sábado, 17 de abril de 2010
Psicossomatizações
Papoila
Fim-de-semana Femininos
The thinking gender
Também vos acontece?
Estas preocupações costumam surgir em dias de chuva.
Thank God summer is on its way!
Papoila
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Abraço
Orquídea
Carta ao Pai - Franz Kafka
Depois do Wilde, seguiu-se o Kafka. Ao contrário do livro anterior, não foi a arte da escrita (que nunca consegui encontrar bem no Kafka, mas talvez seja a tradução que me impede de encontrar aqueles detalhes linguísticos que me fazem sentir aquele bliss, sabem?), mas sim o conteúdo que me fascinou. Uma carta ao pai, onde explica porque tem medo dele. Uma confissão, uma acusação, uma franqueza que surpreende. Especialmente, por ver o meu próprio pai em muitas daquelas palavras descritivas, por sentir muitas das emoções, dos medos, da culpa de que ele fala. E, por isso, deixou-me a pensar. Aconselho-vos a leitura, pela surpresa da sinceridade das palavras e dos sentimentos descritos. É pequenino, lê-se bem e, pelo que sei, ficam com mais um clássico lido para poderem dizer "Eu cá... já lia Carta ao Pai do Kafka!". Fica sempre bem.Espectro azul terminado. Próxima paragem: cor-de-rosinha!
Orquídea
O Retrato de Mr.WH - Oscar Wilde
As férias da Pascoa proporcionaram-me também tempo de leitura. Consegui ler mais dois livros da editora Quasi, de que já falei aqui em outros posts e livros. Comecei por ler este, O Retrato de Mr. WH, de Oscar Wilde. Gostei muito da escrita deste autor irlandês em The Picture of Dorian Gray e estava entusiasmada para voltar a lê-lo, mas confesso que esta não foi uma boa aposta.(é impressão minha, ou usei demasiadas palavras para dizer simplesmente "não é o meu género de livro"? )
Orquídea
Farmácia ou SexShop
À primeira, olhei para aquilo sem entender bem o que era - pareciam-me espremedores de limões! Estou certa que a senhora ficou curiosa com a perseverança do meu olhar sobre o objecto, que durou uns bons segundos até ser interpretado convenientemente.
Ora bem: um povo que não tem pudor em vender vibradores em farmácias na Baixa não terá qualquer problema em ver duas meninas de mão dada, right?!
Wrong.
Papoila
Oh , dear life
Há dias em que a vida nos parece terrível. Pobrezinha de mim: homossexual, escondida de muitos, estudante que conta os trocos quando faz compras, com uma vontade esganada de viajar e de conhecer mas sem forma de o fazer, longe da família e envolta num Inverno longo de mais. Mas depois, noutros dias, feliz de mim! Jovem, saudável, com uma vida cheia de oportunidades, com a aprovação do casamento a espreitar pela janela, com dinheiro para comer, com uma namorada linda e com a Primavera a chegar.Sinceramente. Haverá paciência?
These hormones are killing me!
Papoila
quarta-feira, 14 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
He's just not that into you
You should already know that worshiping a married man, as good looking as he may seem, isn’t definitely a good idea. I know… a lot of girls fell for guys who let them be the first attended in the supermarket line. Nevertheless, didn’t you notice the ring? That’s the first thing a woman should look out for, instead of showing herself a green card allowing her to open the game right away. Some men are sneaky!
Papoila
sábado, 10 de abril de 2010
Joana Vasconcelos
Não vou vou falar do castiçal, feito de tampões, nem do coração da esquerda, feito de garfos e facas. Muito menos vos vou falar da experiência que foi entrar no Jardim do Éden, arte que ocupa uma divisão do ccb INTEIRINHA (só vos posso dizer que fiquei de boca aberta e que foi como entrar num mundo que não é o nosso).Visitem. É grátis e, se acharem que não valeu a pena, podem sempre compensar com uns pastéis de Belém!
Livro novo, vida nova
Pois é: a minha fase Ellen-addiction acabou. Não porque me importasse de continuar mas porque o seu legado livresco, até ao momento, não excede as duas obras. Assim, dei comigo obrigada a procurar alternativas e não estou nada arrependida com a escolha! Neste momento estou a ler Julie and Julia e estou a adorar. É um livro extremamente bem disposto e tem uma história muito menos entediante que o filme (Atenção: eu adorei o filme! Mas o livro está deveras melhor - acontecem coisas de página em página!). Portanto, recomendo aqui à família a leitura deste romance. Façam-no com o livro escrito em americano... a leitura das primeiras páginas assusta (algumas palavras estranhas e indecifráveis pintalgam a narrativa) mas, uma vez embaladas, you're on the run!Para aquelas que preferem uma coisa mais temática, eis aquele que vou encomendar assim que este esteja esteja finalizado:
Nice, hû?Papoila
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Papoila
Já passou algum tempo, meu bem. Crescemos muito. Estamos bem acompanhadas e livres, até certo ponto, de sermos quem somos. Faltam passos para dar e o compasso de espera angustia-nos. Passamos demasiadas horas à espera, a adiar, a precaver, a esconder. Custa. Sempre fomos verdadeiras e isto não somos nós. Mas chegaremos lá. E, eventualmente, tudo acabará bem. Faremos por isso.
Gosto de recordar cada passo de valsa lenta que demos. Sorrio, sinto um pouco o nervoso miúdo que me gelou em algumas ocasiões, acalmo por tudo ter corrido bem. Tem sido um bonito percurso.
E depois há dias como o de hoje, em que olhar se prende mais uma vez. Como se fosse a primeira. Em que os gestos se prendem para te olhar apenas, com a calma e a suavidade que nos adocica e exalta o coração, me aproximo, vagarosamente, para encerrar os olhos e sentir-te. Como da primeira vez.
És-me.
Orquídea
I'm back!
Já voltei do Algarve há algum tempo, mas tenho tido alguns problemas cibernéticos, espero que consiga recuperar as funcionalidades todas em breve. Entretanto, parto do princípio que estão tod@s com muita curiosidade relativamente ao sucesso (ou não) da minha missão por terras algarvias. Verdade? Confessem, vá.
Antes de mais, a lista das sugestões que me foram feitas na blogosfera que consegui aproveitar para conhecer:
Santa Luzia CHECK
Olhão CHECK
Torre d'Aires CHECK
Pego do Inferno CHECK
Fuseta CHECK (vá... passámos de carro)
Cacela Velha (Fábrica) CHECK
Manta Rota CHECK
Praia Verde CHECK
Em relação ao bronze... Diria... Missão cumprida! Apesar da Papoila não considerar grande alteração cromática, confesso que estou bastante satisfeita com os resultados ,visto que o branco que me dava ares de pessoa doente foi-se. Já não vou ter vergonha quando andar de saias. Porque este ano hei-de andar. Tem de ser. Coragem.
E agora... De volta ao trabalho!
Orquídea
terça-feira, 6 de abril de 2010
Peço a vossa cooperação nisto...
''People can be awful. Really, truly, unrepentantly awful. While this is nothing new, the realization of how awful people can be particularly to members of the gay, lesbian, bisexual, transgender and questioning community is like a kick in the gut anew each time. Which, in turn, is exactly how I felt when I heard lesbian teen Constance McMillen was sent to a fake prom by her town.You remember Constance, the 18-year-old lesbian student who asked her Mississippi high school if she could go to prom in a tux with her girlfriend. And instead of saying, “Of course, who loves dancing more than the gays?” her school said “Ewww, gay! No prom for ANYONE !” Lawsuits were filed, private proms were organized. And then Constance was finally invited to the parent-sponsored private event. But when she got there, only five other students were there. All the other students? They were far away from the gay at the “real” prom enjoying their night of throwing up in limos and potentially getting date raped.
Constance told The Advocate:
“They had two proms and I was only invited to one of them. The one that I went to had seven people there, and everyone went to the other one I wasn’t invited to….It hurts my feelings.”
And who chaperoned the fake prom? The principal and teachers. Classy, really classy.
Oh, and guess what? Among the seven students there were two with “learning difficulties.” Said Constance, “They had the time of their lives. That’s the one good thing that come out of this, [these kids] didn’t have to worry about people making fun of them [at their prom].”
Hey, that sounds kind of familiar. Who else was it that rounded up the queers and the people with developmental disabilities and society’s other “undesirables” and shipped them away from the rest of the “pure” world? I wonder if any Jewish kids go to Itawamba Agricultural High School, and if so which prom they got to go to. Just saying.
And if your blood isn’t boiling enough, some delightful townsperson has started a “Constance quit yer cryin” Facebook page. The first post: “Seriously, you've pretty much eff'd up your fellow classmate's best memory of High School.”
What, exactly, is wrong with people? Why are they so terrible and cruel, hateful and ignorant? What makes an entire town conspire to leave the gay kid out (and the learning disabled kids, too, for good measure)? Also, if we all scream the same expletive at the same time in the direction of Fulton, Miss. do you think they could hear us? Because I really, really want everyone who was part of this appalling stunt to hear us.
While it’s cold comfort now, history will prove these people for the shameful bigots that they are. All that rage doesn’t have to be impotent either. We can use it, focus it and fight even harder. People can be awful. But we can be better. We have to be.
CONTACT:
Itawamba County Schools Superintendent Teresa McNeece:
tmcneece@itawamba.k12.ms.us
662-862-2159 ext. 14
Itawamba Agricultural High School principal Trae Wiygul
twiygul@itawamba.k12.ms.us
662-862-3104''in Dorothy Surrenders, byDorothy SnarkerVou enviar um e-mail em sinal de protesto e gostava de vos encorajar a fazer o mesmo. Acho que é importante que os senhores percebam que não se trata de uma coisa que só tem impacto nacional.Papoila
Queria mais da minha vida
Accurate Gaydar
Fazia a Papoila compras no Pingo Doce, o seu top supermarket nacional, quando dá de caras com duas senhoras com os seus 33-35 anos. Bonitas e discretas, ambas carregavam mochilas semelhantes e o corte de cabelo era igual. Pensei logo que fossem um casal mas ainda considerei a hipótese de serem irmãs. Com a pulga atrás da orelha, lá me fiquei naquela zona a pôr fruta no saco quando, heis que não, vem o beijinho escondido e a mão pelas costas. Afinal as parecenças são só para confundir os mais despistados.Há mais gente como nós do que aquilo que pensamos...
Papoila
sábado, 3 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Constatações baratas
Papoila
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Paradoxos na Igreja
Mas... espera, há aqui uma relação qualquer. Ah! Já sei. O escândalo de pedofilia na Igreja. Pois...
Papoila
Confissões pré-REM
Papoila
Será do novo acordo ortográfico?
Senhora do Starbucks: Então e em que nome fica?
Papoila: Aaa... Ellen!!! (para aqueles que não conhecem a minha mais recente fixação - Ellen de Ellen DeGeneres)
Eu segui na linha, toda contente, porque até tinha a máquina fotográfica para capturar o dia em que me fiz passar por Ellen (big thing, you think). Eis que não, no final me atribuem um copo com isto escrito:
-_-'
Confesso que, por uns breves momentos, ainda pensei que não era o meu.
On the other side
Quando dás uma opinião relevante, não apenas a explicação do porquê de preferires baunilha a chocolate, make sure de que ela é sustentada em factos e não nas tuas vontades. E não julgues as vontades de alguém pelas opiniões que tem nem pelos factos em que as mesmas se apoiam.Enfim. A medicina tem destas coisas.
Papoila
terça-feira, 30 de março de 2010
Ainda sinto a tua falta
Considerando o teu cabelo ruivo, o topo do edifício era o lugar que mais soberania te dava. Batia-te o sol do meio-dia e a tua perfeição afirmava-se. Uau, pensava eu. Mas a tua modéstia sobrepunha-se à tua beleza e, se há coisa que me impressionava, era a tua simplicidade.
Deverei dizer que, para quem não te conhecia de perto, nunca foste senhora de muitos carinhos. Tinhas a objectividade adulta, que faltava a muitos e que era frequentemente interpretada como presunção. Mas, minha querida, não o era. E eu sabia-o.
Estive lá hoje, meu amor. E foi como se estivesses comigo. Como se te visse novamente a varrer o prato com o pão e a carregar nos erres, sorrindo-me. Eu brincava com o papel enquanto fazias uso da inesgotável paciência que tinhas para os meus devaneios. Rimo-nos muito juntas, não foi?
Minha querida, é Primavera, o lírio que me ofereceste murchou e sujou o meu livro de roxo. Quem me oferecerá lírios agora?
O Verão vem aí, vem beijar-me a nuca agora que ninguém o faz ao teu jeito.
Meu amor, o sol está-se quase a pôr. Corre! Vem comer o chocolate na varanda.
Vai buscar a fita e mede as nossas pernas. Vês, és a mais elegante. Não ligues à senhora, a rir-se dos nossos complexos.
Vamos cavalgar na sexta à tarde? Vem, meu amor. Peço ao Rui para te guardar o melhor cavalo.
Vão destruir o lugar que mais me faz lembrar-te. Fui hoje vê-lo pela última vez e, de repente, a gravata apertou-me o colarinho em demasia. A mim, que nem gravata uso. Queria que chovesse e me cobrisses com o teu blusão. Que nos escondêssemos na sala grafitada e que me pegasses ao colo, na loucura da juventude. Tenho saudades da confiança de que fazíamos uso, sem grandes escrúpulos.
Ainda sinto a ânsia de correr para ti quando alguém de costas, por um segundo, me faz lembrar-te (e me esqueço de que não podes ser tu).
Quando morreste não acreditei. O meu corpo tremia mas a minha face ostentava um sorriso assustado. Não há coisa mais irónica que a morte e eu não acreditei que o sacana do teu Deus te tivesse escolhido a ti. Tinhas demasiados planos para seres tu, ele não viu isso?










