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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

É uma chatice. Bulir.

Ter que lavar a loiça. - Ter que lavar roupa. Ter que a estender. Que a apanhar. - É uma chatice fazer a cama. - Ter que ir às compras. Ter que pagar a casa. Pagar as contas. Pagar isto, aquilo e o outro. - Pensar no que há para fazer amanhã. Depois de amanhã. Depois de depois de amanhã. - Pensar nos problemas para os quais ainda não arranjei solução. Nos problemas para os quais não há solução. - É uma chatice acordar cedo e sair tarde. - É uma chatice quando chove. Quando o sol bate de frente e encadeia. Quando as lentes ficam sujas com pingos de água. - É uma chatice querer fazer e não poder. Ter que fazer e não querer. - Chega até a ser chato fazer comida. Ou não a fazer sequer.



Enfim. A chatice é chata.

Papoila

terça-feira, 22 de março de 2011

Quando(s)

Soundtrack

Quando não percebem a falta que fazem, as saudades que alimentam. Quando não dizem que estão bem. Que estão mal. Quando se desculpam pelo tempo - que escasseia, que corre, que não perdoa. Quando hoje não dá e amanhã não serve.

Guardo-lhes muita estima e carinho. Amor, até. Mas nunca o saberão porque não têm tempo. Não conhecerão de perto o calor do meu abraço. O suor da minha dedicação. Os sorrisos que lhes guardo.

Coisas da vida. Ou como os rios nem sempre correm para o mar.

Papoila

sábado, 19 de março de 2011

Há bocas que magoam.

Quero lá ser mulher esganiçada, sem carne onde se deite cabeça, sem curvas, sem jeito. Quero ser mulher doce, com a gordura onde ela pertence, proporcional e não obcecada.
... tenho dito.

Papoila

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

TPM without the M

Que o mesmo é dizer: época de exames. Fico fora de mim. Talvez a L. tenha razão, e o meu problema seja acreditar mais no meu insucesso que no meu sucesso. Ter um espírito derrotista e, acima de tudo, ter medo de falhar. Acho que tudo isto teve origem no maldito professor de anatomia.. que detestava mulheres ainda mais do que detestava homens (como é que é possível, right?!). E que me fez a vida tão tão negra, que cheguei ao ponto de deixar de ser optimista relativamente aos meus desafios. Aie aie... Um dia dissertarei sobre as 1001 terrores com o dito homem. Aqui entre nós... acho que ele é um gay recalcado... mas isso fica para outro dia.

Até lá, tenho que ver se curo esta neura e relembro o meu período pré-trauma de anatomia.

Papoila

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tori Amos Rainy Day

A lareira, de labaredas altas e esguias, crepita aquecendo os meus pés pálidos. Também a água crepita lá fora, ao bater generosamente na calçada, molhando as vestes de quem passa a fugir. Mas tudo isto me é alheio e irrelevante, no egoísmo a que a condição me obriga. Puxo a manta, cobrindo o corpo, tentando aconchegar-me na tarde. Não há calma, só desassossego e angústia sitiada no peito, como erva daninha que persiste. O telemóvel não toca e, cá dentro, procuro incessantemente por alguma coisa que traga ânimo. O bonsai murcho, ao canto, cujas flores jazem já na terra, adornando o musgo de estrelas roxas, traz nostalgia de quem já não é. A luz do candeeiro, esvaecida, imita mal o sol do dia e, sem querer, esfria a alma. Nem o chocolate colmata a falta. E é aqui que eu sei.

Acompanhado por isto.

Papoila

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Analogias da fraqueza

Se me sinto sozinha, escrevo.

Papoila

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Amo-te

Porque sabes que ponho sempre o pão dentro de um saco de plástico da secção das frutas. E não te importas com isso.

Papoila

segunda-feira, 26 de julho de 2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

And this is me...

I'm becoming Mrs. Forgotful.
Papoila

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Degredos

Quando há um ano iniciámos este blog, comecei logo depois um estágio em centro de saúde. Agora que recomecei a fase dos estágios, tenho muito para contar e pouca internet para escrever. Pois é - continuo sem sapos na minha nova toca. Não há net e não há gás o que, para uma amante da teia informática e das áreas culinárias, é um enorme suplício. Imaginem que ontem, dado o tédio, até vi o 'Soltem a parede!'. Isto anda mauzinho.

Papoila

Vácuo

Aqui estou eu, fora da lei. Contra natura, contra o senso, contra mãos de poder desmedido. Aqui estou eu na tua casa sem ti, no vácuo dos dias sem a tua mão a equilibrar o fundo das minhas costas. Há quem cante por mim aquilo que o nó na garganta não deixa cantar e mal deixa ser.

Choveu grande parte da noite e, em pingas grossas, música se fazia no beiral da minha janela. Sem nexo, sem ritmo, lá fibrilhavam as sujas pingas da metrópole numa música de aprendiz que ainda não sabe solfejar. Fora do quarto maldizia-se, escarrava-se ao chão a mágoa da injustiça e o egoísmo das almas. Há lá gente honesta neste mundo.

Que náusea esta que me vive no peito, que amarra angústia ao meu acordar.

Papoila não escreve para assustar. Escreve para libertar!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Enough is Enough

O peito já nos pesa.
Estou a precisar de mais um dia da Liberdade daqueles...
Antes de me afundar nos papéis.

Força.

Orquídea

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Namoro uma jardineira

Every morning, I still wake up and the first thing I want to do is to see your face.
Papoila

Nonsense bedtime stories #1

Era uma vez dois planetas que andavam sempre juntos. Do maior nascia uma montanha tão alta, tão alta, que, sem querer, tocava no planeta mais pequenino – atravessando todo o universo e tocando de raspão em algumas estrelas pelo caminho. Quando lhes batia o sol, o planeta grande era tão grande que tapava toda a luz ao mais pequeno, deixando-o frio e triste.

Um dia veio um asteróide e, embatendo na montanha, partiu-a em duas - e assim nasceu o Evereste, a Terra e a Lua. Que, embora agora separados, andam sempre juntos.

Papoila

terça-feira, 18 de maio de 2010

Resiliência, the power to come back

Agora que penso nisso... não é muito 'a minha cena'.
Ou não tenho ferreiro ou não tenho armas.
Papoila

domingo, 2 de maio de 2010

Error

Vi a caixa vazia e entristeci - já não sabia que dela tinha feito.
A efemeridade faz de nós estúpidos.
Papoila

sábado, 1 de maio de 2010

A dream to die. For.

So he brought her a high cliff. Turned southwest, where dolphins swim by and seagulls restlessly fished. There, were the sun had never set his bed to sleep, they’d seat for hours. Not for any special conversation (although it had been a nice place for a wedding proposal), not for particular silences, not for the saddest or happiest days. No. That was a place just to be. No bitterness or high excitement had ever been felt in that step between life and something else. Exception made for that single day when she ordered him to lay down on the grass. She, then, pulled the bridge out of his pocket, waited for a strong gust of wind, raise her arm up in the air and let the cards flew. How amazing, even if for just a moment, to see her face filled with joy. There goes the queen!, she said. He suddenly opened his eyes and, after the tinniest moment in which he allowed himself to enjoy the view, his heart overflowed with anger. Not my cards, Anna!, he shouted. And run for them. At the time he’d got to the king, the queen had already been submerged into the ocean. No more games were to be permitted between them, she concluded while fearlessly threw her body to the sea. Then he took his shoes off and jumped in, saving his queen for an ever after happy life together.

com A pele que há em mim, Márcia
Aqui

Papoila

sábado, 17 de abril de 2010

Psicossomatizações

Girls, I need some help here. O que fazem quando estão stressadas, chove lá fora, têm roupa para passar a ferro e a depilação por fazer?

Papoila

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Oh , dear life

Há dias em que a vida nos parece terrível. Pobrezinha de mim: homossexual, escondida de muitos, estudante que conta os trocos quando faz compras, com uma vontade esganada de viajar e de conhecer mas sem forma de o fazer, longe da família e envolta num Inverno longo de mais. Mas depois, noutros dias, feliz de mim! Jovem, saudável, com uma vida cheia de oportunidades, com a aprovação do casamento a espreitar pela janela, com dinheiro para comer, com uma namorada linda e com a Primavera a chegar.

Sinceramente. Haverá paciência?

These hormones are killing me!


Papoila