Mostrar mensagens com a etiqueta cultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cultura. Mostrar todas as mensagens

sábado, 21 de julho de 2012

The Bastard of Istanbul - Elif Shafak

Seguindo os meus conselheiros literários internacionais, lancei-me neste romance turco. Mais uma vez, o tema do confronto entre religiões e culturas surge, num enredo muito bem trabalhado e complexo.
Asya, uma rapariga de 19 anos de Istambul, vive numa família de mulheres, em que as singularidades de cada uma das suas tias e a incógnita que paira sobre a identidade do seu pai se combinam com a vida peculiar da sua cidade e moldam a sua personalidade irreverente e inquieta.
Armanoush, do outro lado do oceano, é uma jovem americana da mesma idade que tenta compreender a sua identidade arménia ao mergulhar no passado da sua família, uma das muitas vítimas do negro e controverso confronto entre a Turquia e a Arménia no início do século XX.
Estas duas famílias, ligadas entre si no passado e no presente, são a base para um romance que se propõe a tocar em muitos dos pontos frágeis desta relação entre os dois países e culturas. Apesar do elevado número de personagens ser, por vezes, difícil de digerir, e as descrições extensas e esporadicamente desnecessárias, este livro é uma boa aposta para quem quiser conhecer um pouco mais deste passado obscuro dos dois países, da sua repercussão na vida de hoje em dia ou apenas para ter uma ideia da atual cidade de Istambul, das suas pessoas e vivacidade.
Andava desejosa de ler um livro turco e, talvez por isso, me entusiasmei tanto com este romance. Recomendo vivamente a quem gosta de enredos bem estruturados e surpreendentes. 

Orquídea


PS: Ah, sim, este livro também tem personagens homossexuais, um gay e uma lésbica para ser mais concreta. São personagens muito secundárias que não considerei muito bem representadas. Pelo menos a lésbica, que das poucas vezes que intervém é para dizer mal dos homens. Pareceu-me uma visão muito limitada...

sábado, 19 de maio de 2012

Comidinha Romena

Finalmente, sábado, um dia sem pressas em que pude finalmente partilhar parte do que trouxe da Roménia. E, para começar, comida!
Visto que comentei com a mãe da minha amiga I. o quão saboroso era o tomate da salada (sabiam tão mais a tomate que os nossos cá...), ela foi incapaz de me deixar regressar sem levar uns belos exemplares. Sim, trouxe quatro tomates gigantes romenos para Portugal. E hoje foi o dia de os provar.
A Papoila, chef de cozinha exemplar, orientou a receita: tomate recheado, coberto por croutons condimentados com um tempero especial de Munique (onde fiz escala durante tempo suficiente para visitar a cidade) e com queijo romeno e português por cima. Para acompanhar, polenta, um acompanhamento mais que típico da Roménia e países vizinhos. Um prato germano-romeno-português, portanto! 
Conclusão:


(Como facilmente se percebe, os tomates romenos são os de cima)



Bem bom!

Vamos agora lanchar e provar o queijo fumado (mesmo fumado que se sente bem o fumo!), a zacusca e o doce de chimen (alcarávia). Pofta buna!

Orquídea

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Porque até temos uma AE fixolas!

(carregar na imagem para ver maior)

Inscrições gratuitas aqui
(para quem não é aluno de uma das duas faculdades, deve escrever 0 no número de aluno)

Nós vamos! Mais alguém?

Orquídea

sábado, 10 de abril de 2010

Joana Vasconcelos

Não vou vou falar do castiçal, feito de tampões, nem do coração da esquerda, feito de garfos e facas. Muito menos vos vou falar da experiência que foi entrar no Jardim do Éden, arte que ocupa uma divisão do ccb INTEIRINHA (só vos posso dizer que fiquei de boca aberta e que foi como entrar num mundo que não é o nosso).

Visitem. É grátis e, se acharem que não valeu a pena, podem sempre compensar com uns pastéis de Belém!

Papoila

terça-feira, 16 de março de 2010

The Yacoubian Building - Alaa Al Aswany

Que livro tão bom.
Pois bem, era este o livro que estava na minha mesa de cabeceira à espera do final dos exames para me voltar a prender a atenção. E o que podemos encontrar neste building? Muita muita gente!
Esta é a história dos residentes deste edifício do Cairo. Temos pobres e ricos, homens e mulheres, jovens e velhos, honestos e criminosos, muçulmanos e terroristas, mulherengos e gays. Sim, um livro de um país muçulmano, preso ainda a tanta tradição, que nos fala de homossexualidade. E não só. Fala de todos os defeitos de um Egipto corrupto, injusto, comandado por quem pode e não por quem devia. O livro chocou quando foi publicado porque fala de tudo o que ainda é tabu no país. Mas sobreviveu, tornou-se um bestseller e um filme. E vale bem a pena conhecê-lo.
Geralmente os livros iniciam-se com uma apresentação das personagens, um início de história que cresce para um clímax de onde esperamos uma resolução e, no final, há uma queda bem aparada da nossa ansiedade e preocupação com o resultado da história num final minimamente feliz. Pois bem, não foi nada disto que senti neste livro. Começou por me apresentar as personagens na sua faceta original, bonita (em alguns casos), mas não seguiu essa linha. Há tristeza, há revolta, há dor por compreendermos que não há nada a fazer, o mundo é assim, não há por onde fugir, as personagens têm de passar por tudo isto. A um par de páginas do final não queria mesmo acreditar que teria de acabar assim, com aquela sensação de insatisfação e impotência que temos quando nos cortam as asas com a crueza da realidade. Porque os livros fazem-nos sonhar, mas este lembra-nos o mundo onde vivemos. Ou melhor, em vez de ficar a sonhar com um mundo que leio, fico feliz por, apesar de tudo, ter muita sorte em viver no mundo em que vivo.
Não sei se o texto desmotiva a leitura, mas é exactamente o contrário que pretendo. É um livro maravilhosamente bem escrito, com uma dinâmica, uma evolução, uma abrangência que impressiona. E é uma outra cultura, outra religião, outras tradições e formas de pensar. Vale muito a pena.
Next stop: Estónia. Um livro oferecido que também tem uma personagem gay. Mas será que desconfiaram de alguma coisa ou é apenas coincidência?!...

Orquídea

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Post-it musical, Season II #1

Everly Brothers - All I have to do is, aqui
Bee Gees - You should be dancing, aqui
Papoila

domingo, 17 de janeiro de 2010

Os Lusíadas em BD

Como disse, estive a ler "Os Lusíadas" em banda desenhada, ilustrado por José Ruy. É um livro de 1984 que é óptimo para quem gostaria de ter alguma ajuda a perceber do que é que o Camões está a falar. O texto é o original (apesar de, pelo que percebi, não ser integral), com pequenas adições do artista para explicar um pouco melhor o que se passa ou do que se fala.
Não preciso de contar a história, pois não? "Os Lusíadas" é um livro essencial a qualquer português que queira saber e compreender um pouco mais da sua história. O facto de, pela primeira vez, ter lido o texto do inicio ao fim e não passagens escolhidas pelo programa de Português deu-me uma visão geral do que é realmente este livro. E confesso que o estudo nas aulas de secundário foram igualmente importantes para dar valor a muitas passagens. Adorei relembrar a nossa História, os nossos heróis e santos, os episódios marcantes e os valores da altura, mais do que seguir propriamente a história de Vasco da Gama pelos mares. De qualquer forma, é um livro magnífico e somos um povo bem sortudo por termos uma obra tão bem construída para preservar a nossa história.

primeira página

De qualquer das maneiras, e tal como é indicado neste livro, não vou dispensar a leitura integral d' "Os Lusíadas" mais tarde. Talvez quando um filhote precisar de ajuda ao lê-lo na escola. Quem sabe.

Orquídea

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Carinhos

Há muita coisa aqui, mas faltam carinhos. Há conversas estimulantes e piadas internacionais, mas não há quem abrace quando a distância nos aperta o peito. Há alguma cumplicidade e companheirismo, mas não há cabelos afagados quando alguém o merece.
É complicado quando culturas se cruzam e certos países com hábitos contidos se cruzam com países quentes como o nosso. Não lhes quero mudar nada. Só queria um pouco mais de casa.
De ti.

Orquídea

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Boredom is a pattern, not a reality #2

Tango Vadio

18 Julho, 21h, ILGA Lisboa
Aqui

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Boredom is a pattern, not a reality #1


Em especial, hoje, dia 2 de Julho, ruínas do Carmo à noite. Vale MUITO a pena!
Orquídea

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Angels and Demons

Muito melhor que o primeiro.

Papoila