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domingo, 27 de outubro de 2013

Cá estamos

Um novo post para relembrar que ainda por cá andamos. Os dias têm sido difíceis e sem tempo para falarmos deles. 
Eu com muito e árduo trabalho, com muitas mudanças e dificuldades no serviço, mas sempre apaixonada por aquilo que faço. Cansada, procurei cuidar-me e entrei, finalmente, para a dança contemporânea. Faz-me tão bem aquela hora de música e gestos bonitos. É mesmo terapêutico. Voltei a escrever, na necessidade de exorcizar estes dias maus, e voltei a ler poesia, para pôr uns neurónios diferentes a funcionar. Vou trabalhando na minha recuperação.
A Papoila permanece na contagem decrescente para o terrível exame. Para quem o conhece, sabe que pouco mais é preciso dizer. É uma prova de resistência, um atentado à saúde mental de qualquer um. É, por isso, uma batalha constante, todos os dias que passam. Só queremos que o dia chegue depressa e que este sofrimento termine. Queremos pensar no futuro, em nós, e não nesta prova assustadora. Queremos sonhar.
Tenho-vos lido. Continuo por aqui, por entre os blogs, entre as vossas aventuras, desventuras, alegrias e tristezas. Mesmo sem disponibilidade para vos comentar, sorrio-vos.
Fica prometido. Assim que os dias difíceis sossegarem, marcaremos um reencontro.

Orquídea

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

"Como é que tu lidas com este Édipo?"

Perguntou-me a minha colega, durante a conversa. 
É que, realmente, isto é difícil de lidar. Andar a estudar o que o Freud e os que lhe seguiram teorizaram sobre a sexualidade, nomeadamente, a homossexualidade, é algo que deixa uma pessoa inquieta. Hoje, então, li esta pérola: "É incontestável, por exemplo, que se a homossexualidade remete para uma dificuldade de escolha de objeto sexual, coloca ao mesmo tempo o problema da constituição da identidade sexual do indivíduo."

Enfim, é ler, estudar, interpretar tudo isto em contexto histórico e social e tentar que a minha vida pessoal não interfira com a minha aprendizagem, mas que me garanta a capacidade de questionar.

Orquídea

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O Armário no Trabalho

“The notion of leaving a big part of your self at home and walking into work is like walking around with two types of shoes on”
lido aqui 


No outro dia, uma colega de trabalho perguntou-me se eu tinha namorado. "Namorada", corrigi. Sorriu-me e fez-me várias perguntas. Os teus pais sabem? Achas que agora é uma moda? Alguma vez sentiste atração pelo sexo oposto? Já contaste a alguém do serviço? E por aí fora. Apesar de algumas perguntas e comentários ("se calhar existe mesmo a bissexualidade") aparentemente disparatados, foi uma conversa boa e importante. Tanto da minha parte, por ter percebido o que posso esperar do serviço onde estou e das pessoas que nele se incluem, como para ela, que quis saber e compreender melhor. Fui bem aceite.
Aos poucos, vou revelando a alguns internos com quem me dou mais, de forma espontânea e (aparentemente) despreocupada. Gosto muito de onde trabalho e das pessoas, não quero refugiar-me num segredo e perder a oportunidade de me ligar por receio de sair do armário. Não tenho intenções de andar de bandeirinha na mão, mas quando tiver que contar, conto. Já está decidido que não minto mais, hei-de omitir quando for adequado e revelar quando oportuno.
Sinto-me em boas mãos. Tenho uma orientadora que, em resposta a uma pergunta falsamente ingénua da minha parte, respondeu, "a homossexualidade não é uma doença!", com alguma preocupação no rosto por suspeitar que eu não tivesse já isso como dado adquirido. Um dia terei de lhe dizer que vou de licença de casamento e saberá que há duas noivas.
Próximo teste: o nosso aniversário calha precisamente no dia do encontro nacional de internos, algures no norte do país. Os meus colegas estarão lá todos, assim como a Papoila, que levo comigo para celebrarmos o dia. Veremos como corre.

Orquídea

PS: Enquanto procurava uma imagem decente para este post, encontrei um artigo muito interessante, ora vejam lá.

terça-feira, 12 de março de 2013

Já está!

Depois dos episódios de ontem, decidi não deixar a oportunidade passar novamente e hoje, como o assunto regressou, não fugi. Usei o método Tcharam e parece-me um bom potencial para próximos coming outs. Estou satisfeita!

Orquídea

sexta-feira, 30 de março de 2012

Semana de Trabalho


Ando exausta. Estas viagens diárias e os horários pouco simpáticos fazem com que chegue ao final da semana e só me apeteça dormir. Há dias em que este ritmo leva a melhor. Não que me importe com as viagens, não que me arrependa das decisões tomadas, mas não chega ir para casa e ver a Papoila. Queríamos um pouco mais, queríamos um tempo para sair e passear, para recuperarmos algumas ocasiões de romance e alegria roubadas pelo estudo e trabalho académico intenso, mas este cansaço só tem atrapalhado. Chega a sexta-feira, dia em que não temos de nos preocupar com o horário do dia seguinte, e eu sem forças para aproveitar.
Terminei hoje o estágio no Centro de Saúde. Na próxima semana começo o estágio em Lisboa, que tanto lutei para conseguir. Tenho fé que este mês seja mais simpático, que me deixe descansar e ter energia para o vivermos melhor. Porque já merecemos algumas férias. Nem que seja apenas durante alguns finais de tarde ou fins-de-semana.
Figas!

Orquídea

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Confessions of a runner's girlfriend


Este mês tem sido verdadeiramente extenuante. Acordar pelas 6.30 am. Uma correria para banhos, pequeno-almoço e penso da Orquídea. Entretanto, às 7.30 am ela já está a sair de casa, a correr, com um beijo ou uma mensagem cujo término já mal se distingue do ranger do fechar da porta. Quando chega, pelas 4.30 ou 5.30 pm, lancha-se, visita-se o e-mail, contam-se em três palavras o aborrecimento ou entusiasmo da manhã e, quando dou por mim, estou novamente sozinha com a Fox. Quando a Orquídea regressa a casa, pelas 11.00 pm, eu já estou de pijama. Sirvo-lhe o jantar e enfio-me nos lençóis. Aie, vida.

Ainda bem que já estamos na recta final.

Papoila

sábado, 3 de outubro de 2009

Vida de Laboratório

Durante esta semana tive a oportunidade de trabalhar num dos melhores institutos portugueses de investigação científica básica. Um edifício mais pequeno do que aquilo que se antevia quando se imagina 'um dos melhores institutos' mas, ainda assim, suficientemente grande para albergar algumas das últimas tecnologias de ponta (que tive, orgulhosamente, oportunidade de ver).

Não é que a investigação seja a minha vocação (para além de gostar muito de medicina clínica, não tenho a paciência necessária para passar horas a olhar para gráficos, ler artigos científicos extremamente específicos, dedicar-me à estatística e, muito menos, passar ainda mais horas fechada num cubículozinho), mas a verdade é que foi revelador.

Para além de me mostrarem o outro lado da vida de laboratório (e ficar com um conhecimento deveras mais realista sobre as dificuldades e as facilidades de ser investigador, as exigências e as extravagâncias), conheci gente muito interessante e vi coisas que nunca julguei ver.

Para a realização do protocolo, e no papel de actores principais, tivemos estas maravilhas. Espanholas, mais saudáveis que cada um de nós, com uma lista de análises maior à que nós alguma vez viremos a ter, e que custam a módica quantia de 400€ cada. Não são giros?



Papoila

domingo, 2 de agosto de 2009

Dona de Casa Desesperada

1) 12h a passar a ferro;
2) WCs lavadinhos de uma ponta à outra (espelhos, madeiras, chão, banheiras e afins);
3) Pó removido de todas as superfícies e objectos;
4) Móveis com óleo de cedro;
4) Varandas a brilhar;

Hoje aspiro a casa na sua totalidade e lavo o chão.
Amanhã quero miminhos!

Papoila