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domingo, 25 de julho de 2010

Naked in Camões

Ia eu a descer descontraidamente a rua em direcção ao Largo de Camões, orgulhosa do meu vestido rodado, com a namorada, a 'Iza e a Mafs. Fazia calor e tão bem que me estava a saber aquela aragem! O vestido era daqueles que se ata atrás e, como a fita me estava a magoar, decidi desfazer o laçarote e voltar a faze-lo, desta vez mais alargado. [agora imaginem-me com as mãos atrás das costas a tratar deste assunto] É então que vem uma rajada de vento, daquelas que sopra de baixo para cima, e me levanta o raio do vestido todo. TODO! Bem acima da cintura e mesmo a jeito de ver as cuecas. Isto no preciso momento em que eu tinha o laçarote desfeito. Fiquei sem saber para que lado me havia de virar: se agarrar os folhos da saia, se manter as fitas do laçarote seguras, não fosse o soutien ficar também à mostra e o vestido voar do meu corpo para fora.

Isto tudo num Domingo à tarde. Com o Largo cheio de pessoas.

Pior foi ver a minha companhia agarrada à barriga de tanto rir. Ninguém me ajudou a fazer o raio do laçarote, depois. E os turistas olhavam para trás só para rever a minha cara envergonhada.

Nice...
Papoila

domingo, 11 de julho de 2010

FIFA World Cup 2010

Então Jo, continuas a querer que seja a Holanda a ganhar?!

Hoje estou pela Espanha e faria festa se nuestros hermanos ganhassem a taça. Há que deixar os recalcamantos para trás. A verdade é que, neste momento, combatemos a crise "em conjunto" e há imensos emigrantes portugueses a viver no país da paelha. Para além disso, em Espanha as mulheres são bem mais bonitas que na Holanda... é ou não é?

Papoila

sábado, 10 de julho de 2010

Cooking Weekend

Hoje vou experimentar fazer, pela primeira vez, Ricotta Hotcakes. Já estou a salivar.
Estive a rever os vídeos da Nigella Bites, arquivados no PC desde a última época de exames à espera de serem postos em prática, e a sentir aquele calorzinho de 'tenho que cozinhar'.

A receita é simples e acessível monetáriamente. Vejam aqui!

Papoila

sexta-feira, 9 de julho de 2010

I'm back in business, girls

Já tenho net em casa, finalmente!
Papoila

domingo, 27 de junho de 2010

Regina Spektor

Gostava muito, mesmo muito, de ir ver esta menina. Mesmo que fosse sozinha.
Isto é simplesmente delicioso. Ora vejam.
Alguém que me ceda o bilhete? É já dia 1 Julho.

Papoila

I have a dream

Há dias em que não sei se sonhar cura, se adoece.

Papoila

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ahhhh (espreguiçando-me)

Como vai ser bom não acordar com o som da água a passar nos canos, mesmo ao lado do meu ouvido! Vou ser uma mulher ainda mais feliz.
Papoila

Home Exchange

A coisa anda a correr tão bem! Temos um senhorio muito dedicado que nos está a preparar a casa de forma muito bonita. É tão à minha maneira! Recebe imensa luz de dia e tem lâmpadas extremamente luminosas para a noite. Só lhe punha uma cozinha maior (vá, cinco vezes maior, que a minha obsessão pela culinária paga-se caro =P).

I'm way up in the clouds.
Tenho passado as noites a sonhar em como a casa vai ficar mobilada! Ai... mulheres!

Já só nos falta o microondas. Alguém que possa ajudar?

Papoila

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Novo ninho precisa-se

Esta mudança de casa está realmente a dar muita dor de cabeça. Não bastava já a questão dos electrodomésticos (que, tendo em conta o panorama actual, até se resolveu com relativa facilidade), agora vem a divisão de quartos e preços correspondentes. Viver com Amigos seria tão mais fácil...

Papoila

terça-feira, 4 de maio de 2010

Porque as meninas ainda têm garra!

A três horas do meu regresso ao futsal feminino, venho aqui anunciar que hoje vou iniciar a minha renuncia ao sedentarismo! Desta é que é (até porque, após gastar as minhas poupanças em equipamento, o meu self ficaria extremamente chateado se não me visse a cumprir o previamente estipulado). Sendo assim, e mesmo estando nauseada até-até, aqui a je vai aventurar-se pelo metro de calções e dirigir-se ao lugar onde tudo acontece!

Ainda há mulheres corajosas, não há?
(E nesta parte espero muitas respostas encorajadoras... =x)

Papoila

domingo, 25 de abril de 2010

Que mania é essa de não gostares do Alentejo?

Devo dizer-te que esperava que fosses mais alta e que, no primeiro relance, fiquei surpresa: afinal eras pequenina. Que raio. Eu, que te tinha previsto bem maior - de uma altura consensual com o talento da tua escrita. Admito que ia preparada para me pôr em bicos de pés, tal bailarina desajeitada. Afinal o teu sorriso estava mais acessível aos meus olhos. Soube melhor assim, até.

Disse-lhe, quando chegámos a casa, que tinha sentido vontade de te abraçar. Ambas sabemos o quão raro isso vai sendo em mim, cada vez mais criteriosa em relação aqueles com quem decido partilhar mais que um abraço político. Apeteceu-me abraçar-te com força, porra. Que sensação estranha, que nem te conheço as mãos já quero saber a que sabe o resto.

Não sei se eram as tuas feições, que teimavam em procurar parecenças com o meu reportório de contactos próximos. Ou que um dia o foram. Ou talvez fosse o sotaque que, honestamente, fui incapaz de inserir num grupo vulgar - não me soava a algarvio, que queres? Talvez seja resultado de uma miscelânea de francês, lisboeta e algarvio… que torna tudo mais difícil para uma simples miúda como eu.

Vi os teus olhos brilharem. Já não é comum ver olhos brilharem assim, espécies em vias de extinção. E não falo da luz a bater de esguelha no olho, quando o sol ou a lâmpada estão a jeito - isso seria ridículo. Talvez brilhar seja palavra demasiado espampanante para um texto desta ordem. Mas vá, vi aquela expressão que mostra que há qualquer coisa em ti de misterioso e inacessível.

Soube-me muito bem a noite. O feminismo activista e a primeira mulher de calções. O fogo-de-artifício que vacilava o peito. A barriga às voltas e o gato ciumento. O quão acolhedoras foram. E a loucura a que nos cedemos pontualmente, que recorda noites que um dia passaram e trouxeram tanto quanto esta.

Será possível que ainda não tenha sono?

“É fácil.”

Papoila

sábado, 17 de abril de 2010

Não é o que todos queremos?

Wizard: What do you want to be in the world? I mean the whole world. What do you want to be? Close your eyes and think about that.
August Rush: Found.

Vejam. É brilhante.

Papoila

Psicossomatizações

Girls, I need some help here. O que fazem quando estão stressadas, chove lá fora, têm roupa para passar a ferro e a depilação por fazer?

Papoila

Fim-de-semana Femininos

Com a primavera a chegar (e a Orquídea a obrigar-me a ir à pool com ela), vem também isto. Felizmente não sou muito adornada e não preciso de usar o cortador de relva. Mesmo assim ainda guincho um bocado, principalmente no que toca ao tornozelo. Uiiii.

Papoila

The thinking gender

Há dias em que me incomoda não saber como vamos organizar a nossa vida. Não temos por hábito planear tudo - decidimos sempre à última da hora onde vamos e, na maioria das vezes, acaba por resultar bem. Mas admito que me causa alguma ansiedade não saber como nem onde vamos estar daqui a uns anos. Não saber onde cada uma de nós vai tirar o ano comum e a especialidade, não saber quando vamos poder/conseguir ir viver juntas, não saber como os pais vão reagir, não saber se vamos conseguir começar a vida de forma auto-sustentável (sem ter que recorrer à ajuda dos pais, já que não sabemos se vão estar a nosso lado ou não).

Também vos acontece?

Estas preocupações costumam surgir em dias de chuva.

Thank God summer is on its way!

Papoila

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Oh , dear life

Há dias em que a vida nos parece terrível. Pobrezinha de mim: homossexual, escondida de muitos, estudante que conta os trocos quando faz compras, com uma vontade esganada de viajar e de conhecer mas sem forma de o fazer, longe da família e envolta num Inverno longo de mais. Mas depois, noutros dias, feliz de mim! Jovem, saudável, com uma vida cheia de oportunidades, com a aprovação do casamento a espreitar pela janela, com dinheiro para comer, com uma namorada linda e com a Primavera a chegar.

Sinceramente. Haverá paciência?

These hormones are killing me!


Papoila

sábado, 10 de abril de 2010

Livro novo, vida nova

Pois é: a minha fase Ellen-addiction acabou. Não porque me importasse de continuar mas porque o seu legado livresco, até ao momento, não excede as duas obras. Assim, dei comigo obrigada a procurar alternativas e não estou nada arrependida com a escolha! Neste momento estou a ler Julie and Julia e estou a adorar. É um livro extremamente bem disposto e tem uma história muito menos entediante que o filme (Atenção: eu adorei o filme! Mas o livro está deveras melhor - acontecem coisas de página em página!). Portanto, recomendo aqui à família a leitura deste romance. Façam-no com o livro escrito em americano... a leitura das primeiras páginas assusta (algumas palavras estranhas e indecifráveis pintalgam a narrativa) mas, uma vez embaladas, you're on the run!

Para aquelas que preferem uma coisa mais temática, eis aquele que vou encomendar assim que este esteja esteja finalizado:

Nice, hû?

Papoila

terça-feira, 6 de abril de 2010

Accurate Gaydar

Fazia a Papoila compras no Pingo Doce, o seu top supermarket nacional, quando dá de caras com duas senhoras com os seus 33-35 anos. Bonitas e discretas, ambas carregavam mochilas semelhantes e o corte de cabelo era igual. Pensei logo que fossem um casal mas ainda considerei a hipótese de serem irmãs. Com a pulga atrás da orelha, lá me fiquei naquela zona a pôr fruta no saco quando, heis que não, vem o beijinho escondido e a mão pelas costas. Afinal as parecenças são só para confundir os mais despistados.

Há mais gente como nós do que aquilo que pensamos...

Papoila

terça-feira, 23 de março de 2010

Meninas, ainda há esperança!

Havemos de conseguir
envelhecer
tão bem
quanto
ELA!
Ou, por outras palavras, como quanto mais envelhece mais bonita fica. Não lhe tirava nada, nem aquelas ruguinhas junto aos olhos - não lhe dão logo outra doçura?

Passei a infância e a adolescência sem ter nenhum ídolo. Nunca tive nenhuma obsessão nem um grande fascínio por alguém que fosse inacessível. Agora que cheguei à juventude, e em que já não tenho idade para estas coisas, é que me deu para isto. Sinto-me uma criancinha. Mas a verdade é que, ela sim, preenche os meus requisitos (e eu sou, infelizmente, demasiado exigente com estas coisas). Finalmente apareceu alguém que, numa só, juntava várias coisas que valorizo.

Esta senhora assumiu a sua homossexualidade perante o pai e foi expulsa de casa, não fosse ela contaminar as meias irmãs. Passou pelo acidente em que a namorada morreu, sem saber que era ela que estava dentro do carro a ser socorrida. Após assumir publicamente a sua orientação sexual, a série em que participava deixou de ser financiada (tentem adivinhar porquê) e ficou sem emprego durante três anos, durante os quais escreveu um livro (não publicado) que, sem intenção, lhe deu acesso ao mundo dos talk shows. É uma pessoa que não tem apenas a versão cor-de-rosa da vida e que, apesar de agora estar lá no alto, não se esquece de quem não está. Luta pelos nossos direitos e pelos direitos de quem não tem voz para falar. Está envolvida na política, arte, música e literatura e, enfim, é o claro exemplo que só o corpo envelhece e que nunca se deve parar no tempo.

Já vos disse que já vou a meio do segundo livro? É verdade.

Papoila

Charlyn Marie Marshall

Só em género de apontamento, já que acordei com a música dela a soar-me aos ouvidos. [E porque, admitamos, nenhuma de nós se importaria de a conhecer em carne e osso.]
Where is my love, Cat Power

Há músicas que estão genialmente bem compostas. Às vezes, mesmo com apenas meia dúzia de notas, a coisa resulta na perfeição. Esta é uma delas: simples e que fica no ouvido à primeira. E não posso deixar de notar nas semelhanças com Feist em que, apesar de o piano ser bastante ténue, também há esta delicadeza na voz (que resulta sempre comigo).

Papoila