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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

As Bicicletas Saem à Rua


Sugeriste aproveitar o sol para iniciarmos as aventuras de bicicleta por Lisboa. Apesar da apatia, acedi.
Saímos em Belém, equipadíssimas. Seguimos vagarosamente, como a minha sensibilidade muscular e apreciação paisagística exigem, em direção à foz do rio. O sol aqueceu e não estavamos sós. Alguém parou para nos incentivar, que isto o pessoal das bicicletas é como uma equipa. Acreditem na estrada, disse. Até Cascais, disse. E fomos, e acreditámos. Não até Cascais, que o sol põe-se mais depressa que o nosso fôlego para o regresso, mas ficou a vontade e a tentação. Soube bem. É esta a tua prenda de aniversário. E, quem diria, salvou-me o dia cinzento.

Orquídea

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Férias: Last Call

Passei o dia sozinha. Pus-me a caminho, com as belas das pernas que fogem do ginásio, pelas ruas de Lisboa. Com obrigações por cumprir, coisas para tratar à última da hora antes do dia T (de Trabalho), aproveitei para passear com tempo e com os olhos bem abertos pela cidade.
Há muitos edifícios lindíssimos para os quais é preciso parar para os ver com atenção. E há lojas e pessoas, jardins e cães brincalhões. E eu adoro andar assim, sem tempo, explorando ruas novas.


Fui, finalmente, ao MUDE. A exposição permanente é interessante, mas um pouco desorganizada e não consegui perceber se aquelas paredes e tectos são mesmo assim, como se estivessem a meio de uma redecoração completa, ou se estão mesmo a meio de uma redecoração completa... Vale a pena, no entanto, dar um pulinho ao andar de baixo e ver o cofre. Tal como nos filmes, tem um espessura impressionante, trincos com um palmo de diâmetro, grades, uma antecâmara, uma mesa à porta para o segurança e inúmeras gavetinhas lá dentro para os tesouros de cada um. A não perder (a exposição que estava lá dentro passou-me um pouco ao lado, confesso...).
Ai, Lisboa, tantos anos contigo e tanta coisa que ainda tens para me mostrar...

Orquídea

domingo, 11 de dezembro de 2011

O Novo Cais do Sodré



Meninas! Esqueçam lá o Bairro, encontramo-nos no Cais do Sodré! Já visitaram a rua Nova de Carvalho, pintada de rosa e cheia de coisas fresquinhas para conhecer? Fui em boa companhia visitar este espaço renovado da noite lisboeta e adorámos! Um ambiente fantástico, uma rua rosa (nunca é demais referir), e novos bares cheios de encanto. Quem ainda não ouviu falar da Pensão Amor? É-me difícil arranjar forma de descrever este espaço, cheio de salas por descobrir, com sofás, uma parede de pêlo, um varão, bola de espelhos, uma botique erótica, um cabeleireiro e a sede do Queer, entre tanta coisa que ficou por ver...

E o Bar da Velha Senhora? Entrámos cheias de curiosidade e acabámos a assistir a um espectáculo burlesco que nos encantaria ainda mais se não fossem os senhores altos à nossa frente. Mas, tal como um deles disse, "Este sítio é perfeito, não se fuma e há mulheres a despirem-se."
E há mais! Há o Povo e há o solepesca, há petiscos e vinho e há um ambiente fantástico na rua e há vontade de ficar a apreciar a noite. Meninas, da próxima encontramo-nos aqui!

Orquídea

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dias


Terminei os meus dias de férias. Revivi Lisboa, apercebi-me que até a conheço relativamente bem, com as suas pérolas escondidas e os recantos imperdíveis. Voltei ao Porto, onde o Douro me seduz e o sotaque me anima. Embrenhei-me na Arrábida, na serra, na praia e no Oceano, onde os golfinhos pasmam. Reencontrei amigos que há muito não via e reafirmei a amizade com os de sempre. Não descansei, mas vivi um pouco. Agora que os dias de agitação terminam, tenho de voltar para a rotina do estudo. Já suspiro de novo, já tremo e já sinto o peito pesado. Vá, que ainda a procissão vai no adro e há que prosseguir com calma até ao fim. Embora!

Orquídea


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Férias



Finalmente, tirei uns dias. A minha amiga já chegou, já está bem instalada e já andamos a visitar Lisboa. Durante a próxima semana devo andar ausente, mas é por óptimos motivos. Entretanto ficam já a saber que, quando voltar, trarei notícias sobre o próximo encontro de bloggers! Interessad@s? Vou ver se me divirto que já mereço uns dias felizes!
Entretanto, a Papoila tem tirado bonitas fotografias a animais esquisitos, tem se surpreendido com algumas situações que encontra no hospital, tem ido à praia e apreciado comercio local e tem tentado contactar mais vezes o país de origem, mas a qualidade da net e os custos telefónicos não o permitem. Quando voltar, escreverá e encantará. Já faltou mais...

Orquídea

PS: Já sou Doutora. Pela quantidade de vezes que empregaram esse termo relativamente à minha pessoa quando fui à Ordem, até o snobismo esteve perto de perfurar a minha pele!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Noite e o Riso - Nuno Bragança

Esta é a capa da colectânea dos livros de Nuno Bragança, dos quais li apenas A Noite e o Riso. Decidi lê-lo porque o meu pai sempre me falou muito deste livro, que o tinha lido na sua juventude e que tinha adorado, que se tinha rido muito com ele. Como o meu pai não é de muitas leituras desde que o conheço (para além do jornal, digo), decidi que tinha de perceber o fascínio que este livro exerceu sobre ele.
Nuno Bragança foi um escrito aristocrata que viveu entre 1929 e 1985. Foi um opositor do Estado Novo, activista, e é conhecido não só pel'A Noite e o Riso, a sua obra de maior importância, como também por outros livros, contos e crónicas.
Este livro é constituído por 3 painéis. O primeiro relata os primeiros anos de uma personagem, a sua vivência quer na casa de alta aristocracia da sua família, com as suas regras de etiqueta, quer no colégio autoritário para onde vai estudar (e onde se vai revoltar). É uma visão um pouco surrealista da realidade, onde encontrei o tal riso de que o meu pai falava. Segue-se um painel, o maior do livro, que relata as aventuras e desventuras de um grupo de jovens amigos a partir de uma personagem em particular. Fala-se das ruas de Lisboa, as suas pessoas, as festividades e, claro, as suas mulheres. Para concluir o livro, um painel com textos soltos que, confesso, pouco ou nada me ficaram.
A escrita de Nuno Bragança é diferente. É carregada de palavras metafóricas que dão uma cor e vida diferente a descrições e ditos tão simples. À primeira vista, parece complicado de ler, mas as imagens surgem tão facilmente na nossa cabeça que torna o aparentemente rebuscado numa pintura compreensível e muito agradável de acompanhar. No entanto, esta organização do texto já vai para lá da minha capacidade interpretativa. Foi o que disse ao meu pai, Nuno Bragança parece um David Lynch da literatura.
Mesmo sem me ter rido assim tanto, para além do primeiro painel, gostei bastante do livro. Gostei especialmente da escrita e da forma de encadear as personagens e os acontecimentos. Fica a sugestão!

Orquídea

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Popó na Capital

Desde que vim para Lisboa, por causa das dificuldades de acesso por transportes públicos ao meu local de estágio, tenho andado de carro. A experiência tem sido repleta de mixed feelings. Ora vejamos:

Prós:
- Ouvir a Radar meia hora por dia, não sabem o bem que me fazia (e faz)! É tão bom ir a ouvir a minha rádio favorita, de que tinha tantas saudades, durante o trajecto solitário até ao trabalho.
- Gosto muito do meu carrito, é pequenino e maneirinho, consigo estacioná-lo quase sempre (um grande progresso!), não tem gasto muito, é muito suave na condução e sinto-me mesmo confortável ao volante!

Contras:
- Será realmente necessária tanta entrada de esgoto nas ruas desta cidade? É que até podiam estar alinhadinhas ou em continuidade com o piso, mas nããão, toca de espalharem por todo o lado para não termos possibilidade de fugir sequer, que isto as pessoas têm saudades do campo e gostam de fazer rallys em plena capital!
- EMEL. Os únicos sítios onde não se paga estacionamento que frequento são a casa da Papoila e o meu lugar de estágio. Se estiver em minha casa, tenho de pagar estacionamento das 8h às 20h. E dizem vocês, e muito bem, "porque não arranjas um dístico de residência?" Ora bem, eu tentei. Com casa em meu nome, fui com o papel do IMI e com os documentos relativos ao carro à EMEL, tal como dizia no site. Pois bem, como esta não é a minha morada fiscal, não aceitaram. Sugeriram que mudasse a minha morada nas Finanças ou a do Cartão do Cidadão como alternativa... Porém, um contrato de arrendamento serve para arranjar o dito dístico. Se calhar se alugar a casa a mim própria já consigo arranjá-lo... Faz sentido?
- Não preciso de referir o trânsito, os carros mal estacionados, as apitadelas, os semáforos, a confusão da Praça de Espanha, o nervosismo e agressividade dos condutores de cá, enfim, o que todos nós sabemos...

Orquídea

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

I'm back!


Estou de volta a Lisboa! Já não tenho de ficar a matutar intensivamente nas horas a que vinha e voltava de cá, já posso combinar chás e passeios, já posso estar sem pressas (vá, sem tanta pressa...) com a Papoila, enfim, coisas boas. Claro que o trânsito continua insuportável e agora que me movo de carro ainda mais sensível estou a essas coisas, mas vale a pena! É bom sentir que posso organizar a minha vida de outra forma, dar-lhe um pouco de mais alegria e movimento. Ai, saudades de Lisboa... Preciso de ir andar de metro e passear na Baixa.

Orquídea

domingo, 14 de março de 2010

Chocolate Alert!

Já visitaram uma loja de chocolate junto ao jardim do Príncipe Real? Não? Então é para ir!
Depois da desanimação dos preços do museu da Ciência, passámos a estrada e descemos um pouco pela rua Cecílio de Sousa até dar com esta loja. Já lá tínhamos estado à porta, mas hoje, após ler algumas boas críticas de pessoas amigas sobre a mesma, decidimos entrar. Recebidas logo com um sorriso e um cheiro delicioso a chocolate, a Papoila, de olhos já brilhantes, perguntou "Como é trabalhar com o chocolate?". Foi o suficiente para abrir um baú de memórias e histórias incríveis. Acompanhadas de vários tipos de chocolate que nos foram dados a provar. E, pela primeira vez, provámos gengibre. Com uma cobertura de 100% cacau. E chocolate com pedacinhos de laranja. E nibs de cacau. E ainda um café da casa. Mas vamos voltar ao princípio.
Esta é uma família com uma história incrível. Foi no Zaire, actual Congo, onde começaram por plantar café. A senhora da loja, que se meteu nesta aventura com o marido, contou-nos que demoravam quatro horas de voo para chegar à plantação e que, uma hora antes, tinham de baixar o avião para se orientarem pelos rios. Estavam no meio de javalis, leopardos e afins. Depois, com a guerra, mudaram-se para São Tomé e Príncipe e iniciaram também a plantação de cacau. Vimos muitas fotografias. Começaram a fazer provas, a ir para além das regras habituais para encontrarem o melhor chocolate. E, garanto-vos, fizeram um trabalho magnífico.
Vão lá. A sério. Provem. Levem para oferecer a alguém. Voltem com alguém. Eu cá fiquei com um chocolate quente por provar. Alguém precisa de ajuda para encontrar o sítio?

Orquídea

Eu cá... já entrei numa Leiloeira!


Nós já somos pessoas de bem. No último passeio por Lisboa, ficámos curiosas com um edifício junto à Bica, o palácio do Correio Velho. Curiosas e ingénuas como somos nestas ocasiões, decidimos entrar para ver o que era. Encontrámos uma senhora nas escadarias (mesmo que não a víssemos, sentiríamos o seu perfume a uma distância considerável) a quem perguntámos se era possível visitar o edifício. "Pois, não sei, ali em cima é propriedade privada e aqui é uma leiloeira, não sei o que é que podem ver!... Mas venham lá..." E, um pouco a contragosto, levou-nos até à recepção da leiloeira. "Olhe, estão aqui estas duas meninas, não sei bem o que é que querem, vêm com máquina fotográfica, dizem que gostavam de ver o edifício, mas, quer dizer, isto é propriedade privada, não sei..." Apesar da suave indignação da madame, o senhor da recepção mostrou-se prontamente disponível para nos mostrar o sítio, apesar de não haver muito que ver. Levou-nos pelos corredores à sala onde estavam expostas as obras de arte, com os números correspondentes para mais tarde leiloar, contou que, tal como o nome dizia, antes de ser uma leiloeira, aquele espaço era o local onde chegava o correio para Lisboa Sul e, após explicar que não havia muito mais para mostrar, levou-nos de volta até à entrada. Agradecemos e saímos.
Que chique. Até me sinto mais endinheirada só por ter visto aquelas obras. Ui ui.

Orquídea