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domingo, 28 de junho de 2015

6 Meses em Barcelona


Está na altura de vos contar a novidade do ano. Vou passar seis meses em Barcelona a estagiar. Vou em outubro e regresso no final de março. Irei sozinha, o que obviamente não nos deixa as duas felizes, mas vai ser uma experiência importante para ambas.
Sempre quis fazer Erasmus, mas na altura não era possível nem ideal para a fase em que estávamos, pelo que adiei e senti que não poderia perder a oportunidade durante o internato. Estamos neste momento numa fase muito boa, estável em vários sentidos, com muitas viagens compradas entre cá e lá para ajudar a lidar com a distância. Apreensivas mas confiantes de que vai correr tudo bem. 
Vou dando notícias!

Orquídea

sexta-feira, 30 de março de 2012

Semana de Trabalho


Ando exausta. Estas viagens diárias e os horários pouco simpáticos fazem com que chegue ao final da semana e só me apeteça dormir. Há dias em que este ritmo leva a melhor. Não que me importe com as viagens, não que me arrependa das decisões tomadas, mas não chega ir para casa e ver a Papoila. Queríamos um pouco mais, queríamos um tempo para sair e passear, para recuperarmos algumas ocasiões de romance e alegria roubadas pelo estudo e trabalho académico intenso, mas este cansaço só tem atrapalhado. Chega a sexta-feira, dia em que não temos de nos preocupar com o horário do dia seguinte, e eu sem forças para aproveitar.
Terminei hoje o estágio no Centro de Saúde. Na próxima semana começo o estágio em Lisboa, que tanto lutei para conseguir. Tenho fé que este mês seja mais simpático, que me deixe descansar e ter energia para o vivermos melhor. Porque já merecemos algumas férias. Nem que seja apenas durante alguns finais de tarde ou fins-de-semana.
Figas!

Orquídea

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Estou viva!

Antagonismo do [meu] tempo, por Dali (claramente a pensar em mim)

Felizmente a minha namorada fez o favor de vos informar que estou viva. Sim, apesar dos dias de loucos que tenho tido desde que cheguei de Maputo, tenho conseguido sobreviver. A net lá era horrível, o que limitou em grande % os minutos de navegação que tinha por dia (sendo que, às vezes, nem rezando em hindu, católico ou muçulmano conseguia aceder à net). Anyway... ando atolada de trabalho desde que cheguei. Assim que as coisas acalmarem preparem-se: tenho imensas coisas para vos contar e vão chover posts com os mais variados conteúdos. Dos bons e dos maus, como em tudo na vida. Obrigado a tod@s @s que enviaram e-mail à Orquídea a perguntar como estavam a correr as coisas comigo: se eu tinha chegado bem, se passei bem o meu aniversário ou se tinha tido alguma diarreia/gastroenterite (não, isto não perguntaram, mas ficam já a saber que não tive =) é que me orgulho muito disso!).

Agora passando para uma coisa totalmente descontextualizada: calhou fazerem-me testes de alergia hoje, na aula de imunoalergologia. Adivinhem: aqui a je é totalmente desalérgica (ps: não consultar dicionário de língua-portuguesa a não ser um escrito por Mia Couto - e mesmo assim duvido da existência da palavra) aos alergénios mais frequentes na população portuguesa! Testes que têm mais de 50% de probabilidade de dar positivo em qualquer português, para mim foram todos negativos. Estou orgulhosa pois sou mais saudável do que pensava!

Posso beijar gatos, apanhar azeitonas, rebolar nas flores da primavera, não limpar a casa durante dois meses e conviver com os ácaros que se reproduziram, deixar os fungos acumular no tecto da casa de banho, etc. Mas não tenham medo: eu sou *muito* limpinha. Das coisas enumeradas só faço uma: apanhar azeitonas. E adoro.

Um beijinho a tod@s. E um abraço.

Aie, o que África nos faz...

PS: Para *quem nós sabemos* mil pedidos de desculpas por não termos podido estar presentes na festa de aniversário =( mas vamos compensar em breve! E não, a emenda nem sempre é pior que o soneto!

Papoila

sábado, 6 de agosto de 2011

Histórias Hospitalares #3

Ontem, quando entrei ao serviço, fui directamente para a sala de reanimação. Tinha acabado de dar entrada uma senhora, visivelmente em sofrimento e com múltiplas comorbilidades. A sua cara não escondia o reconhecimento de que a sua situação era potencialmente grave, reconhecimento que era confirmado pelos 6 ou 7 médicos e 2 ou 3 enfermeiros que a circundavam, cada um com a sua missão. Estava incapaz de falar, da água que pesava nos seus pulmões e a impedia de respirar.

Uma hora depois a senhora estava muito melhor. Já sorria quando lhe dizíamos, na brincadeira, que 'estava cheia de miúfa quando entrou'.

A medicina, quando bem exercida, é realmente uma coisa fantástica. Gosto mesmo muito disto.

Papoila

Histórias Hospitalares #2

Ontem estive a um passo de (re)ver um hidrocelo, mas não o fiz. Na realidade não era muito importante para a situação clínica do doente que eu fisgasse o olho para o seu escroto, mas confesso que, por momentos, ainda ponderei pedir-lhe. Há coisas que não se vêm todos os dias!

[Que raio de post este.] Enfim, ficam com o conhecimento de que a curiosidade médica de um estudante de medicina pode ser, por vezes, um pouco egoísta. Mas contive-me.

Papoila

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Histórias Hospitalares #1

Num minuto estava a falar com ele. No momento a seguir, teve um AVC.

A volatilidade da vida...

Papoila

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O meu festival de andanças

Para além da minha estadia como voluntária em Moçambique, já em Setembro (yey!), estou este mês a trabalhar voluntariamente num hospital (e a tentar aprender um pouco mais de medicina, já que há sempre coisas a aprender...). Este trabalho voluntário teve um início atribulado e desmotivador, levando-me por algum tempo a pensar se valeria mesmo a pena continuar com o meu projecto extenuante para este verão. Hoje encontrei, finalmente, o meu lugar no meio daquela rede de gente! E, com gente competente a meu lado (gente que me encontrou, sem eu dar por isso, e me quis a seu lado), disponível para me ajudar a ajudar, há toda uma envolvência que torna as minhas manhãs *muito, muito, muito* ricas. Tanto a nível de conhecimento médico como humano. Isto durante as manhãs...

Durante a tarde/noite, para ser coerente, sirvo cafés num bar junto à baía! Se um dia me faltar trabalho no hospital, terei sempre um futuro na restauração...

Papoila

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Obstetrícia

Depois da temerosa Cirurgia terminada (ainda hoje me regozijo de alegria por ter terminado aquele estágio!), está na altura de aproveitar os estágios mais curtinhos deste ano. Comecei por Obstetricia, que durou duas semanas e terminou hoje. Confesso que gostei muito da área. É uma subespecialidade de boas notícias, de famílias felizes. Claro que há sempre os casos que correm menos bem e com necessidade de vigilância mais apertada, mas não deixa de ser estimulante.

Segue-se agora a parte de Ginecologia. Parece que vou ver muitas cirurgias interessantes. E prometo não me alongar mais sobre o tema que já se sabe o quão sensível é para as senhoras presentes...



E depois deste estágio... Psiquiatria !!!



Orquídea

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Got the flu

Já não tinha gripe há anos. Se soubesse que era isto que me esperava, juro que tinha tomado a vacina. Gawd. Não posso mais...

Papoila

terça-feira, 6 de julho de 2010

ColonoscopOias

Preencheram a minha manhã de hoje.
Papoila

terça-feira, 29 de junho de 2010

Altas

Em reunião a porta fechada, vinte e duas batas brancas e narizes bem apontados para o céu, discutiam doentes. Ao pescoço ostentavam os escuros estetoscópios, sinal de soberania e poder perante os impotentes das camas.

Na cama seis estava aquela velha que já nem comia nem falava. Tanto lhe pesava o leve corpo que, nas eminências, já os ossos lhe comiam a carne. Havia buracos na sua pele que há meses lutavam para fechar. Todos os prazeres lhe haviam sido roubados, nem a decência humana lhe sobrava.

Comentei ontem que talvez a morte lhe fosse resolução.

Hoje a senhora teve alta. Alta celestial. Subiu tão alto que já ninguém a apanhou.

Papoila

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Fertagus #1

Às vezes sabe bem mudar de rotina. Foi por isso, e não só pela qualidade do ensino, que este ano decidi acrescentar 2h de viagem de comboio aos meus dias. Dá mais que tempo para ler a Visão, a National Geographic, o Metro, o Destak, o Oxford Handbook of Clinical Medicine e o Julie and Julia (sim, ainda ando neste... os exames não me deixaram acaba-lo a tempo).

Isto acontece quando, às 7h da manhã, a minha pálpebra superior não sucumbe à força da gravidade.

A carteira é que não gosta destas brincadeiras porque, analisando bem a coisa, comprar estas revistas chiques deixa o seu fundo demasiado exposto.

Papoila