sábado, 22 de dezembro de 2012

Juventude - Joseph Conrad

Regressei às edições Quasi, espectro laranja.
Este livrinho contém dois contos. O primeiro, que dá o nome ao livro, fala-nos das aventuras de um jovem marinheiro na sua primeira grande viagem para Oriente, narradas pelo próprio aos seus amigos entre copos muitos anos depois. No segundo, é a vez de um senhor contar à sua acompanhante, que lhe pede uma história, uma aventura também ela passada no mar sobre a tripulação de um navio e os dilemas que lhe surgiram num encontro com uma embarcação duvidosa.
Tal como no conto de Poe (Uma Descida ao Maelström, de que falei aqui), as descrições entusiasmantes de Conrad da vida no mar e do mar transportam-nos para esse ambiente com facilidade, sentimos a revolta das ondas, o medo e a força dos marinheiros, as alegrias pelas pequenas vitórias e o desespero sobre o poder indomável dos oceanos.
Talvez seja por ser portuguesa e por estarmos tão ligados ao mar que estes contos me conseguem prender. Ou talvez seja apenas pela incrível capacidade descritiva e narrativa do autor que prende quem o lê. Ou um pouco das duas. O que é certo é que não esperava gostar assim deste tipo de escrita. É sempre bom ser surpreendida.

Orquídea

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Férias!


Estou finalmente de férias! Terminei ontem o Ano Comum e agora já só regresso ao trabalho em janeiro para iniciar finalmente o meu internato da especialidade. Amanhã vou conhecer o meu novo chefe de serviço e vou começar a mergulhar no maravilhoso mundo da psiquiatriazinha. Tenho tido uns episódios de euforia momentânea quando caio em mim e percebo o que consegui. Estou mesmo contente. Agora, se me dão licença, vou aproveitar as férias que bem as mereço e ter um Natal muito mais descansado e feliz!

Orquídea

domingo, 16 de dezembro de 2012

Tese de Mestrado

Não penso noutra coisa e, ainda assim, não vejo progresso nenhum.

Driving me crazy...

Papoila

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Acabaram-se os bancos de Medicina!

Fiz ontem o meu último banco de Medicina Interna. Daqui a muito pouco vou de férias e depois vou para a minha querida psiquiatriazinha. Como diria a música que o meu irmão me pôs a ouvir assim que chegámos ao carro depois da escolha da especialidade, dog days are over*!

Orquídea

*Vá, dizem que vida de interno é que é mesmo de dog, mas acho que quando se está a fazer o que se gosta se é um dog muito feliz.

sábado, 8 de dezembro de 2012

E o que se faz para celebrar?

Bebe-se, pela primeira vez, um copo de vinho até ao fim!


Para quem não sabe, eu nunca gostei de álcool, dai que nunca tivesse bebido uma bebida alcoólica inteira até ontem. Prometi à Papoila que bebia um copo de vinho inteiro no dia em que entrasse na especialidade que queria. Sim, porque se era para beber álcool tinha que ser algo requintado e português. E a Papoila fez-me pagar essa promessa.
E o que é que acontece a quem nunca bebeu nada até aos 25 anos? Ora, eu pensava que nada, afinal é só um copinho de vinho, dose tão recomendada por ser cardioprotetora. Só que o meu fígado deve ter ficado a pensar o que raio estaria eu a fazer porque não estava lá muito preparado para a festa. Pernas e braços pesados, cabeça um pouco zonza e uma ligeira sensação de perda de controlo da verborreia. O suficiente para a Papoila levar o carro e divertir-se com a minha situação.
Se gostei? Nem por isso. O vinho não era mau, mas aquele estado não foi muito agradável. Talvez não goste da ideia de perder o controlo. E a alegria prefiro-a pelas boas notícias do dia. E não há nada como a bela da groselha para as senhoras do bar me arregalarem os olhos de espanto!

Orquídea

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

CONSEGUI!!!

Feliz.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

omgomgomg

Dia 7: 7/10 (2/3)

E hoje ninguém lhes mexeu! Estão lá quietinhas à minha espera, estão tão perto que já lhes sinto o cheiro. Corro o risco de me tornar extraordinariamente feliz amanhã.

Bora lá!!!

Orquídea

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Aiai...

Dia 5: 7/10 (2/3)

Tocaram nas minhas vagas. Começo a ficar muito assustada. Precisam de sobreviver ainda a um dia e quase meio de escolhas. Por favor, aguentem-se! Vai ser um dia muito longo... 
Tenho medo.

Orquídea

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

We Will Marry Your Boyfriends

Just look at Kristen Stewart, she already scored Robbert Pattinson.

Vá, agora para nos rirmos um pouco. Aqui.

Orquídea

Urgência: o Terror


De tudo o que tenho vivido e aprendido este primeiro ano de trabalho, são as urgências que mais me custam.
Honestamente... Ninguém devia trabalhar tanto tempo num sítio assim. Nem 24 horas nem sequer 12. E eu nem trabalho num hospital com a afluência assustadora de que já tenho ouvido falar. Cada dia de banco é um dia de muita ansiedade. Sei que a minha pouca experiência pessoal faz com que a preocupação seja redobrada, mas não me parece saudável  para ninguém um trabalho assim. 
Muitos doentes para cuidar. Sempre gente a entrar. Gente que grita de dores, gente que preferias que gritasse, gente que te agarra, gente que não fala e que veio morrer um pouco mais, gente que não vai morrer mas vem na mesma, gente que finge dor, que manipula. E no meio de tudo isto, confusões para resolver, picardias entre profissionais, procedimentos para cumprir, e muitos olhos à tua volta a seguir cada passo que dás.
Não consigo explicar-vos. Só passando doze horas lá dentro. Só vendo aquelas pessoas. Mas, acreditem, não é saudável. Para ninguém.

Orquídea

So far so good

Dia 1: 10/10 (3/3)
Dia 2: 09/10 (3/3)
Dia 3: 09/10 (3/3)
Dia 4: 09/10 (3/3)

Por enquanto, as vagas estão a sobreviver. E eu continuo com muita fé. Já só faltam 4 períodos e meio de ansiedade.
Quinta-feira vou ser uma pessoa tão tão feliz. I feel it.

Orquídea

Fox É Internada

Este fim-de-semana a Fox pregou-nos um grande susto. Sexta, assim que cheguei a casa, fui recebida com o olhar assustado da Papoila, "a Fox está doente". Deixou de comer, passou o dia parada sem o entusiasmo do costume em correr pelo quarto, e começou a tremer. Não era nitidamente a Fox que conhecíamos.
Fomos logo para o hospital veterinário, onde nos disseram que teria de ficar internada. O que se chegou a pensar ser uma infeção uterina com possível necessidade de cirurgia, acabou por ser "apenas" uma paragem digestiva, o que equivaleu a dois dias de internamento e uma grande ansiedade para ver cocós novamente.
Passámos um fim-de-semana com o coração nas mãos. Felizmente, já temos a nossa Fox em casa, ainda desconfiada e assustada da aventura do fim-de-semana, mas bem de saúde.
Disse-nos o pai da Papoila, "quem tem filhos, tem sarilhos". Ai, imagino o que será quando chegarmos a essa altura...

Orquídea

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Paris e a S.


Em Janeiro gostava de voltar a Paris. Da última vez ficou muito por ver... e não houve tempo para viver o verdadeiro ambiente parisiense. Agora, temos até com quem o viver... e as saudades já são algumas.

Com ida e volta por 160 euros, as duas, será que conseguimos ir para a frente com isto?

Só falta a Orquídea conseguir a vaga em Lisboa... só falta isso. E isso é tão importante...

Papoila

'Allo 'Allo


Listen very carefully, I shall say this only once.

Numa tarde daquelas deprimentes, a minha xuxu apresentou-me a 'Allo 'Allo. Depois de toda a pesquisa que já fiz acerca das WWs, pareceu-me incrível nunca ter ouvido falar dela nem ter encontrado referências a. Independentemente disso, aqui fica uma sugestão para os dias de chuva.

PS: Notem que, para uma série de '82, haver uma personagem gay é qualquer coisa!

Papoila

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Vagas e Afins

Antes de mais, as minhas desculpas pela ausência do blog numa fase tão crucial como esta, bem sei que muit@s de vós estão a seguir atentamente o meu/nosso precurso academico-profissional e, como tal, ficaram também a aguardar as vagas com tanta apreensao quanto eu.
Assim, informo-vos que habemus vagas, habemus data da escolha e habemus esperança. E medo também mas vamos pensar positivo. Há poucas vagas a nível nacional e em Lisboa há menos do que no ano passado. Mas como os meus gostos não são muito comuns e pouca gente há de querer o mesmo que eu, acredito que é possível.
Já estou um pouco mais calma. Dentro de uma semana e meia já saberei o meu futuro. É manter a serenidade e a confiança. Está quase quase!

Orquídea

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A Espera

Eu explico melhor. Estou neste momento à espera de saber quais as vagas que o Ministério vai disponibilizar para cada especialidade e em que sítios estarão disponíveis. Disso depende a minha escolha, o meu futuro. De acordo com o Diário da República, esta informação estaria disponível na segunda-feira da semana passada e até agora nickles. Ando muito ansiosa com esta história, já que dentro de duas semanas mais ou menos irei fazer essa escolha e nem sei quais são as possibilidades reais. Sei muito bem o que quero, só não sei o quanto (e se) posso sonhar com isso. E, claro, a Papoila anda igualmente nervosa. Há muita coisa em jogo... Que nervos.

Orquídea

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ponto da Situação

É mais ou menos isto...

Novidades para breve. Espero!

Orquídea

domingo, 18 de novembro de 2012

Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco


Nem se propósito... Sem ter a noção de que a edição de Amor de Perdição celebra 150 anos, decidi finalmente iniciar-me na escrita deste romancista português com essa mesma obra.

Tinha a ideia que seria um romance bem dramático e trágico e as minhas expectativas não foram defraudadas. Um amor de muita perdição, com muito sangue, suor e lágrimas. Um casal jovem apaixonado, os pais que não aceitam o seu amor, um primo que se mete no meio, uma mulher que até queria meter-se no meio mas que prefere dar muito por muito pouco, enfim, a trama perfeita para um  romance entusiasmante tal é o dramatismo da história e da escrita.
Diz-se que foi inspirado quer na peça Romeu e Julieta quer na sua própria vida pessoal. Sim, porque o malandro do Camilo raptou uma mulher casada por quem se tinha apaixonado! Eu que não conhecia muito deste autor para além das imagens do seu belo bigode fiquei muito impressionada com a sua história, igualmente dramática.
Ficou colmatada uma grande falha nas minhas leituras de clássicos portugueses e compreendo porque faz parte dessa lista de obrigatórios. O Romantismo clássico talvez já não se use, mas é certamente capaz de nos entusiasmar na leitura, mesmo que a loucura dos dezoito anos não seja tão profunda, extrema ou fiel como a que é aqui retratada. Simão e Teresa (com Mariana a ficar com um cantinho especial no meu coração) merecem ser os representantes portugueses do amor até às últimas consequências. Que sejam a tradução de Romeu e Julieta para a língua lusitana.

Orquídea

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A Fox faz um aninho!


E como tal, teve direito a festa de aniversário! Houve quem trouxesse prendas e tudo, fez-se um belo lanchinho entre os amigos e no final cantaram-se os parabéns. É verdade! Nada como ocasiões destas para convívios para juntar gente amiga e animada.
Uma volta ao sol, Fox. Sempre na tua onda pachorrenta e mimosa. Gostamos muito de ti!

Orquídea

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sei que te amo

Quando o teu aniversário me é mais importante.

Papoila

Lame-isses

Custam-me tanto aquelas horas entre o final do meu banco e o final do teu!

Papoila

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

25 Anos


Parabéns a mim! Cheguei aos 25 e tenho muito que celebrar. 
Sempre pensei muito na vida em dias de aniversário. Os 25 são um pouco como os 18 ou os 20, são uma data especial. É um quarto de século! E é uma fase da minha vida especial. Curso terminado, exame feito (no ano passado quase que fingi não fazer anos tal era a loucura do estudo) e a uma semana de saber as vagas, a três semanas, mais coisa menos coisa, de saber qual a especialidade onde vou entrar. E mais! Satisfeita com quem sou, uma relação amorosa que me deixa super feliz, com uma família apoiante, com amigos que mantenho há muito muito tempo e outros que criei há pouco pouco tempo, com emprego e saúde qb. Podia o meu humor ter sido menos animado do que aquele que esteve?

E acabo a noite abraçada a ti e digo-te, és a minha melhor prenda. Não só de hoje, meu bem, mas destes anos todos. Foste tu que me ensinaste a ser feliz. E eu digo-o de forma sentida. És a minha melhor prenda.

Orquídea

domingo, 4 de novembro de 2012

Vim Porque Me Pagavam


Vim porque me pagavam,
e eu queria comprar o futuro a prestações.
Vim porque me falaram de apanhar cerejas
ou de armas de destruição em massa.
Mas só encontrei cucos e mexericos de feira,
metralhadoras de plástico, coelhinhos da Páscoa e pulseiras
de lata.
A bordo, alguém falou de justiça
(não, não era o Marx).
A bordo, falavam também de liberdade.
Quantos mais morríamos,
mais liberdade tínhamos para matar.
Matava porque estavas perto,
porque os outros ficaram na esquina do supermercado
a falar, a debater o assunto.
Com estas mãos levantei a poeira
com que agora cubro os nossos corpos.
Com estas pernas subi dez andares
para assim te poder olhar de frente.
Alguém se atreve ainda a falar de posteridade?
Eu só penso em como regressar a casa;
e que bonito me fica a esperança
enquanto apresento em directo
a autópsia da minha glória.
Golgona Anghel

Orquídea

sábado, 3 de novembro de 2012

Finalista


Desta vez, trocámos os lugares. Eu, na plateia, de máquina na mão para registar os momentos importantes e tu, no palco, no backstage, na correria que já experimentei, dois anos antes.
Acho que só nesse dia me apercebi completamente de que és finalista. Lembrei-me do início, do abraço que te dei quando soube que tinhas entrado na minha faculdade, ainda sem perceber porque estava tão feliz com a notícia (eu sei, fui difícil de convencer...mas são conversas para outro dia). Lembro-me da alegria dos primeiros dias, do terror dos que se seguiram, das horas e horas de estudo a duas, do desespero em tantas ocasiões, da luta interminável e da tua coragem e força para continuar. E conseguiste sempre, lembro-to repetidas vezes. Chegaste aqui, a este palco, como finalista. Vais terminar o curso e ser doutora. Vais fazer o que gostas. Vais começar a vida fora das complicações académicas. 
Tenho tanto orgulho em ti. Não só pelo teu percurso na faculdade, mas também pela forma como te vi naquele dia. Seria muito lamechas se dissesse o quão babada estava. Que noite fantástica. Eu, com a minha família à esquerda, a tua família à direita, todos juntos a ver-te celebrares com alegria o fim deste capítulo. Que orgulho.
O resto dir-te-ei ao ouvido.

Orquídea

domingo, 28 de outubro de 2012

Movimento: Parentalidade em Casais do Mesmo Sexo


Vamos apoiar este movimento para que chegue mais longe?

Orquídea

Vicissitudes de uma Jovem Médica #6

(carregar na imagem para ver em condições)

Começou o sprint final. Dentro de uma semana sairá o mapa das vagas da especialidade e daqui a um mês, mais coisa menos coisa, tudo estará decidido. Na última semana apercebi-me de um nervosismo crescente e alguma instabilidade emocional que, aparentemente, se devem a estes factos.
No final da semana, houve uma mostra de especialidades médicas, onde nos deram a conhecer um pouco sobre cada uma delas. Assisti a algumas, as que mais me interessavam (e as que me vão ser possíveis escolher tendo e conta a minha nota...) e, apesar de mais esclarecida, fiquei mais confusa relativamente ao plano B e C e D... Vou agora dedicar-me a estudar melhor as opções, os serviços, as diferenças entre eles, e tentar criar uma lista de prioridades. 
O plano A, esse, como sabem, está há muito decidido. Há uns sete anos que está decidido. Já lhe chamo carinhosamente a *minha* vaga, a *minha* especialidade. Confesso que não fiquei muito feliz de ver três colegas do meu ano irem privar com a interna que foi apresentar a especialidade. Três rivais, três possíveis interessadas nas vagas e que poderão pôr em causa o meu destino. Tentei acalmar a agressividade instintiva interior e pensar antes que seriam minhas futuras coleguinhas e pronto, mas aviso já que esta é uma fase de muita ansiedade, obsessão e parvoíce. Vou tentar manter-me o mais tranquila possível, mas, enfim, é muita coisa em jogo. É só uma vida. Ou duas...
Vão fazendo figas. Quero tanto...

Orquídea

sábado, 27 de outubro de 2012

Ornatos Violeta


Haveria muito para dizer e muito pouco ao mesmo tempo. Estive lá, tinha de estar. Mesmo que tivesse apenas uns quatro aninhos quando os Ornatos deram os primeiros passos, quando eu ainda nem sequer gostava de Spice Girls. Nem importa ter começado a ouvir repetidamente os seus dois discos bem depois de terminarem, influenciada pelo segundo projeto do Manel, os Pluto. O que interessa é que durante os anos de liceu repeti-os de tal forma aos meus ouvidos que deixaram marca. Muitas, aliás, que há músicas para várias ocasiões, vidas, momentos. 
O Manel, esse, segui-o. Vi Pluto na primeira fila da Aula Magna, vi Foge Foge Bandido nos camarotes do Sá da Bandeira. E quinta-feira estive lá, vi e ouvi Ornatos.
Sobre o concerto, não sei o que diga. Longo como a espera e imenso como a satisfação por cada música e cada momento.
Sinto que, agora sim, a minha adolescência músical está completa e feliz (visto que uma ressurreição do Jeff Buckley não parece muito provável...). Estou quase quase a fazer um quarto de século, a entrar na especialidade, a ser definitivamente crescidinha, basicamente. E talvez Ornatos no coliseu nesta fase tenha ajudado a concluir este ciclo.

Foi tão bom para mim como foi para ti.

Orquídea

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Amor de Fox

Há por aí um concurso fotográfico que oferece a renda à fotografia mais original que mostre o quão presente está o nosso animal de companhia na nossa vida. Se a marca promotora não fosse apenas dedicada a cães e gatos, cheira-me que a Fox ganhava aos pontos!




Orquídea

Doclisboa '12



Daqui a pouco, no cinema Londres.

Orquídea

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Destino - Maria Teresa Horta

Já há algum tempo que li este livro de poesia de Maria Teresa Horta. Descobri a sua escrita este ano e tem-me cativado e gerado curiosidade desde então.
Gosto desta poesia, assim direta e bem cuidada, sem artifícios ou purpurinas. E não é qualquer um que tem as palavras assim na ponta da escrita. Especialmente, no que toca a malandrices. E o quão difícil é agradar-me pela escrita nestas questões lascivas:

AMÊNDOA AMARGA

Esse travo inteiro
a amêndoa
amarga

A ameixa
a doce a ferver no tacho

Esse travo na língua
a fermentar no corpo

A febre a nascer
a crescer debaixo

Em baixo...
a saia a subir nas coxas
e esse cheiro mais grosso, se entreabro

As pernas os lábios
e o gosto
onde o sabor da amêndoa se torna mais
amargo

É esse o momento
o instante exacto
em que tudo se prende
ao gesto sem sentido

A calda no ponto
deixa a língua em brasa

E eu tiro pela cabeça
o meu vestido

Maria Teresa Horta - Destino

Orquídea