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domingo, 11 de dezembro de 2011

O Novo Cais do Sodré



Meninas! Esqueçam lá o Bairro, encontramo-nos no Cais do Sodré! Já visitaram a rua Nova de Carvalho, pintada de rosa e cheia de coisas fresquinhas para conhecer? Fui em boa companhia visitar este espaço renovado da noite lisboeta e adorámos! Um ambiente fantástico, uma rua rosa (nunca é demais referir), e novos bares cheios de encanto. Quem ainda não ouviu falar da Pensão Amor? É-me difícil arranjar forma de descrever este espaço, cheio de salas por descobrir, com sofás, uma parede de pêlo, um varão, bola de espelhos, uma botique erótica, um cabeleireiro e a sede do Queer, entre tanta coisa que ficou por ver...

E o Bar da Velha Senhora? Entrámos cheias de curiosidade e acabámos a assistir a um espectáculo burlesco que nos encantaria ainda mais se não fossem os senhores altos à nossa frente. Mas, tal como um deles disse, "Este sítio é perfeito, não se fuma e há mulheres a despirem-se."
E há mais! Há o Povo e há o solepesca, há petiscos e vinho e há um ambiente fantástico na rua e há vontade de ficar a apreciar a noite. Meninas, da próxima encontramo-nos aqui!

Orquídea

domingo, 30 de janeiro de 2011

Dos Nossos Lugares


Não julguei que guardasse tantas memórias de lá. Afinal tinha saudades. Passámos em frente ao restaurante onde dançámos juntas a segunda vez. Sim (lembrei-me depois), porque a primeira foi naquela grande sala de espectáculos onde pulámos com uma alegria que eu ainda não compreendia. Recordei-te encostada ao meu ombro, sob a minha capa negra, adormecida e irresistível, dois dias antes daquele momento... E lembro-me do teu sorriso quando decidimos comprar o caderno onde iríamos escrever-nos na linguagem que acabáramos de inventar. Escreveste apenas tu nesse caderno, que eu tenho guardado em minha casa há demasiado tempo. E relembro a confusão da noite académica, onde tivemos direito a uns pins após dar-nos os nossos e-mails falsos, e relembro-nos deitadas no muro junto ao rio a ouvir A Naifa no meu mp3 e a brincar com luzes vermelhas, e relembro o passeio de bicicleta e o Oceanário e o Chai... Tenho mais história aqui do que julgava. E estás presente em tantos lugares deste passeio.
Voltaremos em breve para caminharmos com calma. E, de preferência, sem frio.

Orquídea

sábado, 16 de outubro de 2010

domingo, 14 de março de 2010

Chocolate Alert!

Já visitaram uma loja de chocolate junto ao jardim do Príncipe Real? Não? Então é para ir!
Depois da desanimação dos preços do museu da Ciência, passámos a estrada e descemos um pouco pela rua Cecílio de Sousa até dar com esta loja. Já lá tínhamos estado à porta, mas hoje, após ler algumas boas críticas de pessoas amigas sobre a mesma, decidimos entrar. Recebidas logo com um sorriso e um cheiro delicioso a chocolate, a Papoila, de olhos já brilhantes, perguntou "Como é trabalhar com o chocolate?". Foi o suficiente para abrir um baú de memórias e histórias incríveis. Acompanhadas de vários tipos de chocolate que nos foram dados a provar. E, pela primeira vez, provámos gengibre. Com uma cobertura de 100% cacau. E chocolate com pedacinhos de laranja. E nibs de cacau. E ainda um café da casa. Mas vamos voltar ao princípio.
Esta é uma família com uma história incrível. Foi no Zaire, actual Congo, onde começaram por plantar café. A senhora da loja, que se meteu nesta aventura com o marido, contou-nos que demoravam quatro horas de voo para chegar à plantação e que, uma hora antes, tinham de baixar o avião para se orientarem pelos rios. Estavam no meio de javalis, leopardos e afins. Depois, com a guerra, mudaram-se para São Tomé e Príncipe e iniciaram também a plantação de cacau. Vimos muitas fotografias. Começaram a fazer provas, a ir para além das regras habituais para encontrarem o melhor chocolate. E, garanto-vos, fizeram um trabalho magnífico.
Vão lá. A sério. Provem. Levem para oferecer a alguém. Voltem com alguém. Eu cá fiquei com um chocolate quente por provar. Alguém precisa de ajuda para encontrar o sítio?

Orquídea

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Em busca do Estudo Perdido

(ai que chatice, mais um post sobre o estudo, que nerds)

Enquanto pesquisava por um sitio novo onde estudar, relembro a quantidade de sítios que ainda temos de descobrir nesta cidade. Conhecemos muito mais que tanta gente que aqui vive desde pequena, mas ainda falta muito. Miradouros e esplanadas, bibliotecas, ruas e igrejas, lojas e museus, exposições e casas de chá, restaurantes e jardins...
E porque é que a vontade se passear se torna maior em dias de isolamento estudantil? Mas não nos hão-de roubar as forças todas, ainda teremos o bichinho quando este mês terminar!

Orquídea

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Momentos Outros

Tenho na minha mesa de cabeceira o cubo de fotografias que me ofereceste um dia. Tem aquela fotografia nossa, aquela em que nos rimos tanto, em que brincamos como crianças pequenas na praia que nos sabe um pouco a casa. Apanharam-nos verdadeiras. E vejo-o todos os dias, aquela felicidade, aquela liberdade que encontrámos ali, aquelas cores quentes que nos confortavam. Fui tão feliz nesse momento.
Porque é aquilo, meu bem. É aquele sorriso. A cumplicidade da brincadeira e a pureza dos actos. A paz em nós, a alma que se acalma e nos diz que está tudo bem. Os dias felizes e sem preocupações.
Vejo-nos nesse mimo todos os dias. Quando acordo e me custa tanto acender a luz e tirar o corpo do morno da cama e quando me deito e sonho com um coração mais calmo. E páro sempre, uns segundos, a olhar o nosso cubo, para me esconder nesse instante em que, às tuas cavalitas, fingia guiar-te com um volante improvisado por uns óculos de sol enquanto corríamos pela praia, de gargalhada ao vento.

Orquídea

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Companhia

Entrei na faculdade sozinha. Durante dois anos isolei-me. Quis alguém para mim e filosofei muito sobre isso. Ainda não me apercebera, na altura, do porquê da necessidade de sistematizar tudo na minha cabeça, para que não falhasse depois. Pensei, várias vezes, só quero uma companhia. Só alguém que não se importe de vir comigo até onde preciso, de ir buscar uns livros ou fazer a cópia de uma chave. Só preciso que alguém me acompanhe na rua para que não me sinta tão só.


No segundo ano, encontrei o rapaz perfeito para mim. Acreditei na paixão, mas resguardei-me. Desta vez, não haveria mais nada para além desta conclusão porque, simplesmente, não iria dar. Sabia (vá-se lá saber como) que, mesmo que o simpático rapaz me quisesse, não lhe chegaria. Não ia resultar. Não era infeliz, mas seguia calada.
Ela apareceu no ano seguinte. Não tinha sistematizado nem criado nenhuma lei relativamente a possíveis envolvimentos deste género e era, portanto, livre. Assustada, mas livre. Dei cada passo à velocidade a que devia, não houve sobressaltos, pressas ou arrependimentos. Tudo no seu lugar. Inacreditavelmente no seu lugar. Compreendi, após muita conversa interna, o porquê de tanta obstinação nos amores antigos.
Ela acompanha-me. Ela não se aborrece e entusiasma-me. Exploramos a cidade, as ruas de sempre com uns olhos novos, com a cumplicidade que sonhava e uma pitada de coragem que sempre me faltou para entrar quando a porta é convidativa.
Já descobrimos a Hemeroteca (perguntámos até, sem embaraço, o que era a hemeroteca à senhora da recepção), algumas lojinhas de artesanato, as pastelarias tradicionais, os lojas de antiguidades e os móveis chiques do Chiado, experimentámos um vegetariano pouco satisfatório e falámos com um senhor que vende quadros e nos explicou o negócio.
É por isto que o rapaz não me serve. Foi para isto que me guardei.

Posfácio: O rapaz é um dos nossos melhores amigos. Foi quem me lembro que mais sorriu e mais feliz se mostrou quando soube que estávamos juntas. E, por vezes, também nos acompanha nas ruas.

Orquídea

domingo, 12 de julho de 2009

Hoje, 'cause we have to

Quem adivinha onde vamos jantar?

Repuxem, cuidadosamente, as memórias visuais do cinema americano dos anos 80. Nós ajudamos: é central e com vasta e movimentada vista.

Há recompensa para quem adivinhar! ;)
Pampoula