domingo, 30 de agosto de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Vidas de Cão e Vidas de Gato
Há sonhos de uns que podem destruir sonhos de outros. Não deveriam os sonhos ser convergentes?
Vê-lhe o sorriso, ao fundo, mas ela desconhece-lhe o sofrimento. Sente-lhe o entusiasmo e a novidade, mas ela desconhece-lhe o tédio e a fadiga. Vê-lhe a esperança e a alegria, mas ela desconhece-lhe o desespero e a solidão. Vê o mundo, mas ela desconhece a sua prisão.
Amor é quando vemos A pessoa.
Indiferença é quando a desconhecemos.
Papoila
Vê-lhe o sorriso, ao fundo, mas ela desconhece-lhe o sofrimento. Sente-lhe o entusiasmo e a novidade, mas ela desconhece-lhe o tédio e a fadiga. Vê-lhe a esperança e a alegria, mas ela desconhece-lhe o desespero e a solidão. Vê o mundo, mas ela desconhece a sua prisão.
Amor é quando vemos A pessoa.
Indiferença é quando a desconhecemos.
Papoila
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Infâncias

É pequenina e corre no campo. Tenho-lhe pena. Desconhece o que a espera. Esbanja sorrisos (julgo que, se soubesse que mais tarde lhe iriam escassear, teria poupado alguns) e alegria pura e honesta. Todos lhe invejam a vivacidade e a vagem da idade. É muito bonita e tem olho quase verde, características que lhe proporcionam os mais ridículos elogios (ou pelo menos assim os sente). Não gosta que lhe comentem atributos. Prefere passar discreta, incógnita, uma entre milhões.
E lá vai ela. Caça borboletas, Robin dos Bosques feminino, Pocahontas lusitana, Peter Pan na Terra do Nunca. Lá vai ela. Astronauta. Lá vai ela.
E ela foi. Sozinha. E há de resistir a todas as provações, sozinha. E há de vencer, sozinha. E há de lá chegar, realizar seus sonhos, sozinha. E há de ser feliz.
E lá vai ela. Caça borboletas, Robin dos Bosques feminino, Pocahontas lusitana, Peter Pan na Terra do Nunca. Lá vai ela. Astronauta. Lá vai ela.
E ela foi. Sozinha. E há de resistir a todas as provações, sozinha. E há de vencer, sozinha. E há de lá chegar, realizar seus sonhos, sozinha. E há de ser feliz.
Papoila
Ela. E as outras pessoas.
Não existem prioridades. Diz 'amanhã vai ser diferente'. Eu acredito. A diferença está no quanto a minha dor vai crescer. E já entorna por todos os lados.
Papoila
Papoila
Have you ever really loved a woman?
I miss you quite a lot.Five days to go.
To really love a woman, to understand her
You gotta know her deep inside
Hear every thought, see every dream
An' give her wings when she wants to fly
Then when you find yourself lyin' helpless in her arms
You know you really love a woman
When you love a woman
You tell her, that she's really wanted
When you love a woman you tell her that she's the one
'Cuz she needs somebody
To tell her that it's gonna last forever
So tell me have you ever really
Really, really ever loved a woman?
Yeah
To really love a woman, let her hold you
Til' you know how she needs to be touched
You've gotta breathe her, really taste her
Til' you can feel her in your blood
An' when you can see your unborn children in her eyes
You know you really love a woman
When you love a woman
You tell her that she's really wanted
When you love a woman you tell her that she's the one
'Cuz she needs somebody
To tell her that you'll always be together
So tell me have you ever really
Really, really ever loved a woman?
Oh
You've got to give her some faith, hold her tight
A little tenderness, you gotta treat her right
She will be there for you, takin' good care of you
You really gotta love your woman, ya
And when you find yourself lyin' helpless in her arms
You know you really love a woman
When you love a woman
You tell her that she's really wanted
When you love a woman you tell her that she's the one
'Cuz she needs somebody
To tell her that it's gonna last forever
So tell me have you ever really
Really, really ever loved a woman?
Yeah
Just tell me have you ever really
Really, really, ever loved a woman?
Oh
Just tell me have you ever really
Really, really, ever loved a woman?
You gotta know her deep inside
Hear every thought, see every dream
An' give her wings when she wants to fly
Then when you find yourself lyin' helpless in her arms
You know you really love a woman
When you love a woman
You tell her, that she's really wanted
When you love a woman you tell her that she's the one
'Cuz she needs somebody
To tell her that it's gonna last forever
So tell me have you ever really
Really, really ever loved a woman?
Yeah
To really love a woman, let her hold you
Til' you know how she needs to be touched
You've gotta breathe her, really taste her
Til' you can feel her in your blood
An' when you can see your unborn children in her eyes
You know you really love a woman
When you love a woman
You tell her that she's really wanted
When you love a woman you tell her that she's the one
'Cuz she needs somebody
To tell her that you'll always be together
So tell me have you ever really
Really, really ever loved a woman?
Oh
You've got to give her some faith, hold her tight
A little tenderness, you gotta treat her right
She will be there for you, takin' good care of you
You really gotta love your woman, ya
And when you find yourself lyin' helpless in her arms
You know you really love a woman
When you love a woman
You tell her that she's really wanted
When you love a woman you tell her that she's the one
'Cuz she needs somebody
To tell her that it's gonna last forever
So tell me have you ever really
Really, really ever loved a woman?
Yeah
Just tell me have you ever really
Really, really, ever loved a woman?
Oh
Just tell me have you ever really
Really, really, ever loved a woman?
Have you ever really loved a woman?
Brian Adams
Brian Adams
(verdadeiramente lame, meu amor, mas para ti, read it carefully)
Papoila
Bússola Eleitoral

Pelo menos uma coisa tod@s teremos em comum no resultado:
a distância do Partido Nacional Renovador!
Papoila
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Romance
Queria um conto de fadas. Queria ramos de flores a perder o fim. Ou só um, com nota, entregue ao destinatário por um carteiro. Queria pedidos de amor secretos. Queria namorar à janela. Queria sentir-me voar, como no Titanic, contigo a cantar-me ao ouvido. Queria jantares românticos, velas acesas, sala vazia e música de fundo. Queria dançar com paixão, contigo nos meus braços. Queria lançar um balão de ar quente com os nossos nomes, à noite, quando se vê o pavio arder. Queria pedir-te, na Torre Eiffel, para casares comigo. Ou em qualquer lugar mais bonito que descubra entretanto. Queria um anúncio na rua com uma declaração de amor, anónima para todas as outras pessoas. Queria namorar numa praia deserta.Queria tanto.
Papoila
Resposta
Parece-te bem? Posso reservar?...
Orquídea
Memórias
Perguntaram-me como eras. Sorri, geralmente quem sabe de *nós* já te conhece e não tenho a oportunidade de te contar o que vejo em ti.
A primeira palavra que usei foi "humilde". Expliquei-lhe que dás tudo por quem estimas e que te doi tanto quando não o vês de volta. Digo-lhe que não és má para ninguém, que apenas te doi.
Contei-lhe do teu amor pela Medicina, de como falas com os velhotes e com as crianças da mesma forma carinhosa e apropriada para quem vai exercer esta profissão. Disse-lhe que, apesar das tuas dúvidas quando a sobrecarga de trabalho não te mostram os resultados que querias, era exactamente ali que devias estar.
Falei-lhe da fotografia. Contei-lhe de como era uma grande paixão tua e como consegues tirar fotografias felizes, de cores claras e alegres, como também tens um olho diferente para olhar o que te rodeia e descobrires a melhor forma de o captar.
Falei-lhe do teu riso, aquele que contagia quem está à tua volta, aquele que dás a quem adoras e que queres fazer feliz. Contei-lhe da entrega que tens pelas amizades sérias.
Disse-lhe que tinhas as ideias no lugar, que tinhas tudo bem organizado na tua cabeça, que sabias responder a tudo e que, por isso, tinhas um enorme sentido de justiça. E que te custava muito quando as pessoas não o respeitam.
Tinha tanto para contar, meu bem. A E. acordou e criou nova conversa e achei melhor terminar por ali. Os dias passam e acrescento detalhes. De qualquer das formas, serei incapaz de te descrever inteiramente. É esse o grande mistério. É o meu amor.
Orquídea
domingo, 23 de agosto de 2009
Eu também sei
Não era aquilo que me querias dizer. Mas eu também sei, também te conheço, sei o que queres realmente dizer com aquilo. Não deixo que acredites naquilo. Não deixo que te enganes a ti própria porque sei quem és, já passou tanto tempo que seria impossível não sabê-lo já.
Por isso, meu bem, não vou a lado nenhum. Sei que não me largas a mão e eu não quero deixar de sentir a tua. Lutamos juntas. Sempre.
Orquídea
Sonhos
A certa altura disseram:
Quem me dera estar aqui com com quem amo a ver esta chuva de folhas, a ouvir aquele concerto, pôr a cabeça no seu ombro.
Sorri por dentro. Estava a pensar no mesmo.
É curioso como chego a uma cidade que me deslumbra e em vez de a beber toda de uma vez, de tentar absorver tudo o que tem para me dar, tento deixá-la intacta, saber apenas onde tenho de ir, onde me aventurar, para que daqui a uns tempos, quando voltar contigo, seja tudo perfeito.
Esta cidade espera por nós.
Orquídea
Gia and Linda

Talvez seja o único filme sobre o qual não consigo tecer qualquer comentário em especial. É fantástico, envolvente e extremamente triste. E fico por aqui. Tento, mas não consigo mais.
Meu amor, alguma vez te disse que a Linda me lembra de ti? Tem um papel tão bonito no filme. Tão doce, tão querido. She's just perfect. Just like you are. (Well, maybe not that perfect.)
Meu amor, alguma vez te disse que a Linda me lembra de ti? Tem um papel tão bonito no filme. Tão doce, tão querido. She's just perfect. Just like you are. (Well, maybe not that perfect.)
Papoila
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On your way
Vens a caminho. Abri o Google Earth e tentei descortinar, por entre todas as serras, o percurso que estás a fazer. Perdi-me várias vezes, mas julgo que o consegui percorrer na totalidade. Atentei aos nomes das localidades, namorei as fotos, e sonhei contigo dentro do comboio.
Vais cansada, cabeça tombada para o vidro quente e tremeliço. Dormes de boca aberta, como tanto te envergonhas de fazer. Acalmo-te dizendo que é normal quando se está exausta. Uma das minhas mãos vai afastando a madeixa de cabelo que insiste em incomodar a tua bochecha, rosada. Encolhes-te com as cócegas e voltas a entrar no sono profundo, tão tipicamente teu.
Prometi acordar-te quando chegasses. Beijo nos lábios, beijo no ombro. E os teus olhos-mar abrem-se para mais uma noite.
Hoje prometo não me assustar. Não te assustar.
Papoila
Vais cansada, cabeça tombada para o vidro quente e tremeliço. Dormes de boca aberta, como tanto te envergonhas de fazer. Acalmo-te dizendo que é normal quando se está exausta. Uma das minhas mãos vai afastando a madeixa de cabelo que insiste em incomodar a tua bochecha, rosada. Encolhes-te com as cócegas e voltas a entrar no sono profundo, tão tipicamente teu.
Prometi acordar-te quando chegasses. Beijo nos lábios, beijo no ombro. E os teus olhos-mar abrem-se para mais uma noite.
Hoje prometo não me assustar. Não te assustar.
I Love You Tender
Amo-te. Amo-te tanto que deixarei que sejas sempre tu a acabar o bolo de natas com bolacha, cantares pela casa o mais alto que puderes sem dizer que saltaste um ou dois tons (para cima ou para baixo). Amo-te tanto que não me importarei de ser sempre eu a limpar a casa (para cuidares das tuas costas frágeis, que adoro). Amo-te tanto que serei infinitamente capaz de ouvir as tuas histórias, over and over again, com todos os pormenores que te sentires capaz de acrescentar.
Amo-te tanto que quero casar contigo, sem nunca antes ter querido casar.



Papoila
Amo-te tanto que quero casar contigo, sem nunca antes ter querido casar.



Papoila
Desabafos #5
Most of the time pain can be managed but sometimes the pain gets you where you least expect it.
Papoila
Papoila
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Quem és
Pediste-me para te lembrar de quem és. Estás de olhos fechados e assustada e não te encontras. Eu sei quem és, meu bem, e vou ajudar-te a lembrar.
O teu sorriso. Estás feliz e mostras-nos tanto dente branco e arranjadinho que é impossível não te devolvermos a simpatia. Falas de criaturas estranhas, de brincadeiras e cantas para nós. As letras são hilariantes e levam-me às lágrimas. Deixas todos os outros felizes. A vida corre bem.
És aqueles miminhos pequeninos. O abraço forte quando é preciso, és aquele braço por cima quando nos sentimos bem e vamos a caminho da paparoca.
És o riso incompreensível com algumas piadas muito fraquinhas minhas. És a minha alegria.
És muito mais.. E eu vou-te lembrar de tudo.
Orquídea
O teu sorriso. Estás feliz e mostras-nos tanto dente branco e arranjadinho que é impossível não te devolvermos a simpatia. Falas de criaturas estranhas, de brincadeiras e cantas para nós. As letras são hilariantes e levam-me às lágrimas. Deixas todos os outros felizes. A vida corre bem.
És aqueles miminhos pequeninos. O abraço forte quando é preciso, és aquele braço por cima quando nos sentimos bem e vamos a caminho da paparoca.
És o riso incompreensível com algumas piadas muito fraquinhas minhas. És a minha alegria.
És muito mais.. E eu vou-te lembrar de tudo.
Orquídea
Warmth
Falas-me da minha pele. Alguma vez te falei da tua? De como é suave junto à clavícula (só eu sei como gosto de te beijar aí), de como tem um cheiro e uma textura tão doce atrás da orelha? Alguma vez te falei do jeito com que os meus dedos escorregam, facilmente, pela tua bochecha? Como adoro passear os meus lábios pelo teu queixo, com aquelas particularidades que ambas conhecemos, e subir para me deter uns minutos mais em cima? De como adoro, embora aproveite sempre para ripostar que 'a mim nunca ninguém me faz', massajar-te as costas. Sempre te disse que se conhecesse a dermatologista que te deixou tais cicatrizes, lhe daria uma descompostura considerável, mas a verdade é que adoro passear por elas e sentir os altinhos. Dizes-me que tenho as mãos perfeitas. Que os meus dedos são bonitos e não magricelas e tortuosos como os teus. Mas, meu amor, por mais que tente eles nunca terão a destreza que os teus têm a subir pelo meu pescoço acima e a puxarem-me de encontro a ti.Amo-te.
Enfim. Há dias em que é preciso dizê-lo.
Papoila
Lembras-me que há um propósito. Que tudo pode estar trémulo, enevoado e em guerra fria, mas que há um propósito. Eu oiço-os, presto a tão custosa vassalagem e obediência a que me obrigam, e tento manter fixa a questão do propósito. Dizem-me que é um vírus. Que sou um monstro e que sou estúpida. E lá estou eu, tornada Cinderela descalça com anel na mão direita, a lutar para corresponder ao que esperam de mim sem nunca ser suficiente. Nunca basto. Nada do que faça lhes é completo ou satisfatório. E todos os argumentos que uso em minha defesa, com lágrimas ou sem elas, em desespero ou calma impávida, é por eles manejado da forma que mais lhes aprouver, deixando-os irremediavelmente vitoriosos. Até os sonhos me retingem, compactando-os e resumindo-os à simples questão de viver com comida na mesa. Já não há carinho, e sempre que me tento aventurar por essas águas, logo me é apresentada uma barreira. Um muro de Berlim, de betão moderno. Um colete de defesas para a grande peste negra que um abraço ou um beijo lhes representa. Chego a sentir que lhes é um esforço tremendo, suportar a minha proximidade. Sentir o calor do meu corpo, já tão sozinho. Talvez seja o vírus. Um dia, de curso acabado, apresento-lhes a receita do tamiflu.
Papoila
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
I know
Vais precisar de muito mimo quando leres este post, que eu sei. (Também sei algumas coisas, não és só tu!).Vais precisar de um espaço para ti, para nós, onde nos escondermos e não falarmos com palavras comuns. Não precisas de dizer nada, tens o meu ombro. Tens a minha mão nos teus cabelos e os lábios bem perto, a tentar matar saudades do teu cheiro. Podes esconder-te em mim e dir-te-ei o que precisas. Afago-te e aninho-te. Aqui podes descançar, meu bem, que nada te fará mal. Ninguém nos perturbará. Teremos visitas quando bem entenderes daqueles que nos acompanharam sempre e sorriem com sinceridade. Mas, por agora, estamos sós, como precisamos.


Orquídea
Culturas
O preconceito existe e é importante falar das coisas. Não me refiro apenas ao *nosso* tema, mas em relação a tudo. As culturas diferem e a diferença gera medo. Preconceito.
Disseram-me que não deviamos falar do que não sabemos. É verdade. É daí que surgem tantos conflitos, tantos problemas.
É o que tenho feito. Conversado. Perguntado muita coisa. Coisas difíceis, mas necessárias. Para quebrar o preconceito, porque, no fundo, somos todos iguais. Humanos à procura de algo que nos preencha e ilumine.
E dá-me vontade de ouvir este senhor.
Orquídea
Our Love Goes International
É sempre especial quando ultrapassamos aquele medo de sermos julgadas e condenadas pelo que não merecemos. Ao contarmos o nosso amor, o que nos preocupa em dias de solidão e distância, quando somos honestas e podemos finalmente dizer "I miss her", é algo único. É libertador. É sermos um pouco mais verdadeiras connosco e com os outros. É tirar um peso enorme de cima. E o sorriso de volta, a compreensão, as palavras certas, a brincadeira e a amizade, fortalecem-nos. Sorrimos e somos um pouco mais felizes do que temos sido nos ultimos tempos. Há alguém que compreende. Que respeita. Que, talvez, admira.
E tenho tanto orgulho em nós.
"She's very beautiful." "Yes, she is." e o coração aperta.
Orquídea
E tenho tanto orgulho em nós.
"She's very beautiful." "Yes, she is." e o coração aperta.
Orquídea
Antes de mais...
Não estou farta que me perguntes se já escrevi no blog. Ajuda-me até a concentrar-me nele, como quero. Vamos lá ver se sai bem hoje!
Orquídea
Orquídea
Férias
Se é que existiram, no verdadeiro sentido da palavra, estão agora terminadas. Já pus os óculos novamente. Caras leitoras: hoje regresso ao trabalho (tanta falta que fazia um grupo chamado 'hoje-regresso-ao-trabalho anónimos'). Esperam-me 4 dossiers bonitinhos, com folhas a saltar das argolas, com nomes requintados e à espera de memorização. All along with it's meanings. Aqui vou eu.Papoila
Lábios de Bailarina
'Um dia hei-de dançar ballet para ti.' Oiço e espero pelo dia. Nas noites em que mo dizes, fecho os olhos e sonho. Estás no centro do palco, eu fico sentada à ponta, encostada ao cenário. Ouve-se piano e o teatro está vazio. Em todas as cadeiras está o meu olhar, a admirar as tuas formas e os movimentos romanceados do teu corpo. Tens uma pose suave e balanceias-te delicadamente, enquanto tudo me impele para ti. Mas lá fico ao canto, imóvel, a namorar-te em silêncio. O piano sobressalta-se, o teu corpo move-se com impulsos mais fortes e decisivos e o meu peito entra em desassossego. Há um aperto, uma garganta sufocada. Conseguiste ler isso no meu olhar? Aproximas-te. Já sorris e, em passos majestosos, aproximas-te e beijas-me. Beijas-me como nos filmes, em que acabam estendidos no chão frio. Há muito carinho no teu beijo. Suave. Sabor a pêssego maduro.Papoila
Sei
Sei distinguir na perfeição a intensidade dos teus sorrisos. Sei quando são puros e sei quando não o são tanto. Sei quando escondem tristeza. Sei quando te doem. Sei quanto são sorrisos de alegria, sei quando são sorrisos de anedota muito boa, sei quando são sorrisos de simpatia e sei quando são sorrisos de alívio.
Sei quando não estas à vontade (mesmo quando te esforças muito por esconde-lo). Sei quando não gostas de uma ideia, mesmo quando não queres ser parte da decisão. Sei quando estás preocupada, sei quando tens medo, sei quando estás ligeiramente triste. E sei quando estás muito triste, mas isso é mais fácil em ti.
Sei todos os teus hábitos. Sei que entalas a camisa por baixo da camisola (e sei que espirras se não o fizeres). Sei que dormes sem almofada, talvez para não a babares (a minha está toda marcada da tua saliva). Sei que tens mais frio que eu no Inverno (mas sei que o teu corpo é bem mais quente que o meu). Sei que gostas de tortas de azeitão, mousse e bolo de bolacha. Sei que adoras tostas mistas e torradas do bar dos alunos. Sei que te delicias por um néctar de pêssego. Sei que ficas mal disposta se beberes leite com chocolate de manhã. Sei que adoras bifinhos com natas e cogumelos. Sei como adoras massa. Sei que não te deitas sem regar o Orlando e sem ver um pouco da novela com a tua mãe (sempre que podes).
Sei quem são as pessoas mais importante na tua vida. Conheço-as todas. Sei lhes o nome e a cara, sei quando as conheceste, sei onde vivem e o que fazem. Sei histórias, em específico, sobre cada uma delas (porque mas contaste e porque sempre te ouvi com atenção). Sei as suas qualidades e sei alguns dos seus defeitos.
Sei que consegues falar durante horas e sei que te consigo ouvir durante as mesmas. E sei que o contrário também é possível, apesar de menos frequente. E por isso sei que, quando velhotas, nunca vamos estar sozinhas. Nunca vai haver o silêncio dos mortos enquanto vivos. E sei que, como nos conhecemos muito bem, sempre saberemos como nos acompanhar e mimar.
Sei os sapatos que te roem os dedos e sei os que não. Sei que roupa mais gostas e que roupa menos gostas. E sei que nunca irias às compras sozinha. Sei que nunca usarás sapato muito alto.
Sei de cor os movimentos do teu corpo quando danças. Sei onde se dobram mais as tuas costas. Sei a largura da tua cintura e sei como os meus braços se enrolam sobre ela. Sei a força dos teus braços. Sei particularidades dos teus beijos quando estás triste e quando estás contente. Sei como beijas quando tens pressa. Sei como reages quando estás sob pressão. Sei como fica o teu cabelo depois de molhado e conheço-lhe todas as formas quando seco. Sei que calças te ficarão bem, mesmo sem as vestires, porque conheço as tuas pernas esguias. Sei perfeitamente a cor da tua pele. Sei de cor o tamanho das tuas cicatrizes. Sei a disposição dos teus sinais.
Sei que bandas mais gostas e sei com que estado de humor as costumas ouvir. Sei a que concertos já foste e ia jurar que conseguia adivinhar os anos em que foste. Sei os países que já visitaste. Sei o país que mais gostas e sei dar imensas razões porque escolheste esse e não outro.
Sei quando tens sono. Sei quando te sentes desesperada. Sei quando não estás com força. Sei quando tiveste sonhos bonitos e sei quando os tiveste tristes. Sei quando te doem as costas. Sei quando estás entusiasmada e ansiosa. Sei quando não te apetece. Sei quando não gostas muito de alguém. E, no geral, sei entender o porquê.
Sei muitos dos livros que já leste. Sei de quais gostaste e dos que não gostaste assim tanto. Sei quais os que foram marcantes na tua vida. Sei os livros que tens na lista para comprar.
Sei que não tencionas comer pastilhas elásticas, mesmo que te peçam muito. Sei a idade com que provaste o teu primeiro café, e sei onde e porquê.
Sei quem foram os teus amores juvenis. Sei o quanto cada um te marcou e sei o porquê. Sei que idade tinhas. Sei o que sentiste. Conheço as tuas histórias e os teus medos, na altura.
Sei quais foram os anos mais complicados da tua vida. Sei porque o foram e sei quem foram os protagonistas. Sei quando foram e conheço-lhes as descrições, quase na perfeição.
Sei os teus sonhos.
Sei. E quanto mais sei, mais amo.
Sei quando não estas à vontade (mesmo quando te esforças muito por esconde-lo). Sei quando não gostas de uma ideia, mesmo quando não queres ser parte da decisão. Sei quando estás preocupada, sei quando tens medo, sei quando estás ligeiramente triste. E sei quando estás muito triste, mas isso é mais fácil em ti.
Sei todos os teus hábitos. Sei que entalas a camisa por baixo da camisola (e sei que espirras se não o fizeres). Sei que dormes sem almofada, talvez para não a babares (a minha está toda marcada da tua saliva). Sei que tens mais frio que eu no Inverno (mas sei que o teu corpo é bem mais quente que o meu). Sei que gostas de tortas de azeitão, mousse e bolo de bolacha. Sei que adoras tostas mistas e torradas do bar dos alunos. Sei que te delicias por um néctar de pêssego. Sei que ficas mal disposta se beberes leite com chocolate de manhã. Sei que adoras bifinhos com natas e cogumelos. Sei como adoras massa. Sei que não te deitas sem regar o Orlando e sem ver um pouco da novela com a tua mãe (sempre que podes).
Sei quem são as pessoas mais importante na tua vida. Conheço-as todas. Sei lhes o nome e a cara, sei quando as conheceste, sei onde vivem e o que fazem. Sei histórias, em específico, sobre cada uma delas (porque mas contaste e porque sempre te ouvi com atenção). Sei as suas qualidades e sei alguns dos seus defeitos.
Sei que consegues falar durante horas e sei que te consigo ouvir durante as mesmas. E sei que o contrário também é possível, apesar de menos frequente. E por isso sei que, quando velhotas, nunca vamos estar sozinhas. Nunca vai haver o silêncio dos mortos enquanto vivos. E sei que, como nos conhecemos muito bem, sempre saberemos como nos acompanhar e mimar.
Sei os sapatos que te roem os dedos e sei os que não. Sei que roupa mais gostas e que roupa menos gostas. E sei que nunca irias às compras sozinha. Sei que nunca usarás sapato muito alto.
Sei de cor os movimentos do teu corpo quando danças. Sei onde se dobram mais as tuas costas. Sei a largura da tua cintura e sei como os meus braços se enrolam sobre ela. Sei a força dos teus braços. Sei particularidades dos teus beijos quando estás triste e quando estás contente. Sei como beijas quando tens pressa. Sei como reages quando estás sob pressão. Sei como fica o teu cabelo depois de molhado e conheço-lhe todas as formas quando seco. Sei que calças te ficarão bem, mesmo sem as vestires, porque conheço as tuas pernas esguias. Sei perfeitamente a cor da tua pele. Sei de cor o tamanho das tuas cicatrizes. Sei a disposição dos teus sinais.
Sei que bandas mais gostas e sei com que estado de humor as costumas ouvir. Sei a que concertos já foste e ia jurar que conseguia adivinhar os anos em que foste. Sei os países que já visitaste. Sei o país que mais gostas e sei dar imensas razões porque escolheste esse e não outro.
Sei quando tens sono. Sei quando te sentes desesperada. Sei quando não estás com força. Sei quando tiveste sonhos bonitos e sei quando os tiveste tristes. Sei quando te doem as costas. Sei quando estás entusiasmada e ansiosa. Sei quando não te apetece. Sei quando não gostas muito de alguém. E, no geral, sei entender o porquê.
Sei muitos dos livros que já leste. Sei de quais gostaste e dos que não gostaste assim tanto. Sei quais os que foram marcantes na tua vida. Sei os livros que tens na lista para comprar.
Sei que não tencionas comer pastilhas elásticas, mesmo que te peçam muito. Sei a idade com que provaste o teu primeiro café, e sei onde e porquê.
Sei quem foram os teus amores juvenis. Sei o quanto cada um te marcou e sei o porquê. Sei que idade tinhas. Sei o que sentiste. Conheço as tuas histórias e os teus medos, na altura.
Sei quais foram os anos mais complicados da tua vida. Sei porque o foram e sei quem foram os protagonistas. Sei quando foram e conheço-lhes as descrições, quase na perfeição.
Sei os teus sonhos.
Sei. E quanto mais sei, mais amo.
Papoila
Lembras, meu amor? #3
Conta-me uma história sem sentido. Deixa-o à espera, como cão ensinado, sem trela.
E leva-me com permissão silenciosa,
De quem possui razão, sem possuir coisa nenhuma.
Nada é sem sentido, mesmo a loucura dos corpos,
Que não é loucura.
É cura.
E leva-me com permissão silenciosa,
De quem possui razão, sem possuir coisa nenhuma.
Nada é sem sentido, mesmo a loucura dos corpos,
Que não é loucura.
É cura.
Papoila
Hoje à noite, meu amor, tinham escrito um livro. Era um romance. Tinha-mo-lo lido e estávamos agora a percorrer os locais onde se havia desenrolado. O sonho foi vago, ou tão dinâmico que não tive tempo de assimilar, mas sei que lá estivemos as duas. Jantámos num restaurante, numa sala que dava para o mar, onde passavam barcos de pesca e da polícia marinha. O oceano estava bravo e dava-nos que ver. Vivia-se previsões de uma meteorologia anglo-saxónica, aquela que dá sensação de frio e que pede corpos juntos. Lembro-me de ter vontade de te encostar a mim. O restaurante era um dos locais onde se moviam as personagens do livro.
Não consigo recordar mais, o telemóvel tocou. Eras tu e ias a caminho do trabalho.
Papoila
Não consigo recordar mais, o telemóvel tocou. Eras tu e ias a caminho do trabalho.
Papoila
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Conforto
Foi uma das primeiras conversas que tivemos. Disseste-me que gostavas muito da palavra conforto. Na altura discutíamos muito as palavras (entretanto o hábito perdeu-se).
Hoje abracei uma toalha. Tinha estado ao sol, a secar. Sol das 2h da tarde.
Surpreendi-me com o conforto que o abraço me deu. Quase calor de pessoa. Calor de amor de Verão. E juro que fechei os olhos por uns segundos.
Papoila
Surpreendi-me com o conforto que o abraço me deu. Quase calor de pessoa. Calor de amor de Verão. E juro que fechei os olhos por uns segundos.
Papoila
Carinhos
Há muita coisa aqui, mas faltam carinhos. Há conversas estimulantes e piadas internacionais, mas não há quem abrace quando a distância nos aperta o peito. Há alguma cumplicidade e companheirismo, mas não há cabelos afagados quando alguém o merece.
É complicado quando culturas se cruzam e certos países com hábitos contidos se cruzam com países quentes como o nosso. Não lhes quero mudar nada. Só queria um pouco mais de casa.
De ti.
Orquídea
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Desabafos
#1 As flores deste jardim ainda vão ter bons dias para aproveitarem em Setembro. Assim pode ser que o tempo que demora até se voltarem a encontrar passe mais facilmente.
#2 Não gostava que me vissem a sair de uma loja chamada Princess. Ou Top Moda. Especialmente com sacos. Não me fica muito bem.
#3 Há gente preocupada com o que comprar para levar aos seus conhecidos. Eu preocupo-me com o que posso encontrar para ela. As folhas têm sido uma boa solução.
#4 Adoro o cheiro da camisola que me emprestaste. Traz-me paz.
Orquídea
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
How could I not?
Flushed Chest - Joan as Policewoman
Às vezes, quando me perguntas o porquê, o que me vem logo à cabeça é este verso, nesta voz calma, segura, certa. How could I not?...
Orquídea
Às vezes, quando me perguntas o porquê, o que me vem logo à cabeça é este verso, nesta voz calma, segura, certa. How could I not?...
Orquídea
Lembro-me de ti quando...
#1 ...trago uma pedrinha do rio para ti e me esqueço de trazer outra para mim.
#2 ...consigo imaginar como tirarias a fotografia de um determinado pormenor da igreja, do céu, do cenário e nem penso que talvez eu consiga fazer o mesmo (eu sei, não tenho a tua câmara...)
#3 ...não sou capaz de arrancar um sorriso de uma menina de 3 anos que não fala a minha língua e sei que tu, por esta altura, já estarias a brincar com ela sem problemas.
#4 ...tropeço.
#5 ...vejo sapatos de muito boa qualidade e sei que mos irias aconselhar por isto e aquilo, com aquelas justificações de que não me lembraria mas que fazem todo o sentido.
#6 ...leio PIP num papel .
#7 ...não sei a quantos graus devo lavar a roupa de cor. Nem a branca. Nem que detergente escolher.
#8 ...sinto a falta de braços à minha volta.
#9 ...me falam de países distantes e as viagens que quero fazer precisam da companhia ideal.
#10 ...respiro (tinha de terminar com uma lame, desculpa lá ^^ ).
Orquídea
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Meu amor...
...já passaram duas semanas. Já não falta muito, metade já foi...
We'll get through this... Mais uma vez.
Orquídea
We'll get through this... Mais uma vez.
Orquídea
terça-feira, 11 de agosto de 2009
A culpa é tua
Não sei se já temos esta música no nosso blog, mas quis recordá-la de novo. Tenho ideia que me mostraste a música antes do nosso "início". Sorrio sempre que penso nisso porque associo-o tanto a nós, à nossa descoberta, aos dias em que nos afundavamos uma na outra sem compreendermos bem porquê. E, a certa altura, ofereceste-me esta canção. Falávamos de amizade nessa altura, mas algo em nós já borbulhava algo mais. E veio esta canção. A Alanis já nos compreendia e quis contar-nos logo o que se passava. Não lhe demos ouvidos, sorriamos e cantávamos juntas, concordavamos na beleza da letra e da música.
Mas eramos nós, meu amor. Como é que não vimos logo?
Orquídea
Waiting for you
Deve ser a primeira vez que, durante a viagem, espero por ti para falar contigo. Estás num sitio que me é muito familiar e deixa-me feliz que passeies por aí. Espero que tragas um pouco de mim para casa.
É verdade. Ias aproveitar tão bem esta viagem. Para além das fotografias fabulosas que ias tirar, a experiência académica, a cultura diferente, a língua, as possibilidades, as pessoas e tudo o resto, saberias absorver tão bem, aprender, crescer. Saberias aplicar a lei. Carpe Diem.
Sinto muito a tua falta. Não tenho quem me diga o quão totó sou por não saber lavar roupa. Preciso de ti para fotografias fofinhas, desculpas para mimos públicos. Queria-te comigo para me tirares da cama onde desperdiço tempo e me levasses a passear, só as duas e uma camara fotográfica, o mapa e o entusiasmo de descobrir coisas novas. Iamos entrar nas lojas e tentar aprender a língua. Iamos ver os detalhes que já mais ninguém vê. Iamos olhar para cima e não apenas para os pés. Iamos ver.
Fazes-me falta.
Voltarei cá contigo e o deslumbramento será maior.
Orquídea
É verdade. Ias aproveitar tão bem esta viagem. Para além das fotografias fabulosas que ias tirar, a experiência académica, a cultura diferente, a língua, as possibilidades, as pessoas e tudo o resto, saberias absorver tão bem, aprender, crescer. Saberias aplicar a lei. Carpe Diem.
Sinto muito a tua falta. Não tenho quem me diga o quão totó sou por não saber lavar roupa. Preciso de ti para fotografias fofinhas, desculpas para mimos públicos. Queria-te comigo para me tirares da cama onde desperdiço tempo e me levasses a passear, só as duas e uma camara fotográfica, o mapa e o entusiasmo de descobrir coisas novas. Iamos entrar nas lojas e tentar aprender a língua. Iamos ver os detalhes que já mais ninguém vê. Iamos olhar para cima e não apenas para os pés. Iamos ver.
Fazes-me falta.
Voltarei cá contigo e o deslumbramento será maior.
Orquídea
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
São só coisas
Tudo em mim te respira. Tudo em mim anseia a tua pele.
Cheiro a tua camisa e sinto-me em casa. Desejo, por momentos, conseguir respirar só com a inspiração para poder sentir o teu odor constantemente, sem pausas.
Dormi com a tua camisola na minha almofada. Dormi contigo e foi a noite mais longa desde que aqui cheguei.
Orquídea
Cheiro a tua camisa e sinto-me em casa. Desejo, por momentos, conseguir respirar só com a inspiração para poder sentir o teu odor constantemente, sem pausas.
Dormi com a tua camisola na minha almofada. Dormi contigo e foi a noite mais longa desde que aqui cheguei.
Orquídea
Quando o sol se põe
Papoila: A., dói-me a alma. Tens aí paracetamol?
A.: Tenho, mas isso não trata o teu problema...
Papoila: E brufen 600mg?
A.: Experimenta 47Kg de orquídeacetamolofeno! Mas tem que ser per os, nada de intra musculares ou endovenosos.
Papoila
A.: Tenho, mas isso não trata o teu problema...
Papoila: E brufen 600mg?
A.: Experimenta 47Kg de orquídeacetamolofeno! Mas tem que ser per os, nada de intra musculares ou endovenosos.
Papoila
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Escrita
Leio-te cada texto. Corrijo-te ou chamo a tua atenção para pequenos pormenores. Digo-te que o terceiro parágrafo tem frases demasiado longas. Ou que não gosto desta ou daquela vírgula. Questiono o porquê deste termo e não de outro. Sugiro mudanças. Digo não gosto. Digo consegues melhor. E digo está perfeito, não lhe mexas mais. E, no meio de tudo, cresce o sonho de que um dia passarás mais tempo a fazer aquilo para que nasceste. Tens um jeito inato para as palavras. Há períodos em que andam esvaecidas, não lhes consegues dar o uso que tanto me deleita. São as preocupações que consomem a teia que usas para tecer as palavras e te tornam incapaz de produzir. Agora que tudo o resto está em standbye, regressaste. Regressaste vistosa, reluzente, como nos dias em que nos fomos atando uma à outra. E é tão bom reviver a tua escrita.
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domingo, 9 de agosto de 2009
Fofinho
Queria ela um post fofinho para si. E depois, pela webcam, faz-me aqueles olhinhos irresistíveis, por cima dos óculos, brilhantes, de cabeça deitada e mãos dadas ao lado da cara, com o sorriso enorme e apetecível. E depois quer que eu consiga escrever algo tão fofinho como ela.
No way.
Orquídea
No way.
Orquídea
Trouxe Confettis!
Digam lá que não é algo de mágico quando não vos dá mesmo jeito nenhum nenhum nenhum que o período apareça antes de determinada actividade aquática e, apesar de estar para aparecer há já 3 dias, consegue adiar-se para uma hora depois de terminarem a tal actividade, exactamente na altura em que conseguem, finalmente, ir à casa-de-banho confirmar que não ocorreu nenhuma desgraça durante a paródia.
Tenho o meu endométrio tão bem treinado que até parece mentira! Estou orgulhosa, I must say.

Period sucks.
Orquídea
Mentirinhas
Perguntam novamente se tenho namorado. Nego. Não minto, é verdade, mas fica algo por dizer.
Podem contar o que quiserem das suas relações. Do tempo que já partilharam, dos planos para casar, da cara bonita que tem, falem do que quiserem. São incapazes de me convencer que partilham um carinho semelhante ao que tenho contigo. Ninguém tem aquele brilho nos olhos e o sorriso certo, ou falam demasiado ou escondem com alguma vergonha. O que é certo é que, mesmo não lhes dizendo tudo o que poderia dizer, não sinto que soubessem o que é. Deve ser impressão minha.
Vaidosices, talvez. Mas somos especiais.
Orquídea
PS: Tão fofinha que é, não justificou o texto!
My Lovely Mirror
Menina de Bronze
Chamava-te assim, naquele verão em que tudo me levava a ti. A praia eras tu. Os livros eram tu. As nuvens, o vento, a voz, os lençóis. Estavas por todo o lado. Impregnavas cada canto, cada refúgio. Até o nada te tinha. Nessa altura já o meu corpo me dizia que te queria, embora fizesse um esforço para não o ouvir. E cá dentro havia aquela vontade de te saber de cor. Os sinais, a madeixa mais loira de todas, onde a tua cintura se dobrava um pouco mais, os teus medos, inseguranças, desejos, sonhos, alegrias e tristezas e incompreensões. Depois dei-te a mão e fiquei mais segura, tal era o reboliço em que me tinhas deixado. Aí acalmei.
Ninguém sabe como começou. Nem nós. Temos guardado como início cronológico aquele beijo incerto, inesperado e desejado de mansinho. Mas, no fundo, sabemos que o início remota à muito tempo atrás e não nos preocupamos com isso.
Sabe bem lembrar os passos. Não aqueles marcados pelos grandes passeios que fizemos, pelas descobertas, pelos lugares diferentes e mal conhecidos. Não pelos gostos coincidentes. Mas pela forma como nos entranhámos uma na outra, com tanta autorização muda. Como se não houvesse limites para o conhecimento mútuo. Como se aquela barreira que sempre existe, os segredos que nunca ninguém sabe, como quando meti o leite de chocolate aberto na mala do miúdo que fazia mal toda a gente e a mãe dele foi à escola no dia seguinte e um rapaz foi acusado do acto e não eu, tivessem sido vividos por ambas.
Enfim. Bastamo-nos.
Papoila
PS: E hoje, em tua honra, não justifico o texto.
Ninguém sabe como começou. Nem nós. Temos guardado como início cronológico aquele beijo incerto, inesperado e desejado de mansinho. Mas, no fundo, sabemos que o início remota à muito tempo atrás e não nos preocupamos com isso.
Sabe bem lembrar os passos. Não aqueles marcados pelos grandes passeios que fizemos, pelas descobertas, pelos lugares diferentes e mal conhecidos. Não pelos gostos coincidentes. Mas pela forma como nos entranhámos uma na outra, com tanta autorização muda. Como se não houvesse limites para o conhecimento mútuo. Como se aquela barreira que sempre existe, os segredos que nunca ninguém sabe, como quando meti o leite de chocolate aberto na mala do miúdo que fazia mal toda a gente e a mãe dele foi à escola no dia seguinte e um rapaz foi acusado do acto e não eu, tivessem sido vividos por ambas.
Enfim. Bastamo-nos.
Papoila
PS: E hoje, em tua honra, não justifico o texto.
Noites de Colónia
Houve noites em que contei histórias assim. De luz apagada, guitarra a acompanhar, voz ciciada.
Hoje fui eu a menina pequenina, e a voz é a da Sónia Tavares.
Deleitem-se com isto.
Papoila
Hoje fui eu a menina pequenina, e a voz é a da Sónia Tavares.
Deleitem-se com isto.
Mais aqui.
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Nerdices Domésticas
Se começar a realizar trabalhos manuais (como limpar janelas, varandas e os mais diversos objectos de volume considerável) às 9h da manhã e parar às 18h irá experiênciar uma sensação fantástica! No final, os seus movimentos basais irão apresentar uma força superior à desejada. É como se, para pegar num garfo, fizesse força suficiente para pegar num caixote: mas sem qualquer intenção de.
Isto é explicado pela neurotransmissão a nível da fenda neuromuscular, onde os nervos passam a informação para os músculos se contraírem. Esta informação é da responsabilidade de um neurotransmissor, a acetilcolina. Ao longo de um dia com muito trabalho, a acetilcolina vai sendo libertada em quantidades cada vez maiores, contrariando o cansaço muscular.
Quando finalmente paramos o árduo trabalho, o corpo não se apercebe instantaneamente disso. Desse modo, a quantidade de acetilcolina libertada no fuso neuromuscular continua aumentada, mesmo quando já não precisamos de tanta força.
E é por isso que, se a orquídea me pedisse festinhas neste momento, a única coisa que lhe conseguiria dar seriam palmadinhas desagradáveis.
Isto é explicado pela neurotransmissão a nível da fenda neuromuscular, onde os nervos passam a informação para os músculos se contraírem. Esta informação é da responsabilidade de um neurotransmissor, a acetilcolina. Ao longo de um dia com muito trabalho, a acetilcolina vai sendo libertada em quantidades cada vez maiores, contrariando o cansaço muscular.
Quando finalmente paramos o árduo trabalho, o corpo não se apercebe instantaneamente disso. Desse modo, a quantidade de acetilcolina libertada no fuso neuromuscular continua aumentada, mesmo quando já não precisamos de tanta força.
E é por isso que, se a orquídea me pedisse festinhas neste momento, a única coisa que lhe conseguiria dar seriam palmadinhas desagradáveis.
Não é bem assim, mas quase.
Papoila
sábado, 8 de agosto de 2009
V Era Glaciar
Sabe-se que o planeta terra já passou por, pelo menos, quatro eras glaciares (de Gunz, de Mindel, de Riss e de Wurm) e que caminhamos para a próxima a passos largos.Preocupadas com esta situação, aqui as meninas do jardim debaixo do pessegueiro, já estabeleceram requisitos para futuras aquisições! Tentaremos sempre, na medida do possível, tomar decisões pró-ecológicas.
Save the earth! It's the only planet that has chocolate!
Retrato Latino
Estendidas na toalha, após exercício físico vigoroso e inconsciente, descansávamos os plexos musculares. Mesmo atrás estava uma família portuguesa, com o típico macho latino a ostentar a sua pelugem e a exibir a sua família. Tudo muito bem. Um desconto para a sua atitude possessiva e de reinado, de braços cruzados em frente às toalhas em que obrigou todos a se sentarem. A história mudou quando o imberbe abriu a boca para se dirigir à família. Ficámos pasmadas com frases como ‘Engastas-te mais uma vez e não bebes mais água!’, ‘Aquela gaja (a filha, entenda-se, que não tinha mais de 12 anos) nunca sabe o caminho!’, ‘Sai de cima da tua mãe pah (com um empurrão potencialmente lesivo para o miúdo, que com certeza tinha menos de 5 anos)!’.
Enervante foi ver a mãe, de ar passivo e até despreocupado (provavelmente após tantos anos de habituação ao animal) com a situação.
Não há paciência.
Enervante foi ver a mãe, de ar passivo e até despreocupado (provavelmente após tantos anos de habituação ao animal) com a situação.
Não há paciência.
Papoila
PS: Reparem na distribuição pilosa do senhor. Muitos pelos em todo o lado excepto nas costas e na parte mais proximal das coxas. O que é que isto indica? Muito sofá, provavelmente acompanhado de umas cervejinhas e uns petiscos.
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