sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Querido Pai Natal #2

Este ano queria um natal a sério. Com a família reunida a valorizar aquilo que é realmente importante.

Enfim.

Papoila

Querido Pai Natal #1

Como era feliz quando acreditava em ti.

Papoila

O meu Natal

Chegou esta altura do ano, que está prestes a terminar, e a minha vivência natalícia resume-se a um estado mais sensível e emocional em que penso no ano que passou e nas pessoas à minha volta.
E penso em ti. E sinto que preciso de voltar a escrever uma carta de amor para que saibas o quanto existes em mim. Preciso que saibas o quanto me apetece fechar os olhos e mergulhar em ti sempre que oiço estas músicas, como sinto o peito de novo incendiado quando relembro filmes destes porque a tua memória é sempre constante e quero fugir para ti. És tanto. E és única. E, venha o que vier, sei quem és e sei o quanto quero quem tu és a meu lado. Relembro a luva na luva, no frio de Paris, e o quanto a tua mão na minha me é essencial.
Já escrevi muito sobre amor, mas quero repeti-lo, desta vez com conhecimento de causa. És tu.

Orquídea

Chai Trip to Alentejo III - O Avô e a Avó

Finalmente o Chai conheceu os avós, que gostaram prontamente dele e do seu pelinho fofinho. O avô apelidou-o logo com um nome dos seus (a mamã é que, por agora, não se recorda de qual foi), visitando-o várias vezes durante o dia. A avó, que é um pouquinho reservada, ainda não interagiu muito com ele... mas com o tempo vamos lá, não é Chai?

Papoila

Chai Trip to Alentejo II - O Galinheiro

Senhora, de nariz empinado, ao telefone: 'Ai! Nem imaginas... [ ] Vai cheio! O comboio vai cheio a atafulhar! Já sabes como é... [ ] Até cá há pessoas com ratos! Vê lá o galinheiro que isto é!'.

Eu: [Olhares devoradores para a senhora.] O comboio não só ia a 1/3 da sua capacidade, quanto, para sua triste ignorância, enganou-se no grupo a que os hamsters pertencem. Para além de não serem ratos, também não são aves. Duh!

Do not mess with a girl who has an hamster.
Ne jouez pas avec un fille qui a un hamster.
Papoila

Chai Trip to Alentejo I - O Ar Surpreso

Enquanto esperava pelo comboio, com a gaiola do Chai entre as minhas pernas, as pessoas cirandavam à nossa volta desenhando percursos circulares. Nunca se aproximavam muito, não fosse o mostro da gaiola, que tremia assustado e escondido no meio do algodão, lhes saltar para cima e comer uma orelha. Outras, enquanto passavam à nossa frente, atrasavam os passos movimentando a cabeça de uma forma coruja-like, fazendo tempo para ver algum movimento dentro da gaiola. As mais ousadas aproximavam-se e perguntavam 'O que tem aí? É um rato?'. Eu respondia que era um hamster, acabando a conversa por aí.

Papoila

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Paris, je t'aime.


Papoila

Paris X

O francês é uma língua melodiosa e delicada.

Papoila

Paris IX

As passadeiras para peões são invisíveis aos olhos dos condutores.

Papoila

Paris VIII

Os transportes públicos.

Papoila

Paris VII




Paris, e a sua colecção interminável de pâtisseries, faz as delícias de qualquer mulher que goste de culinária (e que seja gulosa). Em cada esquina sorriem doces e bolos que fazem nascer água na boca até às pessoas mais resistentes a tentações. E, em plena época natalícia, pior ainda. Com tanto bolo irresistível até me esqueço que o café deles sabe a água lavada em borras.

Papoila

Paris VI

O ser humano tem uma capacidade excepcional para amar.

Papoila

Paris V

Quando subimos a Torre Eiffel o jardim caduco afirmava o castanho e o verde seco como suas cores rainhas, coincidentes com a época. Quando descemos, já a neve cobria tudo de um branco celestial, diria.

Papoila

Paris IV

Apesar de tudo, tenho tido muita sorte na vida.

Papoila

Paris


Apanhámos muito frio, falámos (mal) francês, percorremos a pé os Campos Elísios, declarámos o nosso amor na neve em cima dos carros, comemos croissants, crepes e um bolo judeu, fomos ao topo da Torre Eiffel, fizemos um mini-boneco de neve, passeámos de mão dada, trocámos um beijo junto à campa do Oscar Wilde, entupimos uma sanita, cansámo-nos dos americanos, encontrámos uma loja com caixas antigas fenomenais, tirámos centenas de fotografias, escrevemos postais, fomos abordadas por um irlandês no aeroporto, jantámos pizza de presunto e figos, arranjámos bilhete no Pompidou só para poder deixar as malas no bengaleiro, gastámos 9€50 para ir dormir no Geóde (vá, eu é que adormeci...) e as nossas frases mais repetidas ao longo destes dias foram "Excusez moi!" e "'Tá verde, 'bora!".
Basicamente, fomos muito felizes em Paris.

Je t'aime...

Orquídea

Paris III





Amo Rodin e o suave erotismo das suas obras. O romance embutido em cada escultura. A latente delicadeza e importância que dá ao *toque*. Uma coisa são artistas, outra é Rodin. A diferença é imperiosa.

Papoila

Paris II

Os chineses são os novos-ricos do século XXI. E proliferam na europa como os eucaliptos.

Paris I

Na Pont Neuf, ladeada por grades de ambos os lados, os amantes prendem cadeados com mensagens e juras de amor. Depois atiram a chave ao rio, e a promessa corre para o oceano.

Papoila

Tori Amos Rainy Day

A lareira, de labaredas altas e esguias, crepita aquecendo os meus pés pálidos. Também a água crepita lá fora, ao bater generosamente na calçada, molhando as vestes de quem passa a fugir. Mas tudo isto me é alheio e irrelevante, no egoísmo a que a condição me obriga. Puxo a manta, cobrindo o corpo, tentando aconchegar-me na tarde. Não há calma, só desassossego e angústia sitiada no peito, como erva daninha que persiste. O telemóvel não toca e, cá dentro, procuro incessantemente por alguma coisa que traga ânimo. O bonsai murcho, ao canto, cujas flores jazem já na terra, adornando o musgo de estrelas roxas, traz nostalgia de quem já não é. A luz do candeeiro, esvaecida, imita mal o sol do dia e, sem querer, esfria a alma. Nem o chocolate colmata a falta. E é aqui que eu sei.

Acompanhado por isto.

Papoila

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Here We Go!


(se a neve deixar... até 3ª!)

Papoila e Orquídea

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Coisas da Medicina


Muita coisa pode acontecer quando estamos a fazer um estágio de Medicina Interna. Tanto podemos ter uma senhora a agarrar-nos a mão e a pedir para não a deixarmos morrer como temos uma senhora que está a deitar sangue pela boca e encolhe os ombros enquanto diz que é normal e sempre foi assim. Temos velhotinhas que nos sorriem muito quando as visitamos, que nos perguntam pelo namorado e nos aconselham a arranjar alguém com quem podemos falar (check!), como temos outras que só dizem "ai!" e desviam o olhar. Tanto temos quem nos aperte carinhosamente a mão quando chega a hora de me despedir e deixá-la, novamente, sozinha, como temos quem nos crave as unhas na mão porque não quer que ali estejamos a tirar o sangue que precisamos para saber como ajudar.
Hoje fiquei com a marca das unhas da senhora na mão, mesmo tendo eu luvas calçadas durante esse episódio. Uma pessoa fica a pensar na vida.

Orquídea

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Bater com a cabeça na parede

Quando era adolescente e tomava atitudes que a minha mãe desaprovava (e que eu persistia em ter), ela dizia-me 'Ainda vais bater muito com a cabeça na parede'. E assim foi. Bendita seja a minha mãe por ter uma capacidade de ante-visão tão acurada.
Há coisas na nossa vida com que optamos despender mais tempo. Seja numa coisa tão fútil como fazer a árvore de natal (já fizeram a vossa?) ou em fazer companhia enquanto uma amiga cozinha. Ou em ouvir os seus desabafos, fazermos (também) os nossos na esperança de sentir um empurrão de força, em cozinhar para elas a troco zero, enfim. Uma lista interminável de coisas em que investimos o nosso tempo e a nossa alma (palavra feia, eu sei, mas não encontrei melhor). Há dias, durante este percurso, em que nos perguntamos se vale a pena, se haverá retorno deste carinho... se somos correspondidas! E, pelo menos eu, faço um esforço por acreditar que sim. Porque, afinal, partilho um tecto com essas pessoas.
E é uma facada nas costas (que, com tantos embates, até já são largas) quando percebemos que foi tudo em vão. Foi tudo engodo de uma parte. E aí desvanece-se a vontade de investir. Nisto e no resto... porque há a pergunta 'Valerá a pena?.

Papoila

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Psiquiatrias

Andei eu a fazer uns apontamentos todos catitas de Psiquiatria, que tanto trabalho e tanto prazer me deram organizar, para te ver hoje, dois anos depois, deitada na minha cama, a sublinhá-los, a gostar da matéria e a relembrar o orgulho que tens em mim por os ter feito.
Enfim, pequenas coisas...

Orquídea

PS: A propósito, este ano abriram 8 vagas a nível nacional para Pedopsiquiatria (the apple of my eye). Figas para que, daqui a dois anos, haja vagas suficientes para eu conseguir entrar. E não digam a ninguém que isto existe, para ver se passam despercebidas e sobra para mim... Aiai, vou ali estudar e já volto.

domingo, 21 de novembro de 2010

50km

Esta distância impõe certas regras. Sem carro próprio, exige coordenação com as necessidades de mobilização parental. Exige a escolha acertada dos dias de viagem até à capital para que não perturbe em demasia o trabalho de mestrado que precisa de ser adiantado e depressa. Exige chegar já com o sol posto e voltar logo após o jantar, para que a viagem corra bem e consiga descansar convenientemente para o estágio na manhã seguinte. Exige coordenar muita vez esse jantar com a família que conta com a minha presença e franze o sobrolho às combinações que não os incluam. Exige, portanto, algumas poucas horas para matar saudades.
Não há tempo para passeios nem para aventuras. Tudo o que temos são aqueles instantes desde que chego a tua casa e te abraço até que sigo para o jantar em casa ou, se te consigo manter perto para a refeição, até que te deixo para seguir caminho de volta à minha cidadezinha.
Mato algumas saudades do teu nariz e do teu mimo, mas não há tempo para matar saudades de nós, da totalidade de nós, da espontaneidade, do improviso, dos passeios, das horas livres e sem pressas.
Vão saber bem estes dias em Paris. Só nós. Sem horas nem ninguém à nossa espera. Vai dar para recuperar o fôlego.

Estou cansada do desterro.

Orquídea

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Londres III

O Hostel está reservado: duas camas e, a de baixo, é de casal!
Papoila

Londres II

Aquele post não me bastou. Cá vai mais um...

Porque Londres tem um ar diferente. E não me refiro ao fog, nem à chuva, nem ao fumo. Para os meus pulmões, é um ar mais vivo. É um ar que preenche o corpo, que o lembra de onde está, que o torna mais leve enquanto caminha por aquelas ruas. É o mesmo ar que acompanhou Virginia Woolf nas suas caminhadas nesta cidade, porque mantém a vitalidade que tanto a apaixonou. Porque já me perdi com tanto prazer na sua escrita e em Londres, de repente, estou dentro dela.
Porque Londres tem aquela língua, aquele sotaque e aquele ar distinto. Porque há jardins com bancos para apanhar algum sol, porque há museus incríveis gratuitos, porque os carros andam ao contrário e porque estranho o volante à esquerda. Porque há tanta música que por aqui passa, tanto ruído bom que surgiu cá e que adoro. As minhas guitarras distorcidas. E, claro, o poder das raparigas.
Por tanta coisa.

Porque já fui muito feliz em Londres.
Ah, e porque me tornei uma senhorita lá...

É a cidade. E, agora que se confirma a viagem, estou tão feliz por lá ir voltar. Graças a ti.

Orquídea

Londres

Para mim, Londres é:
Ou seja...
omg omg omg I'm going to London!!

Orquídea

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A arte de nada fazer

Não fazer nada é uma arte, mas é uma daquelas para a qual não tenho jeito absolutamente nenhum. É, na verdade, uma grande tortura. E é por isto que hoje estou novamente a faltar à aula. Nunca vi faculdade de medicina que deixasse os seus alunos especados sem fazer nada durante tanto tempo. Hoje fiquei em casa, a estudar (e a bloggar).

Papoila

Guess What...

Vamos a Londres!
Ai, meu amor, enlouquecemos. Passámos de um estado em que não viajávamos at all, para um em que fazemos duas viagens por ano? Risky, but a dream came true. Estou super entusiasmada, tanto tanto que tenho o coração aos pulos. Das-me um beijo em Picadilly Circus? Sim, queria trazer de lá uma foto nossa e emoldurá-la. Será uma entre as muitas que teremos no nosso corredor. Amo-te, meu bem, tanto!
Papoila

O amor da minha vida

Não acreditava que havia alguém para mim. Tinha, cá dentro, uma lista interminável de requisitos. Requisitos esses que, embora fossem poucos, sabia serem demasiado exigentes. Uma conjugação quase impossível de existir numa só pessoa, até. Por isto, nunca julguei vir a ter alguém que me fizesse verdadeiramente feliz. Alguém para quem eu olhasse e dissesse é com esta pessoa que eu quero ficar ou é por esta pessoa que eu daria a minha vida. Houve vários dias em que me senti triste e julguei que devia haver qualquer coisa de errado comigo. Todas as amigas tinham alguém... e eu olhava para eles com um pouco de desdém. Bons amigos, é certo, simpáticos, também, mas tão tão longe de corresponderem a quem eu procurava. Um dia decidi tentar. Arrisquei. Tirei a prova dos nove e envolvi-me com alguém que era bom amigo, é certo, simpático, é certo, mas longe de corresponder a quem eu procurava. E o resultado não foi positivo. Ainda me angustia pensar nesses tempos. Até que um dia, depois de me recompor, apareceu uma menina lindissima com lábios de bailarina. Que era menina mas que tinha tudo aquilo por que eu procurava... e não demorou nada até eu ficar crazy in love. Hoje ela faz de mim uma mulher tão mais feliz!

Papoila