sexta-feira, 16 de abril de 2010

O Retrato de Mr.WH - Oscar Wilde

As férias da Pascoa proporcionaram-me também tempo de leitura. Consegui ler mais dois livros da editora Quasi, de que já falei aqui em outros posts e livros. Comecei por ler este, O Retrato de Mr. WH, de Oscar Wilde. Gostei muito da escrita deste autor irlandês em The Picture of Dorian Gray e estava entusiasmada para voltar a lê-lo, mas confesso que esta não foi uma boa aposta.
Este livro concentra-se na formulação e argumentação de uma teoria que sugere que o mr.WH a quem William Shakespeare dedica os seus sonetos era, na realidade, um actor com quem ele trabalhava. Está, sem dúvida, bem exposto, bem escrito, com um enredo curto e simples, que contextualiza e enfeita a discussão de base, mas, lamento, não tenho muita paciência para este tipo de exposição de teorias em livros literários. Enquanto o lia, tive demasiados flashbacks para a leitura do Codex 632, que foi um autêntico suplício, um dos poucos livros que não consegui terminar tal era o meu aborrecimento perante a referência a documentos históricos e a badalhoquice da personagem principal. Lamento. Talvez essa experiência traumática me tenha retirado algum prazer do livro, mas, vá, nunca o Oscar Wilde deverá ser comparado com o Rodrigues dos Santos. Again. Oscar Wilde portou-se bem neste livro (li-o até ao final, convenceu-me inclusivamente da sua teoria), mas não é um livro que aprecio por aí além.

(é impressão minha, ou usei demasiadas palavras para dizer simplesmente "não é o meu género de livro"? )

Orquídea

2 comentários:

Pano pRa Mangas disse...

falando de coisas boas, não sei se conheces mas em Dublin existe uma escultura muito semelhante a essa fotografia do nosso amigo! [lá num jardinzinho]

Nina disse...

"leitura do Codex 632, que foi um autêntico suplício, um dos poucos livros que não consegui terminar tal era o meu aborrecimento perante a referência a documentos históricos e a badalhoquice da personagem principal."

Olha, olha... pensava que era só eu! O Codex 632 emprestei-o ao meu irmão, estava eu a meio da leitura, porque ele estava hospitalizado. Nunca mais o vi. A livro e pouco tempo depois, ao irmão. E é algo que não me custou perder (both).