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sábado, 7 de março de 2015

Psicofobia - Preconceito contra portadores de doença ou deficiência mental

Para mim, é mais fácil dizer que tenho uma namorada do que uma psiquiatria e uma psicóloga. 
O que diz isto de mim? E da sociedade?
E o que dizem vocês?

Orquídea

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

"Como é que tu lidas com este Édipo?"

Perguntou-me a minha colega, durante a conversa
É que, realmente, isto é difícil de lidar. Andar a estudar o que o Freud e os que lhe seguiram teorizaram sobre a sexualidade, nomeadamente, a homossexualidade, é algo que deixa uma pessoa inquieta. Hoje, então, li esta pérola: "É incontestável, por exemplo, que se a homossexualidade remete para uma dificuldade de escolha de objeto sexual, coloca ao mesmo tempo o problema da constituição da identidade sexual do indivíduo."

Enfim, é ler, estudar, interpretar tudo isto em contexto histórico e social e tentar que a minha vida pessoal não interfira com a minha aprendizagem, mas que me garanta a capacidade de questionar.

Orquídea

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

CONSEGUI!!!

Feliz.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

So far so good

Dia 1: 10/10 (3/3)
Dia 2: 09/10 (3/3)
Dia 3: 09/10 (3/3)
Dia 4: 09/10 (3/3)

Por enquanto, as vagas estão a sobreviver. E eu continuo com muita fé. Já só faltam 4 períodos e meio de ansiedade.
Quinta-feira vou ser uma pessoa tão tão feliz. I feel it.

Orquídea

domingo, 28 de outubro de 2012

Vicissitudes de uma Jovem Médica #6

(carregar na imagem para ver em condições)

Começou o sprint final. Dentro de uma semana sairá o mapa das vagas da especialidade e daqui a um mês, mais coisa menos coisa, tudo estará decidido. Na última semana apercebi-me de um nervosismo crescente e alguma instabilidade emocional que, aparentemente, se devem a estes factos.
No final da semana, houve uma mostra de especialidades médicas, onde nos deram a conhecer um pouco sobre cada uma delas. Assisti a algumas, as que mais me interessavam (e as que me vão ser possíveis escolher tendo e conta a minha nota...) e, apesar de mais esclarecida, fiquei mais confusa relativamente ao plano B e C e D... Vou agora dedicar-me a estudar melhor as opções, os serviços, as diferenças entre eles, e tentar criar uma lista de prioridades. 
O plano A, esse, como sabem, está há muito decidido. Há uns sete anos que está decidido. Já lhe chamo carinhosamente a *minha* vaga, a *minha* especialidade. Confesso que não fiquei muito feliz de ver três colegas do meu ano irem privar com a interna que foi apresentar a especialidade. Três rivais, três possíveis interessadas nas vagas e que poderão pôr em causa o meu destino. Tentei acalmar a agressividade instintiva interior e pensar antes que seriam minhas futuras coleguinhas e pronto, mas aviso já que esta é uma fase de muita ansiedade, obsessão e parvoíce. Vou tentar manter-me o mais tranquila possível, mas, enfim, é muita coisa em jogo. É só uma vida. Ou duas...
Vão fazendo figas. Quero tanto...

Orquídea

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A sonhar...

Sonhei hoje que já tinha entrado na especialidade. Tinha conseguido e estava lá com a equipa que já conheço a escolher o meu orientador. Estava feliz, bem entregue, mas por alguma razão, sentia que ainda não devia enviar mensagem para os meus amigos a contar da boa nova. E depois acordei. Vejam lá, até a sonhar tive a noção de que ainda não era desta. Mas há-de chegar o dia!

Orquídea 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Vicissitudes de uma Jovem Médica #6

Cirurgia: DONE! *para todo o sempre* (esperemos...)

Pediatria: here we go!

Avisaram-me que este estágio seria mais chato que os anteriores e ia receosa. E o que me acontece no primeiro dia? Dou consulta a uma adolescente! Com perturbação do comportamento alimentar! Senti-me tão em casa, é esta a minha praia e o que quero fazer no futuro. E, atrevo-me a confessar, sinto que até tenho jeito. Até porque não há muita gente a gostar de adolescentes e de psiquiatria ao mesmo tempo... Saí entusiasmadíssima do trabalho, parece que este estágio pode correr melhor do que esperava!

Orquídea

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Tão giro e ainda me pagam!

É isto que tenho sentido ao longo do estágio deste mês. Confirma-se, é esta a especialidade que quero seguir. Se possível neste mesmo hospital, onde sou bem recebida, onde o ambiente é ótimo e, guess what, onde a homossexualidade é reconhecida. Sim, porque é difícil ouvir um médico geral falar do tema em qualquer outra área, mesmo que lide com pessoas muito diferentes, famílias muito distintas, sexualidade e intimidade dos seus doentes e por aí fora. Mas aqui não. Aqui há homossexuais na vida real e há uma naturalidade imensa nesse facto. Aqui põe-se a possibilidade das pessoas que vemos terem uma sexualidade diferente da maioria. E está tudo bem.
Claro que esta não é a maior razão para querer aqui trabalhar. É pela abordagem. É porque se procuram conhecer as pessoas a fundo, no seu contexto familiar e social, em que há um papel muito terapêutico na relação médico-doente, em que se analisam e interpretam sinais e sintomas de forma tão distinta do uso dos estetoscópios ou palpações abdominais. E sim, porque não é cirurgia e não há bloco nem suturas para fazer. Porque não me aborreço nada com a matéria. Porque me entusiasmo. E não há nada melhor que o entusiasmo para dar mais vida aos nossos dias.
Faltam só dois dias para terminar este estágio. Segue-se Cirurgia (que belo contraste...). Despeço-me até janeiro. Quero muito cá estar em janeiro. Figas!

Orquídea

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O Médico, o Seu Doente e a Doença - Michael Ballint

Desta vez trago-vos um livro médico. Apesar de ser um livro relativamente técnico, não quis deixar de o trazer por ter andado fascinada com o mesmo no último mês. Para os possíveis médicos ou estudantes de Medicina que por aqui passam, tomem atenção.
Este livro resume as primeiras experiências de Ballint, psiquiatra, com os seus grupos. Estes grupos consistiam em médicos de família que, em conjunto com psiquiatras e psicoterapeutas, discutiam os seus casos nos quais gostariam de ou tinham realizado psicoterapia. Com a ajuda dos especialistas, poderiam desenvolver a sua abordagem psicoterapeutica e com isso ajudar os seus doentes e famílias.
É muito interessante o facto de os médicos serem clínicos gerais/médicos de família porque, realmente, são quem melhor conhece as pessoas. Mesmo um psiquiatra, ao ser abordado em situação de doença mental, não conhece tão bem o contexto familiar e histórico da pessoa como o seu médico de família. Daí a importância de, para os interessados e motivados, ajudar a desenvolver as capacidades destes médicos na intervenção psicoterapeutica dos seus doentes.
Este livro aborda questões muito interessantes como a criança portadora da doença (quando, na realidade, são os pais que estão doentes e que transmitem a sua ansiedade e frustração para as suas crianças), a conspiração do anonimato (em que a responsabilidade de cuidar e resolver os problemas de um doente é dissolvida entre vários médicos e especialistas, sem que nenhum tome por definitivo as rédeas) ou a "função apostólica" do médico. Fala-nos de casos em que a somatização dos problemas de ordem psicológica é imensa e importante e quais as diferentes abordagens e evoluções dos mesmos. 
É um livro para ser lido tendo em conta o seu contexto histórico, já que estes casos decorrem nos anos 50, altura em que a psicanálise tinha muito peso na psiquiatria, em que métodos como os choques elétricos ou a lobotomia ainda eram práticas correntes e as medicações psiquiátricas se reduziam a "sedativos" e "tónicos". De qualquer forma, é incrível ver como os problemas da vida de uma pessoa se revelam através do corpo de uma forma tão evidente e como uma intervenção psicoterapeutica por vezes tão simples poderá ser suficiente para provocar a mudança e a evolução favorável do caso.
Considero este livro essencial para qualquer médico com algum tipo de sensibilidade para estas questões, já que muitos doentes não têm a capacidade de verbalizar as suas verdadeiras preocupações e problemas e cabe ao médico considerar estas questões nas suas hipóteses diagnósticas e, tal como sempre nos ensinaram, a olhar o doente de forma holística e, essencialmente, humana.

Orquídea

quinta-feira, 8 de março de 2012

Boas Notícias

É tão bom sentir que as coisas a irem no sentido certo. Alguns pontos da to-do list adiantados, pequenas lutas que começam a resultar em grandes conquistas e uma vontade bem diferente do ano anterior ao acordar de manhã.

Quero com isto dizer que está tudo encaminhado para que no próximo mês não tenha de me levantar tão cedo. Vou fazer estágio em Lisboa, na especialidade que tanto gosto, e na área da minha preferência! Vai ser tão importante para compreender o que poderá ser o meu futuro se sempre decidir por este caminho e, se me apaixonar por ele como pressinto que acontecerá, vai ser um mês fantástico!

Foi preciso pôr a mexer certas e determinadas pessoas que inventam regras para não terem de trabalhar, mas com persistência e dedicação lá se conseguiu resolver tudo.

E a cereja no topo do bolo?! Quero pegar na Papoila e levá-la ao Tango este sábado! É desta!!

Orquídea