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domingo, 31 de março de 2013

A Casa


Já estou cansada de fazer a cama no primeiro andar. Estou cansada de não termos espaço, de inventarmos espaço, de adiar prendas por não termos espaço. Queria-nos, às duas, exclusivamente. Tenho saudades de uma mesa de cabeceira e um livro para ler à noite. De deixar as portas abertas e de tocar guitarra sem pensar nos decibéis. De uma mesa espaçosa com convidados. Da tua criatividade ao fogão. 
Tenho saudades de um espaço nosso que sinto que já tivemos. Mesmo que seja apenas o sonho que vimos construindo para nós. 
Eu sei, falta pouco. Mas anseio pelo dia em que, depois de partilharmos casa, teremos direito ao nosso lar. Exclusivo.

Orquídea

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A sonhar...

Sonhei hoje que já tinha entrado na especialidade. Tinha conseguido e estava lá com a equipa que já conheço a escolher o meu orientador. Estava feliz, bem entregue, mas por alguma razão, sentia que ainda não devia enviar mensagem para os meus amigos a contar da boa nova. E depois acordei. Vejam lá, até a sonhar tive a noção de que ainda não era desta. Mas há-de chegar o dia!

Orquídea 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Vicissitudes de uma Jovem Médica #6

Cirurgia: DONE! *para todo o sempre* (esperemos...)

Pediatria: here we go!

Avisaram-me que este estágio seria mais chato que os anteriores e ia receosa. E o que me acontece no primeiro dia? Dou consulta a uma adolescente! Com perturbação do comportamento alimentar! Senti-me tão em casa, é esta a minha praia e o que quero fazer no futuro. E, atrevo-me a confessar, sinto que até tenho jeito. Até porque não há muita gente a gostar de adolescentes e de psiquiatria ao mesmo tempo... Saí entusiasmadíssima do trabalho, parece que este estágio pode correr melhor do que esperava!

Orquídea

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Tão giro e ainda me pagam!

É isto que tenho sentido ao longo do estágio deste mês. Confirma-se, é esta a especialidade que quero seguir. Se possível neste mesmo hospital, onde sou bem recebida, onde o ambiente é ótimo e, guess what, onde a homossexualidade é reconhecida. Sim, porque é difícil ouvir um médico geral falar do tema em qualquer outra área, mesmo que lide com pessoas muito diferentes, famílias muito distintas, sexualidade e intimidade dos seus doentes e por aí fora. Mas aqui não. Aqui há homossexuais na vida real e há uma naturalidade imensa nesse facto. Aqui põe-se a possibilidade das pessoas que vemos terem uma sexualidade diferente da maioria. E está tudo bem.
Claro que esta não é a maior razão para querer aqui trabalhar. É pela abordagem. É porque se procuram conhecer as pessoas a fundo, no seu contexto familiar e social, em que há um papel muito terapêutico na relação médico-doente, em que se analisam e interpretam sinais e sintomas de forma tão distinta do uso dos estetoscópios ou palpações abdominais. E sim, porque não é cirurgia e não há bloco nem suturas para fazer. Porque não me aborreço nada com a matéria. Porque me entusiasmo. E não há nada melhor que o entusiasmo para dar mais vida aos nossos dias.
Faltam só dois dias para terminar este estágio. Segue-se Cirurgia (que belo contraste...). Despeço-me até janeiro. Quero muito cá estar em janeiro. Figas!

Orquídea

quinta-feira, 8 de março de 2012

Boas Notícias

É tão bom sentir que as coisas a irem no sentido certo. Alguns pontos da to-do list adiantados, pequenas lutas que começam a resultar em grandes conquistas e uma vontade bem diferente do ano anterior ao acordar de manhã.

Quero com isto dizer que está tudo encaminhado para que no próximo mês não tenha de me levantar tão cedo. Vou fazer estágio em Lisboa, na especialidade que tanto gosto, e na área da minha preferência! Vai ser tão importante para compreender o que poderá ser o meu futuro se sempre decidir por este caminho e, se me apaixonar por ele como pressinto que acontecerá, vai ser um mês fantástico!

Foi preciso pôr a mexer certas e determinadas pessoas que inventam regras para não terem de trabalhar, mas com persistência e dedicação lá se conseguiu resolver tudo.

E a cereja no topo do bolo?! Quero pegar na Papoila e levá-la ao Tango este sábado! É desta!!

Orquídea

sábado, 3 de março de 2012

Jornalismo: e agora?

Terminei ontem o magnífico curso de Jornalismo. Termino assim os meus dias loucos de poucas horas de sono e muito cansaço acumulado. Mas termina também o entusiasmo pelo dia seguinte, pelo tempo que ali passava embrenhada na escrita.
Adorei. Adorei fazer a entrevista e a reportagem, escrever notícias e até as breves! Adorei editar textos, fazer um esforço para caber no limite de caracteres que nos é imposto e até adorei as conversas filosóficas sobre a profissão. Enfim, senti-me mesmo bem. Para além de sentir que até tenho algum jeitinho para a coisa...
A questão é: e agora? Não vou certamente abdicar da Pedopsiquiatria, um sonho muito grande e no qual também me sinto confortável e entusiasmada. E é emprego seguro, algo que vai escasseando... Mas adorava conseguir conciliar de algum modo o jornalismo na minha vida. Por agora, vou descansar e logo vejo o que o futuro me poderá reservar.
A propósito... tenho uma entrevista que acredito que muit@s gostariam de ler. Daí que vá tentar divulgá-la fora do ambiente de curso onde a realizei. A ver como corre!

Orquídea

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Orquídea, a doutora jornalista

Isto é tão girooooo!
Estou tão entusiasmada!

Orquídea

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Resolução de Ano Novo:

Roménia

Bilhetes comprados, amiga à minha espera. Em Maio, trocamos de papéis, será ela a mostrar-me o seu país. Mal posso esperar!

Orquídea

Jornalismo


Era uma vez uma menina pequenina que gostava muito das Spice Girls. Então decidiu que um dia seria jornalista para as poder entrevistar (certamente ainda estariam no ativo quando terminasse o curso, a menina fez as contas). Entretanto, deixou de pensar tanto nesse objetivo exclusivo e apercebeu-se que o seu gosto pela escrita e a sua vontade de contar histórias e partilhar conhecimento também seriam fatores importantes para a profissão que ambicionava. Então convenceu-se que, no futuro, iria certamente tirar o curso de Jornalismo.
O tempo passou e a realidade caiu-lhe aos pés. Talvez fosse melhor ponderar, os tempos não estão fáceis e as capacidades intelectuais podiam levá-la mais longe, para uma posição mais segura. E foi assim que, de pés assentes nesta Terra, a menina, já mais crescida, compreendeu que tinha outras capacidades e qualidades que a poderiam levar para um sonho diferente, que implicava ouvir e ajudar pessoas e que a satisfaria de igual forma. E visto este sonho ser socioeconomicamente mais favorável, optou por o seguir.
Porém, a jornalista que queria entrevistar a banda favorita continuava dentro de si a pedir atenção e nos momentos mais difíceis vinha à superfície lembrar que estava a ser sufocada. A menina crescida comprometeu-se então com a menina pequenina. Quando terminar esta empresa, recuperarei o teu desejo, não vou esquecê-lo.

E é por isso que me inscrevi num curso de Jornalismo, que farei ao longo deste mês de Fevereiro. Vai ser cansativo e intenso, mas vai valer muito a pena. Ainda só tive duas aulas, mas ando fascinada com as discussões sobre o que é e como ser jornalista. Veremos se os meus anos longe das Letras me prejudicaram, mas estou entusiasmada e, mesmo que não esteja a apostar numa carreira jornalística, o facto de ter mais noções sobre a área deixam-me tão mais feliz.
Estou a concretizar-me aos poucos. A menina pequenina está contente.

Orquídea

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A vida a andar para a frente


E é assim que tem de ser.

Já está definido o hospital onde começo a trabalhar em Janeiro. Volto à minha terra natal e ao hospital onde já fui bem acolhida e onde sei que consigo aprender ao ritmo certo, sem ansiedade e pressão desnecessária. Apesar disso, uma novidade maior se impõe referir.
Vou mudar-me. Vou, finalmente, viver com a Papoila! Não será um lar só para duas, mas finalmente partilharemos o mesmo tecto. As coisas vão-se compondo aos poucos, tal como as sonhámos ao longo dos anos. Esta semana começo o processo da mudança. Já falta pouco!
Entretanto, há algo por fazer. O meu pai já sabe que me vou mudar, reagiu até bastante bem, como se já esperasse (quem não esperaria?), mas falta aquela pequena grande conversa. Ando à procura do momento, já que não temos estado muitas vezes juntos ou em locais propícios para conversar. Esperemos que não tarde. E que corra tudo bem.
E é assim, a vida a andar para a frente. Decisões que se tomam, medos que se perdem, passos que de dão. Para a frente é que é o caminho!

Orquídea

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

E para mim...

..., que nunca tive um animal de estimação para além de bichinhos de seda que os meus pais lá me deixavam ter, gostava muito de um gatinho ao meu colo. A Papoila quis oferecer-me um, o que me deixou muito feliz, mesmo sabendo que neste momento não é possível. E depois de conviver um pouco mais com esta espécie, dá ainda mais vontade de cuidar de um. E, sim, talvez ajudasse ter um bichinho a fazer-me companhia cá por casa, sempre havia algum movimento para além do meu olhar sobre os livros. A alergia parece ser afinal psicossomática, pode ser que no futuro se proporcione. E sim, já sei, eu com gato e a Papoila com cão, vai ser interessante...

E parece que o Orlando está a morrer... Cinco anos depois, custa-me muito sentir que o estou a perder. Preciso da sua companhia, cor e energia. Espero que ainda vá a tempo de o ajudar.

Orquídea

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Home delivery


Há três semanas que salivo a pensa num mocha café do starbucks, não tall mas o maior possível, a ser vendido à porta do meu apartamento. Tenho a certeza, por experiência própria e inquérito aos demais amigos, que não sou a única interessada na implementação deste serviço. Fazia-me tão feliz.

Papoila

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Eu, a preto e branco...

Sempre fui ambiciosa. Não sei se alguma vez fui ambiciosa ao ponto de passar por cima de alguém, de ser injusta ou gananciosa. Penso que não. Espero, sinceramente, que não. Mas sempre fui ambiciosa e persistente. Estas duas características, quando bem geridas, permitiram-me chegar longe na vida. Ensinaram-me a não desistir, a ser confiante, a lutar até ao fim pelos meus objectivos. Por ser persistente e ambiciosa estudo medicina. Por ser persistente e ambiciosa ganhei concursos, ganhei viagens, realizei sonhos. Por ser persistente e ambiciosa consegui mais perfeição em algumas áreas. Consegui chegar mais longe.

É claro que as ambições a as persistências, quando não trazem resultados, podem gerar algumas frustrações... e confesso que essas nem sempre consigo gerir da melhor forma. Mas ando a aprender.

Isto tudo para dizer que, apesar de quase todos me dizerem que é impossível, vou lutar por mais um objectivo na minha vida. Vou lutar por juntar algum dinheiro com trabalhos extra-curriculares para ir, ou no Verão'12 ou no próximo ano lectivo, para a América do Sul (Chile ou Peru) ou EUA estagiar por uns tempos.

Se não der não deu... até lá, há muitas casas de banho para lavar... wish me luck.

Papoila

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

... será que vou de Erasmus?

Vai haver nova distribuição dos alunos pelas vagas, visto que houve erros no cálculo da média de alguns dos meus colegas, que acabaram por não ser colocados injustamente. Só espero que nenhum deles se tenha lembrado de ir para a Eslovénia... e que nem saiba onde o país fica.

Esta faculdade... enfim.

Papoila

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Romantic Travelling

Pois é... hoje compramos os bilhetes para viajar para aqui! Nunca pude conhecer a Europa. Não havia (nem há) dinheiro para isso. Mas hoje cometemos uma loucura e comprámos bilhetes pela Ryanair. Baratos baratinhos. E vamos passar 4 dias a comer sandochas e coisas similares. De barriga mal nutrida, mas mente bem avitaminada!

E há mais! É que vou ter uma guia muita gira só pra mim... ^^ que a Orquídea já foi muitas vezes a Paris e conhece muito bem a cidade!

Poderia ser melhor?

Papoila

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Fim (ou Começo)


Terminei os exames do meu curso. Fiz cinco anos de faculdade e, como é meu costume, revejo de novo este tempo que passou.
Custou. Quis desistir tanta vez. O sacrifício que via à minha frente tanta vez me pareceu demasiado para o objectivo por que lutava. E que até poderia não conseguir concretizar. Não seria capaz de aguentar. Não era para mim.
Mas tu chegaste, meu bem. Ensinaste-me a sorrir de novo, a sonhar, a libertar-me. Deste-me a força que me faltava, não pude evitar que o teu entusiasmo me marcasse a ponto de continuar sempre em frente. Tu sabes as vezes que quis largar tudo. Sabes o quão pesado esteve o meu coração. E sabes como foste importante para mim, como foste a razão que me impediu sempre de fugir. Não estaria aqui sem ti.
Relembro-me naquela sala de Psicologia no início do segundo ano, a ouvir o professor falar do facto do Homem conseguir fazer algo para obter a recompensa a longo prazo. Pensei na altura que este era um longo prazo demasiado longo para mim. Duvidei da minha capacidade de resistência. E hoje volto àquela sala laranja, há alguns anos atrás, e digo a mim própria: 'Conseguiste. Está quase.'

Orquídea

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sonhos

Sonhei connosco esta noite. Sonhei que tínhamos ido de férias para uma pequena cidade algures no Alentejo. Ficámos num apartamento espaçoso com janelas enormes. Chovia lá fora, de mansinho como em início de Outono. Estávamos só as duas, com um carro para podermos passear, e havia paz. Seriam uns dias perfeitos para descansarmos, para recuperar o cansaço dos dias da capital. Peguei no mapa para ver possíveis locais por onde passear no dia seguinte. No fundo, sabia que pouco importava, o coração sorria ao pensar no carro, estacionado algures numa paisagem bonita, a ouvir a chuva pingar, contigo a meu lado. Apenas.

Foi então que me lembrei. Não podemos ir para muito longe, que tenho exame daqui a dois dias e tenho de estudar. E acordei de novo em época de exames.

Orquídea

sábado, 1 de maio de 2010

A dream to die. For.

So he brought her a high cliff. Turned southwest, where dolphins swim by and seagulls restlessly fished. There, were the sun had never set his bed to sleep, they’d seat for hours. Not for any special conversation (although it had been a nice place for a wedding proposal), not for particular silences, not for the saddest or happiest days. No. That was a place just to be. No bitterness or high excitement had ever been felt in that step between life and something else. Exception made for that single day when she ordered him to lay down on the grass. She, then, pulled the bridge out of his pocket, waited for a strong gust of wind, raise her arm up in the air and let the cards flew. How amazing, even if for just a moment, to see her face filled with joy. There goes the queen!, she said. He suddenly opened his eyes and, after the tinniest moment in which he allowed himself to enjoy the view, his heart overflowed with anger. Not my cards, Anna!, he shouted. And run for them. At the time he’d got to the king, the queen had already been submerged into the ocean. No more games were to be permitted between them, she concluded while fearlessly threw her body to the sea. Then he took his shoes off and jumped in, saving his queen for an ever after happy life together.

com A pele que há em mim, Márcia
Aqui

Papoila

sábado, 17 de abril de 2010

Não é o que todos queremos?

Wizard: What do you want to be in the world? I mean the whole world. What do you want to be? Close your eyes and think about that.
August Rush: Found.

Vejam. É brilhante.

Papoila

sexta-feira, 16 de abril de 2010