segunda-feira, 11 de junho de 2012

Com um brilhozinho nos olhos

La noyée, Yann Tiersen

Hoje sou eu quem precisava de ser pegada pelo braço e lembrada de tudo o que a vida tem de bom. Que videoclip amoroso, calorzinho no peito.

Papoila

terça-feira, 5 de junho de 2012

Mafalda,

Responderei ao teu e-mail assim que tiver um tempinho para o escrever com pés e cabeça, tim? Muito obrigada por todas as dicas!

Beijo-beijoca!

Papoila

domingo, 3 de junho de 2012

Roménia

Ainda não falei da Roménia e tenho recebido muitos alertas relativamente a isso. Portanto, cá vai!


É um país lindíssimo. Estive apenas na Transilvania e acredito que seja a zona mais bonita do país por causa da paisagem cheia de montes e montanhas. É tudo muito verde, com muitos cavalinhos, vaquinhas, veados e ursos (apesar destes últimos não me terem vindo cumprimentar).
Tem castelos tão bonitos. O castelo Bran, conhecido como o castelo do Drácula, nada tem a ver com o mesmo e é muito acolhedor.
O castelo Peleș é considerado um dos mais bonitos da Europa e não é de estranhar, com tantos detalhes na madeira e pinturas lindíssimas por dentro e por fora (incluindo obras do Klimt!).
E as montanhas... A 2200m de altitude, vejo só montanhas lindíssimas à minha volta, com réstias de neve e linhas suaves a delinear a paisagem. Uma imensidão, uma paz, e um céu azul perfeito.
A Roménia tem maravilhas escondidas. Como as minas de sal de Turda, onde, de repente, me vejo perante este espaço magnífico, com 43m de altura, dentro da rocha. É-me impossível descrever este sítio. Digo apenas que me pareceu que Zion bem que podia ser assim.
E depois os telhados que nos observam com os seus olhos inquiridores. O antigo é preservado para não denunciar os anos que já lhe passaram por cima. 
E claro, a arte bizantina da igreja ortodoxa, muito viva, colorida, forte. Impressionante.

Há demasiado para contar. Não o consigo escrever e por isso deixo-vos as imagens que mais me marcaram. E que vos entusiasme a lá ir ou a lá regressar!

Orquídea

Marchamos?

Será que é desta que nos encontramos por lá? Vá que já temos saudades dos nossos encontros. Preparem já as vossas agendas, dia 23 de junho marchamos e dia 30 curtimos o Arraial! Quem vai?

Orquídea

O Futuro da Medicina

Não sei se alguém leu estas notícias, mas para nós não nos é indiferente.
A Medicina vai mudar em Portugal. Até hoje, era o curso mais seguro para seguir, com 100% de empregabilidade. Este ano as coisas vão mudar. Com o aumento do número de vagas para os cursos de Medicina em Portugal, a juntar aos médicos que tiram o curso fora e vêm para Portugal trabalhar, o número de candidatos à especialidade torna-se superior ao número das vagas. Ou seja, este ano, pela primeira vez, nem todos os jovens médicos entrarão numa especialidade, visto que vão diminuir 150 vagas.
E quais as implicações? Neste momento, um médico só fica com autonomia após dois anos de trabalho, ou seja, apenas após completar o primeiro ano de especialidade. Se não entrar na especialidade, está incapacitado para trabalhar.
Para agravar a situação, pretendem acabar com o ano comum. Isso não é necessariamente mau (apesar de não deixar de ser importante um ano em que trabalhamos em diferentes especialidades e ganhamos mais prática), mas o facto de acabarem repentinamente com o ano comum vai fazer com que o atual 5º e 4º ano concorram ao mesmo tempo para o mesmo número de vagas. Ou seja, muito possivelmente, metade dos alunos não ficarão colocados em nenhuma especialidade. E nem sequer podem recorrer ao privado para tirar essa especialidade. Ou seja, terão um curso de seis anos que não serve rigorosamente para nada. Como dizia o presidente da ANEM, " Nem sequer é desemprego, é uma espécie de limbo."
Como sabem, a Papoila está no 5º ano. Estamos muito assustadas com este cenário, que esperemos que não seja tão dramático como parece. A verdade é que eu temo pela vaga na minha especialidade de eleição e a Papoila por uma vaga apenas. O que nos resta? Vamos emigrar, tal como o Bastonário nos sugeriu?
Por agora, é respirar fundo e dar o nosso melhor.

Orquídea

O Delfim - José Cardoso Pires

Já há algum tempo que queria ler um romance deste autor português. Já tinha lido De Profundis, Valsa Lenta, por indicação de um professor de faculdade (pois fala da experiência pessoal do autor quando sofreu um AVC), mas na altura não me seduziu por aí além. Quis experimentar um romance e decidi-me por este, que me piscou o olho na feira do livro.
Através dos olhos de um visitante, uma aldeia portuguesa é-nos apresentada, não só o seu espaço como as suas personagens e a sua história. O enredo gira à volta da vida do Engenheiro. Duas mortes, um lago, caçadores, um Velho-de-Um-Só-Dente e tudo o que uma aldeia tem direito.
Tal como noutros romances que descrevem uma aldeia portuguesa, mais uma vez sinto que estes pequenos lugares têm a sua própria vida, as suas regras, longe da realidade do resto do país. Há sempre um padre, um velho, um bêbado, um rico. Mais uma vez, este livro mostra-nos isso mesmo e transporta-nos para a realidade particular desta aldeia e dos seus habitantes.
Com uma escrita muito rica e deliciosa, José Cardoso Pires convenceu-me. E agora fica a dúvida... como será que conseguiram transformar este romance em filme?

Orquídea

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Dia D



Até dia 29 Junho fico a saber se fui ou não seleccionada para o estágio com a AMI.
[the longest sigh]
Papoila

terça-feira, 29 de maio de 2012

Alegrias da Fox

O cortinado e o jogo das escondidas.

O jardim e o cheiro a ervas aromáticas.
Papoila

Viagens na minha terra III

Fox e a Mamã Papoila

Por vezes não sei quem cuida mais de quem.
Papoila

Viagens na minha terra II


Parámos para fazer um piquenique aqui. Há muito tempo que não sentia uma paz tão grande. Uma ausência de tudo.


Papoila

Viagens na minha terra I


Sábado, pegámos no carro e fomos dar uma volta pelos arredores da minha terra. A primeira paragem foi perto de uma aldeia rodeada de arrozais. Aqui, as cegonhas já estão muito habituadas à presença do homem... foi fácil ficar a uns metros e tirar uma boa fotografia.


Papoila

Sabedoria de Pediatra II

Antes de dizer mal, é sempre importante dizer bem.
in Insuficiência Renal Agura
Aula Pediatria Maio '12
Papoila

Sabedoria de Pediatra I

'Simplifiquem tudo na vossa vida.'
in Insuficiência Renal Aguda
Aula de Pediatria Maio '12

Isto é bem uma capacidade bem mais importante do que, inicialmente, nos possa parecer.
Tenho muita dificuldade. Isto sim, é uma tarefa hercúlea para mim.

Papoila

domingo, 27 de maio de 2012

Para a Isabel do Porto

Olá, Isabel!
Antes de mais, desculpa a demora na resposta. A fotografia dos morangos não era nossa, ao contrário do que geralmente acontece, pois temos o hábito de pôr fotos próprias. Embora nós tenhamos usado metades de garrafões de 5L para fazer algum efeito de estufa, julgo que o objetivo do saco de plástico preto seja manter a terra quente e evitar que toda a humidade se dissipe. Só investigando saberei responder com certeza.
És muito bem-vinda, ficamos sempre contentes por podermos contar com mais leitoras do que pensavamos!
Beijinho,

Papoila

Fox na Relva


Olá! Desconfio!


Não gosto nada destas modernices de passeios...


Pelo menos os coentros caseiros são muito saborosos! E lá me convencem a sair.


Iupiiiii! Afinal isto é muita girooo!

Fox

sábado, 26 de maio de 2012

Fox vai à província

Caras admiradoras pouco secretas,

Aqui a vossa querida Fox veio este fim de semana à terrinha. Confesso que não gostei nada da viagem, especialmente depois das minhas mamãs me terem enganado para me porem dentro da transportadora, aquela coisa horrível que me deixa muito ansiosa nas viagens. E depois as estradas de Portugal não são muito simpáticas para coelhinhas sensíveis como eu, foi uma viagem muito assustadora!
O que vale é que, quando cheguei, fiquei com um quarto novo para explorar. É bem maior que o nosso da capital e até tem uma cama baixinha! Deste vez pude saltar lá para cima e ir dar beijinhos às mamãs às duas da manhã quando estavam a dormir profundamente. Não percebo porque é que se levantaram com aquelas caras tão contrariadas quando perceberam que tinha deixado presentes por toda a cama. É assim mesmo a vida no campo e num quarto desconhecido!
Hoje, as malandras, quiseram por-me a coleira e meter-me na transportadora outra vez, mas eu dei-lhes muita luta! Há que aproveitar uma cama gigante onde me posso esconder por baixo sem elas me chegarem eheh Lá cedi à transportadora e qual não foi a minha surpresa quando me abriram a portinhola para um terreno verde e espigado. Pus a patinha lá fora devagarinho, que não confio muito em terrenos desconhecidos, mas lá ganhei coragem e, opa, que maravilha! Parece que se chama relva e, adivinhem, é cá um pitéu! Andei para lá aos pinotes, entre as pedras e a relva, a petiscar aqui e ali, a pular entre as minhas mamãs, foi um fartote.
Isto no campo até é engraçado. Vamos lá ver como corre a viagem de regresso...
Até breve, caríssimas!

Fox (com a ajuda da Orquídea)

Vicissitudes de uma Jovem Médica #4


Eu sei que não gosto nada de Cirurgia. Sei que lutei para ficar numa equipa que não me obrigasse a muito, que tivesse horários simpáticos e que me deixasse relaxada. Epa, mas não tanto!
Passar o dia atrás das internas a pedir trabalho, elas a dizer "Deixa estar, não é preciso" e a mandarem-me ter com a outra para ver se precisa de ajuda (que não precisa) pode ser muito frustrante. Cheguei ao cúmulo de olhar muito diretamente para os olhos de uma delas e dizer "Não há nada que eu possa fazer?". Ela lá deve ter entendido e respondeu "Bem... Há um diário clínico que ainda não fiz...Mas é mais difícil, fazemos as duas em conjunto." E pronto, auscultei os pulmões a um doentinho internado.
É tão grave que neste momento até prefiro ir para o bloco e assistir às cirurgias. Quem diria!

Orquídea

PS: Por outro lado, as urgências continuam repletas de coisas tão ou mais nojentas como as que descrevi no primeiro dia...

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A prova de que nem tudo mudou


É que, no tempo do Dali, já o calor fazia derreter os objectos.

Meu Deus, ainda nem estamos no pico do Verão e este calor já está impossível.

Papoila

The Inkomati (dis)cord


Vemo-nos lá?
Papoila

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sabedoria de Ortopedista I

'Nem sempre o problema que salta à vista é o mais importante.'

in Patologia Não Traumática do Membro Superior
Aula de Ortopedia Maio '12
Papoila

Sabedoria de Ortopedista

'Todos sabemos que as mulheres têm uma vida muito mais difícil que os homens.'

in Patologia Não Traumática do Membro Superior
Aula de Ortopedia Maio '12
Papoila

Dietas improváveis


Papoila

Pudera andar mal disposta


Uma pessoa que se alimenta, apenas e exclusivamente, de alguns vegetais (agrião, nabo, cenoura, abóbora e repolho), arroz, feijão e grão, não pode andar bem. E tudo cozido (durante horas a fio), sem excepção!

E sem sal, pão, café, açúcar, adoçante, carne, peixe, ovo, leite ou derivados, soja, seitan, tofu, o que quer que imaginem. Mal come fruta, aliás.

É natural que ande com um temperamento difícil, certo? E com cara de doente, também.

Estou rodeada de gente problemática. [Me included, for sure.]

Papoila

Miss Always Right


DO SOMETHING!

Se o vosso quotidiano fosse sistematicamente preenchido por uma companhia feminina absolutamente transtornada com a sua vida, o que fariam? Não transtornada de queixosa-quanto-baste e triste por motivos plausíveis. Falo de um espécimen do sexo feminino que se queixa de tudo o que tem e não tem, esbracejando a torto e a direito, suspirando em alto e bom som, quase como se de um rugido se tratasse, com uma frequência que roça o insuportável. Falo de um exemplar da raça humana em que nenhuma sugestão serve. Em que todas as soluções são erradas. Em que qualquer conselho, mesmo que solicitado, é logo posto de parte e criticado activamente. Em que num segundo pede ajuda e, no seguinte, te manda bugiar. Falo de um espécimen que fala alto de mais e que, quando abre a boca, direi que 70% do conteúdo temático versa sobre o quão má é a sua vida.

Oiçam - eu compreendo que a vida não sorri a todos. Compreendo que, decerto, há coisas que nos deixam tristes e derrotados. Compreendo que, enfim... nos sentimos muitas vezes sozinhos e abandonados. Pelos amigos, pela família, pelo hipotético amor da nossa vida. Que ninguém nos compreende e que os conselhos que gentilmente nos dão, nem sempre se adaptam à nossa situação. Compreendo que, em determinados períodos da vida, há certas coisas que nos dizem que nos irritam - simplesmente porque temos coisas  mais prementes em que pensar... Eu própria já passei por isso e acredito que vós também.

Mas ser mal educada quando, no fundo, nos querem ajudar... é grrrrrahhhhhhh (agora sim, quem ruge sou eu). E é desagradável estar, a todo o momento, a ouvir comentários derrotistas mas senhores de si (como se possuísse o conhecimento do mundo e da vida que nem um 80genário possui). Isto, de uma miúda que, como o meu pai diria (e passo a expressão), 'Tem uma grande certeza no cagar!'. Whatever.

E ando eu a massacrar-me com isto...

Papoila

Ah e tal, temos que falar.


Que pior há que receber uma má notícia pela manhã, mas só pela metade? O Ah e tal temos que falar... mas não agora!, é uma boa forma de estragar o dia a alguém. Mesmo quando essa pessoa sabe, e muito bem, que nada de errado fez. Ah e tal temos que falar? O catano é que falamos! Se eu fosse outra...

No fundo, há pessoas em que falar canalizando as frustrações, é terapêutico. Mor, afinal quem vai para psiquiatria sou eu!

PS: Começo a chatear com estes meus posts, não é? São catarse... e por isso insisto. Jump over, ok?

Papoila

terça-feira, 22 de maio de 2012

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Volta, Maputo





Maputo foi óptimo e, ao mesmo tempo, difícil. Mas, hoje, foi mais óptimo que difícil... Hoje tenho mesmo muitas saudades.

Dança Marrabenta, Mc Roger
(Isto é TÃO Moçambique!)

Papoila

Tese de Mestrado - EMF


Venho aqui partilhar convosco - finalmente dei um passo em frente no que toca à Tese de Mestrado. Vim de África apaixonadíssima por uma doença chamada Fibrose Endomiocardica. Sendo uma doença da qual se sabe, ainda, relativamente pouco, desde logo me interessou. Para além disso, as suas manifestações clínicas em países de terceiro mundo são absolutamente avassaladoras, principalmente em crianças. Assim, se o Prof. Dr. a quem pedi para me orientar a tese aceitar ter uma tutoranda chata como eu... já tenho as coisas orientadas! YEY!

Vamos ter esperança que ele me aceite...

Papoila

sábado, 19 de maio de 2012

Fox, a decoradora

As minhas mamãs têm uma forma muito especial de decorar a casa. Estou bastante satisfeita com o resultado, mas gosto muito de dar o meu toque especial. Por exemplo, a cadeira de verga, onde se costumam sentar, não dá jeito nenhum para me esconder lá de baixo, pois não vejo nada. Lembrei-me então: e que tal fazer uma faixa de visibilidade?! Depois de algumas semanas de intenso trabalho (especialmente à noite, quando elas estão mais ocupadas a dormir), concluí a obra! Que tal?


Segundo exemplo: para além desta cadeira, arranjaram uma caixa aborrecida, toda da mesma cor! Mas, graças à minha capacidade interventiva e à minha vertente criativa, deixou de ser só mais uma caixa preta para passar a ser uma super-girassa caixa bicolor! Observem...


E então? Surpreendidas?

Tirando estes dois ítens, não toquei em mais nada... há que ser tolerante com as vontades das minhas mamãs... ainda que nem sempre sejam as melhores!

Fox

Quem não se apaixonaria?


Eu sei que ela é linda... e é minha! =]

Mamã babada.

Papoila