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sábado, 21 de julho de 2012

Histórias Eróticas - Giovanni Boccaccio

Sim, ainda tive tempo para ler outro livro na mesma semana!
Que livro delicioso de se ler. Boccaccio, autor italiano do século XIV, reuniu várias novelas contadas por jovens refugiados no campo devido à Peste Negra e, entre elas encontram-se as Histórias Eróticas.
Estas histórias relatam as malandrices de padres, freiras, maridos, esposas e amantes, de uma forma, como direi, elegantemente marota.
Diverti-me bastante com estas histórias pelo seu contexto histórico e social, é sempre curioso ver a forma bem mais magnetizante de escrever sobre erotismo da altura comparativamente com a escrita óbvia, direta e simplificada que se encontra por vezes hoje em dia.
Uma delícia.

Orquídea

O Sonho dum Homem Ridículo - Fiódor Dostoiévski

E como tenho duas viagens diárias, dá para ler vários destes livros em poucos dias! Depois da Irlanda, regresso à Rússia com Dostoiévski.
O homem ridículo quer morrer. Indiferente a tudo, o suicídio parece-lhe um bom final, mas aqui conta-nos como o dia em que se comprometeu a pôr fim à vida se alterou por um pequeno evento e um longo sonho. Uma viagem surrealista e fantástica aos confins da imaginação do sonho, que traz mudança e reconciliação. Uma narrativa descritiva curiosa e satisfatória, mas que não me vai ficar muito tempo na memória...
Para além deste conto, o livro inclui ainda O Ladrão Honesto, sobre a vida de um homem que, apesar de ladrão, era honesto aos olhos de quem o acolheu e que agora conta a sua história nesta narrativa. Confesso que, neste caso, a mensagem me passou um pouco ao lado, não compreendi bem a singularidade da personagem ou o contexto em que a história é contada...
Concluindo: leu-se, venha o próximo!

Orquídea

O Crime de Lorde Arthur Savile - Oscar Wilde

Viva a hora de comboio até ao trabalho! Dá para ler um livrinho destes de enfiada.
Ora bem, mais um belo exemplar da escrita de Oscar Wilde. No primeiro conto, um quiromante prevê um homicídio no futuro de Lorde Arthur Savile, pelo que este não se sente descansado enquanto não resolver este assunto antes de se casar, pois não quer esse vaticínio a pairar sobre a sua felicidade futura. Sempre com um humor requintado, Wilde conta as peripécias deste Lorde para se desfazer da premonição. Um conto animado e rápido de ler.
O livro termina com outro (ainda mais) pequeno conto, A Esfinge Sem Segredos, uma conversa entre dois amigos, em que um conta a sua história de amor e como aquela mulher da fotografia o intrigava. Lesse tão depressa que não dá para desagradar a ninguém.
Oscar Wilde sabe sempre bem.

Orquídea

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O Retrato de Mr.WH - Oscar Wilde

As férias da Pascoa proporcionaram-me também tempo de leitura. Consegui ler mais dois livros da editora Quasi, de que já falei aqui em outros posts e livros. Comecei por ler este, O Retrato de Mr. WH, de Oscar Wilde. Gostei muito da escrita deste autor irlandês em The Picture of Dorian Gray e estava entusiasmada para voltar a lê-lo, mas confesso que esta não foi uma boa aposta.
Este livro concentra-se na formulação e argumentação de uma teoria que sugere que o mr.WH a quem William Shakespeare dedica os seus sonetos era, na realidade, um actor com quem ele trabalhava. Está, sem dúvida, bem exposto, bem escrito, com um enredo curto e simples, que contextualiza e enfeita a discussão de base, mas, lamento, não tenho muita paciência para este tipo de exposição de teorias em livros literários. Enquanto o lia, tive demasiados flashbacks para a leitura do Codex 632, que foi um autêntico suplício, um dos poucos livros que não consegui terminar tal era o meu aborrecimento perante a referência a documentos históricos e a badalhoquice da personagem principal. Lamento. Talvez essa experiência traumática me tenha retirado algum prazer do livro, mas, vá, nunca o Oscar Wilde deverá ser comparado com o Rodrigues dos Santos. Again. Oscar Wilde portou-se bem neste livro (li-o até ao final, convenceu-me inclusivamente da sua teoria), mas não é um livro que aprecio por aí além.

(é impressão minha, ou usei demasiadas palavras para dizer simplesmente "não é o meu género de livro"? )

Orquídea