sábado, 16 de janeiro de 2010

Redbull, há anos a dar asas ao Tempo

Não sei a quem ocorreu, em dia de escuridão e trevas (muuuitas trevas), a pavorosa ideia de presentear o Tempo com Redbull. Não saberia, esse pequeno demoniozinho, o irremediável erro que iria cometer? Estaria ele consciente de que nos iria condenar a uma vida de trabalho?

Papoila

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tarte de Kiwi e Maçã II

Ficou muito semelhante a esta mas com os kiwis mais tostadinhos e a maçã bem esconda por baixo! Yummi.
Papoila

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Um Mimo

A Papoila pediu-me uma cozinha daquelas enormes, limpinhas, cheias de tachos e panelas de todos os tamanhos, com objectos esquisitos mas muito funcionais e muito espaço para dar asas à criatividade culinária. Brilharam-lhe os olhos a ver o "Chef Abroad" e a sonhar com os cursos que há-de fazer quando puder. Prepara os rojões à lá Papoila da forma que a imaginação lhe permite e saboreamos o prato enquanto vemos trufas brancas de 450€ a serem apreciadas na televisão. Não satisfeita, faz uma tarde de maçã e kiwi ao fim do dia e sonha com mais.
Visto eu não ser grande cozinheira, vou precisar de algumas aulas de apoio à cozinha ou de lavagem de loiça para que possamos equilibrar as coisas no futuro, que isto de ser tão prendada deixa-me em desvantagem.
Hei-de lhe arranjar uma cozinha assim, um dia.

Orquídea

A idade pesa

Não gosto de me queixar assim. Sempre a queixar-me das dores, das cruzes, das mazelas. Mas não tenho culpa. Dói mesmo. Não consigo ficar muito tempo em pé e não posso ficar muito tempo sentada. Se me deitar, tem de ser numa posição especial que, mesmo assim, por vezes não resulta. Ontem já coxeava com a dor que me dava cada vez que apoiava o pé direito. E depois tenho de estudar e não tenho como.
Marquei consulta, adiei as queixas até ao dia e soube hoje que afinal tem de ser adiada. Uma pessoa não vai ao médico só porque sim, isto custa e é a pior altura para ter dores. Se não aliviar com cuidados e mezinhas caseiras, terei de recorrer a outros métodos.

E eu, que não gosto de me queixar das dores, venho para aqui para que o mundo inteiro saiba que me dói. Sou muito coerente.

Orquídea

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Pedro?! Santo?! Não para mim.

Até no terceiro andar o meu quarto conseguiu ficar alagado. Toca de tentar absorver, com os pés na 'piscina', a água toda para o balde. Vá de pôr tapetes aqui e ali. Tirar os livros das estantes, limpa-las o melhor possível e muda-las de lugar.

Não bastava, na ida para a faculdade, ter ficado molhada até à cintura; o Dr. estar com calor e ligar o ar condicionado; eu ter batido com os dentes durante uma hora e meia; ainda tinha que chegar a casa e ter uma surpresa destas?

Argh. É caso para dizer: vida de cão.

Papoila

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Done

Apesar de me ter roubado o fim-de-semana por inteiro, assim como muita paciência, correu extremamente bem. Valeram as horas à procura de artigos recentes e de contraposição de informações.

Já só falta um.

Papoila

Quem sabe...

Estive a ouvir hoje o António Vitorino no seu comentário semanal na RTP1. Falou-se, obviamente, do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Relativamente à atitude do PR, disse coisas muito interessantes. Diz que, ao escolher vetar a lei por objecção pessoal à mesma, o parlamento tem a autoridade de voltar a aprová-la e obrigar à sua efectividade. Outra hipótese de actuação do PR é a de enviar a lei para o Tribunal Constitucional. Aqui, a única coisa que poderá ser difícil de ultrapassar é a questão da adopção porque poderá ir contra o direito à igualdade. Se o PR decidir ir por esta via e eventualmente o Tribunal Constitucional enviar de volta a lei dizendo que aquela alínea da lei discrimina estes casais, então pode acontecer que, no parlamento, se discuta este assunto e, visto o PS já se ter mostrado disponível para discutir a questão, que seja aprovada nova lei em que a adopção já seja possível. E, assim, em pouco tempo, se resolvem os dois assuntos. O Vitorino falou, até, de dois meses até a lei chegar à prática. E o PR fica sem forma de impedir o casamento, apenas porque não é favorável à mesma. Claro que, para evitar este cenário mais abrangente, terá de aprovar a lei sem a enviar para o Tribunal Constitucional para que seja aprovado "apenas" o casamento.

Therefore...


Fazemos figas para que vá para o Tribunal Constitucional?

Orquídea

Poppy Seed, Pregmurska Gibanilka

Da Papoila não vem só o ópio.
Orquídea

domingo, 10 de janeiro de 2010

Singularidades #13

O: Já postei, Papoila, mas não está nada de especial.
P:Então posta algo especial! Eu quero posta! Mas não quero de bacalhau, quero de espadarte!!

Orquídea

Le(s) Chef - Part II

Tivemos um convidado especial para o almoço deste sábado. Para surpreender, decidiu-se repetir o prato indiano do outro dia. Juntaram-se os ingredientes...
E voilá! Um prato delicioso que promete novas aventuras culinárias internacionais no futuro! Que tal? Alguém quer já reservar mesa?


Obviamente, o mérido é da Papoila, mas só porque fiquei encarregue de fazer a reportagem fotográfica. Estou muito bem servida. She's a keaper, I know!

Orquídea

sábado, 9 de janeiro de 2010

As coisas que aprendo a estudar farmacologia...

[acerca da insulina NPH - Protamina Neutra Hegedorn - que muito boa gente tem que tomar]

''A protamina consiste numa mistura de seis componentes principais e alguns componentes mais pequenos de estrutura semelhante, isolada do esperma da truta arco-íris.''

Papoila

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

One night I made a wish...

Nesta passagem de ano, um dos desejos das minhas 12 passas foi precisamente o grande passo que hoje se deu na Assembleia da República. Não que acredite nesse ritual de passagem de ano, mas acredito naquilo que a partir de hoje teremos a liberdade de fazer. Da alegria que isso trará a muitos de nós, mais que não seja pelo reconhecimento de direitos tão básicos quanto o da igualdade.

Trabalhei muitas horas hoje. Doze horas seguidas, para ser mais precisa, num lugar que não é nada acolhedor. Mas durante todo o dia houve uma sensação de conforto e expectativa, que sem dúvida me motivaram. Já para não falar do sorriso estúpido que mantive após ter a confirmação de que a lei tinha sido, finalmente, aprovada.

Um brinde com todas, minhas amigas =)

Um pequeno passo para o Homem, um grande passo para a humanidade.

'Lazy dreamers on a Winter's night
making plans of the Spring
Paint a picture while I put away my clothes

Crooked couple standing side by side
Is that you? Is that me?
Life in circles, and we dream up someplace to go

We'll sleep on rooftops
We'll ride on bicycles
Baby, we'll get married
Don't you want to, Sweetie? '

Josh Rouse (get to know him here!)

Papoila

Arco-Íris

Vinha para casa e vi um enorme arco-íris no céu. Só agora, ao ler os vários posts sobre o assunto do dia, o gigante passo que se deu no nosso pequeno país, é que me apercebo (e relembro!) do quão incríveis são as coincidências da vida. Enfim, se houver por aí alguma divindade que regula o tempo, está, com certeza, do nosso lado.

Orquídea

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Companhia

Entrei na faculdade sozinha. Durante dois anos isolei-me. Quis alguém para mim e filosofei muito sobre isso. Ainda não me apercebera, na altura, do porquê da necessidade de sistematizar tudo na minha cabeça, para que não falhasse depois. Pensei, várias vezes, só quero uma companhia. Só alguém que não se importe de vir comigo até onde preciso, de ir buscar uns livros ou fazer a cópia de uma chave. Só preciso que alguém me acompanhe na rua para que não me sinta tão só.


No segundo ano, encontrei o rapaz perfeito para mim. Acreditei na paixão, mas resguardei-me. Desta vez, não haveria mais nada para além desta conclusão porque, simplesmente, não iria dar. Sabia (vá-se lá saber como) que, mesmo que o simpático rapaz me quisesse, não lhe chegaria. Não ia resultar. Não era infeliz, mas seguia calada.
Ela apareceu no ano seguinte. Não tinha sistematizado nem criado nenhuma lei relativamente a possíveis envolvimentos deste género e era, portanto, livre. Assustada, mas livre. Dei cada passo à velocidade a que devia, não houve sobressaltos, pressas ou arrependimentos. Tudo no seu lugar. Inacreditavelmente no seu lugar. Compreendi, após muita conversa interna, o porquê de tanta obstinação nos amores antigos.
Ela acompanha-me. Ela não se aborrece e entusiasma-me. Exploramos a cidade, as ruas de sempre com uns olhos novos, com a cumplicidade que sonhava e uma pitada de coragem que sempre me faltou para entrar quando a porta é convidativa.
Já descobrimos a Hemeroteca (perguntámos até, sem embaraço, o que era a hemeroteca à senhora da recepção), algumas lojinhas de artesanato, as pastelarias tradicionais, os lojas de antiguidades e os móveis chiques do Chiado, experimentámos um vegetariano pouco satisfatório e falámos com um senhor que vende quadros e nos explicou o negócio.
É por isto que o rapaz não me serve. Foi para isto que me guardei.

Posfácio: O rapaz é um dos nossos melhores amigos. Foi quem me lembro que mais sorriu e mais feliz se mostrou quando soube que estávamos juntas. E, por vezes, também nos acompanha nas ruas.

Orquídea

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sabem quando...

... deixam de fazer uma coisa que gostam, durante muito muito tempo, e depois recomeçam?

Que saudades. Já estava cheia de pó.
Hoje andei a batalhar com uma coisinha simples, para desenferrujar.
Papoila

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

And I must say...

...que o Wok que lhe ofereci vai servir muito mais refeições deliciosas, como o prato indiano que hoje me aconchegou o estômago e me encantou o nariz! Que coisa boa e apetitosa! Para quem não ficou convencid@, aquele site que está indicado num post mais abaixo tem receitas maravilhosas. Claro que a cozinheira também conta e eu cá conto com a melhor.
Estou bem servida!

Orquídea

Como (não) contar

Ora bem... Estávamos nós a mostrar a nova casa da Papoila a uma amiga, das que ainda não sabia de nós mas que já desconfiara (apesar de, na altura, eu ter negado), quando a Papoila se lembra de lhe mostrar a batata doce que está a crescer num vaso no seu quarto. Decorre, então, a seguinte conversa:

Amiga: É a primeira vez que vejo raízes a crescerem para cima! Isto é contra-natura, é pecaminoso!

Papoila: Pois é! Mas também há mais coisas contra-natura que acontecem, é para não destoar... *olha para mim e levanta discreta mas visivelmente a mão na minha direcção como quem indica algo*

Amiga continua o mesmo sorriso e eu ainda acredito que a piada passou despercebida. Meio minuto depois...

Amiga: AAAH! Já percebi!

É preciso alguma originalidade e perspicácia para revelações destas, não é verdade? A Papoila não pára de me surpreender...

Orquídea

Go Ellen!

Ellen Degeneres e Portia de Rossi: o casal mais popular!

A actriz norte-americana Ellen DeGeneres e a sua mulher e colega de função, Portia de Rossi, não são apenas um casal popular, mas antes o mais popular de todos, de acordo com o site popeater.com.

Casadas desde 2008, após quatro anos juntas, as duas actrizes venceram a concorrência com 31% dos votos.Para o casal de músicos formado por Beyoncé e Jay-Z ficou a ‘medalha de prata’, enquanto Brad Pitt e Angelina Jolie partilham a de ‘bronze’.
In Destak

Não podia sentir-me mais orgulhosa!

Papoila

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Rufus


Já tinha saudades deste diva, daquela voz que tanto ressoa. Diz ele aqui:

Do you really think you go to hell for having loved?

Exactly...

Orquídea

We'll make it. And we'll celebrate it, after.



Papoila

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Desejos

Em Janeiro, estudar em condições.
Em Fevereiro, passar os exames em condições.
Em Março, não ter de ir à segunda fase.
Em Abril, fazer umas férias jeitosas.
Em Maio, não ter muito com que me preocupar.
Em Junho, estudar em condições.
Em Julho, passar os exames em condições.
Em Agosto, fazer umas férias jeitosas.
Em Setembro, não ter de ir à segunda fase.
Em Outubro, começar as aulas com calma.
Em Novembro, ter um aniversário jeitoso.
Em Dezembro, passar o Natal descansada.

Nada de mais, portanto. Desta vez, pode ser que se cumpram!

Orquídea

Último pensamento do ano

Porque tenho sempre de entrar no ano novo a ver caricas da SuperBock a dizerem-me os segundos que faltam?

Como diz uma amiga minha, parece que só seremos felizes se fizermos aquilo que os anúncios da cerveja e das redes móveis mostram. Aquelas festas, aquelas jantaradas, aqueles concertos em câmara lenta, aqueles beijos e aqueles brindes, sempre com SuperBock e com aquele sorriso perfeito na cara. Devo ser parva eu. Não bebo cerveja, não gosto de álcool. Não me deito em camas com homens em tronco nú nem lhes escrevo nada nas costas. Não vejo o nascer do sol com os amigos junto à praia nem vou ao Sudoeste. Não vou a festas em casas chiques. Não me ponho de fora da janela do carro com os braços abertos a sentir o vento. Não faço surf.
Estou lixada.

Orquídea

Top 12 New Year's Resolutions

1) Procurar saber mais e melhor de medicina;
2) Recomeçar a natação e ter a perseverança e auto-controlo de não desistir;
3) Juntar dinheiro para uma viagem com a Orquídea;
4) Aprender mais sobre cozinha, com especial atenção à estrangeira;
5) Desenvolver a técnica fotográfica e recomeçar a participação em concursos;
6) Ser mais optimista e confiar mais nas minhas capacidades (*não esquecer desta);
7) Arranjar tempo para desbravar novos horizontes a nível cultural (musica, cinema, teatro, arte, línguas e culturas, história e literatura);
8) Ser mais ponderada e paciente;
9) Desenvolver ou participar um projecto qualquer, que seja aliciante e proveitoso, e que me encha de entusiasmo;
10) Aprumar o Inglês ao ler mais clássicos e ouvir mais BBC Radio 4;
11) Não desistir tanto e acreditar mais.
12) Enjoy life more.

Papoila

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

12 Passas*

* ou pinhões, no meu caso, que não gosto de passas...
Não vou pedir nada extraordinário. Não preciso. Só quero que tudo corra bem. Que o ano passe, a faculdade corra bem, que me sinta bem em casa, que me sinta bem quando estou fora de casa, que me sinta sempre em casa. Não tenho, por enquanto, grandes planos para 2010. Talvez dar um grande (gigante) passo à frente e ter uma conversa com a minha mãe. Falta-me, por enquanto, coragem e o momento certo. E sonho com uma viagem. Pode não ser longe nem longa, mas desde que estejas comigo. E quero ser melhor, mais uma vez. Deixar-me de vícios e ser mais dedicada. Concentrar-me.
Ser feliz.

Vá, ano, passa depressa, que tenho uma vida para começar.

Orquídea

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

New Hair Cut - Part 2

"Adivinha onde estou!", perguntou-me ao telefone. Ouvia vozes altas ao fundo numa conversa acesa. Será a sala com a televisão ligada? Não. Não me digas que é a tua mãe? Não. A tua irmã?... Não. Bem, não acerto, onde estás? "No cabeleireiro, vou cortar o cabelo!"
Digamos que agora os papeis se invertem. Ficou perfeito. O sorriso até parece maior, os olhos brilham mais, está tão leve e eu não resisto. Ou pelo menos, custa. Este é o corte.

(e peço desculpa de não ser tão eficaz a falar de penteados, não é muito a minha área, mas tinha de deixar a nota!)

Orquídea

Closet Cooking

Tenho um grande gosto pela cozinha e, como tal, não poderia deixar este site passar por mim sem o partilhar com vocês. Yummi. Divirtam-se a tentar...

Papoila

Sem grande nexo. Sem vontade.

Not in the mood today.

E veio ela, mulher feita,
Ao meu encontro, em segredo.
(Em segredo! Argh!)
Com medo que de um penedo a atirassem,
Numa manhã santa, bem cedo.
E ali acabasse toda a seita.

De fufas, fofinhas e panascas,
Mulheres rascas, gastas!
Da luta por ser quem são
De fugir ao bicho papão
Aquele, o da oposição.

E vai daí, diz o Corão
(Ou será a Bíblia?), pois então:
‘Atirem a primeira pedra!’
E muitas delas choverão.
Não verei hesitação.

E caem pedrinhas, pedras e calhaus,
Por engano de Deus ou Alá
Na formatação C://xxy.
Aquela! A da orientação!
De querer pé de saia ou rapazão.

Quem com o erro nasce,
com o erro fica.
Estigma de ser produto
De contrafacção barata.
Alvo de gente que mata

Sonhos.

Papoila

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Avatar Goes Amazing

I don’t consider myself being a science fiction movie lover. I’d rather see a good and happy ending romance than trying to understand the most incredible and unimaginable filmmaker’s ideas (especially when they create films such as ‘matrix and the blue pill’). But yesterday night had something different, my dear friends. I finally figured out why I enjoyed books regarding this kind of subject.

It’s not just Neytiri with its enormous and meaningful green eyes and the lion who fell in love with the lamb kind of tape. It was the whole picture. Gurls, I went nuts at the 15th minute, when they finally started to pull out the good stuff. I mean: the animals, the forest, the connections between all of them, the luminosity always astoundingly present and the three dimension effects (that were utterly studied). They even thought about Jakes legs atrophy in result of its unemployment during those three months of avatar living (and his paralytic disease)! Wow!

I’m not going to ruin your surprise by telling you more details about Avatar. Now you’ll have to see for yourself. My concern relies only on which cinema you choose to do so. Please keep away from your thought the initiative of going to Forum Montijo, in which the film layer had some serious technical problems. I stood nearly thirteen minutes in the dark, waiting for the images, while listening to all the movie lines (and the neighbour’s seat small talk). This was a big pain in the ass, assuming that I could easily understand what the characters were saying and, therefore, I got the whole picture of what was happening on the film.

Bah.

PS: Please do not forget to verify the similarity between Dr. Grace smile and her avatar smile. It's beyond belief.

Papoila

domingo, 27 de dezembro de 2009

Ou então...

...Aquele outro dia, o primeiro em que vieste ter comigo à minha cidade para um passeio no rio. Com um bilhete apenas, para lá e para cá, sem sair do barco para não ter de pagar mais. Recordaste-me aquele prazer de criança de atravessar o rio, de sentir o vento e o cheiro do mar. Já me sorrias e mimavas com a doçura a que não sabia resistir. No regresso, com um receio infantil de sermos apanhadas pela trafulhice do bilhete único, escondemo-nos numa das cabines vazias. Encostaste-te a mim, nos mimos que me amoleciam. E, durante aqueles minutos da viagem, misturava-se em mim o conforto de te ter ali aninhada e a adrenalina pela antecipação do momento em que alguém ali entrasse. Seriamos apanhadas. Não fui capaz de perceber, então, por qual das patifarias esperava ser surpreendida.
Uns meses mais tarde, acordaste-me.

Orquídea

Onde Começa

Às vezes tenho saudades daquele início, quando não sabia o que se passava. Hipnotizada. Sorrias-me com tanta honestidade, apesar do ainda pouco tempo que correra entre nós. Mal sabíamos quem éramos mas não poderíamos estar mais próximas. Embrenhámo-nos numa amizade estranhamente confortável. E era feliz. Sorrias-me e deste-me a mão. Tinhas a doçura que não compreendia mas que admirava. E que me confortava tanto. Fiquei com o teu cheiro na minha mão depois de te deixar naquela tarde e nasceu um secreto entusiasmo em mim por te ter mantido comigo. Discretamente, mergulhei o nariz na palma da minha mão e vim tão feliz em toda a viagem de regresso a casa.
Agora quando penso nisso, pergunto-me como não fui capaz de entender logo o que essa paz que me deste significava. Não importa. Sou feliz.

Orquídea