quinta-feira, 29 de abril de 2010

Numa aula...

"Há coisas nesta vida que nunca têm plural."


Frases fora do seu contexto geralmente resultam em interpretações curiosas.

Orquídea

Hoje apetece-me isto

36 Degrees - Placebo
Aqui

Ou melhor... O albúm todo. Hoje está mesmo a apetecer um crowdsurfingzinho!

Orquídea

terça-feira, 27 de abril de 2010

Reencontrar alguém significativo.
A minha mãe disse-me, um dia, que ainda ia bater muita vez com a cabeça na parede.
A desilusão é um erro de ilusionismo.
(Não) Percam tempo.
O superlativo absoluto não existe.
O meu pai disse-me, um dia, que não havia mais ninguém no mundo que pudesse gostar tanto de mim quanto os meus pais. Tenho reflectido sobre isso.

Gosto muito do meu pai.
E, quando acontece, consigo passar horas sem fazer nada.
O suficiente.
Lembro-me de ficar triste sempre que a minha mãe me lia 'A menina dos Fósforos'. Acho que faz algum sentido.
Toda a gente o conhece mas ninguém sabe quem ele é.

Papoila
Queria ter a idade que tenho.

Orquídea

Asneiras

Já fiz asneira. Já não há novidade nenhuma para os meus pais. Há algum tempo que, todos os dias, me perguntam por amigos rapazes, que insinuam que tenho de ser delicada com eles, que protestam por só falar de amigas. O meu irmão já entrou igualmente na onda de criticar a suposta ausência do sexo masculino na minha vida.
Eles sabem. Eles conhecem-me, sabem quando minto, sabem quando escondo, sabem quando há algo de diferente. E sabem que há aqui algo de muito diferente. E criticam.
Já não vai haver surpresa nenhuma. Tenho pesadelos com o dia em que terei de lhes falar do assunto. Não contarei nada de novo, porque o sabem, falarei apenas. Aí, terão a liberdade de me dizer toda a revolta e angustia que sentem neste momento e que não podem partilhar porque, simplesmente, ainda não lhes disse nada.

Já sei cada acusação que farão, conheço-os bem. Pesa-me o peito sempre que os oiço, dentro e fora de mim. Não sei até quando aguenta.

Enterro-me em algo que ainda não sei ser. Adapto-me a custo. E não sei o que esperar.

Queria-me longe. Hoje não.

Orquídea

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Hold me close


never let me gooo...
Pela voz do Jeff (aqui)

Orquídea

Olhar

Posso tentar ser discreta. Cada vez tento menos. Guardo as mãos uma na outra e os lábios escondem-se num sorriso mais tímido. Quando não consigo resguardar-me mais, finjo um ajeitar do teu cabelo atrás da orelha. Por vezes, aproveito o ruído do metro para te dizer algo ao ouvido porque, faço por acreditar, não me ouvirias de outra forma. Agarro-me ao teu braço quando há uma ligeira probabilidade de escorregar e dou-te um abraço curtinho quando me rio de algo contigo.
Há alturas que não tenho essas oportunidades de proximidade encenada. Mas não deixo de te olhar. Não magoa ninguém, suponho, observar-te. Conheço tão bem a tua imagem. Quando não há mais nada, olho-te. Até que, no outro dia, lembraste-me. "O olhar diz tudo." E, por instantes, saio de mim e vejo-me a fitar-te, compreendo e sinto que há algo mais do que uns olhos noutros. Tens razão.
Paciência. O amor não morde. O olhar não fere. E, quem sabe, talvez a felicidade possa ser contagiosa.

Orquídea

On it's way


''What the L? is a new collection of published and unpublished writings that showcases Kate Clinton's gifts as one of the all-time favorite lesbian comics. Like Ellen DeGeneres and Rosie O'Donnell, Clinton is a nationally acclaimed quick-witted, laugh-out-loud funny comic whose hilarious takes on everything from gay marriage ("mad vow disease") and Queer Eye for the Straight Guy, to gay Republicans and the War on Terrorism have earned her a devoted following. She has appeared on many television programs, including Good Morning America, Nightline, Entertainment Tonight, and writes monthly columns for Progressive and the Advocate.'', em TBD

Está encomendado e já foi dispatched. Agora falta terminar o Julie and Julia. Gosto tanto de encomendar livros por 1/3 do preço em que o vendem em Portugal... torna logo a minha segunda-feira um pouco mais tolerável.

Gawd. Hoje é daqueles dias em que não me apetece *de todo* trabalhar.

Papoila

domingo, 25 de abril de 2010

Coisas de Ontem

A noite passada fez-me recordar de muita coisa daquilo que sou e de que já me tinha esquecido.

Ponto 1: Já não sabia o que era assistir a um concerto. Esquecera-me os pés inquietos, dos gestos curtos que pedem mais, dos olhos fechados, ouvidos atentos, corpo obediente, luzes nas pálpebras e queixo levantado.

Ponto 2: Já não me lembrava de mim com a bebedeira de sono. Esquecera-me da extroversão incontrolável que chega após a minha hora limite de cama. (Sim, estou a tentar justificar-me.)

Ponto 3: Já me tinha esquecido do quão tagarela consigo ser. Gosh. Eu falo demais. Até a mim me aborreço e mesmo assim insisto. O silêncio é de ouro, não esquecer.

Ponto 4: Já não me recordava do quão livre posso estar. Já tinha saudades de me sentir em casa.

Ponto 5: Levem-me a dançar!

Orquídea

Que mania é essa de não gostares do Alentejo?

Devo dizer-te que esperava que fosses mais alta e que, no primeiro relance, fiquei surpresa: afinal eras pequenina. Que raio. Eu, que te tinha previsto bem maior - de uma altura consensual com o talento da tua escrita. Admito que ia preparada para me pôr em bicos de pés, tal bailarina desajeitada. Afinal o teu sorriso estava mais acessível aos meus olhos. Soube melhor assim, até.

Disse-lhe, quando chegámos a casa, que tinha sentido vontade de te abraçar. Ambas sabemos o quão raro isso vai sendo em mim, cada vez mais criteriosa em relação aqueles com quem decido partilhar mais que um abraço político. Apeteceu-me abraçar-te com força, porra. Que sensação estranha, que nem te conheço as mãos já quero saber a que sabe o resto.

Não sei se eram as tuas feições, que teimavam em procurar parecenças com o meu reportório de contactos próximos. Ou que um dia o foram. Ou talvez fosse o sotaque que, honestamente, fui incapaz de inserir num grupo vulgar - não me soava a algarvio, que queres? Talvez seja resultado de uma miscelânea de francês, lisboeta e algarvio… que torna tudo mais difícil para uma simples miúda como eu.

Vi os teus olhos brilharem. Já não é comum ver olhos brilharem assim, espécies em vias de extinção. E não falo da luz a bater de esguelha no olho, quando o sol ou a lâmpada estão a jeito - isso seria ridículo. Talvez brilhar seja palavra demasiado espampanante para um texto desta ordem. Mas vá, vi aquela expressão que mostra que há qualquer coisa em ti de misterioso e inacessível.

Soube-me muito bem a noite. O feminismo activista e a primeira mulher de calções. O fogo-de-artifício que vacilava o peito. A barriga às voltas e o gato ciumento. O quão acolhedoras foram. E a loucura a que nos cedemos pontualmente, que recorda noites que um dia passaram e trouxeram tanto quanto esta.

Será possível que ainda não tenha sono?

“É fácil.”

Papoila

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Qual é o livro da tua vida?

As floritas primaveris decidiram acatar o desafio da Dantins e expor aqui os seus tops livrescos. Sendo assim, no campeonato Orquídesco:

"For once the disease of reading has laid upon the system it weakens so that it falls an easy prey to that other scourge which dwells in the ink pot and festers in the quill. The wretch takes to writing. "
Orlando, Virginia Woolf

No campeonato Papoilesco:

''Feliz por estar ao teu lado outra vez. Ao lado dessa que já estava morta um bom par de anos antes de tu morreres. Fazes-me falta. Mas a vida não é mais do que uma sucessão de faltas que nos animam. A tua morte alivia-me do medo de morrer. Contigo fora de jogo, diminui o interesse da parada. E se tu morreste, também eu serei capaz de morrer, sem que as ondas nem o céu nem o silêncio se transtornem. Cair em ti, cada vez mais longe da mísera ficção de mim.''
Fazes-me Falta, Inês Pedrosa

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Good old times

Nunca aqui escrevi o quão amante de desporto era. Fui daquelas que, no primeiro ano da primária, já dizia que queria ser atleta. E teria dado uma boa desportista - sempre fui muito decidida quanto a objectivos e sempre trabalhei por eles arduamente. É-me mais fácil o trabalho físico que o mental e, talvez por isso, a época de exames me seja um suplício (são demasiadas horas de inércia).

Pratiquei muitos anos de karaté e natação; alguns de futsal, badminton e de equitação; e poucos de BTT. Agora que deixei tudo isto, e que dou duas voltas a correr ao jardim e já estou vermelha que nem um pimento, sinto saudades de quando tinha tempo para aquela vida. E de me sentir saudável como me sentia naquele tempo.

Entramos em medicina para aprender a cuidar dos outros mas esquecemo-nos muitas vezes de cuidar de nós. E tanta falta que me faz aquele equilíbrio que só o desporto me dá.

Isto tudo porque hoje fui fazer um pouquinho de jogging e soube muito bem!

Papoila

Constatações

E agora um post para vos chamar à atenção de como a Orquídea consegue repetir a frase 'o melhor bolo de chocolate do mundo/sempre' seis vezes num post com três parágrafos.

I love this girl.

Papoila

Pronto, já está!

Finalmente provámos o tão falado melhor bolo de chocolate do mundo. Ou melhor, fomos só confirmar se seria mesmo o melhor bolo de chocolate do mundo. The thing is, a Papoila fez o melhor bolo de chocolate de sempre há algum tempo atrás, o que implicava que o melhor bolo de chocolate do mundo tinha uma concorrência de peso.

Este não é nada mau. Uma mistura de suspiro com mousse e... chocolate. Mas o verdadeiro melhor bolo de chocolate de sempre, confesso, fez mais as delícias do meu paladar. E do dela!

E que tal abrirmos também uma cadeia de melhor bolo de chocolate de sempre?

Orquídea

To Do:

Things we forget. Passem por lá e inspirem-se.

Orquídea

terça-feira, 20 de abril de 2010

Escritos

Sinto falta das minhas palavras. Sinto falta de pegar nos cadernos quadriculados de estudo, já cobertos de rabiscos e contas, procurar um espaço livre e aproveitá-lo para escrever. Com a minha letra pequenina, com as emoções fortes e com o alívio e o orgulho secreto no fim. Sinto falta de perder uma hora de volta das palavras.
Sinto falta de me lembrar disso. Sinto falta de tempo.

Porque há dias em que o peito aperta e não nos diz porquê.

Orquídea

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A minha Amora

Só tenho uma.
Mas mesmo assim consegui esquecer-me dela pró jantar.

Desculpa.
Papoila

domingo, 18 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

Não é o que todos queremos?

Wizard: What do you want to be in the world? I mean the whole world. What do you want to be? Close your eyes and think about that.
August Rush: Found.

Vejam. É brilhante.

Papoila

Psicossomatizações

Girls, I need some help here. O que fazem quando estão stressadas, chove lá fora, têm roupa para passar a ferro e a depilação por fazer?

Papoila

Fim-de-semana Femininos

Com a primavera a chegar (e a Orquídea a obrigar-me a ir à pool com ela), vem também isto. Felizmente não sou muito adornada e não preciso de usar o cortador de relva. Mesmo assim ainda guincho um bocado, principalmente no que toca ao tornozelo. Uiiii.

Papoila

The thinking gender

Há dias em que me incomoda não saber como vamos organizar a nossa vida. Não temos por hábito planear tudo - decidimos sempre à última da hora onde vamos e, na maioria das vezes, acaba por resultar bem. Mas admito que me causa alguma ansiedade não saber como nem onde vamos estar daqui a uns anos. Não saber onde cada uma de nós vai tirar o ano comum e a especialidade, não saber quando vamos poder/conseguir ir viver juntas, não saber como os pais vão reagir, não saber se vamos conseguir começar a vida de forma auto-sustentável (sem ter que recorrer à ajuda dos pais, já que não sabemos se vão estar a nosso lado ou não).

Também vos acontece?

Estas preocupações costumam surgir em dias de chuva.

Thank God summer is on its way!

Papoila

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Abraço

Desde o primeiro, meu bem, que te encaixas em mim.
Desde o primeiro que sinto aqueles braços tão certos para as minhas costas. Não há nenhum como o teu. Pelo tempo que insistimos que demore, pela forma como a tua mão termina exactamente no sítio onde tenho mais frio, pelo cabelo que ali fica, mesmo junto aos meus lábios, pelo conforto. De novo, o conforto.
Em ti.

Orquídea

Carta ao Pai - Franz Kafka

Depois do Wilde, seguiu-se o Kafka. Ao contrário do livro anterior, não foi a arte da escrita (que nunca consegui encontrar bem no Kafka, mas talvez seja a tradução que me impede de encontrar aqueles detalhes linguísticos que me fazem sentir aquele bliss, sabem?), mas sim o conteúdo que me fascinou. Uma carta ao pai, onde explica porque tem medo dele. Uma confissão, uma acusação, uma franqueza que surpreende. Especialmente, por ver o meu próprio pai em muitas daquelas palavras descritivas, por sentir muitas das emoções, dos medos, da culpa de que ele fala. E, por isso, deixou-me a pensar. Aconselho-vos a leitura, pela surpresa da sinceridade das palavras e dos sentimentos descritos. É pequenino, lê-se bem e, pelo que sei, ficam com mais um clássico lido para poderem dizer "Eu cá... já lia Carta ao Pai do Kafka!". Fica sempre bem.
Espectro azul terminado. Próxima paragem: cor-de-rosinha!

Orquídea

O Retrato de Mr.WH - Oscar Wilde

As férias da Pascoa proporcionaram-me também tempo de leitura. Consegui ler mais dois livros da editora Quasi, de que já falei aqui em outros posts e livros. Comecei por ler este, O Retrato de Mr. WH, de Oscar Wilde. Gostei muito da escrita deste autor irlandês em The Picture of Dorian Gray e estava entusiasmada para voltar a lê-lo, mas confesso que esta não foi uma boa aposta.
Este livro concentra-se na formulação e argumentação de uma teoria que sugere que o mr.WH a quem William Shakespeare dedica os seus sonetos era, na realidade, um actor com quem ele trabalhava. Está, sem dúvida, bem exposto, bem escrito, com um enredo curto e simples, que contextualiza e enfeita a discussão de base, mas, lamento, não tenho muita paciência para este tipo de exposição de teorias em livros literários. Enquanto o lia, tive demasiados flashbacks para a leitura do Codex 632, que foi um autêntico suplício, um dos poucos livros que não consegui terminar tal era o meu aborrecimento perante a referência a documentos históricos e a badalhoquice da personagem principal. Lamento. Talvez essa experiência traumática me tenha retirado algum prazer do livro, mas, vá, nunca o Oscar Wilde deverá ser comparado com o Rodrigues dos Santos. Again. Oscar Wilde portou-se bem neste livro (li-o até ao final, convenceu-me inclusivamente da sua teoria), mas não é um livro que aprecio por aí além.

(é impressão minha, ou usei demasiadas palavras para dizer simplesmente "não é o meu género de livro"? )

Orquídea

I'll keep on begging

Papoila

Farmácia ou SexShop

Ontem fui a uma farmácia com a orquídea. Imaginem vocês o que estava exposto no balcão onde atendem toda a gente - vibradores! Vibradores em caixinhas de plástico transparentes, com uma etiqueta bastante elucidativa da proficuidade do objecto.

À primeira, olhei para aquilo sem entender bem o que era - pareciam-me espremedores de limões! Estou certa que a senhora ficou curiosa com a perseverança do meu olhar sobre o objecto, que durou uns bons segundos até ser interpretado convenientemente.

Ora bem: um povo que não tem pudor em vender vibradores em farmácias na Baixa não terá qualquer problema em ver duas meninas de mão dada, right?!

Wrong.

Papoila

Oh , dear life

Há dias em que a vida nos parece terrível. Pobrezinha de mim: homossexual, escondida de muitos, estudante que conta os trocos quando faz compras, com uma vontade esganada de viajar e de conhecer mas sem forma de o fazer, longe da família e envolta num Inverno longo de mais. Mas depois, noutros dias, feliz de mim! Jovem, saudável, com uma vida cheia de oportunidades, com a aprovação do casamento a espreitar pela janela, com dinheiro para comer, com uma namorada linda e com a Primavera a chegar.

Sinceramente. Haverá paciência?

These hormones are killing me!


Papoila

domingo, 11 de abril de 2010

Where the wild things are


Papoila

He's just not that into you

Dear Scarlett,
You should already know that worshiping a married man, as good looking as he may seem, isn’t definitely a good idea. I know… a lot of girls fell for guys who let them be the first attended in the supermarket line. Nevertheless, didn’t you notice the ring? That’s the first thing a woman should look out for, instead of showing herself a green card allowing her to open the game right away. Some men are sneaky!

Papoila

sábado, 10 de abril de 2010

Joana Vasconcelos

Não vou vou falar do castiçal, feito de tampões, nem do coração da esquerda, feito de garfos e facas. Muito menos vos vou falar da experiência que foi entrar no Jardim do Éden, arte que ocupa uma divisão do ccb INTEIRINHA (só vos posso dizer que fiquei de boca aberta e que foi como entrar num mundo que não é o nosso).

Visitem. É grátis e, se acharem que não valeu a pena, podem sempre compensar com uns pastéis de Belém!

Papoila

Livro novo, vida nova

Pois é: a minha fase Ellen-addiction acabou. Não porque me importasse de continuar mas porque o seu legado livresco, até ao momento, não excede as duas obras. Assim, dei comigo obrigada a procurar alternativas e não estou nada arrependida com a escolha! Neste momento estou a ler Julie and Julia e estou a adorar. É um livro extremamente bem disposto e tem uma história muito menos entediante que o filme (Atenção: eu adorei o filme! Mas o livro está deveras melhor - acontecem coisas de página em página!). Portanto, recomendo aqui à família a leitura deste romance. Façam-no com o livro escrito em americano... a leitura das primeiras páginas assusta (algumas palavras estranhas e indecifráveis pintalgam a narrativa) mas, uma vez embaladas, you're on the run!

Para aquelas que preferem uma coisa mais temática, eis aquele que vou encomendar assim que este esteja esteja finalizado:

Nice, hû?

Papoila

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Papoila

O tempo passa por nós e muda-nos. Não somos já as mesmas que se olhavam durante horas, a poucos centímetros de distância, com o coração quente incompreendido, com medo de cada pequeno beijo na bochecha ainda segura. Já não somos iguais a quando nos caía o coração ao chão sempre que alguém entrava durante uma conversa doce, sempre que se ouvia um ruído lá fora durante um beijo escondido. Não somos as que temiam os olhares, os julgamentos, a solidão, a incompreensão.
Já passou algum tempo, meu bem. Crescemos muito. Estamos bem acompanhadas e livres, até certo ponto, de sermos quem somos. Faltam passos para dar e o compasso de espera angustia-nos. Passamos demasiadas horas à espera, a adiar, a precaver, a esconder. Custa. Sempre fomos verdadeiras e isto não somos nós. Mas chegaremos lá. E, eventualmente, tudo acabará bem. Faremos por isso.
Gosto de recordar cada passo de valsa lenta que demos. Sorrio, sinto um pouco o nervoso miúdo que me gelou em algumas ocasiões, acalmo por tudo ter corrido bem. Tem sido um bonito percurso.
E depois há dias como o de hoje, em que olhar se prende mais uma vez. Como se fosse a primeira. Em que os gestos se prendem para te olhar apenas, com a calma e a suavidade que nos adocica e exalta o coração, me aproximo, vagarosamente, para encerrar os olhos e sentir-te. Como da primeira vez.
És-me.

Orquídea

I'm back!

Finalmente consegui vir à net! Wohoo!!
Já voltei do Algarve há algum tempo, mas tenho tido alguns problemas cibernéticos, espero que consiga recuperar as funcionalidades todas em breve. Entretanto, parto do princípio que estão tod@s com muita curiosidade relativamente ao sucesso (ou não) da minha missão por terras algarvias. Verdade? Confessem, vá.
Antes de mais, a lista das sugestões que me foram feitas na blogosfera que consegui aproveitar para conhecer:

Tavira ( crepe na gelataria, Tavira Lounge) CHECK
Santa Luzia CHECK
Olhão CHECK
Torre d'Aires CHECK
Pego do Inferno CHECK
Fuseta CHECK (vá... passámos de carro)
Cacela Velha (Fábrica) CHECK
Manta Rota CHECK
Praia Verde CHECK

Nada mau! Mais uma vez, muito muito obrigada a todas as que me deram as dicas necessárias para descobrir algumas pérolas escondidas do Algarve. Adorei todos estes sítios, especialmente Torre d'Aires e o Pego do Inferno, por serem tão reservados e calmos. E estive ainda em Loulé, a aproveitar o festival gastronómico e a admirar a rua onde li por aqui que tinha perdido umas Tílias bonitas. Foi uma semana de paz e descanso, com muito peixe e marisco e com a sensação de ter este mundo perto, por estar em vossa "casa".
Em relação ao bronze... Diria... Missão cumprida! Apesar da Papoila não considerar grande alteração cromática, confesso que estou bastante satisfeita com os resultados ,visto que o branco que me dava ares de pessoa doente foi-se. Já não vou ter vergonha quando andar de saias. Porque este ano hei-de andar. Tem de ser. Coragem.
E agora... De volta ao trabalho!

Orquídea

terça-feira, 6 de abril de 2010

Peço a vossa cooperação nisto...

''People can be awful. Really, truly, unrepentantly awful. While this is nothing new, the realization of how awful people can be particularly to members of the gay, lesbian, bisexual, transgender and questioning community is like a kick in the gut anew each time. Which, in turn, is exactly how I felt when I heard lesbian teen Constance McMillen was sent to a fake prom by her town.

You remember Constance, the 18-year-old lesbian student who asked her Mississippi high school if she could go to prom in a tux with her girlfriend. And instead of saying, “Of course, who loves dancing more than the gays?” her school said “Ewww, gay! No prom for ANYONE !” Lawsuits were filed, private proms were organized. And then Constance was finally invited to the parent-sponsored private event. But when she got there, only five other students were there. All the other students? They were far away from the gay at the “real” prom enjoying their night of throwing up in limos and potentially getting date raped.

Constance told The Advocate:
“They had two proms and I was only invited to one of them. The one that I went to had seven people there, and everyone went to the other one I wasn’t invited to….It hurts my feelings.”

And who chaperoned the fake prom? The principal and teachers. Classy, really classy.

Oh, and guess what? Among the seven students there were two with “learning difficulties.” Said Constance, “They had the time of their lives. That’s the one good thing that come out of this, [these kids] didn’t have to worry about people making fun of them [at their prom].”

Hey, that sounds kind of familiar. Who else was it that rounded up the queers and the people with developmental disabilities and society’s other “undesirables” and shipped them away from the rest of the “pure” world? I wonder if any Jewish kids go to Itawamba Agricultural High School, and if so which prom they got to go to. Just saying.

And if your blood isn’t boiling enough, some delightful townsperson has started a “Constance quit yer cryin” Facebook page. The first post: “Seriously, you've pretty much eff'd up your fellow classmate's best memory of High School.”

What, exactly, is wrong with people? Why are they so terrible and cruel, hateful and ignorant? What makes an entire town conspire to leave the gay kid out (and the learning disabled kids, too, for good measure)? Also, if we all scream the same expletive at the same time in the direction of Fulton, Miss. do you think they could hear us? Because I really, really want everyone who was part of this appalling stunt to hear us.

While it’s cold comfort now, history will prove these people for the shameful bigots that they are. All that rage doesn’t have to be impotent either. We can use it, focus it and fight even harder. People can be awful. But we can be better. We have to be.

CONTACT:

Itawamba County Schools Superintendent Teresa McNeece:

tmcneece@itawamba.k12.ms.us
662-862-2159 ext. 14

Itawamba Agricultural High School principal Trae Wiygul

twiygul@itawamba.k12.ms.us
662-862-3104''

in Dorothy Surrenders, byDorothy Snarker

Vou enviar um e-mail em sinal de protesto e gostava de vos encorajar a fazer o mesmo. Acho que é importante que os senhores percebam que não se trata de uma coisa que só tem impacto nacional.
Papoila