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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Avô infoincluido

Só para vos informar que o meu avô de 85 anos acabou de me adicionar no Facebook.
Aho que rapidamente vai sucumbir ao Candy Crush Saga.

Orquídea

domingo, 29 de setembro de 2013

Por ti

A minha mãe, tendo ao seu dispor algum tempo livre e liberdade criativa, gosta de inovar as divisões da casa. Por vezes, basta mudar os móveis do sitio, outras gosta de reinventá-los.
Já não ia ao meu quarto na terrinha há algum tempo. Tinha-me avisado das mudanças e, desta vez, fui ver o resultado final. De um armário da infância do meu irmão, criou uma estante para livros com direito a iluminação. Soube bem arrumar livros e ver aquele recanto para os meus devaneios literários.
Julguei que as suas ideias inovadoras tivessem terminado por ali. Enganei-me. Hoje contou-me da continuação do seu projeto:
"Estava a pensar em mudarmos a mesa de cabeceira para o outro lado e assim ganhávamos espaço para se pôr uma cama maior para quando vieres cá com a Papoila."


Repito, tenho a melhor mãe do mundo.

Orquídea

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Coming Out: Avó


Já contei. Fui este fim-de-semana à terrinha com o propósito de falar com os meus avós e ontem à noite fui lá a casa, com uma desculpa qualquer, para lhes contar. Apanhei a minha avó na cozinha e, depois de alguma conversa de ocasião, lá lhe disse que tinha uma coisa para lhe dizer. Expliquei-lhe que era importante para mim ser verdadeira comigo e com os outros, especialmente com quem eu gostava e com quem gostava de mim. E depois de um silêncio em que procurei as palavras certas lá lhe disse que namorava com a Papoila.
Levou a mão à cabeça e ao peito, mas manteve-se tranquila. Disse que não era o que queria para mim, mas que aceitava e compreendia que cada um é como é. Que aceita e respeita. Que quer é que eu esteja bem e que corra tudo bem, que tenha muita sorte na minha vida e que família é família. E que não vai contar ao meu avô (e eu deixei-lhe a ideia que não pretendo seguir com a minha vida para a frente às escondidas da família, com quem quero partilhar a felicidade desses momentos, mas não insisti, cada coisa a seu tempo). 
Acabei por não falar com o meu avô e, por agora, fica assim. Agora a minha mãe e a minha avó já podem falar destas coisas "às claras", como disse a minha mãe. E a minha avó pode começar a entender a Papoila de uma forma que não conseguiu até agora por lhe faltar este pequeno dado na nossa história. 
Eu fico um pouco mais leve. Estou quase livre dentro da minha família mais próxima. E corre tudo bem.

Orquídea

PS: Anónima Isabel, em resposta à tua pergunta, os meus pais têm à volta de 55 e 60 anos e os meus avós aproximadamente 85 anos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Próximo Passo: Avós


Está na hora de lhes contar. Tenho pensado muito nisso nos últimos meses. Quero andar com a vida para a frente. Tenho uma relação estável, já com mais de 5 anos de construção, tenho projetos para o futuro, quero casar e ter filhos. E quero partilhá-lo com a minha família, para que a alegria seja de todos, que possamos desfrutar todos de uma vida cheia de amor, sonhos e esperança. Não sou pessoa de segredos, de mentiras. Não quero "esperar que os avós partam", não só por, felizmente, não o prever nos tempos mais próximos, mas especialmente porque não sinto que seja justo ocultar algo tão importante para a minha vida dos meus avós. Especialmente quando sei que a minha mãe, que tem sido incrível, também precisa dos seus pais, de desabafar com eles, e que existe este entrave. Tenho de ganhar coragem.
A minha mãe já me disse que, quando a minha avó perguntar, lhe conta. Mas, se ela não perguntar nada entretanto, espero ir a tempo de ser eu própria a contar. É o mais correto. Não faço ideia que palavras vou usar, mas tem de ser. Tendo em conta todo o amor que sempre me mostraram, só pode correr bem. Mas estes momentos antecedentes geram tanta ansiedade e medo...
Veremos.

Orquídea

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Melhor Mãe do Mundo


Acabei de falar com a minha mãe ao telefone. Contei-lhe que a Papoila tinha dito, quando lhe elogiaram a bela capa que tem para proteger e cobrir o temível H., que fora a sua sogra a oferecer-lhe no Natal. A minha mãe riu-se e contou-me:

Sabes, hoje em conversa com a minha chefe, ela comentou o facto de termos filhos a viver em casa dos pais. E eu disse-lhe "Ah, mas a minha filha já tem a sua vida." "Ah sim? Já tem namorado?" E eu respondi-lhe: "Não, tem namorada." 

E ela respondeu-me "Ah, é normal." E contou-me que o irmão dela tinha vivido durante 20 anos com outro homem e só depois desse tempo todo é que tinham contado à família do seu namorado. Foi uma conversa interessante.

Eu nem soube bem o que dizer. Fiquei tão emocionada, orgulhosa e feliz. A minha mãe já está mais fora do armário que eu.

Orquídea

sábado, 3 de novembro de 2012

Finalista


Desta vez, trocámos os lugares. Eu, na plateia, de máquina na mão para registar os momentos importantes e tu, no palco, no backstage, na correria que já experimentei, dois anos antes.
Acho que só nesse dia me apercebi completamente de que és finalista. Lembrei-me do início, do abraço que te dei quando soube que tinhas entrado na minha faculdade, ainda sem perceber porque estava tão feliz com a notícia (eu sei, fui difícil de convencer...mas são conversas para outro dia). Lembro-me da alegria dos primeiros dias, do terror dos que se seguiram, das horas e horas de estudo a duas, do desespero em tantas ocasiões, da luta interminável e da tua coragem e força para continuar. E conseguiste sempre, lembro-to repetidas vezes. Chegaste aqui, a este palco, como finalista. Vais terminar o curso e ser doutora. Vais fazer o que gostas. Vais começar a vida fora das complicações académicas. 
Tenho tanto orgulho em ti. Não só pelo teu percurso na faculdade, mas também pela forma como te vi naquele dia. Seria muito lamechas se dissesse o quão babada estava. Que noite fantástica. Eu, com a minha família à esquerda, a tua família à direita, todos juntos a ver-te celebrares com alegria o fim deste capítulo. Que orgulho.
O resto dir-te-ei ao ouvido.

Orquídea

domingo, 15 de abril de 2012

Netos

Diz o meu pai: "Mas tu gostas mais de bebés do que coelhos, não é?"

Parece-me que está muito preocupado com os netos. Até a minha mãe se surpreende. 

Com calma, há tempo para tudo. E o tempo há-de chegar!

Orquídea

sábado, 3 de março de 2012

Out - E então?

Decidi que não passava deste fim-de-semana. Apesar da angústia que o tema me trazia, não podia continuar sem esclarecer as coisas com o meu pai. Então esperei pela altura que ele vem ao meu quarto convencer-me a sair do computador.
Veio, viu a minha cara de quem tem mais para dizer e chamei-o para conversar. "Mau..." Expliquei-lhe que era importante haver honestidade entre nós e que existiam coisas que deviam ser esclarecidas, das que só falamos por bocas sem nunca falarmos a sério do assunto. E disse-lhe, "acho que já percebeste que eu e a Papoila não somos só amigas".

"Sim. E então?"

E então dá-me para sorrir, que não esperava uma reação assim. Fico um pouco atrapalhada, explico-lhe que andava angustiada por não lhe conseguir contar, ele disse que não percebia porquê. Disse-lhe que tinha medo que deixasse de ter orgulho em mim. "Nisso não, mas tenho orgulho noutras coisas". Disse-me que não considerava "exemplar", respondi-lhe que não tinha de o ser, mas que não era condenável. Perguntou-me qual de nós era mais "fervorosa" no assunto. Retorqui se também quando ele tinha casado com a minha mãe se havia alguém mais fervoroso. Ele disse que sim, que era ele e riu-se. Daqueles risos de quem foi apanhado numa incoerência.
Falámos dois minutos e mudou-se de assunto. Continua tudo igual. Exatamente igual. Tão simples.
Espero.

Orquídea

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Legislacao e Parentalidade por Casais do Mesmo Sexo


Assinem a petição aqui. Talvez se faça história esta quinta feira em Portugal. Keep your fingers crossed!

Orquídea

domingo, 15 de janeiro de 2012

One Step Forward


Nova conversa interessantíssima com o meu pai. Iamos no carro e pega-me na mão, como gosta de fazer.

Pai: Tens as mãos mais quentinhas! Foi uma rapariga que te aqueceu as mãos, foi?
Eu: (rio-me e respondo) Sim.
Pai: Estás a rir-te porquê? Não tenho razões para pensar isto?
Eu: (continuando a rir-me) Tens.
Pai: Olha lá para mim.
(Olho e também ele sorri, aparentemente divertido com a conversa...)
Eu: Estou a rir-me porque acho engraçado falarmos sempre assim deste assunto.
Pai: Assim como?
Eu: Assim.
E depois de um silêncio, mudei de assunto.

Ainda não tenho coragem para deixar de falar "assim" deste assunto. Como facilmente se percebe, não falta dizer muito, mas não posso partir do princípio que está tudo dito. Para poder seguir em frente e cumprir com os meus sonhos e planos para o futuro, preciso de ser honesta com o meu pai, não quero andar fugida e a esconder-me ou à Papoila. Por isso, veremos como os dias correm, como estas conversas evoluem e pode ser que, noutro contexto diferente de um carro em movimento em plena autoestrada, consiga dizer o que falta. E, esperemos, aquele sorriso se mantenha.

Orquídea

PS: No dia seguinte voltou a pegar-me na mão e disse "Ah, hoje já estão mais frias... E não digo mais nada para não mandares bocas!"

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Tenho o melhor irmão do mundo*

Deixou-me no sapatinho o passe de 3 dias para o Optimus Alive '12. Vou ver Radiohead!!

*de acordo com as suas próprias palavras
Orquídea

domingo, 11 de dezembro de 2011

Testosterona

E o que é que uma pessoa deve fazer quando sente que há alguma escassez de homens na sua vida? Passar um dia inteiro num torneio de kickboxing.

Nada como ver homens à porrada, com muita gente a berrar por trás, "Dá-lhe, *+$%&!!", muitos palavrões, muito suor, algum sangue na venta (mas pouco, que é mais civilizado e cuidadoso do que parece), muito espírito de equipa masculino e, vá, algumas raparigas. Sim, que elas também andam à porrada e também têm muita gente a gritar por elas. E, só para que fique esclarecido caso mais alguém me pergunte, não, elas não lutam na lama... E, sim, o gaydar dispara e há olhares muito gulosos e assustadores. Entre todo este espírito, o que mais incomoda é ver criancinhas, rapazes e raparigas, a competirem também. É certo que têm mais protecção, mas, enfim, não compreendo como os pais conseguem incentivar os filhos de seis anos a andarem à porrada uns com os outros. E lá estavam os pais, a gritar também, "Força!".
Isto de acompanhar o irmão num programa destes dá nisto. Foi um dia longo, continuo sem perceber muito bem as regras do jogo, mas deu para perceber que não é só porrada. Há regras, há um grande cuidado com a segurança e a protecção, há espírito de equipa e um grande respeito pelos adversários. E, sinceramente, prefiro ver a agressividade de uma pessoa ser canalizada desta forma do que quando é exteriorizada nas ruas, sem regras nem moralidade.
De qualquer forma... não me apanham numa destas tão cedo!

Orquídea

domingo, 13 de novembro de 2011

Só para dizer que o meu pai está entretido a ver Lip Service. Achei que devia partilhar convosco esta interessantíssima informação!

Orquídea

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Conversas com o "Sogro"


Como já disse, a Papoila é muito espontânea nas suas conversas e ainda no outro dia nos deliciou com mais uma das suas brilhantes respostas.
Relativamente ao seu trabalho a servir cafés, o meu pai perguntou-lhe a razão de ali estar. "Se calhar é desgosto de amor." Diz ela, prontamente: "Qual desgosto de amor! Acha que eu tenho cara de ter um desgosto de amor?!" Responde o meu pai "Não." E passado um longo segundo de silêncio, não me controlo e começo a rir. Daí a um curto segundo (sim, o primeiro foi longo, este foi curto), começa também ele a rir e a comentar entre dentes "Ela ri-se!". E, enfim, ali ficámos os três a rir de algo que, parece-me, todos sabíamos o que era e não o pronunciávamos.

Orquídea

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Tento na Língua


A minha Papoila é sempre tão espontânea que às vezes é perigoso. Ontem, por exemplo, ao jantar com os meus pais, falava-se de uma senhora qualquer, que a minha mãe comentou ser casada. Pergunta o meu pai, "Com quem?". Diz a Papoila, no seu espírito alegre: "Com um homem! Ou com uma mulher..." Felizmente (ou não), o meu pai não esperou pelo fim da resposta e prosseguiu animadamente a conversa com a minha mãe e ficámos nós as duas a rirmo-nos, sem saber se eles tinham ouvido o comentário final. Mas que teve a sua piada, dentro do seu contexto, lá isso teve!

Orquídea

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O que a vida lhe reservou...

Esclerose Múltipla. Sei que esta doença vos passa ao lado. Muitos de vós nem saberá o que é, nem o que a causa, nem o que ela provoca numa pessoa muito jovem que antes era completamente saudável. Esta doença tem hoje um significado muito pesado para mim... e como ontem foi o dia mundial da esclerose múltipla, venho hoje pedir a vossa ajuda.


A minha faculdade está a dinamizar a recolha de tampas de garrafas, garrafões e iogurtes líquidos para comprar cadeiras de rodas para doentes com esclerose múltipla. Pedia-vos que me ajudassem nisto. Que arrangem um saquinho onde vão pondo todas as tampas que conseguirem juntar em casa, no trabalho e durante as saídas para lanchar/almoçar/jantar, e as guardem religiosamente. No final de Junho combinávamos um lanche ou um jantar, onde reunaríamos todas as tampinhas, e onde seria atribuído um prémio simbólico a quem mais tampas juntar.

Alinham nisto? Falam com os vossos familiares/amigos/colegas de trabalho, para que também eles participem nisto através de vós?

Não estarão só a ajudar um doente qualquer... estarão a ajudar também a minha família... e isso para mim tem um grande significado...

Papoila

O que vos peço

O que vos peço é que vivam. Não se lamentem com o que não têm, mas congratulem-se por terem o que têm. Que fiquem contentes por serem donos de um futuro incerto, sem nenhuma contenção... Por não terem um fantasma que vos lembra todos os dias que a vossa vida tem um entrave que a pode tornar muito muito difícil.


Há vidas que mudam num só dia... para pior...

Papoila

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Prenda do Maninho

Tenho-me esquecido de contar o que o meu querido maninho me ofereceu de prenda de Natal. Cá está ela:Sim, para dois. Duas. Não é algo absolutamente fantástico?! Já valeu a pena, não só pela intenção, mas também pelo que já me ri a ler as descrições das várias pausas Zen possíveis.
Ai, eu sei, tenho muita sorte.

Orquídea

sábado, 16 de outubro de 2010

Muito Muito

Hoje, depois de uma pequena unhada que a minha mãe me deu sem querer, brinquei com ela e disse que gostava dela na mesma. No abraço que demos, disse-me "Também gosto de ti. Muito muito." E nunca palavras maternas destas me souberam tão bem...

Orquídea

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Out

Acabei agora de contar à minha mãe. Vai ser preciso algum tempo, mas está tudo bem.

New dawn, new day, new life.

Orquídea