sábado, 28 de agosto de 2010

Summer of ’10 – As Noites Secretas da Papoila

Ora bem... Parece que a nossa caríssima Papoila sofre de amnésia de tudo o que se passa durante a noite. Foram várias as noites em que tivemos algumas peripécias interessantes dos quais não tem qualquer memória. Vejamos, então, alguns exemplos:

Noite #1: Devido a um mal entendido, ficámos sem casa na primeira noite. Para resolver o problema, tivemos de ficar essa noite no quarto da minha mãe, numa outra casa. O mais engraçado foi que encostámos duas camas e eu dormi no meio, entre a minha mãe e a Papoila... Mas não foi esta situação caricata que marcou esta noite. Ora bem, acordei a meio da noite com dores de costas e precisei de mudar de posição, virei-me de barriga para baixo. Assim que me instalo, a Papoila põe a mão nas minhas costas para me fazer uma massagem onde ela já sabe que me costuma doer. Foi um gesto muito querido da sua parte, mas digamos que o facto de a minha mãe estar a uns centímetros de mim, mesmo que a ressonar, não me deixou apreciar completamente o gesto.
Uns dias depois, quando lhe falei desta cena nocturna, não se lembrava de nada!

Noite #2: A meio da noite, o diálogo em voz ensonada:
P: Orquidea...
O: Sim?
P:hhmm...
O: O quê?
P: *sílabas em palavras incompreensíveis*
O: Diz lá...
P: hmm...
*vira-se para o outro lado e adormece*

Noite #3: Pouco depois de apagarmos a luz e tentarmos adormecer.
P: Orquidiazinha...
O: Sim? *aproximo-me logo, já prevendo nova conversa interessante*
P: hmm...
Aproveito-me e prego-lhe um beijo.
P: Não... Tenho muito oh-oh...

Noite #4: Como estava cheia de sono, a Papoila foi deitar-se um pouco mais cedo enquanto eu fiquei a ver televisão. Quando entro no quarto para me deitar... :
P: QUE SUSTO!

O: Oh, desculpa, assustei-te?
P: Que grande susto!
E volta a adormecer...

Noite #5: Depois de me deitar a seu lado, numa outra noite em que demorei um pouco mais a ir para o quarto, entrego os meus beijos de boa noite e, entre o sono já instalado e a preguiça de abrir outra vez os olhos, recebo como resposta ao miminho:
P: Amanhã vamos comprar t-shirts...

Noite #7:No silêncio da noite, a Papoila dá um coice.
P: Ouviste??

O: O quê? A tua perna?
P: Devo-me ter assustado no sonho e estiquei a perna... Como se estivesse no sonho...
And back to the sleeping state...

Noite #6: Já não me recordo de todas as peripécias, mas depois de umas quantas noites sem acontecimentos destes, na última noite repetiu-se a festa. Enquanto me ajeitava entre os lençóis, a minha almofada roça na parede áspera. Diz ela:
P: FOGO! Fazes tanto barulho! Eu depois fico preocupada...
O: Desculpa, fiz muito barulho, foi?
P: ......
Adormeceu e deixou-me sem resposta.



O que nos riamos, durante o dia, quando lhe contava da aventura da noite anterior! Não há nada como a doçura do seu sono a falar...

Orquídea

Summer of ’10 – Dias com a Família

É estranho, mas bom. Foram cinco longos dias em que tive de partilhar atenções entre a minha família e a minha flor.
São duas formas diferentes de viajar. Os meus avós, já com a idade às costas, preferem os passeios de carro, os restaurantes, as paragens nos cafés e as caminhadas lentas. A juventude gosta de andar muito e depressa, ver o máximo, tirar muita fotografia e aventurar-se. Gosto muito das viagens em família e dos passeios com a Papoila, mas em conjunto… é uma mistura complicada de gerir.
Correu tudo bem! Os meus avós andaram deliciados a contar piadas e peripécias da vida passada à minha florzinha, que os ouvia com a maior das atenções e carinho possíveis. Dava gosto de ver. A minha mãe até já tinha pena dela por ser a nova confidente do meu avô. Apesar de terem tornado as “férias com a amiga” em “férias com a família onde, por acaso, a amiga também está”, fiquei contente com a forma como tudo correu. E mais ainda (aqui só entre nós) quando chegaram sãos e salvos a casa.

0=)

Orquídea

Summer of ’10 – O Carro… ou não!

Tudo começou no fim de tarde de sábado, catorze de Agosto. A Papoila chegou a minha casa, trazida pelos pais que insistiam em falar com a minha mãe, que nos acompanharia naqueles primeiros dias pelo Norte. Julguei que seria apenas para acertar pequenos detalhes, até que a mãe da Papoila pronunciou o temível: “Não gosto muito da ideia de elas ficarem lá com o carro…”

NÃOOOOOOOOOO!

Pronto. A minha mãe, que tanto trabalho me deu para a convencer a deixar lá o carro connosco, arranjara uma cúmplice. Os pais, os avós e mais algumas pessoas a quem foi solicitada a opinião, estavam contra a ideia. Resultado: fomos todos no mesmo carro de 7 lugares, a minha família regressou nesse mesmo carro, demos uso às nossas belas pernas durante a estadia por lá e os pais da Papoila encarregaram-se de nos ir buscar mais tarde. Não houve direito a passeios mais longínquos pela zona ao final da tarde, não houve visita ao Porto no regresso (ainda não foi desta), nada de Noites Ritual, enfim. Cortam-se uns planos, mas criam-se outros. Apesar de tudo, não sentimos grande falta do carro. Sabemos aproveitar o tempo que temos.


Mas cheira-me que vou pedir um carrito como prenda de final de curso…

Orquídea

Voltámos!

Pois é, duas semanas depois, estamos de volta! Não julguem que foi fácil ficar longe deste cantinho durante este tempo, mas valeu bem a pena. Muitas peripécias e muitas mudanças de planos ocorreram, mas, como prometido, vamos partilhar as nossas aventuras por aqui. Preparem-se para uma imensidão de posts para compensar estes dias em silêncio! É bom chegar a casa.

Papoila e Orquídea

sábado, 14 de agosto de 2010

Indo Três Indo Três a Caminho do Gerês*

*não seremos três, mas sim cinco, só que a rima estava a chamar por mim!

É já amanhã!

Deixamos já o aviso de que, possivelmente, não teremos acesso à internet por lá e, por isso, o blog é capaz de arrefecer um pouco nas próximas duas semanas. De qualquer maneira, garantimos que estará no nosso pensamento e no nosso coração! Até ao nosso regresso,

Papoila e Orquídea

Ressonância Magnética

Ontem fui fazer pela primeira vez uma Ressonância Magnética. Para além de me ter feito alguma impressão sentir o contraste a entrar-me pela veia (como futura médica, que terá de tirar muito sangue nos próximos meses aos doentinhos, começo a preocupar-me com o facto de me impressionar cada vez mais ao ver injecções destas...), a experiência de estar dentro daquele aparelho deu-me para ter os mais variados pensamentos enquanto esperava pelo fim do exame.

Para quem não sabe, a máquina de RM faz barulhos esquisitos. Uns tum-tum-tum ou pipipipipi irritantes. O mais curioso foi que, enquanto ouvia aquilo, em vez de pensar na poluição sonora que seria, dei por mim a imaginar uma música de Nine Inch Nails com a voz do Trent Reznor por cima a cantar alguma letra de revolta e um concerto cheio de gente a bombar com aquele ritmo mecânico de fundo. E depois os barulhinhos mudaram de frequência e dei por mim, agora, no fim de uma música de Chemical Brothers, com mais público a delirar com o som psicadélico da máquina de ressonância. E é assim que uma pessoa se entretém durante os 25 minutos que me disseram que demorava o exame: a chegar à conclusão de que gosto de coisas estranhas. Até do ruído da máquina de RM. Cá para mim devia ter feito a ressonância à cabeça também...

Orquídea

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A Dança

Your sunset

Reparei hoje que já cortaram a árvore que acabou com a tua vida, meu bem. Aquela já não leva mais ninguém, descansa.

Papoila

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Our Vacation Spot

Na mouche!

Desejem-nos sorte que no domingo vamos para o distrito com mais incêndios registados e por controlar em Portugal.

Papoila

Ténis MariaRapaz

Eu achei-os bem bonitos (e muito estilo Ellen), mas os meus pais disseram que devia haver qualquer coisa mal comigo por querer experimentá-los.

Ui.

Papoila

B' Advisory Department

I did.

Papoila

Nelly knew dot com

Aqui. A verdade é que o 'migo Nelo sabia o que ia acontecer. Pelo menos aqui por casa assim foi - cuequinha e soutien.

42ºC é para os da sauna... eu cá prefiro gelo!

Papoila

Tenho dói-dói

Ok... no amor, para além de se partilharem as alegrias, partilham-se as mágoas e a dor. Mas, meu bem, temos mesmo que partilhar a dor de costas?

Num quéru! Snif ='(

Papoila

Auch

Pai: Então na imagem de fundo do teu telemóvel tens uma fotografia de ti e da tua amiga em vez de uma da tua família?

Eu: ... [Ops!]

Papoila

As 10 coisas que tenho que fazer antes de vir do Gerês

1) Levar-te o pequeno almoço à cama.
2) Tomarmos chá na varanda e ver as estrelas.
3) Mostrar-te um dos parques florestais mais bonitos do país.
4) Levar-te a uma lagoa com cascata.
5) Fazer-te um jantar romântico.
6) Levar-te a almoçar verdadeira comida minhota.
7) Oferecer-te um ramo de flores apanhadas na serra.
8) Fazer um piquenique e apanhar amoras silvestres.
9) Dançarmos um slow, finalmente sozinhas.
10) Fazer-te sorrir. Muito e todos os dias.

Papoila

Amo-te

Porque sabes que ponho sempre o pão dentro de um saco de plástico da secção das frutas. E não te importas com isso.

Papoila

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

My lovely mirror

Lembro-me dos dias em que te conheci e, para avivar os sentidos, ponho The Gift a tocar. Serão sempre estes acordes que me recordarão com exactidão os meus lábios a aproximarem-se de ti, assustados, pedindo autorização para se ousarem.

Nesse dia ouvimos a Sónia a cantar junto ao Tejo, na companhia de uma estrangeira que se nos juntou e que, ao contrário de nós, sabia exactamente o que se estava a passar connosco. Havia ali um clima pouco usual.

Senti, pela primeira vez, a opressão de não te puder beijar desmedidamente. Bastava-me olhar para ti e a frustração expandia-se, tanto que até o estômago se ressentia e as pernas tremiam. Sensação estranha a de querer tanto uma pessoa e, ao mesmo tempo, não nos permitirmos a isso.

Papoila

O Leitor - Bernhard Schlink

Antes de passar para o longo romance que reservei para o Verão, decidi ler este livro que já esperava por mim há algum tempo na prateleira. Não vi o filme, mas tinha ficado muito curiosa por ler o livro ao ouvir as criticas ao mesmo. E não me desapontou.
Para quem ainda não sabe, este livro trata de uma relação entre um jovem e uma mulher com vinte e um anos de diferença. Conhecem-se nos anos 60, quando o rapaz tinha apenas 15 anos, vivem um grande amor e reencontram-se alguns anos depois, dentro de um tribunal, onde ele, estudante de Direito, assiste ao julgamento dela, acusada de crimes de guerra.
O livro vale não só pela ligação dos dois, coberta de detalhes únicos, mas também pelas dissertações sobre a forma como a geração pós-guerra encarou a II Guerra Mundial, como julgou ou perdoou quem a viveu. Aconselho a leitura, especialmente para quem gosta da temática histórica.

(E um parêntesis para questionar o porquê da capa do livro dar mais informações sobre o filme do que do livro em si... Mas vá, a Kate Winslet é uma mais-valia, que ela não se mete em filmes maus.)

Orquídea

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Férias A Duas? - Actualizações

Confessem, está tudo desejoso de saber afinal quem vem connosco de férias ou se teremos direito a duas semanas a sós. Ora bem, ponto da situação: vamos acompanhadas. Seguimos viagem com a minha mãe e os meus avós, mas, na aldeia onde vamos ficar, nós teremos a nossa casinha e eles ficarão noutro poiso. Levamos dois carros para que, depois das cinco noites que a família passará lá, nos deixem um dos carros para que possamos fazer também os nossos passeios, a duas, na semana que nos restar a sós. Por isso, acabaram por não correr muito mal as negociações! Assim podemos ainda passar por aquela cidade magnífica na margem norte do Douro de que tenho tantas saudades e que há muito prometi apresentar à Papoila. E, ainda, quem sabe, possamos passar por aqui:Como é? Bloggers tripeir@s vão ouvir boa música no final de Agosto?

Orquídea

A Orquídea foi à Tosquia

Depois de ter tosquiado o Orlando, foi a minha vez de passar pelo mesmo. Cortei mais do que alguma vez tinha cortado e, ai, sabe tão bem! Tão leve e tão fresquinha! O pescoço está visível e a vontade de brincar com o cabelo, confesso, é muita (e não me refiro apenas a mim). E visto ter muito volume, geralmente acordo com um look semelhante a este:


O que equivale a um sorriso logo pela manhã! É bom mudar.

Orquídea

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Breve

E quis-te comigo. Aqueles gestos relembravam-me cada mimo nosso e quis-te de novo a meu lado. A cabeça sobre a barriga dela, a mão nos seus cabelos, o encosto no ombro, os risos cúmplices, o toque na perna, na anca, a curta distância sobre as toalhas e as voltas que se deram sobre elas, sempre em busca do maior conforto. Riam e eram felizes. Como nós, meu bem. A idade era outra, já mais segura e amadurecida, e o amor era evidente. Como o nosso, meu bem.
As saudades apertam. Já falta pouco para as nossas férias merecidas, mas ainda não me habituei a não te ver durante este tempo que demora. E estes encontros aproximam-me de ti. Estás mesmo aqui. Mas ainda a chegar.

És tu. Quem esperava.

Orquídea

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Constatações

Pudera haver tanta guerra no mundo... tu guardas o amor todo para mim!

Papoila

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pensamento Recorrente

Tenho tudo o que preciso. Contigo.

Fortunate

Orquídea

A Sabedoria Paterna

Mais uma conversa que comprova que o meu coming out não vai surpreender ninguém.

Eu: Faz hoje um ano que conheci a I.
Pai: E quando é que conheces um namorado?
Mãe: Oh, estás a querer um genro é?
Pai: Um genro... Ou genra! Queres ver que é genra? É genra?
Eu: [com um sorriso] Sim.

E ficamos assim. Sem ninguém saber se estou apenas a entrar na brincadeira ou se estou, finalmente, a falar a sério. Já não minto, agora limito-me a usar o tom de brincadeira para deixar as pessoas na dúvida. A minha resposta não suscitou qualquer reacção, quer positiva quer negativa. Talvez da próxima pergunte o que é que pensam da ideia de ter uma genra. We never know!

Orquídea

A Fera na Selva - Henry James

Ora bem, mais um livro da colecção colorida da Quasi terminado. Pensamento que se impõe: "Fogo, estava a ver que nunca mais!".
A história é curta e simples de explicar. Digo eu. Um homem partilha um segredo com uma mulher: tem um pressentimento, que o perturba, de que algo grandioso está à sua espera na sua vida. E ela decide permanecer a seu lado enquanto ele espera por esse acontecimento. É isto.
Que livro aborrecido. As personagens são apenas estas duas, a acção são apenas as suas conversas ao longo dos anos, sempre sobre este tema, sobre o que poderá ou não acontecer, sempre da mesma forma vaga e enfadonhamente aborrecida. Como não usei marca para saber em que parte do livro ia, acabei por reler uns quantos capítulos sem me aperceber pelo simples facto de não lhes encontrar grande diferença. E, afinal, esse grande acontecimento, o que é? Será que acontece? Para grande pena minha, termina como eu previra muito tempo antes da epifania da personagem. Que paciência...
Mas terminei! E agora tenho muito mais tempo para ler os muitos livros que tenho em cima da mesa! E dois urras para as férias que me permite recuperar os hábitos de leitura de que tantas saudades tinha.

Orquídea

O Meu Orlando

Parece que toda a gente à minha volta tem histórias giras para contar sobre o seu gato ou gata menos eu. Mas eu tenho o meu Orlando. E tenho muito orgulho nele.
Hoje foi dia de tosquia e foi o suficiente para me voltar a enamorar. Tão crescido e sempre com muita paciência para mim. Como sempre teve. Apesar das vezes que me esqueci de lhe dar de beber, das vezes que adiei a tosquia (já devia ter sido feita no inicio da Primavera, como diz o manual...), da pouca conversa que lhe dei nos últimos tempos, sempre com a promessa de que, em breve, ia voltar a cuidar muito bem dele.
Já está comigo há quase quatro anos. Foi uma das melhores prendas de aniversário que já tive, preparada por vários Amigos. Nunca tinha pensado em ter um, mas fiquei feliz. "Tens de lhe dar um nome!" e eu dei. Orlando. Não podia ser outro.
Aturou muitos dos meus dias maus de faculdade. Estava lá sempre, ao fim do dia, à minha espera. Sempre teve muita paciência para mim. Ouvia-me com atenção, mesmo que as palavras fossem poucas e num tom muito baixo.
Esteve doentinho pouco depois de o ter baptizado, mas tratei bem dele e continua comigo até hoje. Orgulho-me disso, especialmente por ter ouvido tanta história semelhante em que os da sua espécie não duram mais que três meses apesar de todos os cuidados seguidos à risca. Eu não os sigo, porque não temos paciência para eles. Eu quero é que ele cresça, que continue a beber a sua água diária, que continue muito verde e que me limite a tosquiá-lo uma vez por ano. Entendemo-nos bem. Quase quatro anos depois, continuamos juntos. Ele parece estar satisfeito também. Ou não desse aquelas flores brancas que tanto me fazem sorrir.

antes da tosquia

O Orlando é o melhor bonsai do mundo!

Orquídea

domingo, 1 de agosto de 2010

Ensaio sobre a cegueira

If you are you breathe. If you breathe you talk. If you talk if you ask. If you ask you think. If you think you search. If you search you experience. If you experience you learn. If you learn you grow. If you grow you wish. If you wish you find. And if you find you doubt. If you doubt you question. If you question you understand and if you understand you know. If you know you want to know more. If you want to know more you are alive.

Aqui!
Papoila

La police française viennent de Mars

Comecei o meu dia a ler o JN e foi o suficiente para ficar mal disposta. Eis que não, pelo meio das notícias usuais, aparece-me este filme. Digam-me: não vos dá vontade de espancar estes gajos?! Argh.

Sabemos que a imigração e a multiculturalidade, crescente em França, tem-se tornado um problema. Trava-se uma luta política por uma pseudo-uniformização dos estilos de vida [Fascismo democrático?], reprimindo religiões e costumes, numa luta por um suposto bem comum. Os de fora entram com a esperança de uma vida melhor, direito que qualquer humano tem (visto que o mundo é de tudo o que mexe e não só dos que têm contas bancárias como as do Ronaldinho), e encontram um país que não os deixa viver como aprenderam.

Compreendo que isto não é assim tão fácil e que é necessário haver equilíbrio e alguma sustentabilidade. Mas será este vídeo justificável?!

Crianças a caírem no chão, mães a caírem em cima das crianças, mulheres grávidas inconscientes... Por momentos tive vontade de consultar um mapa para ver se a França não ficava, afinal, no centro do Médio Oriente.

Papoila

sábado, 31 de julho de 2010

Three's a Crowd

Vocês compreendem, certo? Depois de tanto tempo escondidas, de não termos um fim-de-semanazito só para nós em algum sitio bonito e diferente, o facto de termos a oportunidade de passar duas semanas juntas num lugar longe e pacífico é algo que nos enche a alma de felicidade. Finalmente, as coisas começam a entrar nos eixos.
Eis senão quando... ao informar a minha mãe que a casa onde vamos ficar tem sala, ela diz "Então posso ficar lá convosco!" Visto que, apesar de inicialmente as nossas férias não coincidirem com as da minha mãe, uma sucessão de acontecimentos levou a que, neste momento, calhem exactamente na mesma altura. E, visto ser necessário (ou preferível) termos boleia até ao local, porque não juntar-se às jovens estudantes para uns dias agradáveis no meio da serra?!


Boa, mãe! Bela ideia!

Ponto da situação neste momento: o meu sorriso amarelo, o longo silêncio e o "tu é que sabes..." que lhe dei de resposta, devem ter tido algum efeito, visto que, neste momento, o plano é apenas ir com os meus avós para uma cidade perto do sítio onde vamos ficar e dar umas voltinhas por lá durante uns dias. Vão ser umas férias interessantes. Não percam os próximos episódios porque nós... também não!

Orquídea

Quase Quase


Duas semanas e seguimos viagem para o Norte. Depois de quase três anos juntas, teremos pela primeira vez férias só para nós. Num lugar diferente e bonito, pronto para o descobrirmos, tal como sempre dissemos que o faríamos. Agora sim, estou ansiosa. Agora que tudo começa a entrar nos eixos. Vai saber bem a casa para nós, a cozinha sem outra loiça para além da nossa, sem medo do trinco da porta, sem um peso no coração. Vai saber a futuro. Vai saber bem. Estamos a precisar. Merecemos.

Orquídea