domingo, 2 de agosto de 2009

Diz lá que não fazias melhor, eu sei*

Orquídea

Estou Aqui!

Já cheguei ao meu destino! E tenho net no quarto =D! Weeeeeaaah!

A Papoila faz posts muito fofinhos, não faz? Ajuda-me a encurtar a distância e a curar as saudades. Algumas. Ainda sobra muito.

Eu cuido da ferida do lábio, sim? ^^

Tem sido um misto de muita coisa, sabes?... Já vi coisas incriveis e já me aconteceram coisas inacreditáveis. Já me senti muito bem e já me senti muito mal. Sinto-me muito longe de casa, o que me assusta, mas tem de se controlar essa insegurança que surge para que tudo corra bem e possa voltar bem, consciente de que aproveitei tudo da melhor forma, não é?

Fazes-me falta.

Não imaginas a quantidade de vezes que penso "opa, quem me dera que ela aqui estivesse com a sua mega maquina que ia adorar tirar fotografias a isto. A minha maquina é uma treta, bilhéke".

É tão reconfortante ouvir a tua voz ao fim do dia... E ler-te...

Vai correr tudo bem. És tu que me fazes acreditar nisso.

...the one...

Orquídea

Walter Cronkite

Jornalista honrado, internacionalmente conhecido, grande personalidade norte-americana, morreu este ano aos 93. Hoje, ao ler excertos de uma entrevista que lhe fizeram, fiquei enternecida com isto:

"Who’s the most interesting person you've ever met and why?"
"Oh, probably my wife."
Depois pensei em ti e apaixonei-me novamente.

Papoila

Dona de Casa Desesperada

1) 12h a passar a ferro;
2) WCs lavadinhos de uma ponta à outra (espelhos, madeiras, chão, banheiras e afins);
3) Pó removido de todas as superfícies e objectos;
4) Móveis com óleo de cedro;
4) Varandas a brilhar;

Hoje aspiro a casa na sua totalidade e lavo o chão.
Amanhã quero miminhos!

Papoila

Meu amor,

tenho dói dói no lábio.
Papoila

sábado, 1 de agosto de 2009

Sabe bem

Quase Perfeito

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia

Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça

Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito

Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito
Donna Maria
Aqui

[Porque, quanto cantas isto para mim, a tua voz fica tão bonita...]

Papoila

Backup sentimental

São 7min que se destinam a reparar o software essencial para o funcionamento correcto e articulado da papoila. O download é rápido e a instalação eficaz. Há dias em que me vejo obrigada a recorrer a ele para arrumar a casa: pôr cada coisa no seu lugar e arranjar força para conseguir mais e melhor.

Apesar de ter vários utilizadores, inclusivamente a nível internacional, sinto-o como se tivesse sido criado exclusivamente para mim.

Conheçam-no ou reutilizem-no aqui.

Papoila

Escovar os dentes

Conheces-me e sabes o enorme prazer que tenho ao escovar os dentes. Sabes que fico minutos completos a esfregar de cima para baixo, para o lado e para cima, para baixo e para o lado, para frente e para trás. Hoje o prazer ainda foi maior quando, ao entrar na casa de banho, percebo que a minha escova está enrolada na tua, tal e qual abraço-de-girafa.

Papoila

Facebook

As fotos da tua viagem dizem 'I wanna be facebooked!'.
E eu acho que lhes devias dar ouvidos... 0=]

Papoila

Devaneios

O seu vincado preto corpo, perro e atarracado no cocuruto, não enganava ninguém. Nem pela sombra.

Aquela gente que ninguém quer ter no peito.

As quedas dos grãos de areia, na ampulheta, são suicídios contínuos marcados por ressuscitamentos periódicos. Vidas de gato.

A janela cega deixou cair o álbum de fotografias do 100º andar do edifício. Com as pontas pisadas foi vendido, na feira da pobreza, a uma mulher que tinha o filho acamado. O filho tinha os sonhos cegos.

Cortar o caminho que me leva a Roma para aliviar o peso dos dias, das caras, das obrigações, das tristezas e dos medos. Vá lá: caia-lhe um meteorito em cima.

A obstipação mental não mata mas confere atraso no desenvolvimento. Trata-te.

Papoila

Carta nº 1

Li agora a primeira das sete cartas que deixaste para mim. Como são sete, tomei a liberdade de ler uma de 4 em 4 dias. A tua letra de primária aqueceu-me o peito. E a nossa simbologia, escrita desajeitadamente no final, com gatafunhos riscados (tão próprios de ti), fizeram a saudade espernear. A última página do caderninho que te ofereci, naquele ano tão complicado que passámos juntas e em que acabámos por triunfar, cada uma de sua forma e após muita luta, será guardada na nossa caixa.

Somos pequeninas, meu amor, mas somos mais do que a vista de muitos alcança.

Parecias-me triste quando a escreveste. Não está presente nenhuma das tuas piadas em que só eu encontro sentido. No final, um charlie's angel matreiro, para disfarçar.

Hoje Portugal está de tempestade, meu bem. Por aí o dia deve estar mais feliz.


Papoila

Antoine de Saint-Exupéry

Os céus de Marselha, em França, vão encher-se de aviões na sexta-feira, quando se cumprem 65 anos sobre o desaparecimento do escritor e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry.

A 31 de Julho de 1944, os radares da Resistência perderam o rasto de um dos seus aviões Lightning P38 no Mediterrâneo. Pilotava-o Saint-Exupéry. Só no ano passado se soube o que aconteceu naquele dia. A dar como verdadeiro o testemunho de Horst Rippert, um alemão de 88 anos, terá sido ele quem abateu sobre o Mediterrâneo o avião do piloto e escritor. "Podem deixar de procurar. Fui eu quem abateu Saint-Exupéry", disse Rippert, quando o localizaram dois investigadores franceses especializados em encontrar aviões perdidos durante a guerra. Também na sexta-feira, e no quadro de um conjunto de homenagens ao escritor que se prolongará até 2013, será inaugurada em Marselha uma exposição intitulada "Saint-Exupéry. Invitation au voyage" (Convite à viagem).

Saint-Exupéry (1900-1944) morreu quando a Europa estava sob ocupação nazi, deixando uma obra literária em que avultam títulos como "Voo Nocturno", "A Cidadela", "Terra dos Homens" e "O Principezinho".

As investigações levadas a cabo não esclareceram ainda as circunstâncias precisas do seu desaparecimento, mas - abatido ou não pelo piloto alemão Rippert - aceita-se hoje que terá perdido a vida quando o avião que pilotava caiu no mar, a 31 de Julho de 1944. Em 1998 um pescador encontrou nas suas redes uma pulseira que pertenceu ao escritor e seis anos mais tarde foram encontrados, ao largo da costa de Marselha, restos do avião. Hoje, à falta de cadáver para examinar, a lenda do piloto sobrevive e confunde-se com o universo fantasioso de "O Principezinho", a mais popular das suas histórias e um dos livros mais traduzidos de sempre. Nascido a 29 de Junho de 1900, em Lyon, Antoine de Saint-Exupery fez o serviço militar em Estrasburgo, foi repórter na Guerra Civil Espanhola em 1937 e, dois anos depois, mobilizado como capitão. Desmobilizado, voltará à aviação anos depois, e, em 1944, o avião que pilotava caiu no mar. Começava a lenda.
Papoila

Agosto Invernal

Dez distritos em alerta amarelo

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) alargou este sábado o alerta amarelo aos distritos da Guarda, Coimbra e Leiria devido à previsão de chuva intensa, vento forte e possibilidade de trovoada.

Em comunicado, a ANPC sublinha que as más condições atmosféricas podem causar (...) formação de lençóis de água ou arrastamento de materiais sólidos para a via. ANPC alerta ainda que podem ocorrer 'cheias rápidas em meio urbano' ou 'inundação por transbordo de rios nas zonas historicamente mais vulneráveis'.
E estive eu, hoje, a lavar as varandas.
Papoila

How my heart behaves


Peach Trees

Is true love a trip to Chinatown
Or being held in one's opium gaze
Under the peach trees
There I'll sit and wait

Is true love a long walk through Bryant park
Or being held in the month of May
under the peach trees
There I will be, will be until you come and get me

Cause I'm so tired of waiting in restaurants
reading the critics and comics alone
With a waiter with a face made for currency
Like a coin in ancient Rome

And I really do wish you were here next to me
cause I'm going to see James Dean
There I will be
Under the peach trees with him

Rufus Wainwright
Aqui
Papoila

Attention please

Avisam-se as estimadas visitantes do canto Debaixo do Pessegueiro que a qualidade da escrita do presente blog irá sofrer uma queda progressiva durante o mês que se avizinha. Espera-se um aumento do conteúdo lame, roçando o quase insuportável, pelo que se pede a vossa compreensão e persistência para efeitos de leitura e compreensão.

Agradecemos, desde já, a vossa comparecência no pomar.

O buffet encontra-se ao fundo do corredor à direita. Há pêssegos fresquinhos, dos maduros ou assim assim.

Papoila

Dúvidas existênciais #1

A imagem ficou grande de mais, não ficou?
[Estarei a enlouquecer? Como é que na 3º me permitem a fazer babysitting?! Eu não deixava o meu filho comigo... Mas tu deixavas, não deixavas? 0=] ]
Papoila

Lembras-te, meu amor #2

Lembras-te, meu amor, desta tarde de praia? A A. já me enviou algumas fotos. Estão mesmo muito bonitas (ou não fosse a máquina por mim recomendada /tosse, tosse/). Assim que consigas aceder à net envio-te algumas. Dessa forma não serei a única com o coração apertadito (que é como quem diz 'quem vai à guerra, dá e leva', embora eu prefira usar o provérbio em ocasiões mais carinhosas).

Visto que amanhã me vais acordar com os galos, será melhor dedicar-me à clinofilia enquanto ainda tenho tempo.

Nota o pôr-do-sol nos quadrantes externos!

Papoila

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Singularidades de uma rapariga loira #6

À tarde deitavas-te a meu lado e adormecias. Eu ficava para ali, a decorar nomes estranhos e a observar-te. Tão calma, tão segura. Sim meu amor, comigo por perto não tens que ter medo de nada. Havia dias em que te acordava repentinamente, porque o tempo escasseava, e guardo deles a imagem precisa da tua cara atarantada, a olhar para mim, sem orientação no espaço e no tempo. Noutros dias, suavemente, beijava-te a testa e dizia ao ouvido 'São quase horas, meu amor.', e tu puxavas-me para ti. Curiosamente, era nesses que chegava atrasada.

Volta depressa.

Sem ti, a quem é que vou dizer para tirar o bilhete do metro da carteira quando ainda estamos longe?

Papoila

Lembras-te, meu amor #1

Lembras-te, meu amor, quando te dei a mão pela primeira vez? Lembras-te do perfume do meu pulso?

Papoila

Teoria da Relatividade

Papoila

Saudade em gente de coração mole

Meu amor, como gostava de poder ter sido a tua companhia de viagem. Ter visto o nascer do sol, no avião, com a minha mão a brincar com a tua. Ter sido eu a visitar contigo o museu que a nossa querida P. recomendou. Eu a abraçar-te para não teres medo do mar de rapazes intrometidos do hostel que hoje te dará dormida. Quem me dera ser eu a partilhar as migalhas de bolacha que vais comprar no supermercado mesmo à frente. Quem me dera estar presente para te dar o beijo de boa noite, desviar o cabelo do pescoço para encostar a minha cara. Segredar-te que o dia seguinte vai ser ainda melhor que o de hoje. E que não estás em Paredes de Coura mas não importa. Quem me dera ser eu, meu amor. Quem me dera.

Papoila

quinta-feira, 30 de julho de 2009

This thing called Yoga

Revelou-se uma viagem no tempo.
Papoila

Para ti

Vou de viagem. Vou para os confins da Europa, para longe. Vou andar em hospitais estrangeiros para aprender um pouco mais (não só) de Medicina e vou andar a conhecer aquela zona do Mundo. Vai ser uma experiência incrível.

Mas vou estar longe de ti, é verdade. E custa pensar nisso, sentir que vou estar fora, num mundo diferente e com outras exigências diárias, e tu ficas aqui, em casa, sem podermos contactar com o à vontade que costumamos fazer porque, enfim, ainda não ganhamos para tal. Vão haver dias difíceis, em que as saudades apertam demasiado ou que as horas em casa se tornam complicadas de digerir, mas vai passar. Sabes, vai passar mais depressa do que pensas. Os primeiros dias vão ser complicados até encontrarmos o equilíbrio nas comunicações, mas depois vai passar depressa. Não te vou deixar assim sozinha.

Não sei. Só queria dizer que não te esqueço e que vens comigo. E que também tenho medo e preocupação. Mas que vou cuidar de mim e de ti. E que vou voltar melhor. Para ti.

I'll keep in touch.
Touch.

Orquídea

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Yoga

Hoje vou ter uma aula de yoga. A Orquídea vai estar a meu lado e, quando terminada, vamos jantar fora. Depois espera-nos uma saída bastante movimentada, que decerto não se prolongará muito, pois eu tenho que voltar à capital e ela precisa de uma noite de sono restituinte para se preparar para a grande viagem.
.
No meio de tudo isto, a alegria de conseguir arranjar forma de passar algum tempo de qualidade com ela, e as teorias do professor de yoga (muito cómicas para estudantes de medicina), são das poucas coisas que me permitem alguma paz de espírito.
.
A verdade é que, depois de um ano que me pôs sobre imensa pressão, ainda acordo (e passo os dias) com a sensação de que tenho imenso que fazer e imensa gente a quem tenho que provar que sou boa naquilo que faço.
Suspiro.

Papoila

Férias

Ontem entrei de férias. Amanhã a Orquídea vai viajar.

Papoila

domingo, 26 de julho de 2009

Jantar na Baixa/Chiado

E depois beijei-te no pescoço e o empregado de mesa sorriu para nós.

Papoila

Theodore's thoughts #3

Theodore estava de vestido. Passeava-se pela praia, caminhando ao lado da namorada. Não iam de mão dada, mas olhavam-se curiosamente entre ondas que ameaçavam molhar a perna acima do joelho. Theodore, de peito esguio, mulher jovem, e a namorada, de braços fortes mas femininos, calças pretas dobradas até ao joelho e gravata descaída.

Faziam um par bonito. Theodore apanhava as conchas e a namorada, com traços e de um feminismo acérrimo perdido por entre os suaves jeitos de homem, guardava-as no saco de linho.

Ninguém sabe o que fizeram ao fundo da praia, quando olhos alheios as perderam de vista. Mas eu consigo adivinhar.

Papoila

Singularidades de uma rapariga loira #5

Orquídea: 'Espremo os 70% de água que o teu organismo tem, dobro-te bem dobradinha na minha mala de viagem e, quando lá chegar, encho-te novamente com água! Assim vais pesar os 20kg que me deixam levar no avião.'

Papoila

Will & Grace

Jack e Will são gays. Jack é extrovertido, Will é introvertido. Karen é muito amiga de Jack e detesta Will. Grace é gira e, tal como o seu melhor amigo Will, desespera por arranjar um rapazinho para ela.

O giro disto tudo? A relação entre Will e Grace, a voz esganiçada da Karen com o seu jeito prá-frentex, os maneirismos do Jack e a extraordinária velocidade a que tudo acontece!

Vale a pena.

I'll move on to Big Bangs Theory!

Papoila

sábado, 25 de julho de 2009

O Verão da Orquídea

Vai estimar e reavivar a capacidade de me sentir nostálgica e com imensas saudades.
AINDA MAIS!
=]

Papoila