domingo, 7 de novembro de 2010

Bom dia alegria

Como é que me esqueço desta fórmula imbatível para curar desânimos matinais:

Spice Girls + Pictionary + Ataque de cócegas sem possibilidade de rendição =

Orquídea

Porque Lembrei

Caramel - Blur
Orquídea

Constatações


Ontem houve jantar de aniversário. Não que o aniversário importasse muito (confesso que até me tem sabido bem este ano os momentos em que me esqueço de que é o meu dia ou o meu jantar), importam as boas pessoas que estiveram presentes. Mas é altura de pensar, como sempre.


À mesa, estavam apenas duas pessoas recorrentes, apenas duas que eu já tinha convidado em anos anteriores. Tudo o resto são amizades novas, fortes, criadas no último ano. Tudo pessoas que em pouco tempo se vincaram em mim, se tornaram especiais e indispensáveis num jantar de anos. Porque é com elas que quero estar, são quem me anima e com quem me sinto bem.


O facto de não ter nenhum rapaz à mesa também poderia levar-me à conclusão de que falta alguma testosterona na minha vida. Mas eu não tenho culpa, convites não faltaram, mas os meninos fizeram gazeta.


Fizeram-me falta os amigos de sempre, os de infância e adolescência, que me viram crescer e fizeram (e fazem) parte de mim. Outros compromissos falaram mais alto. Agora há que marcar outros encontros.


Foi um jantar importante porque foi o primeiro em que todos os convidados sabiam do meu relacionamento com a Papoila. Estive livre, pela primeira vez, para lhe dar o mimo quando e como quisesse. E soube tão bem.


E agora... O que é que uma pessoa faz com 23 anos?


Orquídea

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

The Social Network

Papoila

Impassividade

Foste às compras? Não sei, não me lembro. Diz lá, foste ou não? Talvez tenha ido. O que compraste? [Silêncio...] Olha que posso ir à loja perguntar à senhora o que compraste! Comprei um jogo. Ah... está bem...

Todos perguntam o que comprei, mas ninguém se oferece para jogar comigo.

Papoila

Parabéns, loml*

Um dia nasceu uma menina, de cara bolachuda e olhos azuis, muito azuis, que fez as delícias de quem primeiramente olhou para ela. Essa menina cresceu e, ao fim de algum tempo, disse a sua primeira palavra... que era tão complicada (terá sido girafa?) que todos pensaram que, um dia, ela havia de ser escritora. E tinham razão. Mais tarde veio a publicar um livro que é hoje apenas uma amostra da escritora brilhante em que ela se tornou. Mas não foi só na escrita que ela mostrou a sua habilidade, também na música e na dança ela se impôs. Mas como a vida não são só rosas, no percurso desta menina também surgiram vários obstáculos, daqueles difíceis de ultrapassar e que nem um atleta bem treinado saltaria à primeira. Primeiro sofreu por ver o mundo com outros olhos. Esteve também presa num colete durante muito tempo... e muitas lágrimas verteu com isto (passar pela adolescência com esta limitação é obra). Mais tarde foi forçada a percorrer um longo caminho, que não era o que ela teria escolhido se lhe tivessem dado a liberdade de decidir por si mesma... mas tambem nisto saiu vitoriosa. Esta menina, que agora é uma jovem lindíssima, encontrou e criou a sua própria alegria em todas estas adversidades. Hoje é feliz, e faz 23 anos.

Papoila

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Definitivamente o ponto alto do meu dia,

A thank you note a day
Takes sadness away!

Papoila

Até amanhã, à mesma hora.

Há que transformar alguns momentos do dia em momentos religiosos.

Como aquele em que encontro aquela senhora, gira, nos seus 30s, vestida à empresária e claramente da família, encostada ao poste à espera do metro. Lá está ela, todos os dias sem falta. E, mesmo quando penso que cheguei tarde, que me atrasei, ela entra a correr pela porta da carruagem e se senta à minha frente.

Ou o invisual que tem o cão que abana a cauda mal me vê pois sabe que lhe faço festas. E eu as faço mesmo quando, curvada sobre ele, exponho as minhas cuecas a toda a gente na carruagem. Ou quando, nas curvas, tenho que fazer juz á minha costela de surfista, para não me desequilibrar e cair para o lado.

Ou até a leitura do romance Middlesex, que me despoleta um prazer terrível pela forma genial como está escrito. Como me afundo nele durante as longas horas de il n'y a rien à faire no hospital. Ou quando aquele rapaz, que eu achava franzino e desinteressado, mete pela primeira vez conversa, dizendo que já o leu. Que vale a pena.
... e por isto, até amanhã. À mesma hora.
Papoila

O Chai Sai do Armário

Papoila: Olá mãe! Olha, sabes o que a Orquídea me ofereceu?
Mãe: Não filha, o quê?
Papoila: Um hamster!
Mãe: (silêncio muito prolongado) [a minha mãe nunca simpatizou com roedores] Então... e como se chama?
Papoila: Chama-se Chai, como a bebida!
Mãe: E depois vais traze-lo para aqui para casa? A Alzira (a gata) ia adorar...
Papoila: (silêncio)

A eterna piada do gato e do hamster. Ao todo já deve somar umas 10, a começar pela Orquídea, que disse que o devia chamar Jerry... God knows why, right?!


Papoila

O meu bomChai

A Orquídea tem um bonsai e arranjou-me um bom Chai. Encontro alguma semelhança nisto, vocês não? Nevermind. So... Chai woke me up at 7 a.m., *again*, grawing the cage bars. [impressionante como uma criatura tão pequenina consegue fazer tanto barulho] Levantei-me e sentei-me com ele para ter a nossa conversa habitual. Deve ter dormido bem... já que esteve a comer na minha mão, todo bem disposto. Apesar da nossa empatia, hoje mordeu-me duas vezes, mas julgo que o cheiro do fiambre do pequeno almoço lhe despertou apetites. Sim... o Chai também gosta de cozinha. Quem sai aos seus não degenera, right?

Papoila

Mind sickness #2

É como uma prisão interior, altamente limitante. Desvanecem-se os objectivos e, com eles, a iniciativa. Não há nada que satisfaça e, de repente, tornamo-nos ingratos com a vida... e é enorme a angústia quando nos olhamos de fora. Porque nunca é suficiente, nada contenta ou alimenta o sonho.
Papoila

Mind sickness #1

Comes and goes, como pêndulo das horas. Esta inconstância, este aparecer de surpresa, é talvez a sua característica mais insuportável. Deixa-me hirta, sem reacção e, de repente, não há mais saída. Nem gato hábil encontraria frechas por onde se esgueirar daqui para fora. E é assim, esta doença que aparece de fininho, com pés de lã, e se instala como carraça, ferrando as patas bem fundo. Dá febre própria, extrema, que leva a mente ao delírio. E, nesta altura, não há luz que pareça real, não há ajuda que se mostre capaz. Não há ninguém que a compreenda e muitos julgam que não existe. Que é produto do devaneio débil de quem não tem por que viver. De quem não tem pernas p'ra saltar obstáculos. Mas digo-vos, hoje, que eu tenho muito por que viver. E pernas não me faltam. E eu… eu tenho a doença. É macabro, meus amores, como o demónio pode estar dentro de nós mesmos… e aqui não há sangria que resolva.
Papoila

P'ra mudar a minha vida

Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
P'ra mudar a minha vida
Vem, vambora
Que o que você demora,
É o que o tempo leva...
Adriana Calcanhoto

Papoila

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A Chai-Ning Life for Chai

O dinheiro escasseia e, visto que quero dar vida feliz ao bixano, venho pedir a vossa contribuição para guardarem eventuais caixas, caixinhas, buraquinhos de plástico ou whatever, que sirvam para fazer diversões ao Chai. Tudo serve. Desde rolos de papel higiénico, a caixas de plástico e afins!
Papoila

We Chai Sleep

O Chai é feliz com a sua mamã!
A mamã já reparou que o bixano acorda todos os dias, por volta as 7h da manhã, mordendo as grades p'ra gastar a dentola... pelo que a sua dedicada progenitora já comprou uns ramos de madeira especiais para o príncipe andar satisfeito. Coisa má: os seus hábitos de descanso (que o rapaz veio do orfanato habituado a dormir a maior parte da tarde). Coisa boa: quando a mamã acorda o chai já está espreitando pela grade como quem diz 'Vá dorminhoca! Anda lá fazer figura de parva e dizer 'Olá Chai! Bom dia! Dormiste bem?'.
De novidades só mesmo a bola que a mamã fez o esforço de ir comprar ontem, para o menino correr a maratona todos os dias. O bicharoco adorou a ideia até ser metido lá dentro, altura na qual se mijou de susto. No entanto os especialistas dizem que tal atrocidade só faz bem à criatura, impedindo que os seus músculos atrofiem (sim, que os roedores, no seu habitat natural, costumam percorrer quilómetros à procura de alimento).
Andei a atulhar-me de cultura hamersteresca, que gosto de estar informada e só quero o melhor para o meu filhote!
Pronto, são estes os pontos a acrescentar. Brevemente revelarei foto do dito cujo. Até lá vou-vos deixando estas, que são da família, p'ra aguçar o apetite!
Já agora... o Chai procura madrinha!

Papoila

Querido Pai Natal (2nd edition)

Desta vez o pedido não é tão descabido, visto que o Natal se aproxima e até já há luzes de Natal na Baixa! Passa-se o seguinte: a Orquídea anda tão ocupada com o estágio e tese, que mal lhe sobra tempo para pensar nela e no que ela quer para os anos... ai!, para o Natal, quero eu dizer.

Sendo assim, e esquecendo o verdadeiro propósito deste post, venho enumerar as surpresas que suspeito que a Orquídea iria gostar.

1. Um Cavaquinho.
A Orquídea tem uma vontade enorme de aprender novos instrumentos musicais. É certo que o trabalho não lhe deixa muito tempo livre, mas acredito que isto seria um bom entretém.

2. Um bilhete para Black Rebel Motorcycle Club
Porque Deus sabe o quanto ela gosta de concertos!

3. Um curso de escrita criativa
Que ela já me fala disto há 3 anos e meio e a verdade é que seria uma delícia nas mãos dela.

4. Uma viagem à Turquia ou à Roménia.
Porque tem muitas saudades de alguns amigos de lá e uma curiosidade infindável pela cultura dos dois países.

5. Um curso de Língua Turca.
God knows why.

6. Um bom rádio despertador, que a acordasse todos os dias com a Radar no ar.
Porque o que ela tem está a dar o berro e todas sabemos o quanto ela venera a Radar e o momento sagrado que é começar o dia na sua companhia.

7. Roupa. Roupa * muitoooo* quentinha.
Que se há coisa que ela não gosta de fazer, é comprar roupa. O quentinha... tem a ver com a sua grande sensibilidade térmica, mais aguçada para o frio.

8. Um curso de dança.
Contemporânea, talvez. Que apesar de dançar tremendamente bem as danças de salão, não são bem a coisa dela.

9. Uma viagem ao Porto.
Já que há 3 anos que me diz que me quer levar ao Porto (e que fica de rastos quando, por qualquer motivo, não podemos ir).

10. Paciência para o estágio de medicina.
Como a percebo...

Pronto, meu bem... assim é mais fácil!
Papoila

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Wishlist

Gostava de ter a capacidade de escrever uma lista destas, mas chega esta altura do ano, a poucos dias do meu aniversário, e continuo com a minha lista em branco...








Bem, é sempre uma boa oportunidade para me surpreender.

Orquídea

Chai

Nunca tive nenhum animal de estimação. (Excepção feita para alguns bichos de seda...) Tenho, portanto, um coração esfriado relativamente a bichanos e bichinhos de outrem. Gosto muito de gatos, mas sou incapaz de brincar convenientemente com um, fico parada a apreciar a pose do animal enquanto ele me fita e se pergunta porque raio ainda não usei um tom de voz cutxi cutxi ou lhe fui afagar o pêlo. É talvez por esta falta de prática que nunca compreendi bem a essência de ter um animal de estimação.
Como todos sabem, a Papoila tem sido bastante insistente neste aspecto. Ora, mesmo não esquecendo todos os contras de ter um animalzinho (sim, porque fui muito bem ensinada neste ponto), procurei encontrar uma saída viável para este dilema. E foi então que, *PUFF*, apareceu o Chai.
Coisa mais fofa. Demorei um bocadinho a ceder aos seus encantos, mas aos poucos convenci-me. Vai ser um prazer conhecê-lo melhor e é bom saber que faz companhia à Papoila quando eu não puder lá estar. E, com um nome destes, só pode ser bom animal.
Ainda não sou uma perita em animais domésticos, mas começo a quebrar lentamente o meu coração frio.

Orquídea

PS: Sim, eu sou uma das insensíveis que não chorou a ver o Marley and Me.

Constelação

Ninguém a conhece. Só eu lhe sei as estrelas e onde se escondem em ti. Só eu as hei-de admirar a poucos centímetros de distância, mesmo quando a minha respiração te arrepia e me tentas afastar com o meu nome no teu lábio. Sorris e eu falo-te da constelação. Passeio-me por ela. À vista de todos, mas apenas visível para mim.
Meu bem, ainda não lhe dei nome. Não importa. É a Constelação.

Orquídea

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Winter White Russian Dwarf Hamster

Chama-se Chai e é o meu novo bichinho! Não é sooo cute? Ainda se está a ambientar à nova casinha, mas acho que está satisfeito com a dona. Pelo menos ela gastou logo uns troquitos em algodão especial para o seu ninho, em barritas para ele afiar a dentola, em feno e em areia... isto de ser hamster nos dias de hoje é um luxo!
Obrigada meu amor, por depois de uns largos meses a falar em cães e em gatos, te teres lembrado de me oferecer o Chai!

Papoila

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Versus

A tristeza é um sintoma.
A depressão é uma doença.

Papoila

Lábios de Bailarina

Lembras-te, meu amor? Era como lhes chamava.

Papoila

Done!

E não é que já passou?

A noite foi fabulosa, correu tudo muito bem, muita diversão, muito humor, muita dança! Teria muita coisa para dizer do espectáculo, mas prefiro deixar só estas linhas. Gostei. Senti-me bem, diverti-me, dei o meu melhor e parece que foi mais do que suficiente para deixar a plateia feliz!

Missão cumprida!



E agora..... TESE!

Orquídea

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

É Amanhã!!

Aiai, é já amanhã que vou mostrar os meus dotes em palco.

Nervosismo - 10%

Ansiedade - 40%

Cansaço - 50%

Vai ser uma grande noite!

Orquídea

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O tempo é aquilo que fazemos dele,

mesmo quando julgamos que é o que ele faz de nós.

Papoila

Baby steps

Foi-me preciso um ano para aprender uma grande lição. Uma daquelas que doeu e que custou a entrar. À qual cedi muitas lágrimas, muita angústia e alguma raiva, até. Uma que gerou muito desamparo, incompreensão e desespero. Às vezes deparo-me com pessoas que ainda não a aprenderam, nem a vão aprender tão cedo porque lhe são resistentes (tal como eu fui, infelizmente), e sinto-lhes pena.
Hoje eu estou acima, e sabe bem.

Papoila

Um dia fui à missa

e vi o mundo com os olhos de antigamente.

Papoila

Somos as escolhas que fazemos.

Papoila

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Todos os dias o IPO me dá as boas vindas!

No serviço onde estou a estagiar há uma secretária à entrada. Essa secretária trabalha num gabinetezinho, ladeado por paredes de vidro, que tem um placard quase do seu tamanho lá dentro. Nesse placar estão expostos muitos postais... mas há dois deles que chamam particularmente a minha atenção...

... e aposto que a vossa também!

[tesourinhos que tornam uma segunda-feira mais agradável]

Papoila