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domingo, 7 de julho de 2013

Dra. Papoila


A Papoila já terminou o curso. Tenho tanto orgulho nela, repito-o vezes sem conta e continuarei a fazê-lo.  Começa agora outra viagem na qual sei que terá tanto tanto sucesso. E serão as pessoas a relembrá-lo, como já o fazem, ao agradecerem a dedicação, a simpatia, o amor pela medicina. E serão muito frequentes os dias em que chega a casa com aquele sorriso comovido e me conta dos elogios que recebeu. E eu sorrio de volta por ela ver confirmado por outros aquilo que eu sempre soube e sempre lhe disse.

És uma grande médica.

Orquídea

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Novo Look


A minha Papoila mudou de look. Óculos novos, corte de cabelo novo. Resultado: eu volto a apaixono-me por uma nova mulher e os senhores dos bancos que estão à entrada dos super-mercados já nos abordam. Parece que finalmente parecemos jovens trabalhadoras e não adolescentes sem interesse financeiro. Agrademos o reconhecimento dizendo que ainda somos estudantes e acelerando o passo.

Orquídea

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Ramo de Flores


Tenho um ramo destes com flores a desabrochar na mesa da cozinha. É o que dá ter a Papoila a abrir-me a porta a uma sexta-feira de sorriso na cara  e ramo na mão por nenhum motivo aparente para além de um amor bem regado todos os dias.

Orquídea

sábado, 3 de novembro de 2012

Finalista


Desta vez, trocámos os lugares. Eu, na plateia, de máquina na mão para registar os momentos importantes e tu, no palco, no backstage, na correria que já experimentei, dois anos antes.
Acho que só nesse dia me apercebi completamente de que és finalista. Lembrei-me do início, do abraço que te dei quando soube que tinhas entrado na minha faculdade, ainda sem perceber porque estava tão feliz com a notícia (eu sei, fui difícil de convencer...mas são conversas para outro dia). Lembro-me da alegria dos primeiros dias, do terror dos que se seguiram, das horas e horas de estudo a duas, do desespero em tantas ocasiões, da luta interminável e da tua coragem e força para continuar. E conseguiste sempre, lembro-to repetidas vezes. Chegaste aqui, a este palco, como finalista. Vais terminar o curso e ser doutora. Vais fazer o que gostas. Vais começar a vida fora das complicações académicas. 
Tenho tanto orgulho em ti. Não só pelo teu percurso na faculdade, mas também pela forma como te vi naquele dia. Seria muito lamechas se dissesse o quão babada estava. Que noite fantástica. Eu, com a minha família à esquerda, a tua família à direita, todos juntos a ver-te celebrares com alegria o fim deste capítulo. Que orgulho.
O resto dir-te-ei ao ouvido.

Orquídea

domingo, 8 de abril de 2012

Saudades

Longa semana sem ti. Sinto a falta da tua presença no quarto, no cheiro da comida, nos mimos da Fox, nos desejos de sair e conhecer.
Já não sei voltar aos tempos da distância forçada pelo medo da confrontação, quando a voz e as palavras redigidas em mensagens de trezentos caracteres teriam de bastar. Já és mais que um segredo bem amado.
O corpo constipou-se por não se saber cuidar sem ti. És a minha imunidade.
Já estranho andar sozinha na rua ou ir jantar fora sem a tua presença a meu lado. Faltas-me.

Tu me manques...

Orquídea

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Singularidades #19

Deitas-te um pouco mais cedo do que eu e é o suficiente para adormeceres profundamente. Ontem, quando chegou a minha hora, perguntei-te se não querias ceder-me um bocadinho da tua almofada. Muito descansadinha no teu sono, respondeste "não". Comentei contigo a tua honestidade de manhã, quando já estavas bem acordada e consciente. Riste-te e sugeriste que, da próxima, aproveite a tua hora de conversa sem filtros para te perguntar se me amas, que responderias que sim, de certeza.
Esse momento chegou esta noite. Mais uma vez, adormeceste primeiro e quando cheguei ao pé de ti perguntei "Então hoje já me emprestas um bocadinho da almofada?". Respiraste fundo e respondeste "hmm... não." Ri de gosto, mas nem isso te acordou. Resolvi experimentar a pergunta que sugeriste. "Meu bem...?" "hm..." "Amas-me?" "Hmhm." Vá lá, foi o teu "hm" que corresponde a um "sim", mas não deixa de ser curioso que uma negação a uma almofada mereça a palavra completa e esta perguntinha se fique por um murmúrio ensonado a confirmar a tua aposta na manhã anterior.
Também hmhm te amo.

Orquídea

PS: Já tinham saudades das singularidades? Eu tinha!
PS2: Devia fazer uma sub-categoria de singularidades para as relacionadas com o seu sono...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Pausa

São momentos destes que me fazem recuperar. É ter-te ali a meu lado, em amena cavaqueira, mais na tua que na minha toalha, a ver-te os olhos, abrilhantados pelo sol, bem de perto e, por fim, mergulhar contigo, pela primeira vez este ano, nesta água. Mesmo que não compreendas que a água está realmente fria para mim e que não consigo entrar mais depressa, apesar de já estares a nadar há algum tempo. Já nem me recordava do quão salgada era nem dos peixinhos que nos vieram cumprimentar. Voltaremos.

Orquídea

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Conversas com o "Sogro"


Como já disse, a Papoila é muito espontânea nas suas conversas e ainda no outro dia nos deliciou com mais uma das suas brilhantes respostas.
Relativamente ao seu trabalho a servir cafés, o meu pai perguntou-lhe a razão de ali estar. "Se calhar é desgosto de amor." Diz ela, prontamente: "Qual desgosto de amor! Acha que eu tenho cara de ter um desgosto de amor?!" Responde o meu pai "Não." E passado um longo segundo de silêncio, não me controlo e começo a rir. Daí a um curto segundo (sim, o primeiro foi longo, este foi curto), começa também ele a rir e a comentar entre dentes "Ela ri-se!". E, enfim, ali ficámos os três a rir de algo que, parece-me, todos sabíamos o que era e não o pronunciávamos.

Orquídea

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Saudades


Basta um tempo curto como este. A tua memória mantém-se sempre comigo e a tua voz, do outro lado, é o bastante para me sossegar. Mas há sempre aquela áurea quando te vejo de novo. Uma semana e pareces-me tão mais bonita, tão mais leve. Uma semana chega para me surpreender quando te vejo.
A secreta vaidade de te saber minha. E a vontade, já não tão secreta, de te pegar pela mão, levar-te ao conforto e mimar-te. Tu sorris, já sabes o que se passa cá dentro, e desvalorizas o que te digo no sussurro que se impõe. Mas sorris. E sei que os pequenos mimos te consolam a saudade que também carregas em segredo.

Orquídea

quarta-feira, 23 de março de 2011

No Matter What


Foi um dia feio, muito feio. Termina-se o dia com o peito pesado e uma vontade de uma Primavera em mais do que na meteorologia. Mas houve aquele momento e, no matter what, quis escreve-lo e aqui vai. Porque também é preciso alguma beleza e alegria.

Surpreendo-me várias vezes com o amor que te tenho. Os dias passam depressa, sem tempo para nos vivermos, para olharmo-nos nos olhos e vermo-nos apenas a nós. Nem sequer nos apercebemos das horas a correr. Mas depois há momentos que nos despertam e as borboletas na barriga voltam. Como uns beijos prolongados que não esperava, que me deixam zonza e com alguma dificuldade em andar a direito. Ou, como hoje, aquela festinha na bochecha, com o teu sorriso terrivelmente doce, num até logo que se deseja não tardar. E fica-me o sorriso embevecido na cara, e a Primavera no corpo e na vontade, e o passo acelerado porque há novas e bonitas energias, e uma despreocupação com o facto de alguém ter apanhado este momento de fraqueza do coração, vê-lo no meu sorriso tonto e inquebrável e, quiçá, entender este nosso segredo tão mal escondido.
Sinto que o estou a viver em pleno pela primeira vez. E, gosh, como sabe bem.

Orquídea

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

As Férias Que Não Tenho

Disseste-me no início da semana passada, "espera até 4ª que vou voltar a ser eu". E esperei, como espero sempre, sem te perder de vista nos olhos saturados. Chegaram, por fim, as férias e o tempo de recuperação.
Bastou-te o fim-de-semana. O sorriso largo e a voz que brinca com o meu humor enevoado recebem-me com a alegria que amo. Voltaste, como sempre. E é bom ter-te assim comigo.

Mas falta-me a pausa que tens agora. Não há oportunidade para os nossos passeios a pé nas ruas solarengas de Lisboa, não nos podemos perdas nas lojas e nas pessoas com quem temos (vá, tens...) o prazer de abordar, das histórias que se partilham, o calor discreto na pele, a vista alta sobre a cidade, a descoberta a duas. Terá de ficar para outra altura.

Não importa. Tenho-te de volta.

Orquídea

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Em pulgas

Às vezes tenho dificuldade em compreender como consigo manter este entusiasmo adolescente quando te espero. Sobes o elevador e arrumo depressa a sala porque sei que gostas de a ver assim e corro para a porta para te esperar. Oiço o elevador a subir e já sinto o sorriso na cara e a vontade de rever esses olhos e essas bochechas. E lá apareces através do buraquinho da porta e, no fundo no fundo, só apetece dar pulinhos de alegria por finalmente chegares. E tu vês o meu estado, mantens a postura e ainda brincas com o meu entusiasmo infantil. Não faz mal, sabe bem.

Orquídea

domingo, 30 de janeiro de 2011

Dos Nossos Lugares


Não julguei que guardasse tantas memórias de lá. Afinal tinha saudades. Passámos em frente ao restaurante onde dançámos juntas a segunda vez. Sim (lembrei-me depois), porque a primeira foi naquela grande sala de espectáculos onde pulámos com uma alegria que eu ainda não compreendia. Recordei-te encostada ao meu ombro, sob a minha capa negra, adormecida e irresistível, dois dias antes daquele momento... E lembro-me do teu sorriso quando decidimos comprar o caderno onde iríamos escrever-nos na linguagem que acabáramos de inventar. Escreveste apenas tu nesse caderno, que eu tenho guardado em minha casa há demasiado tempo. E relembro a confusão da noite académica, onde tivemos direito a uns pins após dar-nos os nossos e-mails falsos, e relembro-nos deitadas no muro junto ao rio a ouvir A Naifa no meu mp3 e a brincar com luzes vermelhas, e relembro o passeio de bicicleta e o Oceanário e o Chai... Tenho mais história aqui do que julgava. E estás presente em tantos lugares deste passeio.
Voltaremos em breve para caminharmos com calma. E, de preferência, sem frio.

Orquídea

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Acabei de descobrir...

... que faz hoje 3 anos, 3 meses, 3 semanas e 3 dias que estamos juntas!

Orquídea

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quem tem medo do H. #1


Visto que já iniciei a dura e longa batalha contra o gigante Harrison, ou seja, o livro enorme que tenho de estudar para o exame da especialidade em Novembro, e como calculo o quanto isso vai estar na minha cabeça nos próximos meses, inicio aqui a rubrica "Quem tem medo do H.".
Ora bem, eu tenho algum. Mas a Papoila tem ajudado a combatê-lo. Porque duvido que haja algum exemplar com tantas mensagens bonitas deixadas nas bordas e nos topos enquanto estudamos juntas. Sempre que solto um suspiro desanimador, tenho lá sempre a caneta colorida no topo da página a relembrar-me que tenho alguém ali mesmo ao lado (ou à minha frente, geralmente) que me sorri e me segura sempre que ameaçar perder o equilíbrio.
Por isso... Venha ele que eu não tenho medo de ninguém!

Orquídea

I'm back!


Estou de volta a Lisboa! Já não tenho de ficar a matutar intensivamente nas horas a que vinha e voltava de cá, já posso combinar chás e passeios, já posso estar sem pressas (vá, sem tanta pressa...) com a Papoila, enfim, coisas boas. Claro que o trânsito continua insuportável e agora que me movo de carro ainda mais sensível estou a essas coisas, mas vale a pena! É bom sentir que posso organizar a minha vida de outra forma, dar-lhe um pouco de mais alegria e movimento. Ai, saudades de Lisboa... Preciso de ir andar de metro e passear na Baixa.

Orquídea

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Saudades

Tenho saudades, sabes? Faltam-me os passeios ao sol e as refeições caseiras e as horas tardias e os planos de sempre. Falta o tempo livre, as pausas, o nosso silêncio e o nosso sossego. Falta o coração focado apenas em nós, sem outras interferências, sem pressas, sem angústias. Faltam os gestos certos e os inesperados. Faltas-me.
Na próxima semana estou de volta a Lisboa, de volta à nossa rotina, que se refaz todos os anos, mas que permanece nossa. Será melhor. Está quase.

Tenho tantas palavras doces guardadas para ti.

Orquídea

A gripe (A)


Confirma-se. A Papoila tem Gripe. Aceitam-se apostas para se é A ou não. Não se esqueçam de votar, amanhã saem os resultados do teste e vamos querer saber quem acertou!

Orquídea

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

doismileonze

Não estou com muita vontade de iniciar 2011. Estou a sentir-me bem em 2010, que me tem trazido tanta coisa boa, e não me quero aventurar num novo ano. 2011 vai trazer muita angústia e desafios muito complicados. Por um lado, finalmente estou a chegar a 2011, *o* ano, aquele que vai determinar tanto do meu futuro. Mas vão ser 11 longos meses de estudo e vou precisar de muito miminho e muito apoio e muitos abraços inesperados e essas coisas todas...
E depois tenho este 2010 e tudo o que aconteceu este ano... Contei ao meu irmão, à minha mãe (fogo, à minha mãe!), encontrei pessoas magníficas que se tornaram tão amigas e tão essenciais, perdi tantos medos e tanta vergonha, passei 2 semanas no Gerês e fui a Paris com a Papoila, dancei em cima do palco do Coliseu dos Recreios, enfim... Sou melhor. E não quero que este ano termine.
Mas lá vai ele... Vamos apostar então numa boa despedida, vou respirar fundo e cá vamos nós. Em frente, que é o caminho!
*breathe in... breathe out*

Orquídea

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O meu Natal

Chegou esta altura do ano, que está prestes a terminar, e a minha vivência natalícia resume-se a um estado mais sensível e emocional em que penso no ano que passou e nas pessoas à minha volta.
E penso em ti. E sinto que preciso de voltar a escrever uma carta de amor para que saibas o quanto existes em mim. Preciso que saibas o quanto me apetece fechar os olhos e mergulhar em ti sempre que oiço estas músicas, como sinto o peito de novo incendiado quando relembro filmes destes porque a tua memória é sempre constante e quero fugir para ti. És tanto. E és única. E, venha o que vier, sei quem és e sei o quanto quero quem tu és a meu lado. Relembro a luva na luva, no frio de Paris, e o quanto a tua mão na minha me é essencial.
Já escrevi muito sobre amor, mas quero repeti-lo, desta vez com conhecimento de causa. És tu.

Orquídea