quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mind sickness #2

É como uma prisão interior, altamente limitante. Desvanecem-se os objectivos e, com eles, a iniciativa. Não há nada que satisfaça e, de repente, tornamo-nos ingratos com a vida... e é enorme a angústia quando nos olhamos de fora. Porque nunca é suficiente, nada contenta ou alimenta o sonho.
Papoila

Mind sickness #1

Comes and goes, como pêndulo das horas. Esta inconstância, este aparecer de surpresa, é talvez a sua característica mais insuportável. Deixa-me hirta, sem reacção e, de repente, não há mais saída. Nem gato hábil encontraria frechas por onde se esgueirar daqui para fora. E é assim, esta doença que aparece de fininho, com pés de lã, e se instala como carraça, ferrando as patas bem fundo. Dá febre própria, extrema, que leva a mente ao delírio. E, nesta altura, não há luz que pareça real, não há ajuda que se mostre capaz. Não há ninguém que a compreenda e muitos julgam que não existe. Que é produto do devaneio débil de quem não tem por que viver. De quem não tem pernas p'ra saltar obstáculos. Mas digo-vos, hoje, que eu tenho muito por que viver. E pernas não me faltam. E eu… eu tenho a doença. É macabro, meus amores, como o demónio pode estar dentro de nós mesmos… e aqui não há sangria que resolva.
Papoila

P'ra mudar a minha vida

Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
P'ra mudar a minha vida
Vem, vambora
Que o que você demora,
É o que o tempo leva...
Adriana Calcanhoto

Papoila

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A Chai-Ning Life for Chai

O dinheiro escasseia e, visto que quero dar vida feliz ao bixano, venho pedir a vossa contribuição para guardarem eventuais caixas, caixinhas, buraquinhos de plástico ou whatever, que sirvam para fazer diversões ao Chai. Tudo serve. Desde rolos de papel higiénico, a caixas de plástico e afins!
Papoila

We Chai Sleep

O Chai é feliz com a sua mamã!
A mamã já reparou que o bixano acorda todos os dias, por volta as 7h da manhã, mordendo as grades p'ra gastar a dentola... pelo que a sua dedicada progenitora já comprou uns ramos de madeira especiais para o príncipe andar satisfeito. Coisa má: os seus hábitos de descanso (que o rapaz veio do orfanato habituado a dormir a maior parte da tarde). Coisa boa: quando a mamã acorda o chai já está espreitando pela grade como quem diz 'Vá dorminhoca! Anda lá fazer figura de parva e dizer 'Olá Chai! Bom dia! Dormiste bem?'.
De novidades só mesmo a bola que a mamã fez o esforço de ir comprar ontem, para o menino correr a maratona todos os dias. O bicharoco adorou a ideia até ser metido lá dentro, altura na qual se mijou de susto. No entanto os especialistas dizem que tal atrocidade só faz bem à criatura, impedindo que os seus músculos atrofiem (sim, que os roedores, no seu habitat natural, costumam percorrer quilómetros à procura de alimento).
Andei a atulhar-me de cultura hamersteresca, que gosto de estar informada e só quero o melhor para o meu filhote!
Pronto, são estes os pontos a acrescentar. Brevemente revelarei foto do dito cujo. Até lá vou-vos deixando estas, que são da família, p'ra aguçar o apetite!
Já agora... o Chai procura madrinha!

Papoila

Querido Pai Natal (2nd edition)

Desta vez o pedido não é tão descabido, visto que o Natal se aproxima e até já há luzes de Natal na Baixa! Passa-se o seguinte: a Orquídea anda tão ocupada com o estágio e tese, que mal lhe sobra tempo para pensar nela e no que ela quer para os anos... ai!, para o Natal, quero eu dizer.

Sendo assim, e esquecendo o verdadeiro propósito deste post, venho enumerar as surpresas que suspeito que a Orquídea iria gostar.

1. Um Cavaquinho.
A Orquídea tem uma vontade enorme de aprender novos instrumentos musicais. É certo que o trabalho não lhe deixa muito tempo livre, mas acredito que isto seria um bom entretém.

2. Um bilhete para Black Rebel Motorcycle Club
Porque Deus sabe o quanto ela gosta de concertos!

3. Um curso de escrita criativa
Que ela já me fala disto há 3 anos e meio e a verdade é que seria uma delícia nas mãos dela.

4. Uma viagem à Turquia ou à Roménia.
Porque tem muitas saudades de alguns amigos de lá e uma curiosidade infindável pela cultura dos dois países.

5. Um curso de Língua Turca.
God knows why.

6. Um bom rádio despertador, que a acordasse todos os dias com a Radar no ar.
Porque o que ela tem está a dar o berro e todas sabemos o quanto ela venera a Radar e o momento sagrado que é começar o dia na sua companhia.

7. Roupa. Roupa * muitoooo* quentinha.
Que se há coisa que ela não gosta de fazer, é comprar roupa. O quentinha... tem a ver com a sua grande sensibilidade térmica, mais aguçada para o frio.

8. Um curso de dança.
Contemporânea, talvez. Que apesar de dançar tremendamente bem as danças de salão, não são bem a coisa dela.

9. Uma viagem ao Porto.
Já que há 3 anos que me diz que me quer levar ao Porto (e que fica de rastos quando, por qualquer motivo, não podemos ir).

10. Paciência para o estágio de medicina.
Como a percebo...

Pronto, meu bem... assim é mais fácil!
Papoila

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Wishlist

Gostava de ter a capacidade de escrever uma lista destas, mas chega esta altura do ano, a poucos dias do meu aniversário, e continuo com a minha lista em branco...








Bem, é sempre uma boa oportunidade para me surpreender.

Orquídea

Chai

Nunca tive nenhum animal de estimação. (Excepção feita para alguns bichos de seda...) Tenho, portanto, um coração esfriado relativamente a bichanos e bichinhos de outrem. Gosto muito de gatos, mas sou incapaz de brincar convenientemente com um, fico parada a apreciar a pose do animal enquanto ele me fita e se pergunta porque raio ainda não usei um tom de voz cutxi cutxi ou lhe fui afagar o pêlo. É talvez por esta falta de prática que nunca compreendi bem a essência de ter um animal de estimação.
Como todos sabem, a Papoila tem sido bastante insistente neste aspecto. Ora, mesmo não esquecendo todos os contras de ter um animalzinho (sim, porque fui muito bem ensinada neste ponto), procurei encontrar uma saída viável para este dilema. E foi então que, *PUFF*, apareceu o Chai.
Coisa mais fofa. Demorei um bocadinho a ceder aos seus encantos, mas aos poucos convenci-me. Vai ser um prazer conhecê-lo melhor e é bom saber que faz companhia à Papoila quando eu não puder lá estar. E, com um nome destes, só pode ser bom animal.
Ainda não sou uma perita em animais domésticos, mas começo a quebrar lentamente o meu coração frio.

Orquídea

PS: Sim, eu sou uma das insensíveis que não chorou a ver o Marley and Me.

Constelação

Ninguém a conhece. Só eu lhe sei as estrelas e onde se escondem em ti. Só eu as hei-de admirar a poucos centímetros de distância, mesmo quando a minha respiração te arrepia e me tentas afastar com o meu nome no teu lábio. Sorris e eu falo-te da constelação. Passeio-me por ela. À vista de todos, mas apenas visível para mim.
Meu bem, ainda não lhe dei nome. Não importa. É a Constelação.

Orquídea

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Winter White Russian Dwarf Hamster

Chama-se Chai e é o meu novo bichinho! Não é sooo cute? Ainda se está a ambientar à nova casinha, mas acho que está satisfeito com a dona. Pelo menos ela gastou logo uns troquitos em algodão especial para o seu ninho, em barritas para ele afiar a dentola, em feno e em areia... isto de ser hamster nos dias de hoje é um luxo!
Obrigada meu amor, por depois de uns largos meses a falar em cães e em gatos, te teres lembrado de me oferecer o Chai!

Papoila

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Versus

A tristeza é um sintoma.
A depressão é uma doença.

Papoila

Lábios de Bailarina

Lembras-te, meu amor? Era como lhes chamava.

Papoila

Done!

E não é que já passou?

A noite foi fabulosa, correu tudo muito bem, muita diversão, muito humor, muita dança! Teria muita coisa para dizer do espectáculo, mas prefiro deixar só estas linhas. Gostei. Senti-me bem, diverti-me, dei o meu melhor e parece que foi mais do que suficiente para deixar a plateia feliz!

Missão cumprida!



E agora..... TESE!

Orquídea

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

É Amanhã!!

Aiai, é já amanhã que vou mostrar os meus dotes em palco.

Nervosismo - 10%

Ansiedade - 40%

Cansaço - 50%

Vai ser uma grande noite!

Orquídea

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O tempo é aquilo que fazemos dele,

mesmo quando julgamos que é o que ele faz de nós.

Papoila

Baby steps

Foi-me preciso um ano para aprender uma grande lição. Uma daquelas que doeu e que custou a entrar. À qual cedi muitas lágrimas, muita angústia e alguma raiva, até. Uma que gerou muito desamparo, incompreensão e desespero. Às vezes deparo-me com pessoas que ainda não a aprenderam, nem a vão aprender tão cedo porque lhe são resistentes (tal como eu fui, infelizmente), e sinto-lhes pena.
Hoje eu estou acima, e sabe bem.

Papoila

Um dia fui à missa

e vi o mundo com os olhos de antigamente.

Papoila

Somos as escolhas que fazemos.

Papoila

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Todos os dias o IPO me dá as boas vindas!

No serviço onde estou a estagiar há uma secretária à entrada. Essa secretária trabalha num gabinetezinho, ladeado por paredes de vidro, que tem um placard quase do seu tamanho lá dentro. Nesse placar estão expostos muitos postais... mas há dois deles que chamam particularmente a minha atenção...

... e aposto que a vossa também!

[tesourinhos que tornam uma segunda-feira mais agradável]

Papoila

Analogias da fraqueza

Se me sinto sozinha, escrevo.

Papoila

Memórias do 'Botequim'

Tu a tomar um chai, com o cabelo estendido sobre os olhos. O reflexo da vela de procissão sobre as tuas madeixas. O cheiro do café da nossa companhia e os seus sorrisos, sempre tão sinceros. O livro de doces conventuais. A memória do sabor da erva doce, dos folares de Páscoa. O cão velho a guardar a porta. O frio da rua.
É tão bom ter-vos na nossa vida.

Papoila

A pensar morreu um burro...

Eu pensava que até me ia safar bem na coisa. Primeira aula: everything smooth! Curvas, rotundas, marcha atrás, ponto de embraiagem... pensei: isto está a correr bem! Segunda aula: Trava! Acelera! Vira para a esquerda! Ai, merd*, queria dizer prá direita. Vai! Vai! Tens que olhar para o espelho! Vá, agora inversão de marcha em dois movimentos! Conclusão:

Uma pilha de nervos. E eu nem acho que está a correr mal.
(só acho que Telheiras, com os seus 1001 carros mal estacionados, condutores a virem de todo o lado, de noite e um macho latino stressado ao lado não foi uma escolha inteligente)

Papoila

Vícios, dependências e gulodices

P'ra uns há o tabaco, p'ra outros há a droga. Os que sobram ficam com o alcool e p'ra mim há as bolachas de chocolate a framboesa do continente. O que vale é que não tenho nenhum ao pé de casa... ou estaria na lista de espera para o CMR.
Papoila

Os ocultos desígnios de Deus

Agora percebi porque Deus me concedeu o gosto pela medicina. É que, se não o tivesse, teria acabado pasteleira... e em vez de médica seria doente, tal não seriam as diabetes.
Papoila

domingo, 24 de outubro de 2010

Things I regret, things I celebrate.

Things I Regret
Things I Celebrate
Papoila

Happy Together

bem a meu gosto, bem a teu jeito
Yes, it was love at first sight. I
n a glance, I fell for you.
E porque não acreditarmos no destino?

Papoila

sábado, 23 de outubro de 2010

Dance Till You're Dead

Pois bem, é o que tenho feito. Dou tudo o que tenho e, tungas, terça-feira lesionei-me, que nem consegui acabar a primeira dança, fiquei à rasca da perna direita. Felizmente, deu para descansar no dia seguinte. Quinta, novo ensaio, com calminha para não piorar, e sexta já me sentia a 100% para voltar a dançar em condições. Pura ilusão. Lesionei desta vez a perna esquerda, não consigo fazer certos movimentos por causa da dor e acabei o treino em lágrimas, tal era o cansaço. Viva o fim-de-semana, que vou aproveitar para andar o mínimo possível, porque a grande noite está a aproximar-se a passos largos e eu quero dar o meu melhor.
Estou entusiasmadíssima com a grande noite. Promete! Até lá, muito ensaio, muito trabalho, muita dedicação. Dia 27, algo muito especial vai acontecer!

Orquídea

Singularidades #17

Bem melhor que o vibrar do despertador, é a tua cantoria ao acordar "Happy morning to you, happy morning to you!", que se segue sempre, sempre, por "Não imaginas o que sonhei!" e a descrição das aventuras mirabolantes do teu subconsciente. E como adormecemos logo a seguir para acordar daí a um bom bocado, eu, relembrando estas singularidades e tu, novamente, esquecida de tudo o que me disseste naqueles minutos de despertar.

Orquídea

quarta-feira, 20 de outubro de 2010