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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Férias: Last Call

Passei o dia sozinha. Pus-me a caminho, com as belas das pernas que fogem do ginásio, pelas ruas de Lisboa. Com obrigações por cumprir, coisas para tratar à última da hora antes do dia T (de Trabalho), aproveitei para passear com tempo e com os olhos bem abertos pela cidade.
Há muitos edifícios lindíssimos para os quais é preciso parar para os ver com atenção. E há lojas e pessoas, jardins e cães brincalhões. E eu adoro andar assim, sem tempo, explorando ruas novas.


Fui, finalmente, ao MUDE. A exposição permanente é interessante, mas um pouco desorganizada e não consegui perceber se aquelas paredes e tectos são mesmo assim, como se estivessem a meio de uma redecoração completa, ou se estão mesmo a meio de uma redecoração completa... Vale a pena, no entanto, dar um pulinho ao andar de baixo e ver o cofre. Tal como nos filmes, tem um espessura impressionante, trincos com um palmo de diâmetro, grades, uma antecâmara, uma mesa à porta para o segurança e inúmeras gavetinhas lá dentro para os tesouros de cada um. A não perder (a exposição que estava lá dentro passou-me um pouco ao lado, confesso...).
Ai, Lisboa, tantos anos contigo e tanta coisa que ainda tens para me mostrar...

Orquídea

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A Viagem


Estamos de volta. O fim-de-semana prolongado foi... memorável! Há muito tempo que esperávamos por uma oportunidade destas, uma viagem a duas, com o nosso ritmo, os nossos passeios e a nossa fuga de tudo o que sufoca. Soube tão bem esta liberdade. Adorámos os sítios que visitámos, as pessoas que nos receberam, os amigos de sempre e os novos amigos, enfim, foram dias muito especiais. Se não fosse a saúde (ou a falta dela) da Papoila, que nos traiu e limitou bem mais do que queríamos, teria sido perfeito. Nem sequer choveu!
No Porto, aproveitámos as vossas recomendações. Adorámos a zona do Miguel Bombarda e a Rota do Chá, parámos para o pão de ló na Casa do Ló, lanchámos na Boulangerie de Paris e fomos aos belíssimos croissants da Concha d'Ouro, visitámos o Palácio da Bolsa, fomos a Gaia olhar o Porto, admirámos a Sé e a Igreja de São Francisco, descemos até à Ribeira pelas suas ruas estreitas, perdemo-nos nas lojinhas da rua de Santa Catarina e arredores, passeamos nos jardins do Palácio de Cristal e ficámos de voltar para aproveitar melhor a noite do Porto que, infelizmente, com o corpo a dar de si, não fomos capazes de a viver plenamente. Para além disso, as paragens na Figueira da Foz e em Coimbra foram também enriquecidas com companhia e visitas guiadas de elevada qualidade e um belo almoço sobre o rio Mondego tão gentilmente recomendado por gente muito amiga. Obrigada a todas pelas sugestões! Prometemos algumas fotografias para breve.
Temos um país tão bonito!

Orquídea

sábado, 26 de novembro de 2011

O meu 1º dia de Férias

Ai que dias de sol tão bonitos para aproveitar! Depois de uns dias angustiada e com dificuldade em sacudir o peso dos últimos meses, ontem peguei em mim e na Papoila e fomos, finalmente, viver um pouco a vida. Isso inclui começar a ver as exposições planeadas há muito tempo.
Para começar, CCB:

A Arte da Guerra — Propaganda da II Guerra Mundial

VIK

Duas exposições fantásticas, que muito recomendamos! Do Vik, fica-nos a perfeição dos detalhes com os materiais mais inusitados, da propaganda a ideia de que alguns cartazes, dentro do nosso contexto actual, fariam falta nos dias de hoje (a guerra, neste momento, é outra...).
Depois de um belo almoço numa esplanada em Belém, dos pastéis da praxe e de uma sesta que sabe sempre bem poder fazer, um café com gente amiga na Baixa e um final de tarde a fazer a Papoila feliz com uma prendinha numa loja de café, fazem o dia ainda mais bonito (ela, com certeza, falará do assunto). Para concluir na perfeição, nada como jantar em boa companhia e um saltinho à Culturgest para ver a peça que, durante o meu estudo, me deixou cheia de vontade de entrar de férias depressa.

Tristeza e Alegria na Vida das Girafas

Quando nos propõem uma peça sobre uma menina de 9 anos que vai em busca do Pedro Passos Coelho para que a possa ajudar, com o seu urso de peluche chamado Judy Garland, podemos prever um espectáculo no mínimo interessante. Nós cá saímos muito satisfeitas, depois de muita gargalhada e satisfação por vermos certos aspectos desta difícil conjuntura retratados na peça. Para quem ficou com curiosidade, ainda podem ir hoje! É a oportunidade de ouvirem o primeiro-ministro dizer "Eu não posso fazer uma lei que beneficie apenas uma pessoa e prejudique os outros todos! Um primeiro-ministro não pode fazer isso!".
Bons dias de sol para tod@s!

Orquídea

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pronto, já está!

Finalmente provámos o tão falado melhor bolo de chocolate do mundo. Ou melhor, fomos só confirmar se seria mesmo o melhor bolo de chocolate do mundo. The thing is, a Papoila fez o melhor bolo de chocolate de sempre há algum tempo atrás, o que implicava que o melhor bolo de chocolate do mundo tinha uma concorrência de peso.

Este não é nada mau. Uma mistura de suspiro com mousse e... chocolate. Mas o verdadeiro melhor bolo de chocolate de sempre, confesso, fez mais as delícias do meu paladar. E do dela!

E que tal abrirmos também uma cadeia de melhor bolo de chocolate de sempre?

Orquídea

domingo, 14 de março de 2010

Chocolate Alert!

Já visitaram uma loja de chocolate junto ao jardim do Príncipe Real? Não? Então é para ir!
Depois da desanimação dos preços do museu da Ciência, passámos a estrada e descemos um pouco pela rua Cecílio de Sousa até dar com esta loja. Já lá tínhamos estado à porta, mas hoje, após ler algumas boas críticas de pessoas amigas sobre a mesma, decidimos entrar. Recebidas logo com um sorriso e um cheiro delicioso a chocolate, a Papoila, de olhos já brilhantes, perguntou "Como é trabalhar com o chocolate?". Foi o suficiente para abrir um baú de memórias e histórias incríveis. Acompanhadas de vários tipos de chocolate que nos foram dados a provar. E, pela primeira vez, provámos gengibre. Com uma cobertura de 100% cacau. E chocolate com pedacinhos de laranja. E nibs de cacau. E ainda um café da casa. Mas vamos voltar ao princípio.
Esta é uma família com uma história incrível. Foi no Zaire, actual Congo, onde começaram por plantar café. A senhora da loja, que se meteu nesta aventura com o marido, contou-nos que demoravam quatro horas de voo para chegar à plantação e que, uma hora antes, tinham de baixar o avião para se orientarem pelos rios. Estavam no meio de javalis, leopardos e afins. Depois, com a guerra, mudaram-se para São Tomé e Príncipe e iniciaram também a plantação de cacau. Vimos muitas fotografias. Começaram a fazer provas, a ir para além das regras habituais para encontrarem o melhor chocolate. E, garanto-vos, fizeram um trabalho magnífico.
Vão lá. A sério. Provem. Levem para oferecer a alguém. Voltem com alguém. Eu cá fiquei com um chocolate quente por provar. Alguém precisa de ajuda para encontrar o sítio?

Orquídea

Eu cá... já entrei numa Leiloeira!


Nós já somos pessoas de bem. No último passeio por Lisboa, ficámos curiosas com um edifício junto à Bica, o palácio do Correio Velho. Curiosas e ingénuas como somos nestas ocasiões, decidimos entrar para ver o que era. Encontrámos uma senhora nas escadarias (mesmo que não a víssemos, sentiríamos o seu perfume a uma distância considerável) a quem perguntámos se era possível visitar o edifício. "Pois, não sei, ali em cima é propriedade privada e aqui é uma leiloeira, não sei o que é que podem ver!... Mas venham lá..." E, um pouco a contragosto, levou-nos até à recepção da leiloeira. "Olhe, estão aqui estas duas meninas, não sei bem o que é que querem, vêm com máquina fotográfica, dizem que gostavam de ver o edifício, mas, quer dizer, isto é propriedade privada, não sei..." Apesar da suave indignação da madame, o senhor da recepção mostrou-se prontamente disponível para nos mostrar o sítio, apesar de não haver muito que ver. Levou-nos pelos corredores à sala onde estavam expostas as obras de arte, com os números correspondentes para mais tarde leiloar, contou que, tal como o nome dizia, antes de ser uma leiloeira, aquele espaço era o local onde chegava o correio para Lisboa Sul e, após explicar que não havia muito mais para mostrar, levou-nos de volta até à entrada. Agradecemos e saímos.
Que chique. Até me sinto mais endinheirada só por ter visto aquelas obras. Ui ui.

Orquídea