para desbravar novos horizontes a nível cultural (musica, cinema, teatro, arte, línguas e culturas, história e literatura);
8) Ser mais ponderada e paciente;
9) Desenvolver ou participar um projecto qualquer, que seja aliciante e proveitoso, e que me encha de entusiasmo;
10) Aprumar o Inglês ao ler mais clássicos e ouvir mais BBC Radio 4;
11) Não desistir tanto e acreditar mais.
12) Enjoy life more.

Papoila

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

12 Passas*

* ou pinhões, no meu caso, que não gosto de passas...
Não vou pedir nada extraordinário. Não preciso. Só quero que tudo corra bem. Que o ano passe, a faculdade corra bem, que me sinta bem em casa, que me sinta bem quando estou fora de casa, que me sinta sempre em casa. Não tenho, por enquanto, grandes planos para 2010. Talvez dar um grande (gigante) passo à frente e ter uma conversa com a minha mãe. Falta-me, por enquanto, coragem e o momento certo. E sonho com uma viagem. Pode não ser longe nem longa, mas desde que estejas comigo. E quero ser melhor, mais uma vez. Deixar-me de vícios e ser mais dedicada. Concentrar-me.
Ser feliz.

Vá, ano, passa depressa, que tenho uma vida para começar.

Orquídea

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

New Hair Cut - Part 2

"Adivinha onde estou!", perguntou-me ao telefone. Ouvia vozes altas ao fundo numa conversa acesa. Será a sala com a televisão ligada? Não. Não me digas que é a tua mãe? Não. A tua irmã?... Não. Bem, não acerto, onde estás? "No cabeleireiro, vou cortar o cabelo!"
Digamos que agora os papeis se invertem. Ficou perfeito. O sorriso até parece maior, os olhos brilham mais, está tão leve e eu não resisto. Ou pelo menos, custa. Este é o corte.

(e peço desculpa de não ser tão eficaz a falar de penteados, não é muito a minha área, mas tinha de deixar a nota!)

Orquídea

Closet Cooking

Tenho um grande gosto pela cozinha e, como tal, não poderia deixar este site passar por mim sem o partilhar com vocês. Yummi. Divirtam-se a tentar...

Papoila

Sem grande nexo. Sem vontade.

Not in the mood today.

E veio ela, mulher feita,
Ao meu encontro, em segredo.
(Em segredo! Argh!)
Com medo que de um penedo a atirassem,
Numa manhã santa, bem cedo.
E ali acabasse toda a seita.

De fufas, fofinhas e panascas,
Mulheres rascas, gastas!
Da luta por ser quem são
De fugir ao bicho papão
Aquele, o da oposição.

E vai daí, diz o Corão
(Ou será a Bíblia?), pois então:
‘Atirem a primeira pedra!’
E muitas delas choverão.
Não verei hesitação.

E caem pedrinhas, pedras e calhaus,
Por engano de Deus ou Alá
Na formatação C://xxy.
Aquela! A da orientação!
De querer pé de saia ou rapazão.

Quem com o erro nasce,
com o erro fica.
Estigma de ser produto
De contrafacção barata.
Alvo de gente que mata

Sonhos.

Papoila

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Avatar Goes Amazing

I don’t consider myself being a science fiction movie lover. I’d rather see a good and happy ending romance than trying to understand the most incredible and unimaginable filmmaker’s ideas (especially when they create films such as ‘matrix and the blue pill’). But yesterday night had something different, my dear friends. I finally figured out why I enjoyed books regarding this kind of subject.

It’s not just Neytiri with its enormous and meaningful green eyes and the lion who fell in love with the lamb kind of tape. It was the whole picture. Gurls, I went nuts at the 15th minute, when they finally started to pull out the good stuff. I mean: the animals, the forest, the connections between all of them, the luminosity always astoundingly present and the three dimension effects (that were utterly studied). They even thought about Jakes legs atrophy in result of its unemployment during those three months of avatar living (and his paralytic disease)! Wow!

I’m not going to ruin your surprise by telling you more details about Avatar. Now you’ll have to see for yourself. My concern relies only on which cinema you choose to do so. Please keep away from your thought the initiative of going to Forum Montijo, in which the film layer had some serious technical problems. I stood nearly thirteen minutes in the dark, waiting for the images, while listening to all the movie lines (and the neighbour’s seat small talk). This was a big pain in the ass, assuming that I could easily understand what the characters were saying and, therefore, I got the whole picture of what was happening on the film.

Bah.

PS: Please do not forget to verify the similarity between Dr. Grace smile and her avatar smile. It's beyond belief.

Papoila

domingo, 27 de dezembro de 2009

Ou então...

...Aquele outro dia, o primeiro em que vieste ter comigo à minha cidade para um passeio no rio. Com um bilhete apenas, para lá e para cá, sem sair do barco para não ter de pagar mais. Recordaste-me aquele prazer de criança de atravessar o rio, de sentir o vento e o cheiro do mar. Já me sorrias e mimavas com a doçura a que não sabia resistir. No regresso, com um receio infantil de sermos apanhadas pela trafulhice do bilhete único, escondemo-nos numa das cabines vazias. Encostaste-te a mim, nos mimos que me amoleciam. E, durante aqueles minutos da viagem, misturava-se em mim o conforto de te ter ali aninhada e a adrenalina pela antecipação do momento em que alguém ali entrasse. Seriamos apanhadas. Não fui capaz de perceber, então, por qual das patifarias esperava ser surpreendida.
Uns meses mais tarde, acordaste-me.

Orquídea

Onde Começa

Às vezes tenho saudades daquele início, quando não sabia o que se passava. Hipnotizada. Sorrias-me com tanta honestidade, apesar do ainda pouco tempo que correra entre nós. Mal sabíamos quem éramos mas não poderíamos estar mais próximas. Embrenhámo-nos numa amizade estranhamente confortável. E era feliz. Sorrias-me e deste-me a mão. Tinhas a doçura que não compreendia mas que admirava. E que me confortava tanto. Fiquei com o teu cheiro na minha mão depois de te deixar naquela tarde e nasceu um secreto entusiasmo em mim por te ter mantido comigo. Discretamente, mergulhei o nariz na palma da minha mão e vim tão feliz em toda a viagem de regresso a casa.
Agora quando penso nisso, pergunto-me como não fui capaz de entender logo o que essa paz que me deste significava. Não importa. Sou feliz.

Orquídea

sábado, 26 de dezembro de 2009

Almost there...

A época de exames aproxima-se a passos largos e eu, que estou certamente mal preparada, já começo a entrar em fanicos. Aproveitei mal o tempo que tinha para estudar (enfim, também só o julgaria aproveitado se tivesse feito pouco mais do que queimar as pestanas durante os últimos meses). Seja como for, a partir de dia 4 começa o terror de uma estudante de medicina: a preparação para os exames em Fevereiro. É certo que a mudança de casa (e com ela a mudança de alguns hábitos) não ajudou muito no que toca ao estudo. Primeiro o entusiasmo, depois os móveis, depois a nova dinâmica e com ela novas responsabilidades. Mas também é verdade que estou num lugar que me permite maior concentração, comodidade e flexibilidade de horários.

Apesar de tudo, nesta fase do ano apetece-me sempre...

Hibernar ou Recomeçar.
Papoila

My sister is in love...

... and is dating a 25 years old guy.

Sure you can date my sister.
I'll let you know just as soon as she turns 30!


Papoila

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Mistletoe

O Natal sabe bem. Apesar da família falar muito alto, de haver sempre discussões nos temas habituais, mas não importa. Há família, há risos e união. Mas falta-me alguém. Especialmente quando há certos comentários despropositados ou quando a saudade aperta.
Não houve prenda como a tua... Nada me aperta e aquece tanto o coração como certas palavras verdadeiras.

All I want for Christmas is you. How lame is that?

Orquídea

Merry (and Marry) Christmas

A todas as famílias vizinhas!
Papoila e Orquídea

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Meu amor,

Feliz Natal.
Queria tanto poder passa-lo contigo. Mas acho que ainda vamos ter que esperar uns aninhos para isso. Este ano ofereço-te este azevinho. É só po-lo em cima da cabeça e não tens que pedir mais nada, que um beijo cairá nos teus lábios instantaneamente.

Amo-te, meu bem. Da pontinha dos teus cabelos loiros à extremidade da tua unha do dedo grande do pé, passando pela forma desajeitada como cozinhas (mas não te esqueças de guardar uma fatia do bolo de sementes de papoila para mim, ok? 0=] )

Papoila

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Ali e Nino

Terminei há poucos dias o segundo livro da saga "Livros Recomendados por Amigos Estrangeiros". Desta vez coube à azerbaijana a responsabilidade de me deleitar com uma obra do seu país. E que obra!
Foi necessário encomendar à FNAC, que me arranjou um exemplar já meio vincado, mas valeu bem a pena! A história passa-se durante a primeira Guerra Mundial, uma altura em que o Azerbaijão estava sobre o domínio russo e que, aos poucos, se foi tentando libertar desta ocupação com a ajuda (suspeita) de arménios e turcos. Baku, a capital do país, é uma mistura de fontes europeias e asiáticas e é neste confronto que se coloca o romance deste livro. Ali, muçulmano xiita, está apaixonadíssimo por Nino, uma georgiana cristã, que o ama de volta com um carinho tremendo. Porém, muita coisa sucede na cidade e na própria vida de ambos, e o seu amor é constantemente posto à prova.
Para além de ter lido pela primeira vez um livro escrito na primeira pessoa por um muçulmano fervoroso (mas não totalmente extremista, vá!), é fascinante ver com os seus olhos e dos seus amigos a cultura europeia, os nossos costumes "bárbaros", as nossas incongruências, assim como a poesia e a justiça que os muçulmanos encontram na sua religião. Houve momentos em que me ri com gosto (especialmente na descrição da ópera e na guerra de Nino com o eunuco que a tenta educar) e momentos em que fiquei triste com o que se passava. Há guerras e lutas, há amor e loucuras, enfim, há de tudo. Aconselho vivamente a quem queira conhecer um pouco do outro lado do Islão, sem me comprometer com a actualidade de certas mentalidades naquele país. Vou investigar, vou falar directamente com a minha fonte e depois talvez vos informe, se vos aprouver (só para poder usar esta palavra chiquissima).

E, para que não julguem que agora só leio estrangeirada, ficam avisad@s que a próxima crítica será sobre "Os Lusíadas" em BD. True story, como diria uma amiga nossa.

Orquídea

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Kindheartedness

A moment, a love, a dream, a laugh, a kiss, a cry, our rights, our wrongs. A moment of love.
And is it contagious? I hope love is.
Papoila

Adopção? Não!










Constatações

Os meus vizinhos vão adoptar.
Meio mês e recebem a criança.

E eu?
Papoila

domingo, 20 de dezembro de 2009

Adopção? Não!

'Uma criança nas mãos de um casal homossexual?! Não! Cruzes credo. É preferível que cresça sem apoio familiar, que não tenha o carinho que merece, que não tenha 1/10 das oportunidades que muitas crianças da sua idade têm. Pôr uma criança nas mãos de duas mulheres que se amam e que lhe querem dar uma vida melhor?! Não! Que nojo. Valha-me Nossa Senhora! É preferível que não tenha acesso a ensino de qualidade nem chegue ao ensino superior, que nunca consiga realizar os seus maiores sonhos, que carregue desde cedo responsabilidades que os seus ombros ainda não conseguem arcar. Tirar uma criança de uma instituição e pôr numa casa acolhedora com dois pais que querem construir uma vida juntos?! Não! É preferível não ter avós, não ter primos, não ter tios, não ter pais! Ver-se só de um momento para o outro, quando atingir a maioridade e for obrigado a sair da única casa que conheceram.'

Bah. Grow up, get smart.

Papoila

Sugestões Musicais

Queridas vizinhas,

Não podia deixar passar as propostas musicais que tão gentilmente fizeram à Orquídea sem agradecer... agora ela já pode tornar as nossas tardes de estudo mais doces aos ouvidos e extinguir aquele silêncio ensurdecedor ou o barulho enervante dos anúncios de rádio.

Feist, Cocorosie, Amos Lee, Damien Rice, Sia, Joan as Police Woman, Cat Power e mais alguns já faziam parte da nossa lista de tops mas estou certa que os restantes vão fazer as nossas delícias!

Papoila

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

E, agora, o meu post sobre o tal assunto!


Fiquei muito feliz com a notícia da aprovação do projecto-lei. Falta o debate que promete ser... vá... interessante, mas estamos a caminho! Finalmente há tomates para se assumirem as responsabilidades politicas e fazer o país avançar sem referendos inúteis (o voto já foi feito, quando se elegeram os senhores deputados!). E não me incomoda minimamente que não se trate já da adopção. O que tinha sido prometido era a questão do casamento, a adopção virá depois, num outro debate, que me parece que será ainda mais polémico (sem razões...), talvez numa próxima legislatura. Não faz mal, que este país tem a sua velocidade ligeira e até está a andar bem neste processo. Vamos embora, um passo de cada vez para não tropeçarmos!

E, I must say, o BE também exagera... Casamento de segunda porque não há adopção? Bem sei que não é "justo" não se poder adoptar, mas, como se tem dito e muito bem, a adopção é uma questão baseada na criança e não no casal e, por isso, a discussão é, e tem de ser, outra. O casamento não é menos válido por isso, o problema é a incapacidade de reconhecer que um casal homossexual pode cuidar e amar uma criança, apenas por preconceito e, essencialmente, ignorância... Mas não deixam de ser um casal e reconhecidos como tal!

Meus senhores, não se enervem tanto que isso faz-vos mal ao coração! Enfim, política...

Orquídea

Testemunhos de uma agitação nocturna


Já dormia quando a Papoila me acordou com um abanão (fofinho!) para ir parar a porta. Batia que nem doida, barulhenta e incansável, como se houvesse uma grande corrente de ar a passar por ali. Pensei "Fogo, ganda festa que andam a fazer no corredor para isto estar assim!" .Enquanto tinha este raciocínio brilhante, senti a cama a abanar. Foi o suficiente para me levantar logo e parar com a sensação estranha (que isto os pesadelos são coisas esquisitas e nunca se sabe as alucinações que trazem para o despertar atribulado). Lá vou eu e encosto a mochila à porta. Nada. Encosto melhor e a porta parou. Ufa. Voltei para a cama e comento, "Fogo, P, assustaste-me... Ainda pensei que fosse um tremor de terra!" E, dois segundos depois ouvimos no corredor "EPA, ISTO FOI UM TREMOR DE TERRA, NÃO FOI?!". E então que a Papoila abre os olhos, exclama "OH!" e sai disparada do quarto para ir trocar testemunhos do acontecimento com as colegas que casa. E viva a internet que dois minutos depois já nos dizia onde tinha sido o epicentro!

Orquídea

Singularidades #12

Orquídea: Tenho uma amiga que foi ao Egipto e só viu as pirâmides muito ao longe.
Papoila: A sério?! Isso é como ir a Roma e não ver a Torre Eiffel!

Orquídea

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Kaki King

O meu bem pediu-me ajuda para lhe encontrar música nova, daquela que lhe faria bem à alma, que anda a precisar. Falou-me da guitarra, que tanto adora, e da voz feminina doce, requisitos para a minha pesquisa.
O lastfm é bom amigo e ajuda facilmente neste ponto. Já recolhi alguns nomes que me parecem servir bem o propósito. Mas lembrei-me agora de outro nome. Lembrei-me de uma guitarrista que toca incrivelmente bem e que, tendo em conta o tipo de música acústica que temos ouvido e apreciado nos últimos tempos, me pareceu ser uma boa aposta. Fui ao youtube confirmar a qualidade artística da pessoa em questão e foram-se as dúvidas.

Kaki King - Playing With Pink Noise
Mas o que me trouxe a correr até aqui para partilhar isto convosco, foi o primeiro comentário que li a este vídeo:
zillaslayer: too bad shes a lez:'(

Oooh, really? 0=)

Orquídea

E viva os ventiladores!

Hoje podia, perfeitamente, ter andado assim vestida.

A acompanhar a imigração Brasileira e da Europa de Leste, também o Frio Polar decidiu migrar para Portugal. Sabe-se que veio à procura de lugares onde o frio de outras etnias não tivesse já invadido as casas e ruas. Segundo o Poppie Journal Club, o Frio Polar veio para ficar durante algum tempo mas prevê-se que em breve seja extraditado para os Polos, onde deverá cumprir uma pena a ser ditada pelo termómetro e ponderada pelo número de pessoas afectadas. Rezemos por ele que, se for por mim, já lhe somam uns meses à pena.

Papoila

Quando...

... nos convidam para um pequeno almoço com segundas intenções e só nos apetece dizer 'tenho namorada' quando recusamos delicadamente. Em vez disso usei o 'Desculpa mas não posso, tenho mesmo muitas coisas para tratar neste momento'. De um ao outro, qual será o pior de ouvir?

Papoila

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

I admit it

Gosto mesmo muito do Natal.

E não é pelas prendinhas. É pelo cheiro, pela lareira, pela família, pelo jantar de natal, pelo tronco de natal com chocolate do bom (ui), pelo jingle bell e pelo all I want for Christmas is you. E é por isto que amanhã há jantareco de natal cá em casa com as nossas meninas.

Agora... não vai ser é bacalhau.

Papoila

Todos diferentes,

todos iguais.
Deixem-se de tretas.
Papoila

Agenda Cultural de Lisboa

Novembro 2009
Sendo a Agenda Cultural uma revista que costumo folhear com a Orquídea, é claro que esta página inesperada não nos passou despercebida. Lá estava ela, entre rabiscos a assinalar os eventos a que gostaríamos de ir e a adocicar um bocadinho o dia.

Papoila

sábado, 12 de dezembro de 2009

A fotografia

Corei um pouco por dentro quando a vi. Fomos apanhadas desprevenidas a meio do jantar. Tu, de braço por cima dos meus ombros e eu, de frente para ti, ajeitando o teu cabelo como adoro fazer. Tal como fazemos todos os dias, supondo que é inocente, que ninguém repara, que um carinho amigo não revela alguns segredos, mas saem-nos os planos furados.
É tão óbvio, meu bem. Pode não ser apenas o braço ou o cabelo nos dedos, mas é algo em nós. A fotografia capta tudo isso que não vemos e que já não controlamos. Exala de nós. O carinho propaga-se e assimila-se nos outros. Eles sabem quem somos e sorriem de volta.

É por isso que, cada vez mais, hei-de ouvir frases como a que ouvi da última vez que contei de nós a um amigo. "Oh, não precisas de me dizer, eu já sei, tola!"

Orquídea

Plans

Meu amor, quando é que vamos acampar e levamos as nossas guitarras?
Papoila