terça-feira, 11 de agosto de 2009

Guide her

ao som de Madredeus, Oxala
Aqui
Papoila
E a I. acabou de por Beirut a tocar. O meu coração aperta, sinto saudades de casa(ie, de ti) e controlo a lágrima do olho emocionado.

*em português*

Orquídea

A culpa é tua


Não sei se já temos esta música no nosso blog, mas quis recordá-la de novo. Tenho ideia que me mostraste a música antes do nosso "início". Sorrio sempre que penso nisso porque associo-o tanto a nós, à nossa descoberta, aos dias em que nos afundavamos uma na outra sem compreendermos bem porquê. E, a certa altura, ofereceste-me esta canção. Falávamos de amizade nessa altura, mas algo em nós já borbulhava algo mais. E veio esta canção. A Alanis já nos compreendia e quis contar-nos logo o que se passava. Não lhe demos ouvidos, sorriamos e cantávamos juntas, concordavamos na beleza da letra e da música.
Mas eramos nós, meu amor. Como é que não vimos logo?
Orquídea

Waiting for you

Deve ser a primeira vez que, durante a viagem, espero por ti para falar contigo. Estás num sitio que me é muito familiar e deixa-me feliz que passeies por aí. Espero que tragas um pouco de mim para casa.
É verdade. Ias aproveitar tão bem esta viagem. Para além das fotografias fabulosas que ias tirar, a experiência académica, a cultura diferente, a língua, as possibilidades, as pessoas e tudo o resto, saberias absorver tão bem, aprender, crescer. Saberias aplicar a lei. Carpe Diem.
Sinto muito a tua falta. Não tenho quem me diga o quão totó sou por não saber lavar roupa. Preciso de ti para fotografias fofinhas, desculpas para mimos públicos. Queria-te comigo para me tirares da cama onde desperdiço tempo e me levasses a passear, só as duas e uma camara fotográfica, o mapa e o entusiasmo de descobrir coisas novas. Iamos entrar nas lojas e tentar aprender a língua. Iamos ver os detalhes que já mais ninguém vê. Iamos olhar para cima e não apenas para os pés. Iamos ver.
Fazes-me falta.
Voltarei cá contigo e o deslumbramento será maior.

Orquídea

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Boa noite, meu amor*

Antes de adormeceres, contas-me uma história?
Papoila
Ontem tudo o que eu queria era subir ao teu corpo
eu passei no teu medo e esqueci o teu ego
És tudo o que eu vejo

Convite - Pluto

Orquídea

São só coisas

Tudo em mim te respira. Tudo em mim anseia a tua pele.

Cheiro a tua camisa e sinto-me em casa. Desejo, por momentos, conseguir respirar só com a inspiração para poder sentir o teu odor constantemente, sem pausas.

Dormi com a tua camisola na minha almofada. Dormi contigo e foi a noite mais longa desde que aqui cheguei.

Orquídea

Recordações

de praia, noite, idade imatura

A diferença entre o meu vestido ratado e o teu top preto, manga cava, tipicamente masculino.

Nunca saberás, mas este foi um abraço que me arrendou um quarto.

Papoila

Velocímetro Animal

Tu ficas-te pela tartaruga e eu situo-me algures entre a avestruz e o cavalo.
Papoila

Ironias

What goes around, comes around.
Papoila

Quando o sol se põe

Papoila: A., dói-me a alma. Tens aí paracetamol?
A.: Tenho, mas isso não trata o teu problema...
Papoila: E brufen 600mg?
A.: Experimenta 47Kg de orquídeacetamolofeno! Mas tem que ser per os, nada de intra musculares ou endovenosos.

Papoila

Restauração da Monarquia

I Know that this will amuse you quite a lot.
isto, meu amor!

Papoila

Carta nº 2

No final, fica sempre um aperto no peito.
Papoila

Escrita

Leio-te cada texto. Corrijo-te ou chamo a tua atenção para pequenos pormenores. Digo-te que o terceiro parágrafo tem frases demasiado longas. Ou que não gosto desta ou daquela vírgula. Questiono o porquê deste termo e não de outro. Sugiro mudanças. Digo não gosto. Digo consegues melhor. E digo está perfeito, não lhe mexas mais. E, no meio de tudo, cresce o sonho de que um dia passarás mais tempo a fazer aquilo para que nasceste. Tens um jeito inato para as palavras. Há períodos em que andam esvaecidas, não lhes consegues dar o uso que tanto me deleita. São as preocupações que consomem a teia que usas para tecer as palavras e te tornam incapaz de produzir. Agora que tudo o resto está em standbye, regressaste. Regressaste vistosa, reluzente, como nos dias em que nos fomos atando uma à outra. E é tão bom reviver a tua escrita.

ao som de Be Be Your Love
Papoila

domingo, 9 de agosto de 2009

Fofinho

Queria ela um post fofinho para si. E depois, pela webcam, faz-me aqueles olhinhos irresistíveis, por cima dos óculos, brilhantes, de cabeça deitada e mãos dadas ao lado da cara, com o sorriso enorme e apetecível. E depois quer que eu consiga escrever algo tão fofinho como ela.

No way.

Orquídea

Trouxe Confettis!

Digam lá que não é algo de mágico quando não vos dá mesmo jeito nenhum nenhum nenhum que o período apareça antes de determinada actividade aquática e, apesar de estar para aparecer há já 3 dias, consegue adiar-se para uma hora depois de terminarem a tal actividade, exactamente na altura em que conseguem, finalmente, ir à casa-de-banho confirmar que não ocorreu nenhuma desgraça durante a paródia.

Tenho o meu endométrio tão bem treinado que até parece mentira! Estou orgulhosa, I must say.




Period sucks.


Orquídea

Prós e Contras


Adoro o rio.

Odeio abelhas.

Orquídea

Mentirinhas

Perguntam novamente se tenho namorado. Nego. Não minto, é verdade, mas fica algo por dizer.
Podem contar o que quiserem das suas relações. Do tempo que já partilharam, dos planos para casar, da cara bonita que tem, falem do que quiserem. São incapazes de me convencer que partilham um carinho semelhante ao que tenho contigo. Ninguém tem aquele brilho nos olhos e o sorriso certo, ou falam demasiado ou escondem com alguma vergonha. O que é certo é que, mesmo não lhes dizendo tudo o que poderia dizer, não sinto que soubessem o que é. Deve ser impressão minha.
Vaidosices, talvez. Mas somos especiais.

Orquídea

PS: Tão fofinha que é, não justificou o texto!

My Lovely Mirror


When I'm sad she comes to me
With a thousand smiles
She gives to me, free
It's alright, it's alright' she says
Take anything you want from me
Anything

Little Wing, The Corrs
Aqui
Papoila

Menina de Bronze

Chamava-te assim, naquele verão em que tudo me levava a ti. A praia eras tu. Os livros eram tu. As nuvens, o vento, a voz, os lençóis. Estavas por todo o lado. Impregnavas cada canto, cada refúgio. Até o nada te tinha. Nessa altura já o meu corpo me dizia que te queria, embora fizesse um esforço para não o ouvir. E cá dentro havia aquela vontade de te saber de cor. Os sinais, a madeixa mais loira de todas, onde a tua cintura se dobrava um pouco mais, os teus medos, inseguranças, desejos, sonhos, alegrias e tristezas e incompreensões. Depois dei-te a mão e fiquei mais segura, tal era o reboliço em que me tinhas deixado. Aí acalmei.

Ninguém sabe como começou. Nem nós. Temos guardado como início cronológico aquele beijo incerto, inesperado e desejado de mansinho. Mas, no fundo, sabemos que o início remota à muito tempo atrás e não nos preocupamos com isso.

Sabe bem lembrar os passos. Não aqueles marcados pelos grandes passeios que fizemos, pelas descobertas, pelos lugares diferentes e mal conhecidos. Não pelos gostos coincidentes. Mas pela forma como nos entranhámos uma na outra, com tanta autorização muda. Como se não houvesse limites para o conhecimento mútuo. Como se aquela barreira que sempre existe, os segredos que nunca ninguém sabe, como quando meti o leite de chocolate aberto na mala do miúdo que fazia mal toda a gente e a mãe dele foi à escola no dia seguinte e um rapaz foi acusado do acto e não eu, tivessem sido vividos por ambas.

Enfim. Bastamo-nos.

Papoila

PS: E hoje, em tua honra, não justifico o texto.

Thank You

, metáfora.
Papoila

Noites de Colónia

Houve noites em que contei histórias assim. De luz apagada, guitarra a acompanhar, voz ciciada.
Hoje fui eu a menina pequenina, e a voz é a da Sónia Tavares.
Deleitem-se com isto.
Mais aqui.
Papoila

Nerdices Domésticas

Se começar a realizar trabalhos manuais (como limpar janelas, varandas e os mais diversos objectos de volume considerável) às 9h da manhã e parar às 18h irá experiênciar uma sensação fantástica! No final, os seus movimentos basais irão apresentar uma força superior à desejada. É como se, para pegar num garfo, fizesse força suficiente para pegar num caixote: mas sem qualquer intenção de.

Isto é explicado pela neurotransmissão a nível da fenda neuromuscular, onde os nervos passam a informação para os músculos se contraírem. Esta informação é da responsabilidade de um neurotransmissor, a acetilcolina. Ao longo de um dia com muito trabalho, a acetilcolina vai sendo libertada em quantidades cada vez maiores, contrariando o cansaço muscular.

Quando finalmente paramos o árduo trabalho, o corpo não se apercebe instantaneamente disso. Desse modo, a quantidade de acetilcolina libertada no fuso neuromuscular continua aumentada, mesmo quando já não precisamos de tanta força.

E é por isso que, se a orquídea me pedisse festinhas neste momento, a única coisa que lhe conseguiria dar seriam palmadinhas desagradáveis.

Não é bem assim, mas quase.

Papoila

Síndrome do Canal Cárpico

Não tem? Gostava de arranjar um? Fale comigo e dir-lhe-ei como!
Papoila

sábado, 8 de agosto de 2009

Into The Wild

Porque o que complica a vida são as relações. Ou a falta delas.

No fim, todos acabamos irremediavelmente sozinhos.

Papoila

Desabafos #4

When you can be something else?
Papoila

Desabafos #3


A filha dos outros é sempre melhor que a minha.


Papoila

O Fiel Jardineiro

Usado em muitos jardins portugueses, uns mais floridos que outros (naturalmente), deixou de ser requisito indispensável para que o jardim seja saudável e resplandecente.

No canteiro debaixo do pessegueiro, por exemplo, o sistema de rega é outro!

Papoila

V Era Glaciar

Sabe-se que o planeta terra já passou por, pelo menos, quatro eras glaciares (de Gunz, de Mindel, de Riss e de Wurm) e que caminhamos para a próxima a passos largos.

Preocupadas com esta situação, aqui as meninas do jardim debaixo do pessegueiro, já estabeleceram requisitos para futuras aquisições! Tentaremos sempre, na medida do possível, tomar decisões pró-ecológicas.

Save the earth! It's the only planet that has chocolate!

Papoila

Retrato Latino


Estendidas na toalha, após exercício físico vigoroso e inconsciente, descansávamos os plexos musculares. Mesmo atrás estava uma família portuguesa, com o típico macho latino a ostentar a sua pelugem e a exibir a sua família. Tudo muito bem. Um desconto para a sua atitude possessiva e de reinado, de braços cruzados em frente às toalhas em que obrigou todos a se sentarem. A história mudou quando o imberbe abriu a boca para se dirigir à família. Ficámos pasmadas com frases como ‘Engastas-te mais uma vez e não bebes mais água!’, ‘Aquela gaja (a filha, entenda-se, que não tinha mais de 12 anos) nunca sabe o caminho!’, ‘Sai de cima da tua mãe pah (com um empurrão potencialmente lesivo para o miúdo, que com certeza tinha menos de 5 anos)!’.

Enervante foi ver a mãe, de ar passivo e até despreocupado (provavelmente após tantos anos de habituação ao animal) com a situação.

Não há paciência.

Papoila

PS: Reparem na distribuição pilosa do senhor. Muitos pelos em todo o lado excepto nas costas e na parte mais proximal das coxas. O que é que isto indica? Muito sofá, provavelmente acompanhado de umas cervejinhas e uns petiscos.