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domingo, 27 de outubro de 2013

Cá estamos

Um novo post para relembrar que ainda por cá andamos. Os dias têm sido difíceis e sem tempo para falarmos deles. 
Eu com muito e árduo trabalho, com muitas mudanças e dificuldades no serviço, mas sempre apaixonada por aquilo que faço. Cansada, procurei cuidar-me e entrei, finalmente, para a dança contemporânea. Faz-me tão bem aquela hora de música e gestos bonitos. É mesmo terapêutico. Voltei a escrever, na necessidade de exorcizar estes dias maus, e voltei a ler poesia, para pôr uns neurónios diferentes a funcionar. Vou trabalhando na minha recuperação.
A Papoila permanece na contagem decrescente para o terrível exame. Para quem o conhece, sabe que pouco mais é preciso dizer. É uma prova de resistência, um atentado à saúde mental de qualquer um. É, por isso, uma batalha constante, todos os dias que passam. Só queremos que o dia chegue depressa e que este sofrimento termine. Queremos pensar no futuro, em nós, e não nesta prova assustadora. Queremos sonhar.
Tenho-vos lido. Continuo por aqui, por entre os blogs, entre as vossas aventuras, desventuras, alegrias e tristezas. Mesmo sem disponibilidade para vos comentar, sorrio-vos.
Fica prometido. Assim que os dias difíceis sossegarem, marcaremos um reencontro.

Orquídea

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Quem tem medo do H. #13

Já está. Ontem à tarde, juntamente com 1600 coleguinhas, fiz a prova tão temida. Foi horrível. Estava calma, concentrada, mas pouco valia quando há perguntas sobre moléculas e de vias enzimáticas que não interessam a ninguém. Era oficialmente difícil, já que cederam mais 15 minutos à duração da prova, como se em 15 minutos te lembres melhor das coisas. Saí frustrada, com a sensação de que os resultados não vão reflectir o estudo de cada um, o que torna ainda mais injusta a prova. Não me sinto mais leve, sinto um novo peso, uma nova preocupação que carregarei durante um ano até ter a certeza se a minha nota (que ficou 10% abaixo daquilo a que me propunha) chegará para aquela vaga.
Frustrações à parte, chegou a hora de descansar. Estou exausta e estes longos meses ainda pesam, mas aos poucos vou-me despindo deles. Hoje está sol e tenho de o aproveitar. Tenho um mês e meio para descansar. Muitas decisões e mudanças para fazer entretanto, uma vida nova para começar, mas há que levantar o queixo, olhar à frente e, finalmente, viver. Vamos a isso, um passo de cada vez!

Orquídea

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Amanhã!


Está quase!

Iupiiiiii!

Orquídea

PS: Quem leu no Expresso deste Domingo um artigo sobre o belíssimo exame de acesso à especialidade? Para quem ainda não percebeu do que se anda aqui a falar, recomendo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Quem tem medo do H. #12

Daqui a uma semana estou de férias!!!! Iupiiii!

As coisas parecem finalmente estar a sorrir. O entusiasmo de estar quase livre disto, dá-me a alegria que preciso para conseguir estudar bem (mesmo bem!) e ainda ter energias para sonhar com o que farei depois. E era só esta disposição que me faltava e que espero que aguente até ao dia. Conheço bem as minhas manhas: se vou para o exame preocupadíssima com o resultado, com o que sei e especialmente o que não sei, corre mal; se, por outro lado, for feliz por estar quase livre, o exame corre bem! Por isso, é manter o espírito positivo para celebrar ainda mais depois do dito.
Ah, e há mais boas notícias! Este ano o número de vagas para a minha querida especialidade aumentou. Continuam pouquinhas, mas quanto mais o número sobe, maior a probabilidade de sobrar uma para mim. E diziam num artigo no outro dia que é das que mais falta faz em Portugal, por isso, venham elas!

Me aguardem, que estou quase de volta.

Orquídea

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Quem tem medo do H. #11

Faltam já menos de duas semanas, mas não quero deixar este blog sem a minha presença durante tanto tempo. É preciso mudar-lhe o post inicial de vez em quando. E tenho saudades.
Às vezes é preciso uma Jillian aos nossos ouvidos a dizer para não pararmos. E imagino-a (não aos berros, que para estudar é preciso gentileza), uma Jillianzinha imaginária, como quem diz, uma força extra que nos convence que somos capazes e que ainda não é altura para desistir. Ainda há esperança.
Há dias piores que outros. Passei uma semana longe de (quase) tudo, onde não me recordava da angústia destes dias e onde o estudo pareceu recomeçar bem mais leve. Passei o meu aniversário por lá, com a calma e a serenidade necessária, sem alaridos nem efusividades que me perturbariam este período. Fica para depois, para quando estiver feito. Já quase que lhe sinto o cheiro, o da liberdade para descansar.

Orquídea

domingo, 23 de outubro de 2011

Quem tem medo do H. #10

Se tudo correr como planeado, não devo voltar tão cedo ao blog. Falta menos de um mês para o exame e vou ligar o turbo, dar tudo o que tenho para conseguir cumprir o plano em tão pouco tempo e livrar-me de vez (e bem!) deste exame. Para isso, vou cortar em certos vícios e procurar criar outros. Diminui-se o tempo virtual e aumenta-se o exercício físico. Conto vir cá dar um pulinho de vez em quando para ver as novidades, mas não conto escrever tão frequentemente. Se não me virem por aqui, já sabem onde estou. Preciso muito desta concentração final.
Dia 22. Here I go!

Orquídea

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Quem tem medo do H. #9

Hoje não consigo ler nada. Estive a adiar a hora de recomeçar o estudo e, quando comecei, nada me fazia sentido, a cabeça fez greve. Não quer pensar mais. Está cansada e cheia de porcaria lá dentro, hoje não me parece que vá conseguir varrer para longe o que não interessa. Hoje é daqueles dias que vai ter de passar, com esperança que amanhã acorde melhor. Neste momento, cada dia é uma vitória.
Ao mesmo tempo, não compreendo como cheguei a este ponto. Durante meses correu tudo bem, estudei com a calma que queria e, de repente, fez-se algum curto-circuito cá dentro e a partir daí cada dia é um desafio imenso. Peço a todos à minha volta para terem uma paciência extra comigo, já que tenho tendência em virar a minha frustração contra algumas pessoas que não o merecem. Já não penso tanto na importância deste exame e em tudo o que vai definir no meu futuro, já só tenho cansaço e um desejo enorme que tudo isto termine. Eu sei, está quase, já faltou muito mais. Eu sei, vou começar uma vida nova em breve, um ano sem ter de estudar em que posso descansar e voltar a sonhar. Eu sei. Mas até lá, ainda tenho 32 dias para viver. Inspira, expira, vamos a isso.

Orquídea

Quem tem medo do H. #8

E ontem, a ver um jogo de Poker na televisão, sempre que aparecia o símbolo "K" das cartas, a minha mente traduzia imediatamente para "Potássio"...
Falta um mês (e dois dias). Que a minha saúde mental não sofra mais danos gravosos até lá. Estou tão cansada.

Orquídea

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Quem tem medo do H. #7

Falta mês e meio!!
Não sei qual das emoções sinto mais.

Esta:

Ou esta:
(ok, acho que é a última... mas shhh)

Até lá, lembrar nunca mais beber café que ainda estou aos pulos por causa daquele que bebi ao almoço. Passei a tarde a ouvir Silverchair, a cantar bem alto e a espernar por baixo da mesa, para expelir a energia excessiva que impede a concentração que o estudo requer. Ai, que esta vida está difícil.
Inspira, expira, inspira, expira.

Orquídea

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Quem tem medo do H. #7


Acordo sem vontade de me levantar. Não sei porque ainda ponho despertador; acordo, desligo-o, aceito a desculpa de que estou muito cansada e preciso de dormir e volto para o mundo dos sonhos. Acordo tarde e desanimada porque, enfim, já é tarde. A vontade é cada vez menos. O estudo rende pouco, canso-me depressa, faço pausas longas que já não me chegam. Não cumpro os objectivos diários. Amanhã não será melhor. 
Tenho andado a adiar as férias. Já falta pouco, na próxima semana recebo a minha amiga e tiro uma semana e meia para não ouvir falar do bicho H. Até lá, convinha estudar. Estou exausta. Preciso de não ter um exame para fazer.

Orquídea

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Quem tem medo do H. #6

Eu bem digo que até estou a levar com calma o estudo, mas apercebo-me que isto está mais enraizado em mim do que penso quando me perguntam banalmente como estou e respondo, invariavelmente, "bem, obrigada, continuo de volta do estudo, já estou na segunda volta, ando a ler isto e ainda me falta aquilo, mas tenho tempo, tudo com calma, é ir estudando e a ver se faço algumas pausas" and so on...

Orquídea

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Quem tem medo do H. #5

Já me tinha esquecido das mensagens deixadas no H. no início da primeira volta. Agora que recomeço tudo do princípio, sabe bem ter esta surpresa.

Orquídea

sábado, 6 de agosto de 2011

Quem tem medo do H.#4

Eu já começo a ter algum. Não é dele em si, que o tenho lido com relativa calma e compreensão, mas do estado em que me deixa. Em qualquer época de exames, tenho dias difíceis em que fico demasiado sensível e irritável e hoje é um desses dias. Tem agravado ao longo da última semana e eu começo a ter medo. Faltam três meses e meio. É muito mês. Tenho de encontrar alguma paz interior durante este tempo. Não estou com medo do exame em si, falta muito tempo para começar a temê-lo e ainda agora iniciei a segunda volta, vamos com calma. Tenho é medo do meu cansaço mental, da irritabilidade e labilidade emocional que se pode voltar contra as pessoas que me são mais queridas. E eu sinto-me frágil e a precisar de mimo.

Vida de estudante é assim... Mas hei-de terminar a saber muito mais de medicina, valha-nos isso. Respirar fundo, aproveitar a cidade que se tem, a companhia que nos segue e fazer mais para além disto. Porque há muito mais. Coisas boas e alegres. Vamos embora.

*fim de desabafo*

Orquídea

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Quem tem medo do H. #3

Como hoje inicio uma nova abordagem ao meu amiguinho, decidi deixar-vos com a há muito prometida comparação dos termos médicos brasileiros e portugueses. Compreendo que não seja assim tão engraçado para alguns, especialmente para quem não for de Medicina, e há termos mais interessantes que outros, mas é como vos digo, uma pessoa tem de se animar de alguma forma!

driques - bebidas/copos
acurácia - exactidão
cancêr - cancro
trama - rede
cátion - catião
tonteira - tonturas
bolo - bólus
prognóstico sombrio - prognóstico reservado
(o termo sombrio é bem mais revelador do que o nosso eufemismo)
estertores - fervores
contorcido - contornado
alça de Henle - ansa de Henle
fumantes - fumadores
alcoolistas - alcoólicos
alentecimento - lentificação
treinamento - treino
internação - internamento
fechamento - encerramento
liberar - libertar
cotidianas - quotidianas
tendíneas - tendinosas
necropsias - autópsias
(em português de Portugal não parece tão mau...)
jaleco - bata
ligadura tubária - laqueação de trompas
cepas - estirpes
(esta vocês já ouviram muitas vezes nos últimos tempos, certo?)

E, para terminar, uma bela frase que, sinceramente, nem eu consegui perceber:

"cadeira higiénica à beira do leito em vez da comadre"

O H. tem informações bem esquisitas de vez em quando... Bom estudo!

Orquídea

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Caro blog,

Também já tenho saudades. Não te preocupes, está tudo bem. O que acontece é que o tempo tem sido preenchido com outras coisas. Escrevo-te esta carta para te explicar a nossa ausência.

Eu cá já iniciei o estágio em Cirurgia e, sabes, estou a gostar mais do que esperava. Continuo a não gostar, mas, pelo primeira vez, estou a ter um estágio decente, em que se trabalha e se aprende. Até já dei uns pontos na cabeça de alguém! Correu muito bem, ficaram bonitinhos. Só que tem sido um estágio cansativo e exigente, não me sai da cabeça e, coitadinha da Papoila, já está farta de me ouvir... Mas enfim, a boa notícia é que já só faltam 4 semanas!

E comecei também o ginásio! E eu que nem me imaginava em cima de uma passadeira (ou elíptica, que aquilo dá cabo de uma pessoa) e lá vou eu, com a minha Papoila, suar como não suava há muito tempo. E sabe bem! Andamos muito empenhadas nisto, a cumprir os horários e a subir objectivos. Tem de ser, dá saúde física e mental.

A Papoila está bem, sim. Tem andado concentrada também no estudo e esteve agora de férias, lucky her. No outro dia fomos passear, tirámos um dia de férias em conjunto, pegámos no carro e fomos visitar umas praias para os lados de Peniche, almoçámos em Óbidos e soube mesmo bem, foi bom para esquecer o resto, aproveitarmos o bom tempo (sim, foi ainda com bom tempo) e sentirmo-nos de férias.

Ah, sim, o H. Vai andando, step by step. Ando mais focada. Menos net, mais estudo, mais vida fora deste ecrã. Sei que te deixo preocupado quando fico tanto tempo sem cá aparecer, mas é por uma boa causa. Do meu coração não sais. Carregas muita gente importante.

Um abraço e até breve!

Orquídea

terça-feira, 29 de março de 2011

Feito

Correu muito bem e tive muito prazer em apresentar um trabalho que muito gosto me deu fazer. Obrigada pela presença. E agora, venha o H.
Orquídea

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quem tem medo do H. #1


Visto que já iniciei a dura e longa batalha contra o gigante Harrison, ou seja, o livro enorme que tenho de estudar para o exame da especialidade em Novembro, e como calculo o quanto isso vai estar na minha cabeça nos próximos meses, inicio aqui a rubrica "Quem tem medo do H.".
Ora bem, eu tenho algum. Mas a Papoila tem ajudado a combatê-lo. Porque duvido que haja algum exemplar com tantas mensagens bonitas deixadas nas bordas e nos topos enquanto estudamos juntas. Sempre que solto um suspiro desanimador, tenho lá sempre a caneta colorida no topo da página a relembrar-me que tenho alguém ali mesmo ao lado (ou à minha frente, geralmente) que me sorri e me segura sempre que ameaçar perder o equilíbrio.
Por isso... Venha ele que eu não tenho medo de ninguém!

Orquídea